Daily Archives: 2009/01/02

Vantagens da Crise Financeira…

A atual Crise financeira não tem só desvantagens… Nos EUA – que ainda são o motor da Economia mundial, para o pior e para o melhor – entre 2000 e 2007 houve em cada ano um aumento médio de produtividade dos trabalhadores norte-americanos de 2,5. Seria de esperar que parte desse aumento, e do consequente aumento de lucro das empresas se viesse também a traduzir num aumento dos rendimentos familiares. Contudo, tal não aconteceu. Os rendimentos médios dos americanos estagnaram durante esses sete anos, o que significa que os lucros obtidos foram apenas repartidos entre gestores e acionistas, não nos trabalhadores, como sucedia parcialmente antes do advento da Globalização.

A presente crise é muito mais económica que financeira. Tem raízes muito mais profundas do que a simples “falta de confiança” do Mercado ou do congelamento dos empréstimos interbancários. A presente crise assenta num sistemático desinvestimento corporativo. Nos últimos dez anos, e apesar de um aumento generalizado dos lucros das grandes corporações e das mega organizações financeiras e multinacionais, o investimento caiu. Imensas quantidades de Capital assim acumulado, que antes eram convertidos em investimentos em bens e equipamentos foram transferidas para a Bolsa e convertidas em papel acionista. Os desinvestimentos no tecido produtivo estão a traduzir-se num abrandamento do crescimento da produtividade que se observa no mundo ocidental pelo menos desde 2004.

Se esta economia de Casino deixar de ser financeiramente tão recompensadora talvez os capitais que ela absorvia de forma economicamente improdutiva regressem ao seu papel financiador de novas empresas, investimentos na melhoria e optimização de processos e serviços e na geração de Emprego. Se os grandes capitalistas deixarem de ser meros especuladores e se tornarem em investidores e empresários empreendedores dinâmicos talvez desta Crise surja um novo mundo, mais equilibrado e recentrador do papel do Homem na Economia, ao invés da sua simples redução ao papel de Produtor e Consumidor onde o quiserem remeter.

Categories: Economia | Deixe um comentário

Vantagens da atual crise financeira…

A atual Crise financeira não tem só desvantagens… Nos EUA – que ainda são o motor da Economia mundial, para o pior e para o melhor – entre 2000 e 2007 houve em cada ano um aumento médio de produtividade dos trabalhadores norte-americanos de 2,5. Seria de esperar que parte desse aumento, e do consequente aumento de lucro das empresas se viesse também a traduzir num aumento dos rendimentos familiares. Contudo, tal não aconteceu. Os rendimentos médios dos americanos estagnaram durante esses sete anos, o que significa que os lucros obtidos foram apenas repartidos entre gestores e acionistas, não nos trabalhadores, como sucedia parcialmente antes do advento da Globalização.

A presente crise é muito mais económica que financeira. Tem raízes muito mais profundas do que a simples “falta de confiança” do Mercado ou do congelamento dos empréstimos interbancários. A presente crise assenta num sistemático desinvestimento corporativo. Nos últimos dez anos, e apesar de um aumento generalizado dos lucros das grandes corporações e das mega organizações financeiras e multinacionais, o investimento caiu. Imensas quantidades de Capital assim acumulado, que antes eram convertidos em investimentos em bens e equipamentos foram transferidas para a Bolsa e convertidas em papel acionista. Os desinvestimentos no tecido produtivo estão a traduzir-se num abrandamento do crescimento da produtividade que se observa no mundo ocidental pelo menos desde 2004.

Se esta economia de Casino deixar de ser financeiramente tão recompensadora talvez os capitais que ela absorvia de forma economicamente improdutiva regressem ao seu papel financiador de novas empresas, investimentos na melhoria e optimização de processos e serviços e na geração de Emprego. Se os grandes capitalistas deixarem de ser meros especuladores e se tornarem em investidores e empresários empreendedores dinâmicos talvez desta Crise surja um novo mundo, mais equilibrado e recentrador do papel do Homem na Economia, ao invés da sua simples redução ao papel de Produtor e Consumidor onde o quiserem remeter.

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Sobre a vaga de assaltos a residências e das lacunas do sistema de Justiça português

A atual onda de assaltos a residências percorre um pouco todo o país, sendo superior em 30 por cento aos valores registados o ano passado. A vaga devia conhecer medidas concretas e essa deveria ser a responsabilidade do Governo. Mas não está a ser.

Uma das atuais “zonas quentes” é a zona da Foz, no Porto, onde grupos de imigrantes ilegais de Leste invadem casas vazias e roubam objetos de fácil comercialização, como relógios e peças de ouro. A estranheza destes crimes está em que são cometidos principalmente por raparigas adolescentes e crianças do sexo feminino usando cartões de crédito e radiografias para abrir portas fechadas apenas no trinco. Obviamente, os pais destas menores conhecem a situação e estão na retaguarda comandando as suas atividades e processando o produto dos seus roubos, mas quando elas são presentes aos juízes estes enviam-nas para instituições de porta aberta de onde se evadem invariavelmente e em poucas horas…

Se o Estado – mercê de um Código do Processo Penal inadequado – não demonstra ter as capacidades para manter a legalidade e se sistematicamente anula o trabalho das policias e propicia à lenta instalação de redes mafiosas (que estão por detrás destas atividades) e de autênticas “empresas de mendicidade” que se instalam em quase todas as cidades portuguesas, então não é o momento das Comissões de Menores intervirem e retirarem das ruas, estas crianças que são usadas ora para pedir para pais que imigram com a expressa vontade de nunca trabalharem ora para serem usadas como braços impunes do Crime?

Fonte:

Público, de 18 de dezembro de 2008

Categories: Economia, Justiça, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 2 comentários

Quids S15: Em que país foi tirada esta fotografia?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 13 comentários

Da adopção do português na Argentina e da expansão da Lusofonia no mundo

“A língua portuguesa passou a constar obrigatoriamente no leque de disciplinas opcionais das escolas secundárias na Argentina. O plano será implementado por todo o país até 2016, mas a prioridade serão as regiões fronteiriças com o Brasil, nas quais a língua vai ser integrada nos currículos educativos a partir do ensino primário”

Vera Monteiro
Público, 23 de dezembro de 2008

Se dúvidas houvesse, eis mais uma demonstração do truísmo de que a língua portuguesa não é mais propriedade de Portugal. Não é também propriedade do Brasil, nem de outro país lusófono. É hoje algo que pertence a todos os que a falam. Na América do sul, o peso económico, demográfico e político do Brasil é inquestionável. Este verdadeiro país-continente apresenta hoje vários sinais de que poderá atravessar a presente crise financeira (prestes a transformar-se em depressão global) sem interromper o seu desenvolvimento económico e social. Será este peso dominante neste subcontinente que está a tornar o Brasil um pólo atrativo para a lusofonia na América do sul. Não é Portugal, é o Brasil.

Perante a constatação da crescente importância do Brasil na promoção e defesa da Lusofonia num mundo cada vez mais globalizado e anglófono, Portugal e os demais países lusófonos devem decidir se se mantém arreigados a lógicas neocoloniais anacrónicas ou se, pelo contrário, optam por refundar a perdida pátria lusófona e esquecemos a artificial barreira de fronteiras políticas, prezamos mais as proximidades culturais, linguisticas e emocionais do que as distancias geográficas e as esquadrias dos diplomatas e reconhecemos de qualquer expansão da lusofonia é a expansão de todos os lusófonos e o reconhecimento do óbvio papel de liderança que o Brasil tem no seu seio, assim como a irrelevância das fronteiras políticas quando a língua e a cultura que as atravessam são uma só e mesma… Pátria lusófona.

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 13 comentários

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