Daily Archives: 2009/01/01

Resposta a Renato Epifânio em “SOBRE O PENSAMENTO POLÍTICO DE AGOSTINHO DA SILVA”

“SOBRE O PENSAMENTO POLÍTICO DE AGOSTINHO DA SILVA
Para o Clavis, em jeito de comentário geral à última série de textos que ele aqui publicou. E em homenagem ao seu grande empenhamento neste projecto.”

Obrigado, Renato, mas o meu maior empenhamento será sempre uma fração daquele que lanças sobre os projetos da Nova Águia e do MIL.

“1. Que Agostinho da Silva teve um pensamento político, isso é inegável. Esse pensamento político decorre, muito simplesmente, da sua visão de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo. Ora, como sabemos, Agostinho da Silva foi um homem coerente e consequente – logo, não poderia ficar apenas no plano “cultural” e “espiritual”. Para mais, porque ele foi tanto um homem de pensamento quanto um homem de acção. E o melhor contra-exemplo para quem acha que há alguma incompatibilidade entre esses dois planos…”

Sejamos claros: existem varias interpretações e visões para aquilo que o MIL é ou pode ser. Para mim é uma forma de procurar realizar a visão política de Agostinho que sumariamente comentei nestes dez artigos. Agostinho agiu, em Portugal e, sobretudo no Brasil. Não teve uma interpretação do Pensamento como sendo algo que esterilmente se move apenas nos domínios do intelecto ou das abstracções, trabalhando no terreno no Brasil, entre as populações locais e aconselhando políticos e até o presidente do Brasil.

“2. Tendo tido um pensamento político, esse pensamento não se encaixa nos mais vulgares quadros mentais – que tudo dividem entre “esquerda” e “direita”. E, por isso, de facto, Agostinho foi olhado com profunda desconfiança e suspeição quer pela “direita” quer pela “esquerda”. Porque, em última instância, estava para além de uma e de outra. Porque, desde logo, conseguia ser simultaneamente de esquerda – sobretudo, no plano social – e de direita – sobretudo, no plano cultural…”

Por isso não vejo o movimento consubstanciado no MIL como um movimento ou “protopartido” de Direita ou de Esquerda. Se é o pensamento de Agostinho da Silva que lhe serve de propulsor essencial e este não pode ser facilmente encapsulado nesta clássica mas anacrónica estratificação política então não podemos encaixar o MIL em qualquer um destes locais virtuais do espectro político. Talvez resulte daqui alguma da ira que pela blogoesfera mais ligada à Extrema Direita se sente em relação ao MIL e à Nova Águia: a frustração por não terem aqui

“3. Desde logo por isso, o seu comprometimento com o jogo político nunca foi muito efectivo. Mas também não exageremos – no Brasil, Agostinho da Silva foi assessor do Presidente Jânio Quadros, tendo antes apoiado um concorrente deste. Em Portugal, é certo que nunca apoiou expressamente nenhum candidato e/ ou partido. Mas o próprio explicou porquê: tinha regressado a Portugal depois de 25 anos fora; não se queria indispor com ninguém (há uma “Conversa Vadia” em que ele diz isso claramente). E por isso também chegou a recusar uma candidatura própria à Presidência da República…”

O Professor era um arquitecto, no sentido de que sempre se preocupou mais com estabelecer alicerces, lançar ideias e conceitos novos ou adormecidos, do que em correr a alistar-se a qualquer partido ou em alinhar em qualquer disputa por qualquer cargo de poder. Verdadeiro filosofo, sempre optou por terçar no plano das ideias e não dos diretos – e tantas vezes sujos ou promíscuos – combate estritamente políticos. Preferiu plantar a colher e se hoje podemos encarar o seu pensamento político como uma alternativa ao obsoleto, decadente e cada vez menos representativo sistema partidário português, tal deve-se também ao facto de o Professor ter sabido manter-se distante de um simples alinhamento político.

“4. E quanto ao MIL? O MIL tem uma visão de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo. Logo, tem uma perspectiva política. Em que medida será coerente e consequente com ela, isso, depois, ver-se-á. Acho que não nos devemos precipitar a esse respeito. O MIL, enquanto tal, não tem sequer um ano de vida…”

È impossível pensar Portugal e a comunidade lusófona sem a pensar politicamente. Não advogo contudo que o MIL se deva transmutar imediatamente num puro movimento ou partido político. Para isso seria necessário refundar o próprio movimento, fazer sufragar a mudança de orientação entre todos os atuais membros do MIL e, sobretudo, seria preciso ganhar uma “massa critica” de intervenção social, cultural e cívica que ao fim de apenas um ano de existência ainda não lográmos obter. O MIL tem tomado (e tomará) varias posições políticas e/ou cívicas e nesse sentido JÁ é até um movimento político… E não poderá deixar-se encastrar no mero enclave da defesa da “cultura lusófona” ou de outros temas académicos e intelectuais. Para ser efetivo, para ser capaz de interferir nos destinos do mundo e cumprir ainda que parcialmente os sonhos de Vieira, Pessoa e Agostinho, tem que ser atuante. E esse espaço de ação tem que ser político, hoje e amanha. Em formas diferentes de acordo com as circunstancias e condicionantes de cada momento. Neste momento sob a forma de “movimento cultural e cívico”, amanha sob a forma que for mais adequada, seja ela qual for…

“5. Algo, contudo, posso desde já antecipar, com toda a certeza (porque te conheço, e porque, conhecendo-te, sei que és uma pessoa coerente e consequente). Se algum dia chegarmos a esse patamar mais declaradamente político, tu serás um daqueles que estarás a bordo…”

A coerência de pensamento não deve ter o valor de um Dogma, mas mudar de opinião quanto a questões fundamentais não é de facto a minha política… Mudo naquilo que deriva delas e sempre que os factos apontam para o erro da posição inicial, mas neste contexto da defesa da Lusofonia, da União lusófona, da primazia das Economias Locais e das moedas locais, do Municipalismo, das economias comunalistas e “gratuitas”, assim como na abolição do “Estado Central”, da Partidocracia e da saída de Portugal da União Europeia não vejo como hei de mudar, sem mudar algo de essencial em mim… Estou nesses combates e estarei sempre, ao lado do MIL, onde essas posições forem consistentes com as do Movimento e à frente ou ao lado dele quando não o forem. Nesse sentido, estarei sempre “a bordo”, ainda que possa navegar no navio do lado ou no galeão da frente…

Texto publicado original na Nova Águia

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 5 comentários

UM PROBLEMA LUSÓFONO FALADO NO CONSELHO DA EUROPA

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O Conselho da Europa, através do seu Comité de “Especialistas”, referiu, em Estrasburgo, no dia 11 de Dezembro de 2008, e pela primeira vez, a situação da Língua Portuguesa em Olivença e Táliga. O Comité começa por declarar que recebeu, principalmente, por parte da Associação (oliventina) Além-Guadiana, informações pouco satisfatórias sobre a situação actual do Português na região. Acentua ser do seu conhecimento ser a Língua Lusa o idioma da região desde o Século XIII, e que não lhe parece correcto que o Português seja ensinado no território dos dois Concelhos, no que só pode ser interpretado como um apelo, no mínimo, a uma situação de co-oficialidade das línguas castelhana e portuguesa.
É a primeira vez que o Comité do Conselho da Europa se pronuncia sobre este problema.
E, mais, faz um apelo no sentido de as autoridades (espanholas) esclarecerem a questão (da negligência da língua autóctone, o Português), colaborando com a já referida associação oliventina (Além-Guadiana), para que a situação se modifique. e isto sem que se aborde nada sobre eventuais discussões de soberania, o que, à partida, evita divisões opinativas desnecessárias. Aliás, este Comité não se “mete”, digamos assim, em tal tipo de problemáticas.
É com alguma espectativa que se aguardam reacções de alguns intelectuais, órgãos de informação, e, por que não, entidades estatais portugueses, perante esta chamada de atenção (digamos assim) para este problema que respeita a toda a Lusofonia (tão defendida em discursos oficiais e politicamente correctos), provinda de uma Instituição europeia e supra-estatatal.

Parabéns à Cultura Portuguesa de Olivença!

Estremoz, 16 de Dezembro de 2008
Carlos Eduardo da Cruz Luna

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A Google comprou um Alpha Jet

(Alpha Jet da FAP na base aérea de Beja in http://k53.pbase.com)

A Google tem agora… um caça a jato. Trata-se de um Alpha Jet, como este na fotografia que foi utilizado até finais de 2005 na Força Aérea Portuguesa) na missão de apoio aéreo ofensivo sendo então substituídos pelos F-16 da Esquadra 301. Atualmente são usados apenas nas missões de instrução avançada e acrobacia aérea. O Alpha Jet da Google está no aeródromo da Google em “Moffet Field”, em Mountain View. Durante algum tempo, o avião esteve no exterior da pista, mas agora foi resguardado dentro de um hangar, depois de terem surgido nos meios de comunicação as primeiras notícias sobre a sua existência… O jornal “New York Times” afirma que o avião vai ser recheado de instrumentos científicos para uso pela NASA, mas a Google já tem outros aviões a jato, como um Boeing 757, um Boeing 767 e dois Gulfstream V, todos estacionados em Mountain View, a alguns quilómetros da sede da empresa. Um dos CEOs da Google tem um brevet, pelo que não me admiraria muito se começassem a andar no Alpha Jet… Colocando em risco a sólida cotação das ações da Google, pois… Contudo, não seriam os primeiros CEOs de empresas de TI que andam em antigos jatos militares: Larry Ellison, o CEO da Oracle, também tem um antigo caça F-5 (como os que equipam a Força Aérea Brasileira) e voa sozinho nele sempre que está de feição para tal. Na Google, nenhum dos fundadores tem brevet, quem o tem é o CEO Eric Schmidt que é descrito pelo Times como sendo “um piloto ávido” e que provavelmente acabará por dar uma boleia aos dois fundadores da empresa,Larry Page e Sergey Brin.

A NASA tem no seu site oficial os acordos estabelecidos com esta subsidiária da Google que controla efetivamente a frota de aviões a jato da Google. Aqui, observamos que a Google (via H211) tinha um acordo com a NASA para… monitorizar a reentrada da cápsula europeia “Jules Verne” (ATV) quando este se autodestruiu na na atmosfera em Outubro de 2008! Aparentemente, o Alpha Jet vai ser usado para este tipo de fins! Para tal, contudo, terá ainda que receber ainda a instalação de câmaras de alta resolução, instrumentos de análise espectral e um detetor de infravermelhos.

Segundo os registos públicos, o Alpha Jet da Google está registado em nome da subsidiária H211 L.L.C. da Google e foi construído em 1982.

Bem, seja o Alpha Jet usado para missões da NASA ou para fins recreativos pelos abastados gestores da Google … Se quiser mesmo, pode juntar-se a este clube restrito de megamilionário que voam em antigos jactos de combate… Basta para tal que escolha um destes aviões disponíveis para venda na http://www.thorntonaircraft.com e começar a voar neles, captando ou não, dados para a NASA. Aqui no Quintus, já reservámos dois…

T-38A, N538TC

(Click to Enlarge)
Mfg. Serial No: 5881    USAF Serial No: 65-10462Airframe Time: 2003 TTSN
Wing Time: 2030 TTSN
Engine Times: 5 SOH, 481 SOH

Lowest time T-38 in the world,
now ready for paint and delivery

F-5B, N675TC

(Click to Enlarge)
Mfg. Serial No: 8064    USAF Serial No: 68-9085Airframe Time: 4095 TTSN
Wing Time: 4095 TTSN
Engine Times: 0 SHSI, 0 SHSI

Pre-moratorium two seat fighter,
ready to go

F-5A, N685TC

(Click to Enlarge)
Mfg. Serial No: 1009    USAF Serial No: 68-9108Airframe Time: 3331 TTSN
Wing Time: 3664 TTSN
Engine Times: 50 SHSI, 70 SHSI

Pre-moratorium single seat fighter, a gorgeous aircraft

Both the F-5 and T-38 offer superb performance, excellent flight characteristics, and unmatched safety records in military service. While there is a high level of commonality between these aircraft, the F-5 has a drag chute, large power disk brakes and provision for external fuel. On the other hand, the T-38 is lighter and has somewhat higher performance than the F-5. The range of the T-38 at 750NM is slightly greater than than that of the F-5 in the clean (tip tanks) configuration. However, the range of the F-5 can be extended to 850NM with the addition of an external centerline fuel tank. Take-off and landing performance of the F-5 is superior to that of the T-38 due to the drag chute and larger wheels and brakes of the F-5. In addition, the F-5 exhibits less buffet in the traffic pattern due to its leading edge flaps.

Fontes:
http://www.nbcbayarea.com/news/business/Googles_Newest_Plane_Is_A_Fighter_Jet_.html
http://bits.blogs.nytimes.com/2008/10/23/a-new-fighter-jet-for-googles-founders/
http://www.informationweek.com/blog/main/archives/2008/10/google_founders.html
http://www.mv-voice.com/news/show_story.php?id=951
http://www.thorntonaircraft.com/body/body.cfm?page_name=mil
http://www.nasa.gov/centers/ames/business/foia/H211_LLC.html
http://registry.faa.gov/aircraftinquiry/NNumSQL.asp?NNumbertxt=165XA&cmndfind.x=11&cmndfind.y=5

Categories: DefenseNewsPt, Informática | Etiquetas: , | 11 comentários

Quids S15: Que submarino era este?

sss2n1

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 3 comentários

Do atual estado dos EUA no mundo e das suas possibilidades de recuperação

“Suscita reflexão o facto de os Estados Unidos, com apenas 4,5 da população mundial, se erguerem como superpotência económica, política, militar, científica e tecnológica.”

Goste-se ou não dos Estados Unidos, e sobretudo das desastrosas atitudes das administrações Bush, há que reconhecer que embora a sua extensão geográfica e dimensão geográfica não seja das maiores do mundo, os EUA são ainda um líder mundial. O seu poder e influencia podem estar em decadência para países como a China. Mas ninguém tem uma capacidade influenciar e conduzir os destinos do mundo que lhe seja minimamente semelhante.

“A essa projeção global dos EUA não é alheio o facto de a sua população ser uma contribuição de imigrantes de todo o planeta. (…) Os Estados Unidos são a nação mais multicultural e intercultural do mundo, uma amostra das etnias e culturas existentes no mundo.”

Os verdadeiros americanos, os ditos “índios americanos” representam hoje uma parcela ínfima da sociedade dos EUA e certamente uma das politicamente menos influentes… Por isso, a extraordinária presença e influencia dos EUA no mundo não pode encontrar em nenhuma matrizes étnica ou cultural a sua predominância atual. Nem sequer da obsoleta e quase dispersa matriz anglosaxónica WASP (“White Anglo Saxon Protestant”) que hoje se deixa ultrapassar pelos latinos, pelo castelhano e pela religião católica. Os estatísticos dizem que em menos de dez anos, os latinos ultrapassarão os anglosaxónicos e por isso, nem nessa perdida matriz – radicada nos “peregrinos” e nos “pais fundadores” dos EUA podemos encontrar a explicação para esta situação ímpar dos EUA no mundo.

“Enquanto a demografia da União Europeia estará em implosão e em envelhecimento, os EUA verão a sua população aumentar em cerca de 130 milhões até 2050. O seu sistema de assistência social é incipiente para um país rico, mas o rejuvenescimento da população e o reforço da sua base produtiva permitirão aos EUA uma evolução desse modelo, enquanto na Europa a segurança social agoniza e regride por asfixia etária.”

A demografia é o grande problema da Europa e a sua maior fraqueza. Em vez de enfrentar este problema e encontrar soluções para este problema que ameaça transformar o continente num deserto demográfico enquanto que os continentes vizinhos crescem de forma insustentável, os líderes europeus pouco fazem e deixam que as suas economias se comprometam a prazo pela falta de trabalhadores e por seguranças sociais insustentáveis. Aqui também se vê que o declínio dos EUA não é uma certeza… Demograficamente, e devido ao afluxo de dezenas de imigrantes nas últimas décadas, os EUA continuam a ter uma estrutura demográfica estável e auto-sustentável. Pelo contrario, a Europa assiste a uma multiplicação suicida das políticas anti-imigração e de políticas de incentivo à natalidade tímidas e geralmente ineficientes.

“A presente crise financeira é grave, mas o mundo não vai acabar. A crise do inicio da década de 1930 foi devastadoramente pior. Nos EUA, quatro mil bancos faliram e em 1932 o desemprego era de 23 por cento. Todavia, entre 1932 e 1940 a economia cresceu quase 60 por cento e o país emergiu como superpotência.”

Neste sentido, há indícios de que esta crise (e a depressão que lhe sucederá ainda em 2009) será muito menos grave. Desde logo, porque os governos reagiram muito mais depressa, impedindo falências generalizadas de Bancos e Seguradoras, depois porque o peso dos Estados nas economias (apesar de todo o neoliberalismo) é hoje muito maior do que em 1929… Por exemplo, nos EUA, o Estado representava apenas 10 por cento da economia, hoje, representam mais de 60 por cento… Isso quer dizer que a sua capacidade para influenciar o curso da Economia é também muito maior.

“Num quadro de riscos globais que se reinventam perigosamente, o poder militar dos EUA não é irrelevante. Este país representa quase metade dos gastos mundiais de defesa, possui uma abissal vantagem tecnológica sobre qualquer outro país.
“O orçamento norte-americano de investigação militar é superior a todo o orçamento de defesa da Alemanha.”

Os EUA são ainda hoje claros líderes em praticamente todos os campos de tecnologia militar. Desde a aviação, o bombardeiro B-2 Spirit e o F-22A Raptor são nas suas classes os melhores aviões do mundo, com um avanço de pelo menos dez anos sobre os melhores equivalentes russos e europeus. Idêntico grau de vantagem é o observado no mar, onde os seus super-portaaviões são ainda algo que é sem par em qualquer outra nação do mundo e nos meios terrestres, com algumas das forcas mais bem treinadas, equipadas e estratégicamente dispersas pelo mundo, de forma a maximizar a sua influencia e rapidez de ação.

“A criatividade e o espírito de iniciativa são induzidas aos norte-americanos quase desde o berço. Não estranha que o país represente mais de 20 por cento das patentes registadas no mundo e que detenha 309 prémios Nobel (40 por cento dos atribuídos até hoje). Das vinte melhores universidades do mundo, dezassete são norte-americanas.”

Este é o ponto fulcral do interessante artigo de Pedro Jordão. Como bem apontava o Professor Agostinho da Silva, a raiz da realização da existência humana é o saudável, constante e permanente exercício da criatividade. Ora em mais nenhuma outra sociedade, cultura ou nação da História a inovação e a criatividade foram mais incentivadas e nutridas do que nos EUA. Tudo a tal propícia nesse país. Não de forma perfeita, naturalmente, devido aos imensos desfasamentos sociais e a um grande afastamento entre os diversos estratos socioeconómicos e a uma crescente cristalização social. Contudo, o ensino tendencialmente privado, com elevados padrões de exigência, muito especializado e focado bem mais nas áreas cientificas do que nas humanísticas é diametralmente oposto ao que se pratica na Europa e, sobretudo, entre nós. Se existe liderança dos EUA nas últimas décadas, esta deve-se à sua liderança cientifica e esta nasce nas universidades norte-americanas, daqui encontra desenvolvimento e aplicação industrial e propaga-se depois por toda a economia. Este “milagre científico” americano explica-se por um constante e intenso investimento em Investigação & Desenvolvimento onde os Estados Unidos concentram hoje sessenta por cento de todas as verbas gastas no mundo.

Fonte:

Pedro Jordão
Público, de 23 de dezembro de 2008

Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: | 19 comentários

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