Daily Archives: 2009/01/28

Índia e Paquistão estiveram à beira da guerra por causa… de um telefonema falso


(Militares paquistaneses in http://www.armyrecognition.com
)

Um dos episódios mais curiosos e perigosos dos últimos anos ocorreu recentemente, no rescaldo dos atentados de Bombaim, quando uma chamada telefónica podia ter desencadeado um conflito nuclear entre a Índia e o Paquistão… Alguém terá telefonado no dia 28 de novembro de um número de telefone registado como pertencendo ao ministério dos negócios estrangeiros da União Indiana para o seu homólogo paquistanês, ameaçando o presidente paquistanês com a guerra, poucas horas após os ataques terroristas de Bombaim.

A chamada – que se revelou falsa – terá desencadeado a entrada em alerta máximo da força aérea paquistanesa e ilustra o quanto perto esteve o mundo de um confronto nuclear durante as sessenta horas que se seguiram aos ataques de Bombaim. Foi necessária uma intervenção da Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice para que o Paquistão acreditasse que a chamada não tinha sido feita pelo gabinete do ministro dos negócios estrangeiros indiano, Pranab Mukherjee para o presidente paquistanês Asif Ali Zardari.

Recordemo-nos que no decurso dos incidentes de Bombaim, a Índia acusou grupos de militantes islâmicos baseados no Paquistão e exigiu a entrega de uma extensa lista de nomes de cidadãos paquistaneses às autoridades paquistanesas. O Paquistão negou qualquer envolvimento oficial, mas sabe-se que o “país dos puros” é de facto governado não por um Governo democraticamente eleito, mas por um triunvirato Governo-Exército-ISI (Serviços Secretos). O que um comanda, o outro não executa… e vice-versa. Por exemplo, o Exército nunca entregará o controlo das armas nucleares a um governo islâmico radical; o ISI nunca deixará de manter laços estreitos com os talibãs afegãos ou com os grupos que lutam pela independência de Cachemira e… o governo nunca conseguirá interferir ou anular as ações dos dois outros. Por isso, é plausível que as ordens do governo paquistanês para parar com estas ações de militantes islâmico sejam ignoradas pelo ISI e, de forma decorrente, por estes mesmos… Ainda que neste concreto, o Exército pareça alinhar com a vontade governamental.

O telefone falso parece ter sido feito por algum escriturário irado (talvez com a morte de um amigo ou familiar) que trabalha no edifício do ministério indiano e conseguiu fazer com que o Paquistão desse ordem de descolagem a vários aviões equipados com armas reais, patrulhando a sua fronteira. De igual forma, o telefonema fez também deslocar dezenas de milhar de tropas para a fronteira e colocado aviões armados no ar. Com tantos meios nervosos junto da fronteira, não teria sido impossível que alguém tivesse carregado no gatilho e desencadeado uma guerra entre estes dois velhos inimigos… por causa de um telefonema falso.

Fontes:
http://www.latimes.com/news/nationworld/world/la-fg-pakistan-india7-2008dec07,0,383051.story
http://www.guardian.co.uk/world/2002/may/25/pakistan.india

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Quids S15: Que avião é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A solução de Dois Estados e da “Cidade livre” de Jerusalém

//www.lib.utexas.edu)

(A Faixa de Gaza in http://www.lib.utexas.edu)

Ainda que o conflito em Gaza tenha agora amainado, o essencial dos problemas que lhe deram origem persistem e não tardará muito tempo a um novo conflito – talvez de inédita intensidade – tornar a suceder. Nesse sentido a defesa feita por vários lideres europeus recentemente no Egipto de uma solução de “dois Estados” faz regressar a necessidade de implementar tão cedo quanto o possível dessa abordagem.

O modelo de uma Federação, entre Palestina e Israel, seria um modelo que foi defendido por muitos, durante muito tempo, inclusive por negociadores palestinianos. Mas o agudizar das relações entre israelitas e palestinianos e a recente crise em Gaza erodiram a viabilidade dessa tese. Cada vez é mais certo que a única forma de haver paz num futuro próximo no Médio Oriente é criar dois Estados independentes, economicamente viáveis e de fronteiras coesas e consistentes. Para isso, a Palestina não poderia ser formada por dois territórios descontínuos e sem contacto directo; Gaza e Cisjordania e, sobretudo, não poderia haver colonatos em nenhum deles, como os há ainda na Cisjordânia. Se Israel não pode por sua vez aceitar ser dividida em duas para criar um corredor, então este pode ser criado, em território israelita, mas com supervisão e soberania internacional. O mesmo exemplo deve ser seguido para resolver a questão de Jerusalém, que deve ser transformada numa “Cidade Livre”, independente, mas protegida por forças internacionais.

Com esta estrutura estável e duradoura montada poderiam ser criados programas que propiciassem às camadas mais jovens todo o tipo de contactos e intercâmbios, desde programas de férias, tudo o que aproxime as pessoas, e quanto mais jovens, melhor, para anular os preconceitos quando estes ainda estão na forja. Como poderá haver ódio entre pessoas que se conhecem e forjam amizades desde novas, e sobretudo, sem a tensão de manter uma federação insustentável e artificial (como a da Bósnia) em dois Estados vizinhos mas tão próximos quanto o podem estar as suas gentes.

Fonte:

www.dw-world.de

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