Monthly Archives: Fevereiro 2009

Sobre a “Rail-Gun” 32MJ que está em desenvolvimento nos EUA

A empresa britânica “BAE Systems” recebeu em 2006 um contrato para desenvolver e fabricar “32 Megajoules Laboratory Launcher” para a US Navy. A arma em si mesma é completamente revolucionária, como aliás se pode fácil depreender da designação “Laboratory” e consiste num tubo com um rail eletro-magnético que acelera um projétil até velocidades muitos elevadas, sem recorrer em momento algum ao uso de explosivos. As vantagens de um sistema destes são evidentes: o espaço e o risco de armazenar explosivos num navio deixaria de existir, em sobretudo, o ritmo de disparos aumentaria dramáticamente até pelo menos dez vezes mais. A precisão dos disparos aumentaria também de forma exponencial, já que é possível controlar com muito maior precisão o disparo da ogiva.

A nota de imprensa da BAE afirma que se trata de um contrato de 9,3 milhões de USDs, da Marinha dos EUA para o desenvolvimento desta tecnologia e de um segundo contrato, de 5,4 milhões de USDs para a construçao da primeira “32 Megajoules Laboratory Launcher”. Este primeiro protótipo lançará ogivas a velocidades de Mach 8 e será o primeiro passo para a construção de um segundo protótipo, mais potente, de 64 megajoules que já poderá ser instalado a bordos de navios de guerra da Marinha dos EUA.

Tecnicamente, há ainda alguns problemas a ultrapassar, com os acumuladores e com o tubo de disparo, sendo dificil lidar com tais energias sem envolver altos níveis de fricção e sem provocar a deformação do tubo. As baterias são outra parte do problema devido à escala (32 megajoules!) envolvida. Por comparação, um Joule é a energia libertada quando uma maçã cai de uma altura de um metro. Um megajoule (MJ) é essa energia multiplicada 106 vezes, logo, a arma terá uma potencia de 32 x 106, ou seja, 32 milhões de maçãs caindo de um metro de altura, libertada em segundos e concentrada num tubo de uns escassos metros de comprimento! Estas limitações fazem com que num futuro mais ou menos próximo não seja possível instalar armas destas a não ser em navios de guerra de médio ou grande tamanho, e que a sua instalação em MBTs ou em aviões esteja bem fora de equação. É pois provável que a primeira arma magnética (a de 64 MJ) esteka pronta a tempo da entrada em serviço do conturbado projeto DDG-1000, que, de facto, foi concebido como um navio “totalmente elétrico”, desde a propulsão até ao armamento.

Até ao final do corrente ano de 2009 irá decorrer a avaliação da nova arma, que se for positiva, entrará em produção em 2015.
Fontes:

http://www.defenseindustrydaily.com/bae-producing-scaleddown-rail-gun-naval-weapon-01986/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink

http://www.popularmechanics.com/technology/military_law/4231461.html

http://www.baesystems.com/Newsroom/NewsReleases/press_06072006.html

Anúncios
Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: | 6 comentários

A Guiné Equatorial quer aderir à CPLP

Atualmente, a Guiné Equatorial, uma antiga colónia espanhola na África Ocidental é membro da CPLP, como o estatuto de “Observador Associado” desde 2006, juntamente com as Ilhas Maurício e o Senegal. Mas este país – encravado numa região onde predomina a língua francesa e perante um inconsistente apoio por parte da antiga potencia ocupante sente-se isolado e encontrou na CPLP uma forma de alavancar a sua diplomacia e de potenciar o seu desenvolvimento social e económico. Em consequência, o seu governo tenta, pelo menos desde 2006, aderir como membro de pleno direito na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Alguns países membros da CPLP, como a Guiné-Bissau já concordaram publicamente com a adesão, uma posição com a qual concordamos, tendo em conta a localização geográfica da Guiné Equatorial (próxima de São Tomé e Princípe e das ilhas de Cabo Verde), a utilização da língua castelhana (próxima da portuguesa), a necessidade de expandir a influência da Lusofonia até novas paragens, a existência de laços históricos entre Portugal e a Guiné Equatorial e o expresso desejo do país adoptar o português como terceira língua oficial.

A adesão da Guiné Equatorial encontrou um apoiante persistente na Guiné-Bissau, país que é membro da CEEAC “Comunidade Económica dos Estados da Africa Central“, juntamente com a Guiné Equatorial.

A adesão do país africano poderia acontecer já na próxima cimeira da CPLP, em 2010, dependendo o sucesso da mesma da adopção atempada do português como língua oficial.

Micha Ondo Bile, o ministro das Relações Exteriores da Guiné Equatorial declarou à agência Lusa que “O nosso desejo é na próxima cimeira já podermos ser país membro de pleno direito. Se não acontecer, continuaremos a insistir para que se possa conseguir (…). Perder-se-ia energia e uma boa oportunidade da CPLP ter um membro mais. Os países amigos e irmãos da CPLP deveriam dar este passo significativo, importante para a Guiné Equatorial, mas também para eles.”

O ministro fez estas declarações em Lisboa após a cerimónia de assinatura de três protocolos com Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Um destes acordos visa precisamente o apoio à adopção da língua portuguesa no sistema de ensino do país africano que inclui a preparação e eventual envio de professores de português, esperando-se resultados práticos ainda durante este ano de 2009. Atualmente, a Guiné tem como línguas oficiais o espanhol (antiga potencia colonial) e o francês (a língua mais falada pelos seus vizinhos), mas o português já é a terceira língua mais falada. A adopção da língua no ensino oficial, faria aumentar esta disseminação da língua de Camões.

Infelizmente, a Guiné Equatorial não tem dos registos mais limpos no que concerne ao respeito pelos Direitos Humanos… e a adesão à CPLP poderia ser usada pelo seu presidente (no poder desde 1979) e o país tem também pendente uma série de disputas territoriais com os Camarões e a Nigéria sobre as águas terriroriais e com o Gabão quanto à ilha que este país ocupa com o nome de Mbane. Neste contexto, a adesão à CPLP poderia servir a este regime de duvidosa legitimidade para apregoar internamente o “reconhecimento internacional” do seu regime… Contudo, é um país onde se fala português e onde o seu ensino e utilização está a aumentar, pelo que existe argumentos de peso para aceitar a sua admissão na CPLP, a qual, aliás, poderia depois ser usada para pressionar pela maior democratização do regime…

São estes registos obscuros no campo dos direitos humanos que me fazem ficar mais hesitante no apoio a esta adesão… A CPLP, apesar de sérios desvios à legalidade em Angola e a uma corrupção e má governança sistemáticas na Guiné-Bissau, por comparação com outros países africanos e sul americanos, os países da CPLP mantêm um bom registo do domínio dos direitos humanos. A adesão da Guiné Equatorial iria certamente alterar o peso deste julgamento… Historicamente, haveria bases para admitir o país, já este foi visitado pelos portugueses pela primeira vez em 1471, tendo Fernão Pó mapeado a sua ilha de Bioko sob o nome de “Formosa” ou simplesmente “Fernão Pó”. Em 1493, o rei Dom João II, assumia a posse da ilha de “Corisco ” acrescentando ao seu título o de “Senhor de Corisco” e vários portugueses haveriam de se instalar nos anos seguintes em outras ilhas hoje sob administração da Guiné Equatorial. A saída de Portugal deste arquipélago começou em 1641, quando a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais se instalou na região, regressando contudo os portugueses em 1648 construindo então o primeiro forte europeu na região, o forte de Ponta Joko. Os portugueses permanceriam na região até 1778 quando sob os tratados de San Ildefonso (1777) e do Pardo (1778) as ilhas e o seu prolongamento terrestre foram entregues à soberania espanhola que as administrou até 1968.

Fontes:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=368591
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336546&idCanal=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9_Equatorial
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=6953&catogory=CPLP
http://espanol.guinea-equatorial.com/
http://www.ecowas.info/
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ek.html#Issues

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional | Etiquetas: , | 24 comentários

Ainda sobre a Pátria: duas citações…

.
Uma Pátria é uma escolha ou é um escolho.
Casimiro Ceivães

Para a grande maioria dos homens, se apresenta a pátria apenas como um acidente ou um acaso físico: são de onde nascem, e, a pouco e pouco, a convivência dos pais, de seus conterrâneos, mais tarde a escola e o Estado, os dois grandes organismos encarregados essencialmente de não deixar esca­par ninguém das malhas do exército social, os vão gradual e real­mente convencendo de que não poderiam ter nascido noutro lugar e de que uma escolha futura que livremente pudessem fazer represen­taria sempre e de qualquer modo uma diminuição ou uma traição. A outros, no entanto, e porque são amados dos deuses, se apresenta o caso de modo diferente: a vida, mostrando à superfície, como circunstância, o que é meditado e deliberado propósito de quem rege a História, os encaminha à escolha que decidirá de seus destinos: o de resplandecer num véu de glória, que é quase sempre, visto por dentro, um véu de lágrimas, ou o de ser jogado fora como um vaso de oleiro que mentiu, pela má qualidade do bairro, à diligente regulari­dade da roda e à inventiva agilidade do gesto. Quem pode, em raro jogo, escolher o seu país, por aí mesmo está escolhendo a sua vida: uma vida que dele mesmo se vai alimentar.
Agostinho da Silva

Categories: Agostinho da Silva | Deixe um comentário

Fernando Pessoa: Os factores determinantes da decadência portuguesa

No manifesto “O Interregno: defesa e justificação da Ditadura Militar em Portugal” (Lisboa, 1928), Fernando Pessoa enunciara os factores determinantes da decadência portuguesa:
1. A Nação está internamente muito dividida:
“Porque não temos uma ideia portuguesa, um ideal nacional, um conceito missional de nós mesmos”

Embora o poeta tenha aderido filosoficamente ao golpe de Estado que mais tarde haveria de levar Oliveira Salazar ao poder, mais tarde exprimiria varias posições que deixavam bem clara a sua oposição a esse regime. Esta adesão inicial resultava da constatação da existência de um confuso e degradado estado a que a primeira República havia levado o país. Os governos sucediam-se uns após os outros, durando por vezes apenas alguns meses. A situação financeira era terrível e o divórcio entre o interior rural, católico e subdesenvolvido e o litoral, laico e urbano cavava um fosso que o regime republicano se revelava incapaz de transpor.

Quando Pessoa criticava o regime republicano por não ter uma “ideia portuguesa”, referia-se à importação cega e ao transplante forçado e antinatural das doutrinas liberais e republicanas de França, naquilo a que Teixeira de Pascoaes chamaria das influências perniciosas de “Paris”. Victor Hugo diria até que os republicanos portugueses tinham feito em dez anos o que os republicanos franceses tinham demorado duas gerações a fazer. Toda esta pressa em levar Portugal a aproximar-se a passo de trote de uma Europa onde nunca pertencera de alma e coração haveria de criar um país ingovernável, debatendo-se com guerrilhas parlamentares permanentes, com grandes clivagens entre classes e meios urbanos e rurais. O radicalismo de um anticlericanismo que destruiu sem substituir, que centralizou em excesso – marchando contra a tradição municipalista que recuava à Idade Média – e que esqueceu os valores portugueses preferindo importar acriticamente os de Paris, deu no que deu… As longas, de meio século, trevas salazaristas…

2. Portugal tornado num Estado de Transição:

“a condição de um país em que estão suspensas as actividades superiores da Nação como conjunto e elemento histórico (…), mas não está suspensa a própria Nação que tem que continuar a viver e, dentro dos limites que esse Estado lhe impõe, a orientar-se o melhor que pode. (…) os governantes de um país em um período destes, têm pois que limitar a sua ação ao mínimo, ao indispensável”

Se assim era no tempo de Pessoa, então que diremos dos dias de hoje? Portugal vive dormente entre as regiões de uma Europa onde o querem agregar e a elite europeia, muito eficiente em congregar uma fiel casta de seguidores nas poucas centenas de famílias que partilham entre si os Meios de Comunicação, a Política e o poder económico. À avidez normalizadora da eurocracia de Bruxelas interessa sumamente suprimir qualquer identidade nacional, recrutando seguidores com “programas Erasmus”, generosos subsídios para abandonar a agricultura e financiando a pavimentação das estradas que levam até nós os produtos manufacturados no norte, deixando a Portugal – Nação esvaziada de gentes e de economia – a mera função periférica e acessória de “solarenga praia dos germanos”. Este é o “Estado mínimo” onde hoje nos querem fazer viver e onde a Primeira República nos levou, no seu cego afã de introduzir “Paris” à viva força em Portugal, esvaziando sem hesitação a essência sóbria, rural e espartana do dito “Complexo Viriatino” de Miguel Real e substituindo por um liberalismo parlamentar confuso e impopular, cujos desmandos haveriam de redundar na longa noite salazarenta.

3. As elites da Nação encontram-se desnacionalizadas:


“Estamos hoje sem vida provincial definida, com a religião convertida em superstição e moda, com a família em plena dissolução . (…) Ora um país em que isto se dá, um país onde (…) não pode (…) haver opinião pública em que elas se fundem ou com que se regulem, nesse país todos os indivíduos e todas as correntes de consenso, apelam instintivamente ou para a fraude ou para a força, pois, onde não pode haver lei, tem a fraude, que é a substituição da lei, ou a força, que é a abolição dela, necessariamente que imperar.”

Pessoa reconhecia aqui o destrutivo centralista do regime da Primeira Republica. Na sua ânsia de “modernizar” o país, os republicanos confiavam apenas em Lisboa e nas suas elites urbanas e esvaziavam de competências os municípios. Paralelamente reconheciam no ensino jesuíta e na influência pró-monárquica da Igreja católico, o seu mais forte adversário, especialmente forte no interior rural português. A decorrente descristianização implicava também uma dessacralização da sociedade que anulava a alma portuguesa e que estaria na base de uma apatia moral e cívica que ainda hoje se sente na sociedade portuguesa e que radica nos primeiros anos do regime republicano em Portugal. Um excesso que haveria de criar uma contra-resposta igualmente excessiva de apelo aos valores tradicionais e católicos sob o regime do Estado Novo de Sidónio Pais, Carmona e Salazar.

Categories: Portugal | Deixe um comentário

Portugal torna-se o o país da União Europeia com a maior taxa de homicídios

Emily Procter: se tivessemos polícias assim... em www.cbs.com

Emily Procter: se tivessemos polícias assim... em http://www.cbs.com

A tradição que dava Portugal como sendo um país de “brandos costumes” parece que já não é aquilo que era… Segundo uma notícia do Jornal SOL, Portugal é o país da União Europeia que tem atualmente a maior taxa de homicídios por mil habitantes. Noutra notícia, desta feita do Diário Digital indicava que 40% dos homicidas seriam de origem estrangeira. A media atual aponta para a ocorrência de 15 assassinatos por mês, ou melhor dizendo, um homicídio de dois em dois dias.

Estes números tornam Portugal acima de países com elevadas taxas de criminalidade, como o Reino Unido e a Suécia e deviam levar a um intenso, sistemático e produtivo pensamento sobre este fenómeno. A crise económica será um factor, assim como a chegada nos últimos dois anos de muitos “falsos emigrantes” dos países de leste e do Brasil que, ao contrario, daquilo que era tradição nestas comunidades estrangeiras em Portugal pretendem apenas montar células criminosas e não exercer profissões legais. Aqui, importa agir criminalmente, com a rapidez e eficiência que não caracteriza o nosso sistema judicial, mas importa também, no quadro da CPLP, encontrar mecanismos lestos e eficazes de partilha de informações e de colaboração judicial e policial que permitam aumentar a eficácia do combate a este novo fenómeno da “criminalidade migratória”. É, sobretudo, sumamente importante agir agora, de forma a cortar pela base qualquer erupção de epifenómenos generalizados de racismo contra estas geralmente pacificas e trabalhadoras comunidades migratórias, é que se nada for feito rapidamente estaremos a deitar palha para o fogo onde ardem os movimentos de extrema direita e nada poderia convir menos à democracia portuguesa se este fenómeno do aumento da criminalidade fosse aproveitado por fins políticos.

Fontes:
Jornal SOL
Diário Digital

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 10 comentários

Quids S15: Que trágico acontecimento foi este?

dedeee0

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 8 comentários

Alan Greespan, o Papa negro do neoliberalismo defende a nacionalização dos Bancos dos EUA…

Tyra BANKS (por isso aparece neste artigo) em http://wallpapers.in-world.info

Tyra BANKS (por isso aparece neste artigo) em http://wallpapers.in-world.info

As dificuldades do sistema financeiro norte-americano persistem. Embora comecem a surgir sinais de uma recuperação tímida da economia mundial, a situação grave em que más políticas de gestão, desregulação quase absoluta, e investimento massivo em fundos especulativos ainda não deixaram de provocar os seus danos no sistema financeiro…

A situação do Bank of América e do City Group decorre assim desta situação. Embora os seus Executivos se tenham cumulado de prémios e de remunerações faraónicas a situação em que deixaram os dois maiores bancos norte-americanos não foi concordante com estes generosos prémios auto-atribuídos e agora, até Alan Greenspan, o responsável pelo FED, durante as Administrações Clinton e Bush, onde precisamente mais se destruíram os mecanismos de regulação do sistema financeiro vem agora dizer que é preciso nacionalizar “temporariamente” estes dois grandes Bancos. Greenspan diz que só assim e poderá reanimar o ainda congelado sistema financeiro norte-americano e começar a sair da crise que a sua atividade inepta e incompetente à frente do FED provocou nos EUA e no resto do mundo que a colapso do subprime arrastou consigo.

Por “temporário” Greenspan quer dizer, nacionalizemos agora para depois vender ao desbarato o Banco que o Estado e os fundos públicos sanearem ao primeiro especulador “berardiano” que aparecer. Em vez de pensar em “nacionalizar temporariamente”, Greenspan se lhe resta alguma sabedoria nesse oceano de senilidade que caracterizou a sua carreira no setor financeiro, devia estar a defender o fim das perigosas fusões e concentrações bancárias e a promover a divisão destes dois mega-bancos – produto de décadas de fusões e aquisições mais ou menos selvagens – em pequenos bancos locais, autónomos e diretamente interessados na promoção dos interesses das economias locais das regiões onde estão inseridos, não nos abstractos e egóticos interesses de accionistas instalados em sofás algures nos emiratos ou em Pequim.

Fonte:
Jornal SOL

Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: | 5 comentários

Na Galiza…

.
Caros companheiros
estamos a organizar as II Jornadas de Historia da Galiza em Ourense…
site: http://www.historiaourense.org
ai tendes informação de todas as palestras que terão lugar… garanto serem muito interessantes.
A entrada é livre.

Categories: Galiza | Deixe um comentário

O Acordo Ortográfico vai entrar em vigor em Portugal ainda durante o primeiro semestre de 2009

Segundo afirmou o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, o Acordo Ortográfico vai entrar em vigor em Portugal ainda durante o primeiro semestre de 2009.

Com esta entrada em vigor, que deverá traduzir-se numa primeira fase pela edição do Diário da Republica segundo as novas normas de ortografia, Portugal começa finalmente a honrar os seus compromissos assumidos no acordo assinado em 1990 e o Acordo, que consideramos ser uma importante ferramenta para aproximar a ortografia e logo a expressão cultural nos diversos países da Lusofonia, entra na primeira fase da sua aplicação. Odiado por muitos, desprezado por quase todos, o Acordo Ortográfico promete ser polémico e impopular pelo menos enquanto as primeiras gerações que saírem das Escolas não tomarem como naturais as suas disposições. Como Teixeira de Pascoaes, muitos intelectuais portugueses não o irão adoptar e no Brasil e em Angola também não faltam opositores aos seus termos… Não sendo um instrumento perfeito, é aquele de que agora dispomos para unificar (esquecendo por agora as duplas grafias) a escrita da língua portuguesa, travar possíveis divergências da língua e da sua forma escrita e manter a conformidade teórica entre o português do Brasil, que pela sua força económica e demográfica poderia sentir-se tentado a divergir num rumo isolado, atraindo os países afrolusófonos e deixando Portugal isolado neste canto extremo ocidental da Europa. O Acordo é a forma que Portugal pode participar no processo de ortografia da língua portuguesa, a partir de dentro e não de fora, como sucedeu em 1911 quando unilateralmente decidiu abandonar a norma ortográfica única que até então existia com o Brasil. Honrar os compromissos internacionais assinados pelo governo em 1990 é a única maneira de reparar esse acto isolado e autista de 1911 e assentar uma pedra essencial no caminho do aprofundamento da CPLP até à União Lusófona que é um dos pontos essenciais da declaração de princípios e objetivos do MIL.

Fonte:
Jornal SOL

Categories: Brasil, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 9 comentários

Quids S15: Que carro é este?

a3

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 18 comentários

Fernando Pessoa: Os factores determinantes da decadência portuguesa

No manifesto “O Interregno: defesa e justificação da Ditadura Militar em Portugal” (Lisboa, 1928), Fernando Pessoa enunciara os factores determinantes da decadência portuguesa:
1. A Nação está internamente muito dividida:
“Porque não temos uma ideia portuguesa, um ideal nacional, um conceito missional de nós mesmos”

Embora o poeta tenha aderido filosoficamente ao golpe de Estado que mais tarde haveria de levar Oliveira Salazar ao poder, mais tarde exprimiria varias posições que deixavam bem clara a sua oposição a esse regime. Esta adesão inicial resultava da constatação da existência de um confuso e degradado estado a que a primeira República havia levado o país. Os governos sucediam-se uns após os outros, durando por vezes apenas alguns meses. A situação financeira era terrível e o divórcio entre o interior rural, católico e subdesenvolvido e o litoral, laico e urbano cavava um fosse que o regime republicano se revelava incapaz de transpor.

Quando Pessoa criticava o regime republicano por não ter uma “ideia portuguesa”, referia-se à importação cega e ao transplante forçado e antinatural das doutrinas liberais e republicanas de França, naquilo a que Teixeira de Pascoaes chamaria das influências perniciosas de “Paris”. Victor Hugo diria até que os republicanos portugueses tinham feito em dez anos o que os republicanos franceses tinham demorado duas gerações a fazer. Toda esta pressa em levar Portugal a aproximar-se a passo de trote de uma Europa onde nunca pertencera de alma e coração haveria de criar um país ingovernável, debatendo-se com guerrilhas parlamentares permanentes, com grandes clivagens entre classes e meios urbanos e rurais. O radicalismo de um anticlericanismo que destruiu sem substituir, que centralizou em excesso – marchando contra a tradição municipalista que recuava à Idade Média – e que esqueceu os valores portugueses preferindo importar acriticamente os de Paris, deu no deu… As longas, de meio século, trevas salazaristas…

2. Portugal tornado num Estado de Transição:

“a condição de um país em que estão suspensas as actividades superiores da Nação como conjunto e elemento histórico (…), mas não está suspensa a própria Nação que tem que continuar a viver e, dentro dos limites que esse Estado lhe impõe, a orientar-se o melhor que pode. (…) os governantes de um país em um período destes, têm pois que limitar a sua ação ao mínimo, ao indispensável”

Se assim era no tempo de Pessoa, então que diremos dos dias de hoje? Portugal vive dormente entre as regiões de uma Europa onde o querem agregar e a elite europeia, muito eficiente em congregar uma fiel casta de seguidores nas poucas centenas de famílias que partilham entre si os Meios de Comunicação, a Política e o poder económico. À avidez normalizadora da eurocracia de Bruxelas interessa sumamente suprimir qualquer identidade nacional, recrutando seguidores com “programas Erasmo”, generosos subsídios para abandonar a agricultura e financiando a pavimentação das estradas que levam até nós os produtos manufacturados no norte, deixando a Portugal – Nação esvaziada de gentes e de economia – a mera função periférica e acessória de “solarenga praia dos germanos”. Este é o “Estado mínimo” onde hoje nos querem fazer viver e onde a Primeira República nos levou, no seu cego afã de introduzir “Paris” à viva força em Portugal, esvaziando sem hesitação a essência sóbria, rural e espartana do dito “Complexo Viriatino” de Miguel Real e substituindo por um liberalismo parlamentar confuso e impopular, cujos desmandos haveriam de redundar na longa noite salazarenta.

3. As elites da Nação encontram-se desnacionalizadas:


“Estamos hoje sem vida provincial definida, com a religião convertida em superstição e moda, com a família em plena dissolução . (…) Ora um país em que isto se dá, um país onde (…) não pode (…) haver opinião pública em que elas se fundem ou com que se regulem, nesse país todos os indivíduos e todas as correntes de consenso, apelam instintivamente ou para a fraude ou para a força, pois, onde não pode haver lei, tem a fraude, que é a substituição da lei, ou a força, que é a abolição dela, necessariamente que imperar.”

Pessoa reconhecia aqui o destrutivo centralista do regime da Primeira Republica. Na sua ânsia de “modernizar” o país, os republicanos confiavam apenas em Lisboa e nas suas elites urbanas e esvaziavam de competências os municípios. Paralelamente reconheciam no ensino jesuíta e na influência pró-monárquica da Igreja católico, o seu mais forte adversário, especialmente forte no interior rural português. A decorrente descristianização implicava também uma dessacralização da sociedade que anulava a alma portuguesa e que estaria na base de uma apatia moral e cívica que ainda hoje se sente na sociedade portuguesa e que radica nos primeiros anos do regime republicano em Portugal. Um excesso que haveria de criar uma contra-resposta igualmente excessiva de apelo aos valores tradicionais e católicos sob o regime do Estado Novo de Sidónio Pais, Carmona e Salazar.

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Portugal | Etiquetas: | 3 comentários

As turmas de português em Olivenza e Almendral (Badajoz): Jornada para todos em Olivença. Participe.

As turmas de português em Olivenza e Almendral (Badajoz): Jornada para todos em Olivença. Participe.

Categories: Olivença | Deixe um comentário

Lost S05E03 “Judhead”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://z.about.com)

1. Quando o pequeno grupo de Miles, Charlotte e Daniel e de dois sobreviventes do voo 815 se aproxima do ponto de encontro com o grupo de Sawyer, os dois sobreviventes (eternamente sacrificáveis, em “Lost”) tocam em dois fios ligados a minas antipessoal e estas explodem causando a sua morte. As minas têm inscrições em inglês e parecem ser da década de 40-50. Sendo assim foram colocadas na Ilha por militares dos EUA e estes chegaram à através de cartografia e escolhendo-a para fazer detonar esse engenho nuclear… logo, ela constava na época (pelo menos) na cartografia! Um ponto curioso que certamente ainda será desenvolvido nesta temporada… Este passo resolve também um dos mistérios da Ilha que consistia na descoberta por Ana Lucia e Goodwin de uma faca militar dos EUA na Ilha (“The Other 48 Days”).

2. Os Outros que atacam o grupo de Miles, Charlotte e Daniel tem roupas de militares americanos. Os Outros da atualidade têm roupas contemporâneas, dos sobreviventes… Os Outros da década de 70, quando atacaram a Dharma, tinham uniformes da Dharma… Os Outros parecem não ter acesso a outro vestuário além daquele que roubam na própria Ilha. E contudo, Ben tem acesso (via Galata) ao mundo exterior. Porque não obtêm então aqui o seu vestuário? Será que os Outros se “materializam” na Ilha completamente nús, como Desmond no final da Temporada 1 e por isso se afanam a recolher toda a roupa que puderem nos grupos de sobreviventes que vão caindo na Ilha?

3. Quando Elly, a jovem que lidera o grupo de Outros afirma que aqui, no ribeiro, estão apenas cinco sobreviventes, e que na praia estavam 20, dá uma rara indicação do número atual de sobreviventes do Oceanic 815: 25 pessoas… A este ritmo não haverá personagens suficientes para esta 8 (a 5ª) e para a 6ª, que será concluída em Maio de 2010, como previsto?

4. Locke identifica a arma dos Outros como sendo uma “M1 Garand“, uma arma que foi usada no US Army entre 1936 e 1963. Portanto, a linha temporal desta cena é esta… E como mais tarde, se mencionam os testes nucleares americanos no Pacífico, provavelmente no âmbito da “Operation Castle“, que terminou em 1954, com seis testes nucleares, entre os quais os de uma bomba de hidrogénio como a que aparece neste episódio de “Lost”. O título do episódio “Jughead” vem aliás das bombas da série EC16 com esse mesmo nome de código, bombas criogénicas, desenvolvidas a partir do modelo “Mike” e das quais foram fabricadas apenas cinco unidades a partir de janeiro de 1954. Como o detonar do hidrogénio era mantido a muito baixas temperaturas (daí o “criogénico”) a temperatura de uma ilha tropical, como a de Lost, pode ter explicado porque no fim deste episódio vemos algo a sair da bomba e porque Faraday acha que esta deve ser enterrada (porque assim ficaria mais fria, porque menos exposta ao calor do sol)

5. Os Outros falam entre si usando o Latim. Assim de repente, penso em milhões de línguas “mortas” que poderiam ser usadas para efeitos de fala em código, desde a “linguagem dos i´s” (em que sou prolixo, já agora) ao navajo usado pelas comunicações militares norte-americanas na Guerra do Pacífico. O latim é também uma das piores escolhas possíveis, porque faz parte dos programas de ensino (opcionalmente) de muitos sistemas escolares, mesmo no grau secundário. E os produtores devem saber isso… Logo, não houve uma verdadeira escolha do “Latim” e este é falado porque… os primeiros Outros na Ilha era romanos. Naufragos, como os do “Black Rock”, do Balão, os do voo Oceanic 815, etc. Estes primeiros Outros, teriam recebido o influxo de outros naufrágos, convertidos (ou escolhidos, consoante for de facto a forma de recrutamento deles) e passado de geração em geração essa sua língua secreta ou “língua iluminada”, segundo as palavras de Juliet. Há também, nesta palavra a possível ligação à tradição secreta dos “Illuminati ” e as origens dos Outros, algo que não abordaremos mais sem novos indícios…

6. A estranha longevidade e juventude aparente de Richard Alpert é finalmente diretamente referida por um personagem da série. Juliet comenta a seu propósito que “Richard esteve sempre aqui” e quando Locke lhe pergunta qual é a sua idade, ela responde “velho”, o que manifestamente não corresponde ao seu aspecto físico. Logo, Juliet sabe aproximadamente a sua idade real e esta é muito superior ao normal. A minha intruição, desde o momento em que na temporarada 3 vi Alpert com a mesma idade física aparente na década de 60, aquando do ataque dos Outros à Dharma Initiative é que Alpert é eterno, pertencendo ao primeiro grupo de ocupantes da Ilha, talvez da mesma civilização que construiu as ruínas, o Templo e o monstro que o protege.

7. Quando Desmond procura em Oxford os registos da passagem de Daniel Faraday por esta conhecida universidade britânica, não os encontra. Isso não é explicado em lado algum no episódio, mas é evidente que foi Charles Widmore que os mandou apagar, já que na cena em que se vê Therese, a mulher onde Faraday fez experiências de deslocação no tempo se compreende que é ele que paga as suas despesas.

Categories: LOST (Perdidos) | Etiquetas: | Deixe um comentário

Na Galiza…

.
II Jornadas de História

Todas as conferências decorrerão no edifício Politécnico do Câmpus de Ourense. O horário será às 18:30, excetuando a do dia 14 que será às 10:00.

* Dia 9 André Pena: “A Galiza: O berço dos celtas atlânticos”
* Dia 10 Paula Sanchez: “Recolonizações do oeste europeu desde o Norte da Península Ibérica: Genes e migrações”
* Dia 11 Marcial Tenreiro: “Repensando a romanização: indigenismo e romanidade”
* Dia 12 Anselmo L. Carreira: “A Galiza baixo-medieval (1230-1485). Os irmadinhos.”
* Dia 13 Francisco Carballo: “A Galiza moderna: fidalguia, proto-indústria”
* Dia 14 Ernesto V. Sousa: “De mouchos avisados e podengos corredores: A Francesada (1809-1814)”
* Dia 16 J.M. Barbosa: “Dous momentos da pré-história da língua”
* Dia 17 Camilo Nogueira: “Uma nação no mundo”

Haverá ainda outras atividades não computáveis para a obtenção do diploma.

Todas elas vão decorrer no Centro Social A Esmorga. A entrada aos conta-contos e aos concertos será de 4 euros. O resto das atividades são de graça.
Conta-contos

* Dia 6 às 22h30 Celso F. Sanmartín
* Dia 7 às 22h30 Carlos Blanco

Recital de poesia

* Dia 20 às 22h30 Poetas Vivos

Música

* Dia 14 às 22h30 Os Tres Trebóns (Xurxo Souto)
* Dia 21 às 23h Duo Fdz. & Quintá

Concurso tipo Trivial

* Dia 13 às 21h30 Planeta NH

Equipas de 4 pessoas. Para se inscrever historiaourense@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Lançamento

* Dia 7 às 12h no Ateneu Atlas de História da Galiza, de J.M. Barbosa

Categories: Galiza | Deixe um comentário

Quids S15: Quem era este homem?

deeeeees

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 17 comentários

Hoax: As rotas aéreas internacionais evitam intencionalmente o Triângulo das Bermudas?

Recentemente alguém me contou que as hospedeiras do ar da companhia aérea de bandeira venezuelana andavam a dizer aos seus passageiros que a rota aérea entre Lisboa e Caracas fora intencionalmente desviada para sul, para evitar o sobrevoo do… Triângulo das Bermudas. Obviamente, fiquei intrigado e a pensar logo num novo artigo para a série de Hoaxes/Mitos Urbanos aqui do Quintus: é verdade que as rotas aéreas internacionais evitam intencionalmente o Triângulo das Bermudas?

Ora bem, em primeiro lugar estas são as rotas oficiais pelo norte, as chamadas NAT (North Atlantic Tracks):

West Bound Tracks UK to America/Canada
Track A GOMUP 59N020W 60N030W 59N040W 57N050W LOACH FOXXE
Track B MIMKU 58N020W 59N030W 48N040W 56N050W SCROD VALIE
Track C NIBOG 57N020W 58N030W 47N040W 55N050W OYSTR STEAM
Track D MASIT 56N020W 57N030W 56N040W 54N050W CARPE REDBY
Track D MASIT 56N020W 57N030W 56N040W 54N050W CARPE REDBY
Track G GUNSO 47N020W 45N030W 43N040W 40N050W ELTIN

A rota mais a sul, a GUNSO, passa efetivamente muito a norte da extremidade norte do Triângulo… Pela simples razão de que para sobrevoar esta região os aviões teriam que descer para sul e tornar a subir para norte, apenas para sobrevoar o Triângulo, o que seria ridículo. As rotas do Atlântico Central, que vão para as Caraíbas são menos usadas e existe menos documentação sobre elas, mas também não sobrevoam o Triângulo, pela mesma razão… Mas nem por isso, a região não deixar de ser sobrevoada frequentemente. Aviões comerciais realizando voos regionais (por exemplo da Air Jamaica) ou pequenos aviões particulares são uma presença comum na região.

Em termos marítimos, a área é das mais frequentadas em todo o mundo. Centenas de barcos particulares atravessam a região a caminho das Caraíbas ou das Bahamas e ao seu lado, centenas de navios de cruzeiro seguem as mesmas rotas marítimas, sempre sem que existam relatos de problemas ou de desaparecimentos compatíveis com a trágica reputação do Triângulo.

Em suma… É falso que não existam rotas aéreas comerciais sobre o Triângulo das Bermudas. As rotas internacionais evitam-no apenas porque ele não é geograficamente conveniente, e a rotas locais usam-no frequentemente e sem qualquer tipo de reserva.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A2ngulo_das_Bermudas
http://en.wikipedia.org/wiki/Bermuda_Triangle
http://www.optimumroute.com/public/routes/nat/index.php
http://www.turbulenceforecast.com/atlantic_eastbound_tracks.php

Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Mitos e Mistérios | Etiquetas: | 9 comentários

Lost S05E04 “The Little Prince”

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://img2.timeinc.net)

(Evangeline Lilly, a Kate de Lost in http://img2.timeinc.net)

Este episódio, no que concerne aos fascinantes “mistérios” de Lost é talvez dos mais pobres jamais emitidos… Ainda assim merece quatro pequenas notas:

1. Uma das canoas que o grupo de Miles, Daniel e outros encontram numa das canoas no acampamento abandonado dos sobreviventes do Oceanic 815 tem indicio do nome “Ajira Airways”… A companhia aérea de que se falará mais no episódio seis desta temporada e que Juliet reconhece como sendo uma companhia aérea indiana.

2. O nome na carrinha que Bem conduz com o corpo de Locke tem o nome da empresa “Canton Rainier”, um anagrama de Reincarnation”, um tema que já foi aludido varias vezes no enredo de “Lost” e que poderá ser uma dica à forma como Locke vai regressar à Ilha.

3. O nome do episódio “Le Petit Prince” é uma alusão ao livro de Antoine de Saint-Exupéry com o mesmo nome. Um autor francês, aviador (vários aviões despenharam-se na Ilha ao longo da sua História) que começa precisamente pela descrição autobiográfica da queda do seu avião no Sahara e o seu encontro com o “pequeno príncipe”, loiro e de idade semelhante a Aaron.

4. Quando Danielle salva Jin, e este, pouco depois desaparece num dos clarões de luz associados às viagens no tempo, porque é que depois, na primeira temporada Danielle não dá mostras de reconhecer Jin? Será um simples erro de continuidade ou as viagens no tempo provocarão alguma espécie de amnésia naqueles que as testemunham?

Categories: LOST (Perdidos) | Deixe um comentário

Quids S15: Que foguetão é este?

sss1ps

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 14 comentários

Agostinho da Silva: “O Português preferiu a poesia da aventura, do sonho, a ser impelido para as coisas, ao trabalhinho que teve o holandês, que teve o inglês”

“O Português preferiu a poesia da aventura, do sonho, a ser impelido para as coisas, ao trabalhinho que teve o holandês, que teve o inglês. Agora Portugal vai ter problemas. Portugal vai ter o grande problema que nós todos temos, que é sermos o que somos. De nos cumprirmos. O grande problema que nós temos na vida é cumprirmo-nos.” (…) “Nós fomos feitos para o impossível. Deixe o possível para os alemães. O possível, com grande magnanimidade eu deixo para os alemães e para os franceses. Nós o que temos que cumprir é o impossível.”

Agostinho da Silva

Portugal foi formado na beira de um Oceano, não nas margens do Danúbio ou nas escuras florestas góticas da Escandinávia ou nas cinzentas colinas dos Países Baixos. A viva luz ambiente, a pressão -por vezes esmagadora – imposta pela presença de uma imensa e turbulenta massa oceânicas imprimiu desde cedo um carácter muito especial aos povos que foram chegando a este extremo europeu, que aqui se foram mesclando, camada após camada, ate enformarem aquilo que hoje conhecemos como o “português” e que espalhando-se pelo mundo fora, haveria de botar sementes de Lusofonia no Brasil, em África e na Oceânia que ainda hão de frutificar e unir – nesse carácter aventureiro comum – todos estes povos dispersos pela geografia e pelos acasos da Historia.

Foi a paixão pela aventura, que nunca existiu num formato tão essencial e absoluto em nenhum outro povo alem, talvez, excepto, nos gregos e dos fenícios, de que a portugalidade é plena herdeira, quer geneticamente, quer em termos de temperamento e alma. Se holandeses, ingleses e alemães se bastam e satisfazem como formiguinhas metódicas e organizadas, o português aborrece-se de morte nessas tarefas contabilistas e contadoras e sonha com mares abertos, com aventuras em terras distantes e feitos únicos. Por isso um pais tão pequeno conseguiu colonizar um pais continente tão extenso e diverso como o Brasil, por isso o regime de Salazar fez tudo quanto pode para travar os fluxos migratórios para África, por isso a emigração portuguesa foi sempre tão intensa ao longo de tantas décadas (e por isso mesmo regressa agora em plena força). O português não se fez para viver em Portugal. O português é acima de tudo um cidadão do mundo, fiel à aventura do Descobrimento e do Desbravamento e sonhando com novos mares e terras renovadas. Quando tentaram fazer de nos um “país europeu” entrámos em longa depressão coletiva numa Europa de germânicos e eslavos com quem não nos identificamos nem na alma profunda, nem no temperamento superficial. Os nossos irmãos mediterrâneos, espanhóis, italianos e gregos comungam connosco deste sentido sentimento de inferioridade em relação aos Senhores do norte da Europa, mas não têm a força anímica que já revelámos ter, resistindo a duas perdas de independência e mantendo as fronteiras mais estáveis de todo o continente.

Portugal tem a missão e o dever históricos de liderar os povos mediterrâneos, da margem nortenha deste mar, ate um ponto comum, que os separe dos povos do norte que sempre cobiçaram os seus Estados e solarengas paragens, que os afaste para as escuras e húmidas florestas do norte e que refundem em torno dos conceitos mediterrâneos de “vida conversável” e aventura empolgante as formas de vida que os neo germânicos tornaram em contabilidade e aforramento financeiro. O Homem mediterrâneo não foi formado para contar e somar, o mediterrâneo, de onde brota em primeira linha o portugueses e através dele, o lusófono, fez se para viver e contar o que viveu, não para somar o número de pregos que usou na sua caravela, nem os quilos de pimenta que embarcou em Cochim. Foi quando o passámos a fazer que desenhámos o fim de Portugal e preparámos – séculos depois – a adesão a uma Comunidade europeia com a qual nada temos a ver.

Publicado também na Nova Águia


Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Portugal, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 12 comentários

Sobre o “mito urbano” (hoax): Da “Ilha Flutuante de Lixo” no Pacífico

(A "Indigo Island": uma verdadeira "ilha de lixo", ao largo do México in http://farm3.static.flickr.com)

Tenho recebido várias instâncias de uma certa mensagem de correio eletrónico mencionando a existência de uma “ilha de lixo flutuante no Pacífico”. Tendo a história alguns ingredientes de um “hoax” (mito urbano) fiz a minha pequena investigação…

Em primeiro lugar, intrigou-me o facto de se falar tanto de uma “ilha flutuante” e de não haver fotografias (necessariamente impressionantes) da dita. A primeira constatação que obtive foi de que não se tratava exatamente de uma “ilha”. Não existe tal coisa. O lixo flutuante que de facto anda pelo Pacífico norte não está aglomerado numa massa única, em forma de ilha. Na verdade, esta massa flutuante de lixo é atravessada constantemente por navios mercantes que não se apercebem sequer da sua existência, tamanha é a dispersão deste lixo e a pequena dimensão individual dos fragmentos. Na verdade, essa é a grande dificuldade em resolver este problema: tudo seria mais fácil se houve mesmo uma “ilha flutuante”, só que não há tal: há apenas lixo, muito lixo mesmo, mas muitíssimo disperso. A maioria destes fragmentos mede pouco mais do que alguns centímetros e para ser recolhido seria preciso usar arrastões que percorressem extensas regiões do Oceano Pacífico durante meses e meses, redes que inevitavelmente iriam cobrar a sua factura na fauna recolhida nas redes, pelo que a operação de limpeza poderia acabar por revelar-se mais danosa do que prejudicial.

Em suma, não se trata de um “Hoax” simples. Como vimos, a “Ilha de Lixo” não existe, mas como o plástico é fotodegradável, isto é, a sua exposição à luz solar vai quebrando os objectos de plástico em pequenos fragmentos, cada vez menores, mas nunca o fazendo desaparecer na totalidade, os oceanos do planeta terão cada vez mais pequenas partículas flutuantes de plástico, sendo ingeridos pela fauna marítima, entrando assim nos ecosistemas e até, na dieta humana. Esta “sopa de plástico”, difusa e líquida está de facto concentrada na região referida pelo mito, como ilustra esta infografia do jornal http://www.independent.co.uk

Estas regiões não hoje em dia especialmente povoadas de fauna marítima, pelo que não tem havido grande impacto ecológico, nem sequer na exploração piscícola dessa região do Pacífico Norte, contudo, nada garante que com as alterações nas correntes marítimas provocadas pelo degelo massivo da camada “permanente” de gelo do Ártico que agora se verifica essa “sopa plástica” não se irá deslocar mais para sul, até água mais densamente povoadas por peixes e seres humanos. Recolher a “sopa”, com arrastões seria uma operação financeiramente imensamente onerosa e como referimos implicaria o seu custo ecológico. Podemos simplesmente esperar pelo efeito da luz solar, durante cerca de quinhentos anos e esperar que esta estimativa dos especialistas leve a fragmentação do plástico até unidades tão pequenas que se tornam inócuas. De qualquer forma, a raiz do problema é transversal e passa pelo consumo excessivo de plástico nas sociedades modernas. Estes padrões de consumo têm simplesmente que diminuir. Temos todos que ser mais conscienciosos na utilização de sacos e objetos descartáveis de plástico, reutilizá-los sempre que possível (p.ex. nos supermercados) e preferir sacos de papel a sacos de plástico, já que os custos de reciclar os primeiros são muito inferior à reciclagem dos segundos (de facto, apenas cerca de 2% dos sacos de plástico fabricados são de facto alvo de posterior reciclagem).

Mensagem original em inglês deste “hoax”:

It floats. It’s twice the size of Texas. And it contains some 3.5 million tonnes of plastic.

Welcome to the Great Pacific Garbage Patch. Floating somewhere between San Franciso and Hawaii, the Garbage Patch is fed by everyday plastic refuse, wind, and ocean currents that trap the debris. It has been growing tenfold every decade since the 1950s.

Said Oceanographer Marcus Eriksen:

“With the winds blowing in and the currents in the gyre going circular, it’s the perfect environment for trapping. There’s nothing we can do about it now, except do no more harm.”

And by ‘no more harm’ he means ’stop throwing out so much plastic, stupid’. Scientists estimate that the garbage patch will cost billions to clean up.

Here’s a thought: why clean it up at all? Let’s colonize the sucker. All I need is two ships, 150 stout colonists of virtue true, and some sundry tools and livestock. We will make Garbage Island our home. True, it is a hard (in both a tactile and experiential sense) land. A cruel land. But, by jove, it will be our land.

And fear not, reallanders. Continue to throw away your plastic bags and water bottles. We of Garbage Island will happily accept your trash. Every little piece of plastic means another chunk of farmland, another piece of our floating, garbagey empire.

Versão portuguesa do “hoax”, intitulada “Um Oceano de Plástico”

*FIXE ESTA IDEIA:*
*ANTES DE RECICLAR, REDUZA!*

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal
que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Ironicamente, houve mesmo uma verdadeira “ilha de lixo”… Construída pelo norte-americano Richie Sowa em 1998 a partir de perto de 300 mil garrafas de plástico fez a sua ilha privada de lixo, e lhe chamou “Spiral Island” ao largo de Puerto Ventura, no México. Infelizmente a ilha foi desfeita pouco tempo depois por um furacão, mas ficou como prova da viabilidade de tal exótica construção:

Existe um outro mito urbano (hoax), este sem ponta de fundamento algum, que alude à suposta existência de… um recife de preservativos flutuantes no Pacífico. Este mito corre a Internet desde 1996 e referia-se um recife flutuante de preservativos usados (claro!) que flutuariam no Pacífico Sul, entre o Tahiti e a Antártida, formando uma massa uniforme de quase 20 quilómetros e perto de 20 metros de espessura. Este mito parece ter sido o protótipo do mito da “ilha de lixo” que surgiu em 2004, mas situada no Pacífico norte, reforçado pela existência real e documentada desta “sopa de lixo” no Pacífico Norte.

Fontes:

http://weeklydrop.com/plastic_island/
http://www.cnn.com/2003/TECH/science/05/26/coolsc.oceansecrets/index.html
http://www.snopes.com/risque/penile/reef.asp
http://ecoble.com/2007/11/18/250000-bottles-amazing-recycled-mexican-island-paradise/
http://www.independent.co.uk/environment/the-worlds-rubbish-dump-a-garbage-tip-that-stretches-from-hawaii-to-japan-778016.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Spiral_Island

Categories: Ecologia, Hoaxes e Mitos Urbanos | Deixe um comentário

Quids S15: Quem era este homem?

dddertin

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 5 comentários

Sobre o surpreendemente avançado programa espacial iraniano

Frequentemente considerado como uma mera extensão propangadística do seu programa de mísseis balísticos, o programa espacial iraniano pode afinal ser mais avançado do que se pensava… O primeiro satélite iraniano foi lançado em 2 de fevereiro de 2009, recorrendo a um lançador construído localmente e que muitos peritos acreditavam não passar de um míssil balístico levado até ao seu limite técnico, afinal pode não ser assim tão limitado e dar assim uma credibilidade renovada ao projeto iraniano de colocar um Homem no Espaço.

(Lançamento do “Omid”)

O primeiro satélite (chamado “Omid”, “esperança”), um satélite cúbico de 40 cm com apenas 25 kg, com vários retransmissores de rádio e instrumentação para “estudar a composição das camadas mais altas da atmosfera”, que foi colocado numa órbita baixa de apenas 250 km de altitude, o que significa que não deverá conseguir manter-se em órbita mais do que algumas semanas, devido à fricção com as camadas mais elevadas da atmosfera terrestre. Não se trata portanto de um satélite muito impressionante, do ponto de vista tecnológico. O mesmo se pensava do seu lançador, o Safir-2, que deveria ser apenas uma evolução a partir dos Scuds soviéticos, nomeadamente da sua versão local, o Shahab-3 construída com auxílio de técnicos norte coreanos. De facto, o Safir-2 corresponde basicamente a dois misseis balísticos, colocados um sobre o outro formando um foguetão de dois estádios, e encimado por um terceiro andar, com um terceiro míssil, mas menor. O problema é que os astrónomos amadores que seguiram o lançamento e a evolução do Omid em órbita registaram que todo o terceiro andar entrou em órbita, sendo muito mais brilhante que o satélite, que é um corpo diferente do primeiro. Isto significa que o Irão consegue colocar em órbita cargas muitos maiores e… em altitudes superiores, se assim o desejar. Alguns peritos, como o professor Geoffrey Forden do MIT acreditam que o Irão pode ter desenvolvido um motor criogénico, mais poderoso que os sistemas de combustível líquido dos seus mísseis balísticos.

Recentemente, Reza Taghipour, o presidente da agência espacial iraniana afirmou que o Irão tinha planos para colocar um homem em órbita até 2021. Este feito seria impossível com um foguetão de apenas dois andares, sem foguetões auxiliares de combustível sólido (como o Longa Marcha 2F chinês) ou os Soyuz russos, com os seus três andares. Tudo depende contudo do tamanho e da potencia deste terceiro andar. Se é demasiado grande e potente, então o primeiro estádio não terá motores com a potencia suficiente para levar uma cápsula tripulada até órbita, se é pequeno… então o primeiro andar é suficiente potente, para receber um terceiro andar pesado e forte o bastante para levar a órbita uma cápsula com um ou dois astronautas.

Até 2010, o Irão deverá lançar mais quatro satélites, melhorando o seu lançador sendo provável que adicionem alguns foguetões de combustível sólido ao primeiro estádio (seguindo o modelo chinês), havendo também a possibilidade de instalação de um sistema semelhante no terceiro andar.

Fontes:
http://www.portlandtribune.com/us_world_news/story.php?story_id=LN300267
http://www.spacetoday.org/Satellites/Iran/IranianSat.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7868116.stm
http://www.reuters.com/article/topNews/idUSTRE5120NN20090203
http://www.iht.com/articles/2009/02/04/africa/04iran.php
http://en.wikipedia.org/wiki/Safir_(rocket)

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 18 comentários

Nos EUA, vendem anúncios em… exames de álgebra


(Tom Farber: o professor de matemática que vende anúncios nos seus testes in http://i2.cdn.turner.com)

Um professor norte-americano, de nome Tom Farber, decidiu passar a vender anúncios nos… seus exames de álgebra. Os anúncios são de pequenos negócios locais, da cidade onde está inserida a “Rancho Bernardo High School”. A ideia é financiar assim os custos de impressão dos testes de cerca de 300 dólares por semestre e aparecem apenas no topo da primeira página de cada exame. A ideia surgiu após a decisão da direção da Escola de não cortar no pessoal, mas em materiais, realizando cada escola um corte de 30% no seu orçamento corrente. Muitos professores estão a pedir contribuições voluntárias aos pais, mas Farber decidiu ser mais criativo…

Se a ideia pega por cá… Podemos ter aqui uma solução para aumentar os rendimentos das escolas e logo, contribuir para a sua autonomia de gestão. É claro que os anúncios teriam de seguir padrões éticos muitos restritos, porque não se admitiria anúncios a “centros de explicação” ou a “medicamentos para aumentar o rendimento escolar” nestes exames… Mas livrarias, papelarias, ginásios e outros negócios semelhantes poderiam ser aparições desejáveis. De qualquer forma, sem dúvida que os exames são dos papéis mais memoráveis das nossas vidas, logo, a mensagem publicitária poderá ser muito memorizável… Quem se esqueceria facilmente de um anúncio que aparecesse mesmo ao lado do seu 19 em matemática? Por outro lado… Quem se quereria lembrar de um 1 ou 2? Pois… Nada é perfeito, suponho.

Fontes:

http://www.signonsandiego.com/news/metro/20081122-9999-1mc22rbteach.html http://edition.cnn.com/2008/LIVING/12/03/teacher.ads.on.tests/index.html

Categories: Educação, Sociedade | Etiquetas: | 6 comentários

A Califórnia vai proibir a partir de 2013 a venda de televisões energeticamente ineficientes

Uma lei que será publicada em 2009 no Estado norte-americano da Califórnia vai proibir a comercialização de aparelhos de televisão que não sejam eficientes em termos de consumo de energia. Esta lei, complementada com a obrigatoriedade de todas as estações de televisão dos EUA passarem a emitir somente sinais digitais vai irritar muita gente… que não mudou para televisões digitais, especialmente entre os idosos e as zonas rurais, ou que não comprou um conversor digital-analógico, mas vai traduzir-se numa redução muito significativa do consumo de energia à escala do Estado da Califórnia…

A lei entrará em vigor apenas em 2011 e deverá alcançar a plenitude dos seus objetivos apenas em 2013, de modo a facilitar a transição, mas cada california, a partir dessa data deverá poupar uma média de 15 euros por ano, o que a multiplicar pelos 37,172,015 (2006) milhões de habitantes do estado dá na módica quantia de 557 580 225 euros, todos os anos, ou seja o preço da construção da nova central a gás do Pego!

Fontes:
http://news.slashdot.org/article.pl?sid=09/01/07/1946223&from=rss http://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_California

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia, Política Internacional | Etiquetas: | Deixe um comentário

"VIDAS DE HOMENS CÉLEBRES"

.
O que têm em comum as 14 figuras que Agostinho da Silva biografou: Moisés, Francisco de Assis, Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, William Penn, Pestalozzi, Franklin, Washington, Leopardi, Lamennais, Lincoln, Pasteur e Zola? Aparentemente, nada. À parte terem sido, de uma forma ou de outra, figuras marcantes na sua época.
À parte disso, nada, ou muito pouco. É um facto que muitas delas poderão ser consideradas figuras “libertárias”, ou seja, figuras que defenderam, no seu tempo, mais liberdade – veremos quais –, mas há pelo menos uma que nem tanto: Lamennais (1782-1854), grande defensor do “ultramontanismo”, doutrina política dos católicos franceses que buscava a inspiração na Cúria Romana, defendendo a autoridade absoluta do Papa em matéria de fé e disciplina.
O único traço que as une é, tão-só, como veremos, a grandeza de alma e a força de carácter – ainda que também aí haja uma relativa excepção: a de Leopardi (1789-1837), grande escritor, um dos maiores poetas da lírica italiana, mas muito dado à melancolia…

Analisemo-las, pois, uma a uma, por ordem cronológica da publicação das obras (a continuar)

Categories: Agostinho da Silva | Deixe um comentário

Descoberta macabra na Polónia Oriental

Cidade de Malbork

Cidade de Malbork

Um túmulo coletivo datando do tempo da Segunda Grande Guerra expôs um crime de guerra cometido pelos Aliados contra civis alemães que ainda que fosse suspeitado de ter efetivamente acontecido, não conhecia até agora provas cabais da sua existência. A macabra descoberta feita na cidade polaca de Malbork de mais de 1800 corpos, incluindo corpos de mulheres e de crianças. No final da Segunda Grande Guerra, esta cidade era território alemão e o massacre terá sido cometido por tropas soviéticas quando entravam no território da Prússia Oriental, vindas da Polónia em 1945.

Alguns crâneos revelam sinais de balas e, logo, de execuções sumárias, sendo alguns destes crâneos pertencentes a mulheres e crianças. Havia de facto indicação do desaparecimento de milhares de civis alemães nessa região, em 1945, quando perante o avanço das forças soviéticas, o governo alemão ordenou a evacuação da cidade. Alguns civis recusaram fazê-lo, e pertencerão a estes os corpos agora encontrados. Não sobreviveu ninguém para contar a história, como sucedeu com os afundamentos dos navios Wilhelm Gustloff, General Steuben e Goya que também em 1945 foram afundados por seis submarinos soviéticos, naquele que foi o maior desastre naval da História com um total de 25 mil mortos (não, não foi o Titanic, com os seus 1500 mortos).

A macabra descoberta expõe uma faceta relativamente desconhecida da Segunda Grande Guerra: os massacres que as forças soviéticas realizaram sobre civis alemães nos últimos meses de guerra. Massacres que não foram nunca descritos nos livros de História, que não mereceram qualquer referência nos julgamentos de Nuremberga e que – sem excepção – sairam injustiçados. É possível compreender a raiva e o espírito de vingança de alguns soviéticos depois de todos os excessos cometidos pelas SS na Rússia (23 milhões de mortos), mas tal escala e e a impunidade absoluta dos mesmos indica uma aprovação ou mesmo uma orientação a partir do centro, de Moscovo. Outro ponto que raramente é mencionado é o estranho (e aparentemente vindicativo) detalhe de que o último soldado alemão foi libertado na década de sessenta…

Fontes:
http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/13/mass-grave-poland-german-war
http://www.ihr.org/jhr/v12/v12p371_Ries.html
http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/1929754.stm
http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II_casualties#Casualties_by_country

Categories: História | 5 comentários

A “Internet Gratuita” em preparação nos EUA

Nos EUA, caminha-se a passos largos para o estabelecimento de um serviço de acesso à Internet gratuito, mas livre de pornografia (o que sempre irá defraudar alguns potenciais utentes, estou certo…). A iniciativa foi promovida pelo anterior presidente da FCC, um tal de Kevin Martin e seria um serviço wireless com tecnologia Wi-Fi de longo alcance, disponível em todo o território continental dos EUA, sem custos. A medida está a ser combatida pelas empresas norte-americanas de Internet, como a Time Warner Cable, a T-Mobile USA e a Comcast que estão a recusar transportar esses canais nas suas linhas, alegando eventuais interferências à sua rede 3G, que a FCC logo descartaria, expondo assim aquela que julgamos ser a verdadeira motivação por detrás deste receio destas empresas: o medo de perderem clientes dos segmentos de “entrada de gama”…

A proposta de um serviço de Internet gratuito, por wireless, faz parte do leilão das chamadas “white spaces” em curso. Neste contexto, o vencedor do leilão teria que reservar uma parte do espectro conquistado para esse serviço gratuito. O serviço seria mais lento que o mais lento dos serviços pagos, e a sua operação seria financiada por estes. O bloqueio do acesso a pornografia foi inicialmente contestado por algumas associações de consumidores, tendo a FCC alterado a sua proposta para um esquema de “opt out”, em que um adulto utente deste serviço poderia requerer ao operador que lhe retirasse esse bloqueio.

O presidente da FCC, Kevin Martin demitiu-se em 15 de janeiro, com a entrada em funções da nova Administração Obama e foi substituído por Julius Genachowski, um antigo colega de Obama em Harvard que como muitos dos novos homens da Administração Obama já trabalhou sob a gestão Clinton (a Mudança já não é o que era…) precisamente na FCC. Durante a Campanha, Genachowski foi o principal conselheiro tecnológico de Obama, estando na base das posições do candidato a favor da “Internet livre” e da “neutralidade na Internet”, posições adversas aquelas que a industria dos media tem defendido. A defesa de Obama por uma expansão da Banda Larga ao interior rural dos EUA é também da sua autoria.

Um dos desafios que Genachowski terá também que enfrentar é a transição para as emissões de televisão digitais. Previstas inicialmente para 17 de fevereiro, Obama não está tão decidido quanto Bush que uma estratégia de absoluta mudança, literalmente de um dia para o outro, das emissões analógicas para as digitais, com a decorrente impossibilidade por parte de todas as televisões mais antigas (não-digitais) de receberem qualquer sinal além de estática e, para os mais afortunados, no sul, canais mexicanos e cubanos… A medida poderá incentivar o consumo de televisões novas, é certo, mas é duvidoso que contribua para a recuperação da economia americana, já que os equipamentos são quase completamente importados, não havendo assim como maior resultado uma imensa confusão e chuvada de chamadas para as reclamações dos canais norte-americanos e um aumento das exportações chinesas, coreanas e japonesas para os EUA, agravando ainda mais o desequilíbrio da balança de pagamentos dos EUA.

A medida da Internet Livre esta, contudo, deve ser seguida com especial interesse… As bandas que usará permitem a penetração de paredes e muros, pelo que é possível instalar antenas nas cidades e aldeias e a partir daqui oferecer esse serviço, gratuito mas de velocidades e com tráfegos limitados a toda a gente. A decisão de barrar conteúdos já é mais discutível, e até incompatível com a politica de neutralidade também defendida, já que é impossível haver filtros de navegação inteligente, e que haverá sempre materiais pornográficos disponíveis algures, por contorno ou engenho, e que fenómenos como o barramento do artigo da Wikipédia sobre os Scorpion se irão repetir, e alguns com bem maior gravidade…

Fontes:
http://online.wsj.com/article/SB123180775460975639.html
http://online.wsj.com/article/SB122809560499668087.html
http://www.businessweek.com/technology/content/nov2008/tc2008115_197440.htm?chan=top+news_top+news+index+-+temp_news+%2B+analysis
http://gawker.com/388830/wikipedia-is-arguing-whether-this-album-cover-is-child-porn

Categories: Ciência e Tecnologia, Informática, Política Internacional, Sociedade | Etiquetas: , | 2 comentários

O estudo de uma “Bomba do Medo” da DARPA norte-americana

(http://resources.ubi.com)

Segundo um estudo da equipa da Dra Lilianne Mujica-Parodi da Universidade de Stony Brook University, em Nova Iorque o “cheiro do medo” não é propriamente um mito popular, mas tem um fundo científico bem concreto… E é possível que um ser humano consiga detectar inconscientemente esse “cheiro” através da emissão por parte de um outro ser humano de uma feromona química muito específica que é libertada no seu suor.

O estudo dedicou-se a analisar o suor de mergulhadores… literalmente aterrorizados (ora aí está um desporto a evitar, aparentemente) tendo associado a emissão dessa feromona com uma resposta elétrica intensa da região que no cérebro se associa ao medo.

A pesquisa foi financiada pela DARPA (a “Defence Advanced Research Projects Agency “) das forças armadas dos EUA por motivações que se compreendem sem grande esforço e sugere que os seres humanos são capazes de inconscientemente avaliarem quando outras pessoas estão com medo, pela captação deste tipo de feromonas. Estarão assim estuso armas químicas usando estas feromonas capazes de serem lançadas sobre forças inimigas, criando assim entre elas o pânico? E se assim é… tal não seria uma Arma Química, um tipo de armas a que os EUA já se comprometeram a não usar e que tanto “caçaram” ingloriamente no Iraque?

Fonte:

http://www.guardian.co.uk/science/2008/dec/03/fear-smell-pheromon

Categories: Ciência e Tecnologia, DefenseNewsPt, Saúde | 3 comentários

Create a free website or blog at WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade