Daily Archives: 2009/01/17

Sobre as ambições lunares da linha “Falcon” da SpaceX

Depois de algumas tentativas falhadas a SpaceX, conseguiu finalmente lançar o primeiro foguetão privado com capacidade orbital do mundo: o Falcon 1. Agora que esse feito foi finalmente cumprido, todas as portas se abrem… Nomeadamente algumas que podemos antever num documento PDF presente no site da SpaceX e intitulado “Lunar Capability Guide – SCM 2008‐005a”. Trata-se tão simplesmente, de um estudo da capaacidade da SpaceX utilizar a sua família de foguetões Falcon para enviar uma missão à Lua.

Agora que o desafio tecnológico imposto pelo envio de uma missão bem sucedida a uma Órbita terrestre baixa está cumprida, graças ao sucesso do Falcon 1, a empresa norte-americana estabeleceu um novo objetivo estratégico: uma viagem de ida e volta à Lua. De novo, procura-se cumprir esse objetivo de uma forma económica mas fiável, num esforço cujo sucesso pode determinar o estabelecimento de formas futuras de explorar e ocupar o Espaço a uma fração dos custos atuais. O quadro de produtos atual da SpaceX consiste em três lançadores: o Falcon 1, já testado com sucesso e o Falcon 1e e o Falcon 9, ambos ainda em fase de desenvolvimento. Dos três, somente o mais potente Falcon 9 consegue colocar diretamente uma nave espacial numa órbita de transferência lunar, após o que a propulsão própria dessa nave a deve ser capaz de levar à Lua após uma viagem de dois ou três dias. Esta concepção de missão é semelhante à cumprida pelas missões Apollo na década de sessenta. Mas é também possível utilizar os Falcon 1 e o Falcon 1e para realizar esta missão, afirma a SpaceX! De uma forma mais económica, um destes lançadores pode ser utilizado para colocar a nave lunar numa órbita alta HEO (“Highly Elliptical Orbit“) e depois, recorrendo a um impulso mais generoso de um motor instalado no veículo lunar, levá-lo a deixar a órbita terrestre.

O Falcon 1

Atualmente, o Falcon 1 oferece o preço de lançamento por quilograma mais baixo do mercado, inferior mesmo ao dos lançadores indianos que detinham anteriormente esse título. O lançador consegue colocar até 420 Kg numa órbita circular de 185 Km, ou em órbitas elípticas de até 8000 Km. Teoricamente, é assim possível colocar um veículo lunar equipado com um motor autónomo que o leve até uma órbita de “injeção translunar” (TLI). O Falcon 1 será utilizado pela SpaceX até meados de 2010, altura em que será substituído pelo Falcon 1e para as mesmas missões.

O preço base para o lançamento de um Falcon 1 é de 7,9 milhões de dólares (preços de Janeiro de 2008 )

O Falcon 1e

O Falcon 1e (“e” de “enhanced” ou “melhorado”) é a próxima geração de lançadores ligeiros da SpaceX. A propulsão será assegurada por um motor Merlin melhorado e um tanque do primeiro estágio mais longo. O lançador será capaz de colocar até mil quilogramas em órbitas baixas LEO de 185 Km ou veículos espaciais em órbitas eliptícas de até 25 mil km. Obviamente, se o veículo tiver um propulsor auxiliar, será capaz de entrar numa TLI e chegar à Lua. O Falcon 1e está disponível a partir de meados de 2010.

Cada lançamento deverá custar cerca de 9,1 milhões de dólares (ainda a preços de Janeiro de 2008 )

O Falcon 9

O lançador pesado da SpaceX, o Falcon 9 será construido em torno da mesma tecnologia de base do Falcon 1, mas disponibilizando uma potencia e capacidades muito maiores e logo, sendo capaz de injetar um veículo diretamente numa TLI, sem recurso a propulsores auxiliares autónomos. O veículo conseguirá colocar em órbita até 1925 Kg de carga útil em TLI. O Falcon 9 deverá ter ser o seu primeiro lançamento em 2010 tendo um preço de lançamento muito superior ao do Falcon 1, de 36,75 milhões de dólares, sendo que a estes se devem somar 10 milhões de dólares se o segundo estágio do foguetão não fôr recuperável.

Fontes:
http://www.spacex.com/FalconLunarCapabilityGuide.pdf
http://spacex.com/falcon1.php

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Oman vai comprar 24 Typhoons

Oman está em negociações com o governo britânico para a aquisição de 24 Eurofighter Typhoons por 1,5 biliões de libras. Os aviões irão substituir os já ultrapassados Jaguar por volta de 2012.

O país da Península Arábica deverá receber Typhoons de Tranche 1 Block 5 oriundos do grupo de 53 aviões deste tipo atualmente na RAF, cuja venda deverá financiar a aquisição de Typhoons de Tranche 3. A RAF não estará muito interessada em manter estes aparelhos porque têm uma limitada capacidade para serem atualizados. Mas poderão ser pelo menos adaptados ao cumprimento de missões ar-terra e à utilização de bombas de precisão, uma adaptação que faz parte das exigências de Oman, país que assim ficará com um dos melhores interceptores do mundo, bem capaz de enfrentar qualquer avião que o Irão, a grande ameaça regional, lhe possa atirar para a frente e que simultaneamente permitirá ao Reino Unido prosseguir com a atualização dos seus Typhoon em época de grandes constrangimentos orçamentais. O trabalho de transformação também irá ocupar as fabricas da BAE no Reino Unido e garantir postos de trabalho numa época onde a ameaça ao Emprego assola todo o continente europeu, e o Reino Unido com especial incidência.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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A empresa iraniana HESA entrega o primeiro avião IrAn-140

(http://www.payvand.com)

O fabricante aeronáutico iraniano HESA entregou o primeiro avião de transporte IrAn-140, uma aparelho desenvolvido localmente a partir do avião russo Antonov An-140. O avião foi entregue em 8 de outubro, na base aérea de Esfahan.

Há também planos para desenvolver uma variante de patrulha marítima do aparelho, designada de IrAn-140MP e uma segunda variante de transporte de carga intitulada de IrAn-140T.

O Irão tenciona utilizar 20 IrAn-140 no seu corpo de guardas fronteiriços em missões de vigilância e transporte de pessoal. Recordemo-nos que o Irão possui um das mais extensas e permeáveis fronteiras do mundo, com fronteiras comuns com o Iraque e o Afeganistão, dois países imersos em conflitos internos, o que torna o patrulhamento fronteiriço uma das prioridades do Estado.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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O Brasil vendeu 8 Super Tucano à República Dominicana

A Embraer vendeu oito aviões EMB-314/AT-27 Super Tucano para cumprimento de missões de combate ao narcotráfico e de contra-insurgência. O modelo está a torna-se um padrão nos países da América do Sul para este tipo de missões ocupando o lugar que já pertenceu em tempos ao A-37 Dragonfly que também chegou a operar na Força Aérea Portuguesa (FAP), mas na versão de treinamento T-37. O país das Caraíbas vai usar o modelo em missões de vigilância marítima e terrestre e em missões de segurança interna. A República Dominicana partilha fronteiras com o Haiti, onde se encontra um destacamento de mais de mil militares brasileiros em missão de Paz da ONU e onde os bandos armados são senhores e reis num país onde a autoridade do Estade praticamente se evaporou. Os valores da venda não são conhecidos, mas poderão rondar os 235 milhões de dólares que custaram à Colômbia os seus 24 Super Tucano.

O Super Tucano é capaz de operar a partir de pistas muito rudimentares e tem uma manutenção relativamente simples e barata, o que o torna numa plataforma muito adequada para estes países. As duas metralhadoras M3P .50 nas asas e a possibilidade de instalação de pods de vigilância como o LITENING e a capacidade para levar dois mísseis de curta distância AIM-9 Sidewinder aumenta a capacidade defensiva do aparelho a uma outra escala. Além disto, o Super Tucano pode transportar uma variedade de armas para ataques ao solo, desde foguetes a bombas convencionais.

Existem no mundo 144 Super Tucano em operação, dos quais 63 no Brasil (com mais 36 encomendados) e 25 na Colômbia. Existem encomendas no Chile (12) e até havia 36 unidades vendidas para a Venezuela de Chavez, mas os EUA conseguiram bloquear a exportação devido à incorporação no aparelho de vários equipamentos licenciados e importados de empresas norte-americanas…

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Embraer_EMB-314_Super_Tucano http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL949344-5602,00-EMBRAER+VENDE+SUPER+TUCANOS+A+REPUBLICA+DOMINICANA.html
http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/internacional/Embraer-vende-oito-Super-Tucano-para-Republica-Dominicana,6bbdbb36-0452-4478-b2f3-5c816f0210bf.html

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A Eslováquia vai reativar o seu antigo reactor nuclear da era soviética em plena “crise do gás”

(Os dois reactores nucleares eslovacos in http://insp.pnl.gov)

A recente “crise do gás russo” e a sua anterior, expõe a vulnerabilidade europeia perante um tão inconstante fornecedor e a sua vulnerabilidade quanto ao profundo e insanável conflito entre ucranianos e russos. Uma opção alternativa seria aumentar as importações de gás argelino, através de Portugal e Espanha, ou lançando tubagens no fundo do Mediterrâneo.

Outra abordagem poderá ser a de encontrar alternativas ao gás, pelo menos na sua vertente de fornecedor de centrais de produção de energia eléctrica, recorrendo a uma das opções mais usadas na altura do primeiro choque petrolífero: a multiplicação de centrais nucleares. Essa foi a opção da Eslováquia, exatamente um dos países que mais afectado pela atual “guerra do gás”, que decidiu reativar um reactor nuclear. O problema é que este fora encerrado por ser inseguro e em resultado de grandes pressões europeias. Agora, a reactivação pode colocar em causa a própria adesão do país, já que esta fora uma das exigências do tratado de adesão… Perante esta renovada pressão, resistirá a Eslováquia? E o velho reactor russo eslovaco? Será ele igualmente resistente à pressão europeia?

Fontes:
Euronews

http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7822556.stm

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