Daily Archives: 2009/01/12

Carta a Agostinho da Silva

.
Amândio Silva
MEU CARO AGOSTINHO

Agora já me sinto à vontade por o tratar de forma coloquial, depois de termos viajado juntos por tanto Brasil e me ter apresentado a tantos amigos, discípulos, admiradores, muitos deles que o não esqueceram durante toda a vida, tão forte e decisiva foi a marca que deixou no rumo de cada um[1].
Depois dessa viagem e das seguintes, quando me disse que eu já as podia fazer sozinho por ter aprendido a rota, cada vez mais me interrogo por quê me aconselhou a que a sede da Fundação Luso-Brasileira fosse em Lisboa “porque foi aqui que tudo começou e aqui tudo vai convergir”[2].
Temo, professor, que o seu amor por Portugal e a sua esperança de que pudesse retomar “a visão ideal e prática e religiosa e mística que tiveram os portugueses de Dinis e de Isabel” tivessem permitido a ilusão de um protagonismo que, apesar de tudo, embora com rumo diferente do seu “de amor e de serviço no culto do Espírito Santo”, estará muito mais ao alcance do Brasil do que deste rincão lusitano.
E lembro o que o seu escudeiro Roberto Pinho[3] escreveu sobre si: “Poucos brasileiros amaram e entenderam o seu povo como ele amou e entendeu. Sua esperança e confiança no destino do Brasil não tinha limites. Nunca existiu uma conjuntura histórica, pior que fosse, que abalasse sua certeza de que o povo brasileiro tomará consciência dos seus valores culturais e espirituais, construirá uma sociedade justa e dará uma grande contribuição humana ao mundo”.
Eu penso que temos muito mais a esperar do Brasil do que de Portugal e, passados estes últimos anos, se olharmos alguns passos – nunca esqueço o seu conselho “passo a passo, linha a linha…” – vendo exemplos como o acordo ortográfico e a relevância, embora ainda pequena, da CPLP, a comunidade que nos avisou ser indispensável criar quase meio século atrás, temos de reconhecer que os avanços alcançados se devem em boa parte ao empurrão do Brasil, também por interesses próprios, mas que se refletem no conjunto.
Creio que Aparecido[4] se encontrou consigo há pouco tempo e devem ter conversado muito sobre os tempos de Brasília onde ele marcava os seus encontros com Jânio e o convenceu da importância de uma política de relações internacionais do Brasil que desse um indispensável relevo à África de língua portuguesa e ao continente africano no seu todo.
Aparecido sempre foi de grande coerência com “a importância da força da destinação” que tinha aprendido com Agostinho e por isso seu extraordinário trabalho para a criação da CPLP, cujo fundamento filosófico e político considerou pertencer ao mestre Agostinho da Silva, que definiu como “o grande formulador de um tempo novo na lusofonia”.
Cá entre nós, bem perto de sua casa na Abarracamento de Peniche e do seu jardim do Principe Real, a malta da sua Associação[5] teve uma boa ideia, a da criação do MIL: Movimento Internacional Lusófono, muito influenciado por toda a sua mensagem de abrangência universal. Tem um ano de vida e já anda por seus próprios pés. Ainda não conseguimos – eu tambem sou da malta – a participação de companheiros dos outros países da nossa língua no nível que se pretende, mas já vamos chegando perto dos mil.
Gostou da “Nova Águia”[6]? Pois o Paulo, o Renato e a Celeste[7] lá se foram inspirar no grupo que integrou com Pascoaes, Cortesão, Pessoa, para também voar, pensando Portugal e a língua portuguesa onde ela se fale nesse mundo fora.
Meu caro Agostinho, sem miserabilismo, que não cabe nas suas regras, “vai-se fazendo o que se pode!”. E sempre que é preciso, o que não se pode, mas deve. E cá estamos depois da Pátria e do Vieira, a lembrar que continua como capitão da nossa nau, mesmo que das tormentas, para mais uma vez o invocar a nos dar força para não desistir e sabermos olhar, como convidava os seus alunos nos descampados de Brasília.
Quem aprendeu a olhar foi o meu filho João Afonso, radicado na sua tão conhecida Baía, reikiano e também ogan de Mãe Lúcia do Terreiro de São Jorge, de Salvador, tal como o mestre foi de Olga do Alaketo[8]. Ele sente de verdade sua mensagem humanística e se transformou em mais um elo de minha profunda ligação a si, meu caro Agostinho.
Em 2006 andámos comemorando o seu nascimento. A Associação fez um trabalho notável e falou-se de Agostinho em todo este país e em boa parte da Europa. Também, embora menos, na África que tão bem entendeu e soube levar ao Brasil. Brasil que também o lembrou, em várias cidades onde plantou semente[9].
No fim do ano, quando vi o seu filho Pedro[10] ao leme do barco que nos passeou em Barca d’Alva com um sorriso de vitória por ter conseguido realizar esse desejo de muitos anos, chamei Santiago[11] para lhe mostrar a cena e ficámos conversando sobre como suas andanças pelo mundo tinham esse espírito do poeta marinheiro, com algum gosto de que de repente ficasse à deriva, na corrente desconhecida, com uma curiosidade danada de onde aportaria, não cogitando nunca de naufragar.

[1] Viagem realizada já depois da morte de Agostinho da Silva, aquando da criação dos grupos de pesquisa do seu espólio no Brasil, nos Estados da Baía, Brasilia, Paraíba, Santa Catarina e São Paulo. Foi como se tivesse acompanhado o mestre, conhecendo-o cada vez mais nas conversas com os múltiplos interlocutores (1997).
[2] Conselho que recebi de Agostinho da Silva, quando me entregou um texto para a brochura de apresentação da Fundação Luso-Brasileira (1993).
[3] Antropólogo. Trabalhou e conviveu com Agostinho da Silva ao longo de dez anos, na Baía e em Brasília. Foi a relação mestre-discípulo mais forte na vida de Agostinho.
[4] Embaixador José Aparecido de Oliveira, recentemente falecido. Grande admirador de Agostinho desde o tempo em que foi Secretário da Presidencia da República, no Governo de Jânio Quadros (1961). Como Ministro da Cultura do Governo Sarney (1987) e Embaixador do Brasil em Portugal(1994) foi elemento preponderante no processo que culminou na fundação da CPLP (1996).
[5] Associação Agostinho da Silva, fundada em 1995, com sede na Rua do Jasmim, 11, Lisboa, bem perto do Príncipe Real, no edifício da Junta de Freguesia das Mercês.
[6] Revista lançada em 2008, retomando nos tempos atuais o espírito da velha “A Águia”, criada em 1910, de que foram expoentes Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, Jaime Cortesão, Fernando Pessoa e o próprio Agostinho da Silva.
[7] Paulo Borges, Renato Epifânio e Celeste Natário, os diretores da “Nova Águia”.
[8] Mãe de Santo de grande conceito na Baía, que considerava Agostinho um homem merecedor de sua confiança, digno de ser recebido com respeito no candomblé.
[9] Centenas de eventos organizados com participação da Associação Agostinho da Silva, em Portugal, resto da Europa, África e Brasil, marcaram com muito brilho as comemorações do Centenário de seu nascimento: programa completo em AA.VV., Agostinho da Silva, Pensador do Mundo a Haver, organização e introdução de Renato Epifânio, prefácio de Paulo Borges, Lisboa, Zéfiro, 2007, pp. 505-519.
[10] Pedro Agostinho. Antropólogo. Professor laureado da Universidade Federal da Baía. Grande defensor das causas indígenas. Filho primogénito de Agostinho da Silva.
[11] José Santiago Naud. Professor da Universidade de Brasília. Importante estudioso da obra de Agostinho e de sua ação no Brasil como “extensão atlântica de Fernando Pessoa”.

Anúncios
Categories: Agostinho da Silva | Deixe um comentário

Da teimosia do Banco Central Europeu quanto às taxas de juro

“Apesar de Jean-Claude Trichet ter, nas suas últimas intervenções, dado a entender que o BCE quer evitar, depois de três cortes de taxas de juro consecutivas, a continuação de uma descida tão rápida do preço do dinheiro, os indicadores poderão obrigar o banco central a atuar mais cedo.”

Ou seja, o presidente do BCE não quer descer a taxa de juro. As circunstancias – esmagadoras pela sua evidencia – talvez o levem a desviar mais alguns milímetros da sua sacrossanta deriva dogmática e de uma defesa canina da inflação. Mas é apenas isso. Cego pelos dogmas do neoliberalismo o francês deixou que a Europa mergulhasse na recessão quando em meados do ano passado, já os EUA estavam a descer as suas taxas de juro violentamente e o BCE as mantinha em valores exageradamente altos. O erro de então não as ter descido terá agravado o risco de recessão na Europa e a Historia ainda há de cobrar ao Francês a ineptitude desta inacção.

“Por um lado, a variação homologa do credito concedido ao sector privado na Zona Euro voltou a abrandar em novembro, passando de 7,8 para 7,1, a 11a descida consecutiva. Isto mostra que as famílias e as empresas estão a sentir crescentes dificuldades em obter empréstimos.”

Isto quer dizer que apesar de massivas injecções de capitais públicos, da entrada do Estado em muitos dos maiores bancos do continente estes continuam a não colocar nos cidadãos e nas empresas os essenciais capitais. O dinheiro existe e sempre existiu, mas continua a ser dedicado maioritariamente a grandes operações especulativas de muito curto prazo nalgumas das maiores Bolsas mundiais…

“A taxa de inflação homóloga na Alemanha passou de 1,4 para 1,1 por cento em dezembro, mostrando que as pressões inflacionistas deixaram de ser, para já, um problema.”

E sendo a Alemanha a maior economia europeia, este movimento descendente da inflação será propagado por toda a economia da União Europeia. O ritmo da inflação, a escassez de dinheiro, a relutância da Banca em conceder empréstimos aos particulares e empresas apesar de todas as múltiplas injecções de capitais públicos, mas sobretudo a retração do Emprego, as falências e reduções de pessoal e até as novas dificuldades sentidas por muitas empresas de retalho que se batem inutilmente contra a quebra de confiança dos consumidores e contra a redução do consumo privado provocado pela multiplicação do número de desempregados. Todos estes factores contribuem para a descida da inflação, lideradas pela descida dos preços do petróleo. Estamos assim perante a seria possibilidade de deflação na Europa. E é preciso saber que deflação em período recessivo é a pior combinação concebível… Garantia certa de pelo menos dez anos de depressão e confirmação plena de que estamos perante a maior e mais profunda crise económica das nossas vidas.

Fonte:

Rosa Soares e Sérgio Amaral

Público de 31 de dezembro de 2009

os ára

Categories: Economia | Etiquetas: , | 2 comentários

Quids S15: Que espaçoporto é este?

1112g

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 7 comentários

A Rússia terá em 2009 um dos anos mais ativos de sempre em termos de lançamentos para o Espaço

//www.karl.benz.nom.br)

(Satélite da rede Glonass in http://www.karl.benz.nom.br)

A Agência Espacial Russa vai realizar 39 lançamentos durante o ano de 2009 a partir dos seus dois espaçoportos de Baikonur e Plesetsk. Os lançamentos serão divididos entre vários programas como o Programa Federal Espacial, o Programa Glonass e em diversas cooperações internacionais, para além de vários lançamentos comerciais.

A Rússia vai lançar em 2009 quatro cápsulas Soyuz e cinco cargueiros Progress a partir de Baikonur para a ISS. Estes lançamentos serão essenciais para aumentar o numero de tripulantes permanentes da Estação dos atuais três para seis.

Para além destes nove lançamentos de foguetões Soyuz, a Rússia vai lançar também o notável número de trinta (30) foguetões Proton colocando no Espaço:
2 satélites de comunicações Express
2 satélites Glonass
17 satélites de comunicações
2 satélites de monitorização do clima e dos oceanos
1 satélite de monitorização de situações de emergência e
6 satélites de pesquisa astrofísica

Estes números indicam que a Rússia já deixou de atravessar uma crise no sector aeroespacial e que está de regresso ao Espaço em plena força, sendo especialmente notável o número de satélites científicos que lançará em 2009 e a importância do seu contributo para a ISS. Uma importância que é acrescida pela iminente saída de atividade dos vaivéns americanos em 2010…

Fonte:
http://www.spacedaily.com/reports/Russia_To_Make_39_Space_Launches_In_2009_999.html

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 13 comentários

Texto para o terceiro número da NOVA ÁGUIA…

.
BREVE TESTEMUNHO SOBRE AGOSTINHO DA SILVA

Manuel Ferreira Patrício

1
Há uma passagem na obra dispersa de Fernando Pessoa em que ele regista a decisão de, considerando ter já lido imenso do que outros escreveram, de ora em diante deixaria de ler tanto e passaria a escrever para que outros o lessem a ele. É mais ou menos assim.
Já vivi muito mais anos do que o poeta viveu e li, decerto, muito menos do que ele já tinha lido aos trinta anos, apesar de ser um leitor inveterado, compulsivo. Mas estou certo de que li menos e li pior. Vou-me sentindo, contudo, também eu um pouco cansado de ler. Sobretudo, não vejo grande proveito no que leio. Vai-se-me impondo a evidência de que a tarefa principal a que devo de ora em diante entregar-me já não é a de ler, mas a de escrever. E não para outro fim que não seja o de compreender. Não, decerto, muito; mas o pouco que ainda está ao meu alcance.
De qualquer modo, não foi a propósito de mim que me ocorreu esta passagem de Fernando Pessoa. Foi a propósito de Agostinho da Silva. Não há dúvida de que também este leu imenso. E desde muito cedo. Parece-me evidente que nunca leu senão para compreender. Desde o princípio. E leu e compreendeu para criar. Agostinho nasceu realmente para criar. Ele diz do ser humano o que sempre foi a sua acção como ser humano: não nasceu para trabalhar, nasceu para criar.
De facto, cumpriu esse destino. A sua vida, como a biografia e a obra põem fulgurantemente à vista, foi um processo ininterrupto de criação. Muitas lições nos deixou, sem que tivesse pretendido dar-nos qualquer lição. A maior, a mãe de todas as lições, é essa: devemos viver criando, criando sempre; viver verdadeiramente, autenticamente, é criar.
Assim, o que verdadeiramente importa no legado que nos deixou não é qualquer conteúdo particular, como herança a resgatar após a sua morte, mas o princípio de que no princípio era, é, a acção. A acção criadora. Esse é o legado deixado a Portugal, e ao Brasil, e ao Mundo Lusófono, e no fim de contas à Humanidade: Ajam, criem. Portanto, mãos à obra: vamos agir, vamos criar. Já.
Disse-nos Agostinho o quê?!… Disse. Ouçamo-lo.

2
Em Maio de 1989 teve lugar, no anfiteatro da Biblioteca Nacional, o Congresso do Espírito Santo. Numa das sessões do dia 20, perguntou ao Professor Agostinho da Silva um dos participantes “se o português é um povo eleito” (Diário de Notícias de 21 de Maio de 1989,página de “Informação Geral”). A resposta foi fulminante: “Não me importa se o povo português é ou não eleito. Eleja-se a si próprio, se faz favor!”. Fica tudo dito, ficam todos os equívocos desfeitos, para sempre. Não seremos, evidentemente, o único povo a poder eleger-se para a obra de construção de um mundo humanizado, fraterno e universalmente feliz. A resposta de Agostinho passa por cima, devastadoramente, de qualquer visão estreita e nacionalista, para desde logo abraçar a única perspectiva humanamente aceitável, que é a universalista. Agostinho quer, passou a vida a querer, que todo o homem, que todo o povo, seja feliz. Para alcançar, para atingir, um tão fantástico desiderato, nenhum povo é de mais, que nenhum povo deve excluir-se dele ou dele ser excluido. A construção da fraternidade universal não pode deixar de começar pela abertura universal aos construtores – indivíduos, ou povos, ou Estados. É este o pensamento que vejo plasmado na resposta de Agostinho da Silva ao interpelante do Congresso do Espírito Santo. Toda a obra do Mestre é congruente com esta posição, e só com esta. Também só esta posição considero compatível com a ideia e o sentimento de Deus que animou como um fogo espiritual inextinguível a intimidade espiritual de Agostinho. Não sabemos o que Deus é, mas atrevo-me a afirmar que algo saberemos d’o que não é, d’o que não pode ser. E aqui direi que não pode ser injusto, que não pode ser parcial. Todo o ser humano pode auto-eleger-se, toda a nação pode auto-eleger-se. Como poderíamos pensar que pudesse Deus excluir alguém?
Não temos, pois, que agarrar-nos à ideia-crença preguiçosa, e perigosa, de que Deus escolhe uns povos, e exclui outros, para o acesso à felicidade e à plena realização humana, pois outra é a ideia-crença para que nos aponta a sabedoria de Agostinho da Silva: a da auto-eleição.Como bem sintetizou o Diário de Notícias no título da informação que deu sobre a presença de Agostinho da Silva no Congresso do Espírito Santo, esta a mensagem que o Mestre nos deixou: “O povo português deve eleger-se a si próprio”.
Nesta hora de crise profunda que vive Portugal, mais valiosa mensagem não nos poderia ter deixado o Mestre de portugalidade universal, de lusofonia universal, que foi – que é, e será pelo futuro a haver – Agostinho da Silva.

3
Liguemos os dois passos já dados deste breve testemunho. Viver deve ser, só deve poder ser, agir e criar. Parece-me a mim que o pensamento, e o exemplo, que Agostinho da Silva nos deixou como legado é que a acção será de pouca – ou nula, ou negativa- valia se não for criadora. Acção criadora é, pois, o caminho que a vida deve ser para nós. Acção que instaure no mundo o que nele não havia, o que nele não há, e passa a haver. O Portugal que profundamente amou, o Mundo Lusófono pelo qual viveu apaixonadamente a sua vida, em atitude e prática de doação, o Mundo Humano que para ele representou a linha última e infinita do horizonte visionável – a Idade do Espírito Santo, este é o seu verídico nome!… – , eis o fruto, que é pomar, da acção criadora que a todos cumpre, que a nós cidadãos da Pátria que é a Língua Portuguesa auto-electivamente deve cumprir. Por mais temível que seja a tempestade oceânica, haveremos de chegar à Ilha dos Amores. Este o canto épico de marinheiro português das Descobertas que ouço na sinfonia laboriosamente composta por Agostinho da Silva: a Ilha dos Amores há-de ser, há-de haver.
Chamou Fernando Pessoa a Dom Diniz o plantador de naus a haver. Chamemos nós a Agostinho da Silva, com voz certeira e segura, o plantador da Ilha a haver.

Categories: Agostinho da Silva | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade