Daily Archives: 2009/01/30

Surgem novas medidas de apoio à Banca no Reino Unido… O cheiro do desespero?

O governo britânico vai aplicar um novo pacote de medidas de apoio ao sistema bancário. O pacote de apoio inclui uma extensa lista de medidas, como a oferta de um esquema de seguros que proteja a perda de dinheiro por parte dos Bancos se esta resultar de fundos tóxicos. Os Bancos terão que pagar por esse seguro, mas conseguirão assim segurar até 90% das suas dívidas.

De certa forma a medida é um regresso à primeira reacção do FED quando numa primeira reacção da crise do Sub Prime pensou em comprar os chamados “fundos tóxicos” que estavam ligados de forma mais ou menos transparente a estes empréstimos de qualidade duvidosa. Agora, mercê do continuado agravamento da situação económica no Reino Unido, tudo se reequaciona novamente… A medida tem aliás um certo odor a desespero que não é nada tranquilizante e que indica que as medidas de estabilização do sector financeiro no Reino Unido ainda não foram suficientes para começar a inverter a presente fase de declínio económico.

A medida é também uma resposta direta a algo que felizmente não se verifica em Portugal: o sonoro estouro da bolha da especulação imobiliária que se registou nos EUA, em Espanha, na Irlanda e, sobretudo, no Reino Unido.

A medida inclui também uma alínea que pretende obrigar os Bancos a emprestar mais entre si e para a economia real. Alistair Darling, o responsável máximo do Banco central britânico deixou claro que os Bancos que usassem este seguro teriam que tomar “garantias legais muito concretas de forma a que emprestasse mais dinheiro”, e essa é afinal a maior parcela da atual recessão mundial: existe liquidez, fruto de uma década de crescimento e de multiplicação de capital, mas esta reserva de capital está congelada e afastada da economia real pela reserva dos Bancos em emprestarem dinheiro. Os Bancos não emprestam porque temem que os receptores não consigam honrar as suas obrigações e os Estados vêm-se forçados a inventar formas de descongelar a economia e desencantar novas formas de devolver a confiança às entidades bancárias, nomeadamente com estes seguros estatais contra capitais tóxicos. Em suma, o Estado continua a desenvencilhar-se sozinho nas ajudas ao sector financeiro privado, outrora arrogantemente convencido das suas capacidades de auto-gestão e das virtudes do “mercado livre”.

Fonte:
bbc.co.uk/news

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Quids S15: O que é este objeto?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Dominique Moisi, a Europa e a capacidade de recuperação dos EUA

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(Dominique Moisi)

Segundo Dominique Moisi, um dos mais reputados especialistas franceses em Relações Internacionais, a “A América tem uma capacidade de recuperar muito superior à da Europa”. Na sua entrevista à Euronews, o especialista admite que os EUA estão atualmente em nítido declínio, mas que ainda detém um incontestado estatuto de superpotência mundial, sem contestação. Havendo já sinais de que o mundo caminha para uma salutar, mas mais imprevisível multipolaridade.

Moisi no seu último livro “A Geopolítica da emoção” descreve três emoções que podem condicionar as relações internacionais: o Medo, a Humilhação e a Esperança. Moisi interroga-se se Obama será capaz de fazer esse sentimento que dominou a sua Campanha espalhar-se pelo Ocidente ou se, pelo contrário será o Medo que predominará, estendendo-se da América do Norte e da Europa – onde já se impôs – até África e à Ásia.

Questionado pelo Euronews sobre a sua opinião acerca do pacote de estímulo económico de Obama que assenta primariamente em investimentos na área ecológica, da redução da dependência do petróleo e da eficiência energética, Moisi defende a sua imperativa necessidade, mas reconhece o seu aspecto contraditório: como fazer com que o Estado lidere este processo de mudança se a Dívida dos EUA atinge já hoje valores astronómicos? Se nos melhores anos do Boom a Administração Bush nada fez para estabilizar a Dívida e pelo contrário, a deixou crescer descontroladamente, agora que margem de manobra tem Obama, especialmente porque terá também que cumprir a promessa de reduzir a carga fiscal sobre as famílias americanas e logo… Contrair ainda mais as disponibilidades orçamentais da Federação.

O ensaísta francês reconhece não propriamente em Obama, mas nos próprios norte-americanos uma enorme capacidade recuperar a partir de crises profundas. Reconhece também que existe atualmente uma rara comunhão de sentimentos e uma identificação entre o povo norte-americano e o novo presidente. Esta capacidade de recuperação, as múltiplas singularidades de Obama e o sentimento de identidade entre a Nação e o seu Presidente poderão alavancar uma rápida recuperação da confiança na economia e sociedade dos EUA. Este poder regenerativo é muito superior ao da envelhecida e estagnada Europa, que, além do mais, tem no lugar de Obama o cinzento e incompetente Barroso…

Obama poderá dedicar uma atenção inédita ao continente esquecido dos últimos decénios: África, continente onde tem laços paternos. Quanto ao Iraque e Afeganistão, já deixou claro que defende retirada no primeiro e o reforço de meios, no segundo. Será também de esperar que procure desenlace o verdadeiro “nó górdio” do conflito do Médio Oriente que é a Questão Palestiniana. Por tudo isto, na visão de Moisi, se Bush não se interessou pela Europa, então nada indica que Obama seja muito diferente… E isto para grande pesar da Ucrânia e Geórgia que contavam com o apoio dos EUA na sua adesão à OTAN.

Fonte:

Euronews – 2009

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