Daily Archives: 2009/02/02

Lost S05E01 “Because you left”

O primeiro episódio da temporada 5 da série “Lost” (Perdidos) que temos seguido por aqui com a máxima atenção foi emitido no canal norte-americano ABC a 21 de janeiro de 2009. Ignoramos quando passará em canal aberto (RTP) em Portugal ou na televisão por cabo, mas iremos aguardar ansiosamente por esse momento… O primeiro episódio confirma o mote que os produtores tinham declarado no interregno de emissões que iria nortear esta temporada: o grupo de sobreviventes do voo Oceanic que conseguira deixar a Ilha irá tentar regressar a ela. E todo o enredo vai girar em volta disso mesmo. Na Ilha, a ação vai ocorrer dentro da mesma linha temporal e reflectirá várias deslocações temporais, um efeito secundário da deslocação desencadeada por Ben no último episódio da temporada 4.

1. Logo numa das primeiras cenas, Pierre Chang coloca um disco no prato e este salta fora da faixa, esta é uma alusão clara ao próprio estado da Ilha, que salta de faixa em faixa a sua agulha. Cada faixa é uma linha temporal e a agulha são os sobreviventes. A causa destas oscilações é (nas palavras de Linus e de Richard Alpert) a saída dos sobreviventes da Ilha, já que estavam fora do raio de acção do mecanismo da roda quando esta mudou a Ilha de local.

2. Quando o chefe de obra no túnel da Estação Orchid mostra a Chang (que parece ser o líder local da Dharma Initiative, o que é novidade) um mapa de sonar daquilo que está para além da parede de rocha que estão a tentar penetrar o desenho na folha expõe a mesma câmara em que esteve Ben, no final da Temporada 4 e uma parte da roda que acciona o mecanismo que fez a Ilha mudar de coordenadas Espaço-Tempo. O trabalhador da broca está caído – desmaiado e sangrando do nariz… como Desmond, quando se movia dum lado para o outro, na sua linha temporal. O foco desta energia que produz estas viagens está na câmara, por detrás da parede rochosa e é controlado pela roda. Esta energia era domada pela antiga civilização que vivia na Ilha (Mu?), como ilustram os hieróglifos da porta da sala de controlo do “Monstro de Fumo”, na cave da casa de Ben, os hieróglifos do contador da Estação Cisne e os hieróglifos na própria “Sala da Roda”. É esta energia (de carácter ou capaz de produzir efeitos secundários, magnéticos) que Michael Faraday investigava no seu sótão em Oxford, levando as mentes de coelhos para trás e para a frente no Tempo. Um dos efeitos secundários negativos destas viagens da mente (o Sujeito na teoria einsteiniana da Relatividade Geral) era a perda de sangue pelo nariz, a loucura e, enfim, a morte… Estas viagens são possibilitadas pela energia que Chang admite estar do outro lado da parede de rocha “suficiente para tornar as viagens no tempo e no espaço possíveis”. Ao sair, aparece Daniel Faraday vestido como um operário da Dharma… Em plena viagem temporal.

Como pequena nota, quando Pierre Chang se prepara para filmar aparece uma cabeça de alienígena numa prateleira… Será que os ETs ainda vão aparecer em Lost? Como embuste de um filme de orientação Dharma, claro, porque os produtores já deixaram claro que nada na Ilha teria uma explicação ligada a “homens verdes”…

3. A evidencia de que os sobreviventes se deslocaram no tempo, enquanto que a Ilha se movia no espaço torna-se clara quando os sobreviventes constatam que o seu acampamento desapareceu “porque ainda não foi construído” nas palavras de Faraday. Já que o grupo do pneumático estava nos confins do raio de acção da deslocação, teriam sofrido menos efeitos do que se estivessem na Ilha, e assim teriam viajado no Tempo, mas não de forma sólida, já que parecem oscilar de era em era, inconstantemente.

4. Depois de Ethan ter atirado sobre Locke, este vê a luz branca que prenuncia nova deslocação no tempo. Ora Ethan não dá sinais de a ver, o quer dizer que esta só é visível a quem se desloca dentro da “bolha de energia” gerada pela roda de Bem. No final da temporada 4.

5. Quando o grupo de Sawyer está junto dos destroços da impulsão da Estacão Cisne, Sawyer pergunta a Faraday porque não alteram o passado e este responde que o passado é como um fio que podemos percorrer de trás para a frente e da frente para trás, mas que nunca podemos criar um novo fio. Isto não está conforme à visão de alguns físicos quânticos que defendem precisamente a geração de números infinitos de universos paralelos… Nem com a acção de Locke que mata um Outro com a sua faca, sem ter em conta as consequências no futuro desse gesto.

6. Num dos saltos temporais, Locke encontra Richard Alpert que lhe tira a bala da perna e lhe diz que a única forma de salvar a Ilha (sempre a única preocupação dos Outros) é fazer regressar o grupo que saiu dela e que para isso, Locke terá que morrer… Salvar a Ilha dos saltos no tempo, aparentemente, mas não é claro em que é que isso a ameaça. Talvez agora que não existe o mecanismo de dissipação de sobrecarga que estava na Estacão Cisne a energia da roda esteja descontrolada. E que os sobreviventes tenham alguma forma de recuperar o processo. Talvez viajando no passado (só eles, não os Outros o podem fazer) e fazer algo na Cisne que trave essa deriva da Ilha?

7. Quando Faraday diz que Desmond não tem aplicadas a si as mesmas regras dos outros, é porque ele não é nem um sobrevivente, nem um Outro. Não faz parte da primeira linha temporal (dos Outros) nem da segunda (dos Sobreviventes). O papel do Sujeito nestas viagens parece ser muito importante.

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Quids S15: Como se chama esta personagem?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Rússia quer comprar UAVs israelitas e a sua admissão pública de inferioridade neste campo

A Rússia admitiu publicamente que apesar de fabricar dos melhores aviões de caça e transporte do mundo, no domínio dos unmanned air vehicles (UAVs) ainda tem muito a aprender… Especialmente de Israel, país de onde irá comprar UAVs de um tipo ainda indeterminado.

Esta admissão foi feita pelo ministro da Defesa Mikhail Musatov, que os UAVs seriam do mesmo género daqueles que a Geórgia usou contra a Rússia no recente conflito da Ossétia. Ora, a Geórgia usou aparelhos da Elbit, no modelo Hermes 450, e como a Elbit está envolvida em diversos programas militares com os EUA, é duvidoso que se comprometa vendendo UAVs à Rússia, especialmente no clima atual de esfriamento… De uma forma ou de outra, a derradeira grande força aérea do mundo que não utilizava UAVs vai passar a fazê-lo, confirmando o futuro e potencialidades da tecnologia… Falta agora ver nascer também um projeto russo de um UCAV… Talvez, o passo seguinte pós PAK-FA?

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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