Daily Archives: 2009/01/19

Sobre o “RER” alquímico no convento da Madre de Deus, em Xabregas (Lisboa)

As relíquias de Santa Auta, uma das onze mil virgens estão hoje conservadas no convento da Madre de Deus, em Xabregas (Lisboa). O convento foi fundado pela rainha Leonor, esposa do rei dom Dinis. Ora é neste local que encontramos sobre a fachada a sigla hermética RER. Esta sigla surge em vários locais associados a iconografia alquimica, como recorda Lima de Freitas e representam um dos maiores segredos da Arte de Hermes, diretamente ligado ao “Vaso dos Filósofos”.

O grande alquimista Fulcanelli – talvez o maior adepto do século XX – esclarece no “Mistério das Catedrais” que “estas letras contêm um segredo de uma importância capital, que se liga ao Vaso da Obra. RER serve para cozer, para unir radicalmente e indissoluvelmente, para provocar as transformações do composto RERE. (…) RER será obtido pelo rosalgar acrescentado de enxofre, que se considera formar a metade do rosalgar, ou do arsénico encarado como a outra metade no mesmo sulfureto vermelho. (…) Procurai primeiro RER, quer dizer o vaso. RERE ser-vos-á em seguida facilmente revelado”. Páginas 204 e 205.

Encontramos assim no convento de Xabregas, em Lisboa, um símbolo diretamente oriundo do denso vocabulário alegórico alquímico, que nos faz crer que a organização de mesteres responsável pela construção do convento conhecia o significado de RER, mas que sobretudo o mandante eclesiástico da obra a conhecia ainda melhor, encontrando-se efetivamente os melhores alquimistas de todas as eras frequentemente entre membros de comunidades religiosas desde Artefius a Basílio Valentim.

Fonte:
Lima de Freitas, “Porto do Graal”, Ésquilo

Categories: Alquimia, História, Portugal | 2 comentários

A USAF comprou 4 F-22A Raptor à Lockheed Martin

//kuusanmaki.com)

(F-22A Raptor in http://kuusanmaki.com)

A Lockheed Martin recebeu um contrato de 180 milhões de dólares da US Air Force para a aquisição de 4 F-22A Raptor que a USAF operava no regime de “aluger de longa duração”. O acordo inclui ainda uma opção para um lote adicional de dezasseis aparelhos.

O contrato permitirá manter abertas as linhas de produção do sofisticado aparelho e engrossar os números operacionais daquele que ainda que não seja ainda a espinha dorsal da defesa aérea dos EUA, é claramente hoje o melhor avião do seu inventário e sem sucessor à vista, nem nas suas hostes nem nas dos adversários.

Fonte:

Air Forces Monthly, janeiro de 2009

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 7 comentários

Sobre a lusofonia em Timor-Leste

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A primeira impressão de quem chega a Díli será a de que em Díli não se fala Português, mas tão somente vários dialectos de Tetum e o Bahasa Indonesia.

Em Timor-Leste falam Português sobretudo as pessoas mais velhas, que aprenderam o idioma durante o período colonial ou que viveram em Portugal durante a ocupação.

Verifica-se também que as crianças e adolescentes, que aprenderam as bases do Português com os professores portugueses, gostam de demonstrar os seus conhecimentos, mesmo que parcos.

Os jovens, porém, em geral, não falam Português nem parece querem aprender. É um idioma difícil e muitos aínda não descobriram a ligação cultural com o próprio idioma.

O facto é que existe o perigo dos jovens não conseguirem prestar o seu contributo ao país, por não se expressarem em Português.

O país adoptou o Português como idioma oficial, juntamente com o Tetum, e a documentação estadual mais relevante está a ser produzida em Português, pois o Tetum é uma forma de comunicação insuficiente para a produção de documentação técnica. Os jovens não estão a ter a participação que todos gostariam que tivessem.

Repare-se que para os falantes de Tetum ou Bahasa aprender o Português pode ser um pouco como para nós seria aprender o latim ou grego antigo. Não estaria apenas em causa o grau de dificuldade mas, desde logo, nos interrogariamos sobre a utilidade em dominar essas línguas.

Acreditamos que existe uma forma simples, exequível, para se contribuir para se motivarem as pessoas a aprender o Português: através da reprodução de telenovelas antigas (não tão ‘agressivas’ culturalmente) e jogos de futebol.

E quantos portugueses, em Portugal, não aperfeiçoaram o Português desta forma? Ou aprenderam a escrever o Português ao ler a ‘Bola’?

Talvez não convenha esquecer que as pequenas soluções práticas, simples mas eficazes, são tão relevantes quanto as opções mais estratégicas.

Acredita-se que estas soluções poderiam ser importantes para se auxiliar o trabalho dos professores nos distritos que, muitas vezes em circunstâncias adversas, estão a contribuir para a reintrodução da lusofonia neste arquipélago.

Pedro Brum

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Quids S15: Que avião (modelo exato) é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 17 comentários

Da validade e relevância das “Petições Online”

Como talvez saibam, patrocinei em 2006 a petição online mais votada de sempre em Portugal, a Petição CONTRA as comissões sobre Levantamentos em ATMs (Multibanco) que já reune mais de 300 mil peticionários… E depois delas participei em algumas outras, lançadas no âmbito do MIL:

Petição contra a Directiva do Retorno
e em prol do “Passaporte Lusófono”


Por uma
Força Lusófona
de Manutenção de Paz


Por uma
mais rápida
implementação do Acordo Ortográfico

Ora bem, neste contexto fui por diversas vezes questionado com a muito relevante e pertinente pergunta:

Para que servem estas petições e outras semelhantes?

Desde logo, servem como forma de pressão. Se obtiveram destaque suficiente, quer pelo número de peticionários que consigam reunir (como esta da taxa de multibanco), quer pela relevância temática e repercusão nos media, como sucedeu com a petição a favor do Acordo Ortográfico) as próprias petições, pela sua simples existência podem produzir efeitos no “mundo real”, além da esfera cibernética, portanto: pressionando Governos, alterando condutas de gestores e empresas, etc. Um excelente exemplo desta forma de pressão, tida como um “barómetro” do sentimento dos seus clientes é este caso da “taxa de multibancos” dado que os gestores da Banca portuguesa a conhecem (já foram questionados várias vezes pelos media sobre esta petição) e obviamente procuram não lançar alterações ao sistema bancário que sabem à partida que são produndamente impopulares, como demonstra este espantoso nível de peticionários…

Por outro lado, além do valor “simbólico” que uma petição online pode ter, temos que considerar também a própria repercussão legislativa que poderão encontrar, se forem cumpridos certos e determinados parâmetros legais.

No site da Assembleia da República, no “Espaço Cidadão” são expostos os “Procedimentos a seguir para apresentação de uma petição”

1. De que forma pode ser apresentada uma petição?

* por escrito (em papel, entregue por via postal, por fax ou por qualquer outro meio de comunicação);
* por via electrónica – se desejar adoptar este procedimento deve preencher o formulário que aparece quando selecciona esta opção.

Quando um determinado campo é obrigatório, o sistema só o deixa prosseguir depois de esse campo ser devidamente preenchido. Se a sua petição for enviada por via electrónica, ser-lhe-á comunicada a respectiva recepção pela mesma via. A correspondência ulterior poderá seguir por via postal. Para quaisquer esclarecimentos adicionais, o/s peticionante/s poderá/ão contactar o endereço peticoes@ar.parlamento.pt.

2. A quem é dirigida a petição? As petições devem ser dirigidas ao Presidente da Assembleia da República, que por sua vez as remete para a comissão parlamentar competente em razão da matéria.

3. Quem pode apresentar uma petição? O direito de petição é consagrado com grande amplitude, como direito de participação política, podendo as petições ser apresentadas por qualquer cidadão ou por pessoas colectivas. Assim, podem apresentar petições:

* os cidadãos portugueses;
* os estrangeiros e os apátridas que residam em Portugal, para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos.

Para além disso, as petições podem ser apresentadas por pessoas individuais (petições individuais), por um conjunto de pessoas (petições colectivas) ou por pessoas colectivas (petições em nome colectivo).

4. Que assuntos podem ser objecto da petição? A lei consagra com grande amplitude a liberdade de petição, não se exigindo, tão pouco, a competência do órgão peticionado para a adopção da medida que se solicita. Assim, a petição pode ter como objecto, designadamente:

* a defesa de interesses pessoais; a defesa da Constituição, da lei ou do interesse geral;
* a solicitação de uma iniciativa legislativa.

5. Requisitos para apresentação de uma petição

* O/s peticionante/s deve/m ser correctamente identificado/s, indicando o nome completo e o número do bilhete de identidade ou, não sendo portador deste, qualquer outro documento de identificação válido, e fazer menção do/s seu/s domicílio/s;
* O texto deve ser inteligível e especificar o objecto da petição.

Nos termos da lei, quando estes requisitos não estão preenchidos, a entidade que procede à admissibilidade convida o peticionante a completar o escrito, fixando um prazo não superior a 20 dias, com a advertência de que o não suprimento das deficiências apontadas determina o arquivamento liminar da petição.

6. Não admissibilidade de petições Procede-se ao indeferimento liminar da petição quando for manifesto que:

* A pretensão deduzida é ilegal; visa a reapreciação de decisões dos tribunais ou de actos administrativos insusceptíveis de recurso; visa a reapreciação, pela mesma entidade, de casos já anteriormente apreciados na sequência do exercício do direito de petição, salvo se forem invocados ou tiverem ocorrido novos elementos de apreciação; for apresentada a coberto de anonimato e após o seu exame não for possível a identificação da pessoa ou pessoas de quem provém;
* Carecer de qualquer fundamento.

7. Tramitação das petições dirigidas à Assembleia da República

* A admissibilidade de uma petição é decidida, nos termos legais, pela comissão parlamentar competente para a sua apreciação em razão da matéria. Admitida a petição, essa informação é comunicada ao peticionante ou, no caso das petições colectivas, ao primeiro subscritor. Simultaneamente à admissibilidade é nomeado, pela Comissão, um Deputado relator a quem caberá elaborar relatório sobre a mesma, propondo as diligências julgadas necessárias.
* Ultrapassada a fase da admissibilidade, a comissão competente deve apreciar as petições no prazo de 60 dias a contar da reunião em que a petição foi admitida. Porém, se o peticionante tiver sido convidado a completar a petição, aquele prazo só começa a correr na data em que se mostrem supridas as deficiências verificadas.
* No âmbito da apreciação da matéria em causa, “a comissão pode ouvir os peticionantes, solicitar depoimentos de quaisquer cidadãos e requerer e obter informações e documentos de outros órgãos de soberania ou de quaisquer entidades públicas ou privadas, sem prejuízo do disposto na lei sobre segredo de Estado, segredo de justiça ou sigilo profissional, podendo solicitar à Administração Pública as diligências que se mostrem necessárias” e poderá solicitar, que as entidades competentes tomem posição sobre a matéria.
* A comissão pode ainda, se tal se julgar justificado, realizar uma diligência conciliadora, em que o presidente da comissão convidará a entidade em causa no sentido de poder corrigir a situação ou reparar os efeitos que deram origem à petição.
Tratando-se de uma petição subscrita por mais de 1000 cidadãos, é obrigatória a udição dos peticionantes.
* Findo o exame da petição é elaborado um relatório final, que deverá ser enviado ao Presidente da Assembleia da República com a proposta das providências julgadas adequadas, se for caso disso. As petições que devam ser agendadas para apreciação em Plenário da Assembleia da República (as que sejam subscritas por mais de 4000 cidadãos ou, independentemente do número de subscritores, aquelas relativamente às quais seja aprovado relatório nesse sentido, devidamente fundamentado) devem sê-lo no prazo máximo de 30 dias após o seu envio pela Comissão ao Presidente da Assembleia da República.
* Do debate é dado conhecimento ao primeiro signatário da petição, com reprodução do número do Diário da Assembleia da República em que o mesmo se mostre reproduzido, a eventual apresentação de qualquer proposta com ele conexa e o resultado da respectiva votação.

8. Publicidade das petições Tratando-se de uma petição subscrita por um mínimo de 1000 cidadãos, a mesma é obrigatoriamente publicada no Diário da Assembleia da República.

Os peticionantes podem solicitar por escrito a alteração, correcção ou eliminação dos seus dados.

Nos termos da lei, a Assembleia da República é obrigada a manter um registo informático actualizado da recepção e tramitação das petições, bem como a divulgar as providências tomadas nos respectivos sítios da Internet. Esse sistema inclui o texto integral das petições. A base de dados relativa à gestão e tramitação das petições encontra-se registada, nos termos legais aplicáveis, na Comissão Nacional de Protecção de Dados. De acordo com o disposto na Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro (Lei da Protecção de Dados Pessoais), o peticionante titular de dados pessoais e/ou sensíveis tem o direito de se opor em qualquer altura, por razões ponderosas e legítimas relacionadas com a sua situação particular, a que os dados que lhe digam respeito sejam objecto de tratamento, devendo, em caso de oposição justificada, o tratamento efectuado pelo responsável deixar de poder incidir sobre esses dados.

Categories: Informática, Movimento Internacional Lusófono, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 13 comentários

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