Daily Archives: 2009/01/04

Texto que nos chegou…

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Expansão da China pode salvar língua portuguesa em Macau

A expansão econômica da China e o interesse nos países de língua portuguesa podem estar livrando o português da extinção em Macau , cidade do sul do país que voltou ao domínio chinês em 1999 depois de 450 anos de colonização portuguesa.
Na época , muitos acreditavam que a entrada do chinês e também do inglês chegaria a provocar o desaparecimento do português , que é uma das línguas oficias , mas é falado por menos de 10% dos cerca de 400 mil habitantes.
Mas , apesar de uma queda na procura por cursos de português no ano 2000 , as diversas escolas que ensinam a língua já passaram a registrar um retorno do interesse pelos cursos a partir de 2001 e , mais acentuadamente , a partir de 2002.
O Instituto Português do Oriente (Ipor) exemplo , que , em 2000 , tinha apenas 200 alunos , agora conta com cerca de mil.
Mesma tendência se verifica na Escola Superior de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau , que em 2000 chegou a admitir apenas 12 novos estudantes e , em 2003 , atraiu 50 novos alunos.
“Nós temos a consciência nítida de que isso se deve ao crescimento da China , à abertura dos mercados , ao estabelecimento das prioridades nas relações externas da China que passam pelos países de língua portuguesa” , afirma Antonio Saldenha , do Ipor.
Saldenha cita como exemplo desse incentivo o estabelecimento , no ano passado , do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa , com sede em Macau.
O fórum ajudou a organizar , na semana passada ( 21 a 24 de outubro) , a 9º Feira Internacional de Macau. Segundo uma pesquisa realizada pelos organizadores da feira , 77% dos participantes disseram acreditar que Macau pode servir como uma plataforma de negócios entre a China e os países da língua portuguesa.

Plataforma
“A China está com um grande desenvolvimento econômico e com olhos para cooperação com os países em desenvolvimento da África , com o Brasil e também com Portugal , como porta de entrada na União Européia” , afirma o vice-reitor da Universidade de Macau , Rui Martins.
“Então , esses alunos vêem nisso uma série de oportunidades de trabalho” , completa Martins.
A universidade , que em 1999 tinha cerca de 700 alunos aprendendo o português dentro das diversas áreas de especialização , agora tem cerca de 1 , 5 mil.
Martins lembra que a Universidade chegou a prever que o curso de Direito oferecido em português iria acabar ficando sem alunos , mas isso não aconteceu.
Parte dessa volta do interesse pelo português em Macau , segundo Martins , se deve à chegada de estudantes de outras partes da China à cidade.
Em 1999 , cerca de 200 estudantes chegaram para aprender português em Macau. Atualmente , existem cerca de mil. A maioria já fala o inglês e , por isso , passam a optar pelo português como língua estrangeira.

Número de estudantes de português tem aumentado
É o caso de Pangfei Shan , estudante da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai , que está realizando um intercâmbio em Macau.
“O fato de a China e também o Brasil estarem se desenvolvendo tão rapidamente oferece novas oportunidades” , afirma Shan.
Wang Xinta , da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim , é um outro exemplo.
Ele conta já ter uma oferta de emprego para integrar o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China depois que terminar a sua especialização em Macau.
“Começamos a nossa carreira como intérprete e tradutor e depois alguns acabam se transferindo para outros domínios profissionais” , afirma o estudante.
Mas o interesse pelo português não tem aumentado apenas entre os estudantes de outras cidades da China.
Choi Wai Hao , diretor da Escola Superior de Línguas e Tradução do IPM , afirma que , dos 95 alunos que iniciaram o curso de tradução em setembro deste ano , 37 são macaenses (descendentes de portugueses) , 30 são chineses locais e 28 são de outras cidades chinesas.
Choi lembra que o setor jurídico em Macau é , em grande parte , dominado pelo português.
“Macau é uma cidade única em comparação com outras cidades chinesas , por causa de seu passado histórico de ligação com Portugal. É o ponto de encontro entre a cultura chinesa e a ocidental” , afirma Choi.
“E eu acho que o governo chinês percebeu o valor de Macau” , completa.
Antonio Saldenha , do Ipor , afirma que , apesar de existir pontos de ensino do português em outras cidades chinesas , como Pequim , Xangai , Cantão e Xiamen , as atividades estão mais concentradas em Macau.
“Há também uma decisão do governo chinês de estar concentrando esse processo de incentivo ao aprendizado do português em Macau , obviamente pela maior facilidade que temos aqui” , diz Saldenha.
Segundo Saldenha , não há números exatos de quantas pessoas falam o português hoje em Macau.
“Nós sabemos que existem cerca de 2 mil portugueses e cerca de 20 mil macaenses de origem portuguesa que , com certeza , falam a língua” , afirma.
“Agora , existe um fator indeterminado que é o número de chineses que têm conhecimento da língua. Então , o total não deve chegar a 10% dos moradores” , afirma.
É difícil prever se esse percentual irá aumentar consideravelmente , mas o medo de que o português desapareça de Macau já não existe mais.

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A IURD constrói uma “catedral” no Porto no valor de 8 milhões de euros

“Dois auditórios, 19 apartamentos, uma zona de apoio social e um parque de estacionamento. São estas as valências da nova sede que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) está a construir no Porto. (…) A Igreja diz que o prédio representa um investimento que ronda os oito milhões de euros.”

Fonte:
Público de 29 de dezembro de 2008

Portanto, em pleno período de “vacas magras”, em que todas as organizações, publicas ou privadas estão atoladas ou em volumes crescentes de Divida (Estado) ou sem capital para investimentos ou até para manter a sua simples atividade regular, a IURD enceta a construção de mais uma megapiramide babilónica no Porto. Ignorando ou desprezando (neste contexto, os dois termos equivalem-se) que é precisamente na Invicta que mais se faz sentir o flagelo do desemprego e que muitos dos seus 40 mil seguidores estão precisamente a atravessar essa condição, eis que a Seita segue o deplorável exemplo da Igreja Católica mais a sua megacatedral em Fátima e zás pega em oito milhões de euros larapiados na forma de “dizimas” a desempregados, reformados e assalariados pelo ordenado mínimo e torra tudo em cimento. Porque não apostar na redução da dizima, numa espécie de “choque fiscal” da dizima iurdiana ou na divisão dessa verba pelos crentes mais necessidades (e muitos serão, certamente)? Porque realizar este esbanjamento de ostentação precisamente num dos anos mais difíceis dos últimos cem anos?

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LOST (“Perdidos”) – Season 5 regressa já em 21 de janeiro!

A cadeia televisiva ABC confirmou numa nota de imprensa que a “season 5” da série “Lost” (Perdidos) iria regressar à antena no próximo dia 21 de janeiro.

A 5a temporada será dividida em 17 episódios, cada um com uma hora de duração. A emissão será produzida na cadeia norte-americana ABC e CTV, no Canadá.

O enredo dará continuidade às aventuras dos sobreviventes do voo Oceanic 815, agora já divididos em dois grupos: o grupo dos saíram da Ilha e o grupo daqueles que ficaram para trás. Segundo o produtor e autor Damon Lindelof, a temporada 5 girará em torno das tentativas do grupo que saiu da Ilha regressar à mesma. O retorno da série será um episódio longo de três horas em duas serão um resumo das temporadas anteriores e a terceira a introdução da nova temporada.

No Reino Unido sabe-se que a série será emitida em 25 de janeiro na Sky One… Em Portugal… Ainda não se faz a mínima ideia. Humpf.

Sabe-se já que Jin não vai figurar no elenco da nova temporada, embora alguns rumores indiquem que sobreviveu à explosão do cargueiro, mas que regressará na sexta temporada. O mesmo acontecerá com Claire.

Sabe-se que vão regressar nesta temporada o Outro Richard Alpert, o pai de Hurley, o cientista da Dharma Initiative Pierre Chang, o capitão do cargueiro, Mattew Abaddon. O milionário Charles Widmore continuará a ter um papel determinante no enredo e Christian Shephard, o pai de Jack vai reaparecer. Curiosamente, uma das personagens mais fortes de “Lost”, a antiga polícia, Ana Lúcia Cortez, morta num episódio anterior e Danielle Rousseau, que teria sofrido o mesmo destino, também iria regressar nesta temporada, provavelmente em flashbacks. Os produtores também já disseram que Vicent, o cão, iria reaparecer e que permaneceria até à última temporada.

A técnica de introduzir repetidos flashbacks e flashforwards das anteriores temporadas será substituída – segundo Damon Lindelof – por sequências dentro e fora da Ilha.

As duas previews da 5a temporada de “Lost” referem-se ao primeiro episódio intitulado “Because You Left” e mostram Kate e Aaron correndo depois de lhes ter sido ordenado que se submetessem a um teste sanguíneo. A outra preview mostra Jack e Bem preparando-se para trazer de volta para a Ilha, o pequeno grupo de sobreviventes que a abandonou, ou seja, o principal desta temporada.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Lost_%28season_5
http://www.abcmedianet.com/assets/pr%5Chtml/050707_01.html
http://lostpedia.wikia.com/wiki/ABC
http://www.cinemablend.com/television/Lost-Executive-Producers-Actually-Answer-Some-Questions-13781.html

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Conversa com MIA COUTO

Por Fábio Zanini*

Mia Couto é um dos mais conhecidos escritores africanos da actualidade. Moçambicano da Beira, 53 anos, filho de portugueses (branco, portanto), já foi comparado a Guimarães Rosa e aparece frequentemente na lista de possíveis vencedores do Nobel de Literatura (provavelmente não para breve, no entanto, já que Mia ainda é relativamente jovem e a língua portuguesa ganhou recentemente o prémio com José Saramago).Ele me recebeu em seu escritório no centro de Maputo, há duas semanas. Na verdade, peguei uma boleia com meu amigo Leonencio Nossa, repórter de O Estado de S. Paulo, que havia marcado a entrevista e me convidou para acompanhá-lo. Eu confesso que não conheço nada da obra desse sujeito baixinho e franzino, piadista e hiperactivo, que já tem 20 livros publicados, todos tentando decifrar a alma moçambicana.
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Portugal exporta mais para fora da UE e daquela que devia ser a orientação estratégica das nossas exportações

“Em 2008, as exportações portuguesas para fora da União Europeia ganharam peso, com Portugal a apostar em novos mercados, limitando o abrandamento das exportações num cenário de crise global, segundo dados recolhidos pela Lusa.”
(…)
“Os dados do INE até outubro mostram que Angola e os EUA eram os mais importantes parceiros portugueses fora da União Europeia, com as exportações para esses países a representar 21 e 14 por cento das vendas extra EU. Singapura também ocupa um lugar de destaque, absorvendo nove por cento dessas vendas, sendo que muitas das exportações para a Cidade-Estado têm a China como mercado final.”

Posso estar enganado (e provavelmente até que estarei) mas suspeito que a grave Depressão que vai contaminar a maior parte do planeta em 2009 não será tão gravosa em Portugal como alguns acreditam… Desde logo porque as empresas portuguesas já fizeram as suas restruturações de forma a conseguirem sobreviver nesse longo período e depois porque os seus gestores se foram habituando a navegar em aguas turbulentas durante longos períodos de tempo… E o importante factor de os dois maiores parceiros comerciais lusófonos de Portugal (Angola e Brasil) estarem a ocupar um papel crescente nas nossas exportações, assim como serem dos poucos países do mundo que vão atravessar a crise sem entrarem em recessão, vai jogar a favor de Portugal.

Que sirva de lição: Portugal deve focar cada vez mais a sua economia numa oferta complementar para o quadro das economias dos restantes países da CPLP de forma a resistir melhor às agruras da sua vizinha Espanha e dos patinanços das economias do norte. Quando mais ligados estivermos aos países da Lusofonia, mais resiliente será a nossa economia às indigestões da Globalização.

Fonte:
Público, de 29 de dezembro de 2008

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Sobre a importância da banda desenhada…

Nota prévia: este meu texto foi publicado pela primeira vez no dia 17 de Abril de Junho de 2007 na extinta “VoxBlogs Magazine “. Infelizmente creio que mantém a sua actualidade: as crianças portuguesas hoje em dia nada têm que as apegue à leitura, o resultado evidente? Adultos que, embora não sendo analfabetos, demonstram uma gigantesca falta de cultura e nenhum gosto pela leitura. Num país de 10 milhões de habitantes a tiragem total dos jornais e revistas (inclusive as de mexericos e os de futebol) não atinge um milhão…

Optei por dedicar esta crónica a um problema que tenho notado mas que, talvez por embaraço próprio, tenho evitado abordar… ainda ninguém notou que as revistas de banda desenhada desapareceram quase por completo das bancas portuguesas?

Juro! É verdade, nem o Tio Patinhas e o Pato Donald escaparam. Desapareceu tudo… o que se vai encontrando ainda, a preços promocionais de 1 euro, são reedições de números que já datam de 2005 ou 2006 e ainda se inclui no seu interior o apelo à assinatura das revistas (mas assinar o quê, se elas já não existem?).

Eu, não sendo muito velho – apesar de já ter alguns pelos brancos no cabelo e na barba – ainda sou do tempo em que se encontravam dezenas (sim, DEZENAS) de revistas de banda desenhada nas tabacarias e bancas, fossem estas de edição nacional ou importadas do Brasil: dezenas de revistas existiam para a pequenada.

Durante anos não almocei (ui se a minha mãe cá vem ler isto) para utilizar o dinheiro dos almoços para comprar as revistinhas da Abril Jovem e da Abril Morumbi, e reuni milhares destas revistinhas na minha colecção, que não raras vezes eram queimadas em fogueiras no quintal quando a minha mãe entrava no frenesim das limpezas… e as dezenas (ou mesmo centenas) que emprestei a colegas de escola e liceu e que nunca mas devolveram (eu sei quem vocês são, não perdem pela demora, patifes)… mesmo assim na minha casa materna ainda existe uma pequena sala em que se amontoam milhares delas, sobreviventes das purgas maternas.

A lista era enorme mas vou tentar nomear algumas: “DC 2000”, “Homem Aranha”, “Mônica”, “Cebolinha”, “Tio Patinhas”, “Margarida”, “Pato Donald”, “Super-Homem”, “Super-Boy”, “Liga da Justiça”, “Batman”, “Cascão”, “Tex”, “Tex Coleção”, “Zagor”, “Martin Mystere”, “O Fantasma”, “Mandrake”, “Mad”, “Hiper Disney”, “Disney Especial”, “Conan, o Bárbaro”, “A Espada Selvagem de Conan”, enfim… dezenas de revistinhas que ocupavam uma secção completa na tabacaria onde eu as ia comprar (onde até o funcionário que ainda hoje me cumprimenta efusivamente na rua quando vou à illha, já reformado e quase irreconhecível).

O meu irmão mais novo (mas que sabe ele, lá porque gravou uma curta-metragem que ganhou um primeiro prémio…) acredita que foi este tipo de leitura que lançou as fundações do meu idealismo actual, sabiam que uma mistura bombástica de “Tex” com “Conan” e mesmo um cheirinho de “Groo” com umas pitadas de “Demolidor”, “Justiceiro” e “Vigilante” criam o idealista perfeito?

Sendo Portugal um país muito mal visto no que diz respeito ao analfabetismo (nem vou falar de inteligência… mas olhem que conheci muitos analfabetos na universidade) creio que isto é sintomático: a malta jovem ocupa-se com os computadores, com a televisão por cabo, com as consolas, com os dvd’s, a MTV e os “Morangos com Açúcar” e pronto, não lê, não cria gosto à leitura e não desenvolve o cérebro…

Estamos a criar uma geração de imbecis, de analfabetos, já leram as revistas de “teenagers” que por aí abundam? Não passam de banalidades, não ensinam nada e algumas nem bom português sabem escrever (desculpem bater nesta tecla, mas uma vez estudante de Letras…) e não chegam aos calcanhares das aventuras do “Mickey” no espaço, as buscas incessantes do “Tio Patinhas” na África negra, Ásia, América do Sul ou no fundo do mar à procura dos tesouros da Atlântida, dos Maias, Aztecas ou alguma civilização africana tão desconhecida que nem nome tem…

Outra condicionante dessas dezenas de revistas que existiam era o preço: eram baratas. Actualmente a única editora que publica banda desenhada pontulmente só a publica para adultos ou para adolescentes burgueses, edições de luxo são muito bonitas mas até eu deixei de as comprar tão proibitivo é o seu preço…

Quem diria, os “Tio Patinhas” e o “Pato Donald” já não se vendem… quando era puto se imaginasse tal coisa ficaria doente e deprimido… quem diria, os “Tio Patinhas” e “Pato Donald” que alegraram as vidas de milhões de crianças durante gerações desapareceram… que destino espera a juventude actual? Só me vem à mente o filme Idiocracy” que vi há semanas…

VoxBlogs Magazine, 17 de Junho de 2007

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A Chine sofre com a crise (depressão?) mundial…

A taxa de crescimento da economia chinesa está a abrandar pelo terceiro trimestre consecutivo… Atualmente anda pelos 9 por cento, quando há três meses atrás era de 10.1. Aparentemente, começa a sentir-se também na China o impacto da crise financeira global, como seria de esperar já que os países ocidentais que adquirem os produtos fabricados na China se encontram entre os mais afetados pela crise.

Mas a China parece estar a sofrer também de causas internas… Indicadores estatísticos como os preços do aço, as vendas de carros e as vendas imobiliárias indicam um abrandamento interno e a produção fabril registou nos últimos um declínio acentuado de produção. A situação é tão grave que o governo chinês declarou que metade dos fabricantes chineses de brinquedos tinham já aberto falência, afetados pela aparição de novos destinos de re-localizações industriais no Vietname, México e Marrocos, entre outros países, e pelo severo abrandamento das exportações.

O governo chinês está a reagir, com cortes de impostos, descidas nas taxas de juro e aumentando o investimento em infra-estruturas e com vários incentivos fiscais aos exportadores, aumentando os mecanismos de dumping.

Será que o crescimento económico da China chegou ao seu limite, assim como o modelo de desenvolvimento que esteve na sua base? Sendo uma economia muito dependente das exportações seria de esperar que sofresse com a recessão mundial que se avizinha e que já se instalou em alguns países europeus como o Reino Unido e a Áustria, mas há também indicadores – bem mais graves – que sugerem que o próprio mercado interno chinês está a soçobrar e que não será – nem de perto – capaz de substituir este abrandamento nas exportações… A Ásia tinha até agora conseguido resistir bem a esta crise, mas a sua resistência está agora no seu limite, aparentemente, e se o outro BRIC, a Rússia está já a sofrer, agora que a China começa a dar sinais de abrandamento conseguirão a Índia e o Brasil continuarem a resistir? Sendo deficitária em termos alimentares e de combustíveis, a Índia tem muitas possibilidades de abrandar ainda mais do que a China… Mas o Brasil exporta alimentos, tem um mercado interno muito dinâmico e é auto-suficiente em termos de hidrocarbonetos, logo poderá resistir melhor… Veremos daqui a três meses como se saiem os nossos irmãos brasileiros desta grande turbulência mundial.

Fonte:
bbc.co.uk/news

Categories: Brasil, China, Economia | 11 comentários

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