Monthly Archives: Janeiro 2009

Sobre a presença de sangue judeu nos portugueses modernos

(Rabi judeu nos Painéis de São Vicente in http://paineis.org)

Andava eu lendo o romance de José Rodrigues dos Santos, “A vida num sopro” (que não sendo genial é bastante legível) quando dei com a expressão “lefraim” (não, não se cansem, a palavra não consta do Google) que parece significar na variante dialectal do português usada em Bragança “judeu” ou “cristão-novo”, quando me lembrei da notícia que indicava que muitos portugueses tinham sangue judaico nas veias…

Sabe-se que depois das conversões forçadas de Dom Manuel, muitos judeus acabaram por converterem-se falsamente ao cristianismo (os criptojudeus) ou “verdadeiramente” tornando-se “cristãos-novos”. Sabe-se igualmente que muitos dos portugueses que hoje ostentam os nomes de família Amado, Lobo, Marinho, Caldeira, Caldas, Pereira, Navarro, Oliveira, entre outros. Mas agora, um grupo de cientistas trabalhando sobre o cromossoma masculino Y concluiram que a presença da herança judaica na Península Ibérica era ainda mais intensa do que se acreditava. Segundo o estudo, os habitantes da Península teriam em média 19,8% de genes judaicos e uns igualmente notáveis 10,6% norte-africanos. O mesmo estudo revelou que em certos locais do sul de Portugal, a herança judaica seria tão elevada como os 36,3%! O estudo indica que a presença judaica em Portugal e a sua sobrevivência nas populações atuais é muito maior do que se pensava e que apesar de séculos de repressão inquisitorial e de várias diásporas, os judeus conseguiram misturar-se nas populações locais. Indica também que provavelmente não haverá nenhum português vivo que não tenha algum sangue “lefraim”. Curiosa também é a presença de sangue norte-africano, algo a que aliás já tínhamos aludido nós próprios em 2006 (via estudos de Cavalli-Sforza e António Amorim) por aqui.

O estudo foi conduzido pelo professor Mark A. Jobling da Universidade de Leicester, no Reino Unido e publicado no “American Journal of Human Genetics” e procurou as mutações de genes no cromosssoma Y dos homens, comparando-as entre as descobertas nos habitantes de ambos os lados do estreito de Gibraltar e os os dos judeus do Médio Oriente.

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u475560.shtml
http://pwp.netcabo.pt/soveral/mas/judeusecristaosnovos.htm
http://www.le.ac.uk/ge/maj4/project.html
http://www.cell.com/AJHG/home

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Finalmente, o Ka-52 entra em produção…

A produção do Kamov Ka-52 Alligator começou em outubro na fábrica Progress em Arsenyev. A Kamov está em negociações com vários países não especificados, para uma produção anual que deverá rondar os 15 aparelhos.

A Força Aérea Russa poderá receber 12 Ka-52 até 2012, mas o número ainda não confirmado por fontes oficiais. O primeiro aparelho foi já entregue em janeiro de 2009 para testes, os quais deverão terminar até ao final do ano. E se o modelo foi bem acolhido pela força aérea poderemos assistir finalmente à entrada em serviço de um helicóptero de ataque desenvolvido ainda durante a Guerra Fria e que viu o seu desenvolvimento bloqueado pelo colapso da União Soviética e pelo abismo financeiro russo da década de noventa.

Fonte:

Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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Surgem novas medidas de apoio à Banca no Reino Unido… O cheiro do desespero?

O governo britânico vai aplicar um novo pacote de medidas de apoio ao sistema bancário. O pacote de apoio inclui uma extensa lista de medidas, como a oferta de um esquema de seguros que proteja a perda de dinheiro por parte dos Bancos se esta resultar de fundos tóxicos. Os Bancos terão que pagar por esse seguro, mas conseguirão assim segurar até 90% das suas dívidas.

De certa forma a medida é um regresso à primeira reacção do FED quando numa primeira reacção da crise do Sub Prime pensou em comprar os chamados “fundos tóxicos” que estavam ligados de forma mais ou menos transparente a estes empréstimos de qualidade duvidosa. Agora, mercê do continuado agravamento da situação económica no Reino Unido, tudo se reequaciona novamente… A medida tem aliás um certo odor a desespero que não é nada tranquilizante e que indica que as medidas de estabilização do sector financeiro no Reino Unido ainda não foram suficientes para começar a inverter a presente fase de declínio económico.

A medida é também uma resposta direta a algo que felizmente não se verifica em Portugal: o sonoro estouro da bolha da especulação imobiliária que se registou nos EUA, em Espanha, na Irlanda e, sobretudo, no Reino Unido.

A medida inclui também uma alínea que pretende obrigar os Bancos a emprestar mais entre si e para a economia real. Alistair Darling, o responsável máximo do Banco central britânico deixou claro que os Bancos que usassem este seguro teriam que tomar “garantias legais muito concretas de forma a que emprestasse mais dinheiro”, e essa é afinal a maior parcela da atual recessão mundial: existe liquidez, fruto de uma década de crescimento e de multiplicação de capital, mas esta reserva de capital está congelada e afastada da economia real pela reserva dos Bancos em emprestarem dinheiro. Os Bancos não emprestam porque temem que os receptores não consigam honrar as suas obrigações e os Estados vêm-se forçados a inventar formas de descongelar a economia e desencantar novas formas de devolver a confiança às entidades bancárias, nomeadamente com estes seguros estatais contra capitais tóxicos. Em suma, o Estado continua a desenvencilhar-se sozinho nas ajudas ao sector financeiro privado, outrora arrogantemente convencido das suas capacidades de auto-gestão e das virtudes do “mercado livre”.

Fonte:
bbc.co.uk/news

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Quids S15: O que é este objeto?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Dominique Moisi, a Europa e a capacidade de recuperação dos EUA

//www.rzeczpospolita.pl)

(Dominique Moisi)

Segundo Dominique Moisi, um dos mais reputados especialistas franceses em Relações Internacionais, a “A América tem uma capacidade de recuperar muito superior à da Europa”. Na sua entrevista à Euronews, o especialista admite que os EUA estão atualmente em nítido declínio, mas que ainda detém um incontestado estatuto de superpotência mundial, sem contestação. Havendo já sinais de que o mundo caminha para uma salutar, mas mais imprevisível multipolaridade.

Moisi no seu último livro “A Geopolítica da emoção” descreve três emoções que podem condicionar as relações internacionais: o Medo, a Humilhação e a Esperança. Moisi interroga-se se Obama será capaz de fazer esse sentimento que dominou a sua Campanha espalhar-se pelo Ocidente ou se, pelo contrário será o Medo que predominará, estendendo-se da América do Norte e da Europa – onde já se impôs – até África e à Ásia.

Questionado pelo Euronews sobre a sua opinião acerca do pacote de estímulo económico de Obama que assenta primariamente em investimentos na área ecológica, da redução da dependência do petróleo e da eficiência energética, Moisi defende a sua imperativa necessidade, mas reconhece o seu aspecto contraditório: como fazer com que o Estado lidere este processo de mudança se a Dívida dos EUA atinge já hoje valores astronómicos? Se nos melhores anos do Boom a Administração Bush nada fez para estabilizar a Dívida e pelo contrário, a deixou crescer descontroladamente, agora que margem de manobra tem Obama, especialmente porque terá também que cumprir a promessa de reduzir a carga fiscal sobre as famílias americanas e logo… Contrair ainda mais as disponibilidades orçamentais da Federação.

O ensaísta francês reconhece não propriamente em Obama, mas nos próprios norte-americanos uma enorme capacidade recuperar a partir de crises profundas. Reconhece também que existe atualmente uma rara comunhão de sentimentos e uma identificação entre o povo norte-americano e o novo presidente. Esta capacidade de recuperação, as múltiplas singularidades de Obama e o sentimento de identidade entre a Nação e o seu Presidente poderão alavancar uma rápida recuperação da confiança na economia e sociedade dos EUA. Este poder regenerativo é muito superior ao da envelhecida e estagnada Europa, que, além do mais, tem no lugar de Obama o cinzento e incompetente Barroso…

Obama poderá dedicar uma atenção inédita ao continente esquecido dos últimos decénios: África, continente onde tem laços paternos. Quanto ao Iraque e Afeganistão, já deixou claro que defende retirada no primeiro e o reforço de meios, no segundo. Será também de esperar que procure desenlace o verdadeiro “nó górdio” do conflito do Médio Oriente que é a Questão Palestiniana. Por tudo isto, na visão de Moisi, se Bush não se interessou pela Europa, então nada indica que Obama seja muito diferente… E isto para grande pesar da Ucrânia e Geórgia que contavam com o apoio dos EUA na sua adesão à OTAN.

Fonte:

Euronews – 2009

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Entrevista ao Presidente da Comissão Coordenadora do MIL sobre a CPLP

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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

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Quids S15: Que gadget é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O governo russo confirma: o PAK-FA (T-50) vai voar ainda este ano

Finalmente, parece que o “Sukhoi PAK FA” (PAK-FA) (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi ou “Promissor Sistema Aéreo para a Aviação de Linha de Frente”) o projeto de um caça de 5ª geração russo está a entrar na fase final… O projeto é conhecido internamente na Sukhoi como T-50, o que explica porque aparece ora sob essa designação, ora sob a designação “PAK-FA”. O avião, na Força Aérea Russa deverá substituir os remanescentes MiG-29 e SU-27 ainda em operação e sabe-se agora que terá construído o seu primeiro protótipo ainda neste ano de 2009. A informação foi fornecida por Viktor Khristenko, ministro da indústria e da energia da Federação Russa ainda em abril de 2008. Recentemente, o vice-primeiro ministro russo Sergei Ivanov repetiria a mesma data de 2009 em 21 de janeiro deste ano, mas deslocando-a agora para o final do ano. Desta forma se confirma a antecipação em um ano da data da construção do primeiro T-50/PAK-FA.

O primeiro protótipo está a ser construído na fábrica Sukhoi de Komsomolsk-on-Amur, situado no extremo oriente russo e deverá ser um monologar, ou seja, a versão russa do PAK-FA já que a sua versão indiana terá dois lugares, conforme requisito deste país asiático. Depois de construído, o protótipo será transportado até Zhukovsky, perto de Moscovo, onde será utilizado apenas em testes estáticos, no solo. Um segundo protótipo está também em construção em Komsomolsk-on-Amur, mas este capaz de voar, devendo realizar esse primeiro voo alguns meses depois dos primeiros estáticos do primeiro protótipo, mas ainda em 2009, confirmou também Ivanov.

A agencia Novosti afirmou que com o avanço destas datas seria provável que o avião entrasse ao serviço da força aérea russa ainda antes de 2015, citando Sergei Ivanov.

O chefe supremo da Força Aérea russa, Alexander Zelin reafirmou que o primeiro aparelho para testes estáticos estará terminado em agosto deste ano e que além deste e do outro protótipo de voo, há ainda um terceiro em avançado estado, sendo esta ultima informação completamente inédita.

O programa recebeu a promessa do governo russo de um bilião e meio de dólares até 2010, um valor que é claramente insuficiente e que se deve esgotar apenas na concepção e construção dos primeiros três protótipos (motores AL-41F, radares de phased array, materiais compósitos, etc).

O desenvolvimento do PAK-FA começou em outubro de 2007 com um acordo entre a Sukhoi russa e a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) indiana.

Fontes:
http://warfare.ru/?linkid=2280&catid=255
http://www.india-defence.com/reports-4178
http://en.rian.ru/russia/20080403/102931062.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_PAK_FA

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Índia e Paquistão estiveram à beira da guerra por causa… de um telefonema falso


(Militares paquistaneses in http://www.armyrecognition.com
)

Um dos episódios mais curiosos e perigosos dos últimos anos ocorreu recentemente, no rescaldo dos atentados de Bombaim, quando uma chamada telefónica podia ter desencadeado um conflito nuclear entre a Índia e o Paquistão… Alguém terá telefonado no dia 28 de novembro de um número de telefone registado como pertencendo ao ministério dos negócios estrangeiros da União Indiana para o seu homólogo paquistanês, ameaçando o presidente paquistanês com a guerra, poucas horas após os ataques terroristas de Bombaim.

A chamada – que se revelou falsa – terá desencadeado a entrada em alerta máximo da força aérea paquistanesa e ilustra o quanto perto esteve o mundo de um confronto nuclear durante as sessenta horas que se seguiram aos ataques de Bombaim. Foi necessária uma intervenção da Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice para que o Paquistão acreditasse que a chamada não tinha sido feita pelo gabinete do ministro dos negócios estrangeiros indiano, Pranab Mukherjee para o presidente paquistanês Asif Ali Zardari.

Recordemo-nos que no decurso dos incidentes de Bombaim, a Índia acusou grupos de militantes islâmicos baseados no Paquistão e exigiu a entrega de uma extensa lista de nomes de cidadãos paquistaneses às autoridades paquistanesas. O Paquistão negou qualquer envolvimento oficial, mas sabe-se que o “país dos puros” é de facto governado não por um Governo democraticamente eleito, mas por um triunvirato Governo-Exército-ISI (Serviços Secretos). O que um comanda, o outro não executa… e vice-versa. Por exemplo, o Exército nunca entregará o controlo das armas nucleares a um governo islâmico radical; o ISI nunca deixará de manter laços estreitos com os talibãs afegãos ou com os grupos que lutam pela independência de Cachemira e… o governo nunca conseguirá interferir ou anular as ações dos dois outros. Por isso, é plausível que as ordens do governo paquistanês para parar com estas ações de militantes islâmico sejam ignoradas pelo ISI e, de forma decorrente, por estes mesmos… Ainda que neste concreto, o Exército pareça alinhar com a vontade governamental.

O telefone falso parece ter sido feito por algum escriturário irado (talvez com a morte de um amigo ou familiar) que trabalha no edifício do ministério indiano e conseguiu fazer com que o Paquistão desse ordem de descolagem a vários aviões equipados com armas reais, patrulhando a sua fronteira. De igual forma, o telefonema fez também deslocar dezenas de milhar de tropas para a fronteira e colocado aviões armados no ar. Com tantos meios nervosos junto da fronteira, não teria sido impossível que alguém tivesse carregado no gatilho e desencadeado uma guerra entre estes dois velhos inimigos… por causa de um telefonema falso.

Fontes:
http://www.latimes.com/news/nationworld/world/la-fg-pakistan-india7-2008dec07,0,383051.story
http://www.guardian.co.uk/world/2002/may/25/pakistan.india

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Quids S15: Que avião é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A solução de Dois Estados e da “Cidade livre” de Jerusalém

//www.lib.utexas.edu)

(A Faixa de Gaza in http://www.lib.utexas.edu)

Ainda que o conflito em Gaza tenha agora amainado, o essencial dos problemas que lhe deram origem persistem e não tardará muito tempo a um novo conflito – talvez de inédita intensidade – tornar a suceder. Nesse sentido a defesa feita por vários lideres europeus recentemente no Egipto de uma solução de “dois Estados” faz regressar a necessidade de implementar tão cedo quanto o possível dessa abordagem.

O modelo de uma Federação, entre Palestina e Israel, seria um modelo que foi defendido por muitos, durante muito tempo, inclusive por negociadores palestinianos. Mas o agudizar das relações entre israelitas e palestinianos e a recente crise em Gaza erodiram a viabilidade dessa tese. Cada vez é mais certo que a única forma de haver paz num futuro próximo no Médio Oriente é criar dois Estados independentes, economicamente viáveis e de fronteiras coesas e consistentes. Para isso, a Palestina não poderia ser formada por dois territórios descontínuos e sem contacto directo; Gaza e Cisjordania e, sobretudo, não poderia haver colonatos em nenhum deles, como os há ainda na Cisjordânia. Se Israel não pode por sua vez aceitar ser dividida em duas para criar um corredor, então este pode ser criado, em território israelita, mas com supervisão e soberania internacional. O mesmo exemplo deve ser seguido para resolver a questão de Jerusalém, que deve ser transformada numa “Cidade Livre”, independente, mas protegida por forças internacionais.

Com esta estrutura estável e duradoura montada poderiam ser criados programas que propiciassem às camadas mais jovens todo o tipo de contactos e intercâmbios, desde programas de férias, tudo o que aproxime as pessoas, e quanto mais jovens, melhor, para anular os preconceitos quando estes ainda estão na forja. Como poderá haver ódio entre pessoas que se conhecem e forjam amizades desde novas, e sobretudo, sem a tensão de manter uma federação insustentável e artificial (como a da Bósnia) em dois Estados vizinhos mas tão próximos quanto o podem estar as suas gentes.

Fonte:

www.dw-world.de

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A Itália começa a receber Eurofighters de Tranche 3

//www.aerospaceweb.org)

(Eurofighter Typhoon in http://www.aerospaceweb.org)

A empresa italiana Alenia entregou o primeiro Eurofighter de Tranche 3 à força aérea italiana em 14 de novembro de 2008. Este é o primeiro de 47 Typhoons construído naquele que é o mais avançado padrão do aparelho da atualidade. Todos os Tranche 3 deverão ser entregues à força aérea italiana até 2013.

A produção de aviões de Tranche 2 continua, contudo, até que se alcance o objetivo de produzir 323 Typhoons, entre os quais os 72 para o maior cliente externo do aparelho, a Arábia Saudita.

A Tranche 3 consolida a posição como um dos melhores aviões europeus de sempre e como um dos três melhores aviões de combate aéreo da atualidade, juntamente com o Sukhoi SU-33 russo e o F-22A Raptor, o líder incontestado do grupo. Super Hornet, Rafale e Gripen surgem logo atrás, mas oferecendo menos especialização e custos inferiores.

Fonte:

Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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Faz hoje 355 anos…

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Faz hoje 355 anos da Rendição dos holandeses e da Diáspora dos Judeus de Pernambuco.
O padre António Vieira estava em Belém do Pará e nem imaginava que um outro V Império nascia nas margens de um outro rio.
Para ler no meu blogue pessoal, clicando aqui abaixo.
A de Abreu Freire

2008 – Pe. António Vieira 400 Anos
http://antonioabreufreire.bloguepessoal.com

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Quids S15: Como se chama o escultor desta estátua?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Banca corre a ajudar o “amigo” Berardo

Diz o jornal Expresso desta semana que o “comendador” José Berardo foi salvo da falência por uma coligação de vários bancos portugueses que lhe terão concedido um empréstimo de urgência em muito generosas condições. De sublinhar que estes mesmos Bancos nada têm feito para salvar dezenas de milhares de empregos que a Globalização, as deslocalizações para a China e para o Leste ou – mais recentemente – a recessão mundial fizeram evaporar.

Enquanto quase meio milhão de portugueses estão no desemprego, a Banca continua a recolher lucros em ano de crise (2008) e impõe taxas de juro proibitivas e nega empréstimos essenciais à sobrevivência das empresas, e isto apesar de ter sido receptora de generosas ajudas do Estado e dos seus mais ineficientes Bancos (BPN e BPP) terem sido salvos In Extremis por intervenções diretas ou indiretas dos nossos impostos.

Mas para salvar Berardo… Para isso já estavam disponíveis, claro. Ao fim ao cabo, o emprego de Berardo vale muito mais do que o dos 600 trabalhadores que são despedidos todos os dias.

P.s. A pré-falência de Berardo explica porque é que deixou de ser o convidado de Mário Crespo nos seus telejornais da SIC Noticias, presenças que lhe serviam para vender a imagem de “génio financeiro” a troco da chuva de adulação bacoca que Crespo fajujamente derramava sobre o “comendador”.

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O Líbano reativa os seus Hawker Hunter

//eliedh.com)

(Hawker Hunter libanês in http://eliedh.com)

Após 15 anos de armazenamento, três Hawker Hunters estão de novo operacionais na força aérea libanesa na base de Rayak. Em 2007, fora anunciada a intenção do governo para fazer regressar alguns destes vetustos, mas muito robustos aparelhos ao serviço ativo. Em novembro do ano passado, o primeiro Hunter estava pronto para tornar a voar e a missões de treinamento começaram pouco depois.

Pelo menos enquanto os 10 MiG-29 oferecidos pela Rússia não estão operacionais, os quatro Hunter (um dos quais bilugar) poderão ser usados em missões de patrulhamento e apoio terrestre. A reactivação ocorre num momento em que a tensão na fronteira com Israel assume renovada intensidade com disparos a patrulhas israelitas a partir de solo jordano e com o Hezbollah ansioso por se juntar ao Hamas no bombardeamento das zonas israelitas de fronteira.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 4 comentários

Quids S15: A que grupo cívico pertencia esta mulher do cartaz vermelho? (e não, não é o texto do cartaz)

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A China censura o Skype…

No cumprimento da sua eterna política de censurar cada vez cada aspecto da vida dos seus cidadãos, agora, a China também está a censurar o popular programa de telefonia IP Skype. Em todo país, o tráfego Skype está a ser redirecionado para o domínio skype.tom.com e isto para todos os que usem o Skype na China… Este site é um site que foi criado pelo governo chinês, em cooperação com a empresa chinesa tom.com. Por este processo, sem que haja um bloqueio do uso do Skype, o governo assegura que consegue monitorizar todas as conversações e mensagens instantâneas trocadas por utilizadores Skype na China. A medida não é novidade para o tipo de jugo que o regime impõe sobre o seu povo… novidade, novidade mesmo é o facto de agora idênticas medidas estarem também a ser lançadas contra os cidadãos de países mais tradicionalmente democráticos, como a Austrália que fez aprovar uma lei de “censura à Internet” segundo a qual todas as comunicações serão vigiadas e auditadas e o Reino Unido começa também a balançar-se na mesma direção, sempre “compelidos” pela “ameaça terrorista” que no Ocidente serve o pretexto que a “subversão democrática” serve na China…

Fonte:
http://mashable.com/2007/09/28/skype-chinese-censorship/

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Concerto de Comemoração do 400.º Aniversário de Nascimento do Padre António Vieira


6 de Fevereiro de 2009, às 21h30
Local – Aula Magna
Organização REITORIA – Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE Universidade Católica Portuguesa Província Portuguesa da Companhia de Jesus
Entrada Livre

Este concerto insere-se no âmbito das comemorações dos quatrocentos anos sobre o nascimento do Padre António Vieira.

Actuação da Orquestra Metropolitana de Lisboa
Direcção César Viana

Barítono João Merino

Programa

Sousa Carvalho (1745-1799) – Abertura do em Te Deum
Lourenço Rebelo (1610-1661 – Dixit Dominus (orq. César Viana)
Rameau (1683-1764) – Suites Les Indes Galantes

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Sobre a extraordinária performance dos SU-30 indianos no Red Flag

No exercício “Red Flag”, realizado recentemente nos EUA, os Sukhoi SU-30MKI da IAF não empreenderam combate 1v1 nem usaram o seu impulso vectorial em Nellis. Os combates 1v1 ocorreram apenas em Mountain Home AFB. Em nenhum dos dois encontros os SU-30 se revelaram vulneráveis ou foram abatidos.

Em Mountain Home, os SU-30 demonstraram capacidade virar com impulso vectorial 20 graus por segundo, um valor impressionante e não muito distante dos 28 graus por segundo do F-22A, que não participou do “Red Flag“, apenas aparelhos F-15 e F-16.

O radar dos SU-30 revelou-se muito superior ao dos F-15 e F-16 da USAF, isto apesar dos aviões da IAF terem usado os seus radares apenas no “modo de treino”, que lhe reduz as suas capacidades.

No “Red Flag”, os aviões indianos exibiram uma certa taxa de abates de aviões amigos. Isso foi atribuído ao facto dos aviões da IAF terem cumprido as suas missões simuladas sem estarem ligados “networked” entre si. Os indianos voaram também sem AWACS e sempre a partir do apoio do controlo de terra norte-americano. Foram reportados vários erros do controlo de terra que entendia mal as instruções dos pilotos indianos e os problemas decorrentes do sotaque inglês foram recorrentes, o que explica a taxa de abates fratricidas. Por outro lado, a taxa foi idêntica à sofrida pelos aviões norte-americanos ainda que estivessem completamente “networked”, o que foi alvo de diversos embaraços na USAF…

Por fim, a taxa de “kill ratio” em Mountain View AFB foi impressionante: 21:1 a favor dos Sukhoi indianos e no fim…isso é que conta verdadeiramente.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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Mãos quentes… fazem as pessoas generosas. Diz um estudo da Universidade de Yale

//www.trooper.ca)

(Dois apreciadores de café que estavam muito generosos naquele dia in http://www.trooper.ca)

Uma pesquisa recente indica que as pessoas que seguram as suas chávenas de chá ou café quentes tendem a ser mais generosas do que aqueles que seguram chávenas geladas! O mesmo estudo indica que as pessoas de mãos quentes encaram os outros como sendo mais dignos de confiança e que são mais atenciosos com estes. Por detrás deste mecanismo parece estar algo que se encontra profundamente enraízado no nosso ser, talvez recuando tão longe como a época em que enquanto bebés eramos levados aos colos quentes das nossas mães. A associação entre amor paternal e maternal e o calor, terá assim ficado registada no nosso inconsciente determinando alguns dos nossos (e dos outros) comportamentos sem que tenhamos consciência dos mesmos. Até agora, indicando que antes de pedirmos um aumento ao nosso chefe, devemos levar-lhe uma chavenazinha de café quente…

O estudo englobou 41 estudantes, 27 dos quais eram mulheres, os quais deviam segurar uma chávena de café quente ou gelado, enquanto estavam no elevador, passando de um andar para o outro. Com as chávenas nas mãos, os estudantes eram questionados com uma bateria de perguntas pré-programadas de forma a aferir traços de personalidade, sobretudo aqueles que mais diretamente podem ser ligados com o alvo do estudo: generoso-sovina; feliz-infeliz; amável-irritável; sociável-antisociável, etc.  O estudo foi conduzido pela Universidade de Yale, nos EUA.

Fonte:
http://news.yahoo.com/s/livescience/20081023/sc_livescience/warmhandsmakepeoplegenerous

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A Embraer reviu o design do C-390

//www.jrlucariny.com)

(O novo design do C-290 in http://www.jrlucariny.com)

A Embraer reviu a sua concepção do transporte militar C-390, respondendo a um pedido da Força Aérea Brasileira, que prefere um avião com uma maior capacidade de carga que a inicialmente estimada pela empresa aeronáutica brasileira para o C-390.

A nova concepção terá uma fuselagem mais ampla, motores a turbofan de maior potência (de um tipo que será seleccionado no começo deste ano) e uma cauda em T. Sobretudo, o avião será capaz de transportar até 19 toneladas de carga militar.

Estas adaptações não chegam contudo, isentas de custos… A concepção inicial pretendia aproveitar a máxima semelhança possível com o Embraer 190, um avião comercial de grande sucesso. Isto permitira produzir um avião militar de baixo custo de construção e manutenção. A nova concepção aproxima agora o C-390 dos seus concorrentes mais próximos, como o C-17. A Embraer continuará a integrar o máximo de componentes do 190, mas em numero inferior.

O avião será capaz de cumprir missões de transporte de tropas e carga, mas também foi concebido para missões de evacuação medica. A Embraer estuda também a possibilidade de o aparelho poder ser abastecido no ar.

Esta alteração aumenta as possibilidades de a FAB ser o primeiro cliente do aparelho… Após o primeiro voo de um protótipo em 2013, e a partir de 2015, onde começará a receber os 22 que a Embraer espera vender à FAB.

Fonte:
Air Forces Monthly, janeiro de 2009

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Poeta popular vê a ’Bolsa-Vaselina’

A decisão do Ministério da Saúde de adquirir gel lubrificante para “reduzir os danos” nas relações sexuais anais, revoltou muita gente, (morrem tantas pessoas na fila dos hospitais, esperando uma consulta médica por 6, 8, e ás vezes 12 meses) mas inspirou o poeta popular Miguezim de Princesa, que, com muita graça, compôs o cordel “Bolsa-Vaselina”. O talento de Mieguezim de Princesa ultrapassou fronteiras. Seu trabalho será objeto de estudo do Trinity College (EUA), por iniciativa de Eric Galm, pesquisador de música brasileira e professor de etnomúsicologia, que escreve um livro sobre essa expressão de cultura popular no Brasil.
Leia abaixo o cordel “Bolsa-Vaselina”:
I
Sem ter mais o que doar,
O Governo da Nação
Resolveu, virando os olhos,
Gastar mais de R$ 1 milhão,
Doando para os viados
Bolsa-lubrificação.

II
Quem tem o seu pode dar
Da forma como quiser
Seja feio, seja bonito,
Seja homem ou mulher,
E tem de agüentar o tranco
Da forma como vier.

III
O Governo Federal,
Que em tudo quer se meter,
Decretou que o coito anal
Tem mas não pode doer
E o Bolsa-Vaselina
Surgiu para socorrer.

IV
Quinze milhões de sachês:
A farra está animada!
Vai ter festa a noite inteira,
Até mesmo na Esplanada,
Sem ninguém sequer sentir
A hora da estocada.

V
Coitada da prega-mãe,
Vai perder o seu valor,
Pois é ela quem avisa
Na hora que aumenta a dor
E protege as outras pregas
De algum violentador.

VI
O governo quer tirar
Do gay a satisfação,
Como mulher sem prazer
(Fonte de reprodução),
Porque tanta vaselina
Vai tirar a “sensação”.

VII
– É para reduzir danos
– Defende logo um petista.
Porque na hora do coito
Dá um escuro na vista
E a dor é tão profunda
Que eu sinto dó do artista.

VIII
– Mas tu já deste, bichim?
– pergunta Zé de Orlando.
O governista sai bravo,
Dando coice e espumando,
Pega o “rabo de cavalo”
E sai no dedo enrolando.

IX
O Brasil é mesmo assim:
Prostituta tem prazer,
Vagabundo tira férias,
Se trabalha sem comer
E quem dá o ás-de-copas,
Dá mas não pode doer.

X
O governo resolveu
Dar bolsa pra todo mundo
E criar um grande exército
De milhões de vagabundos
Só faltava esta bolsa
De vaselinar os fundos.

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Fertilizando os oceanos para reduzir o Aquecimento Global

(O quebra-gelos alemão Polarstern in www.awi.de)

(O quebra-gelos alemão Polarstern in http://www.awi.de)

Existem duas abordagens para lidar com o problema do Aquecimento Global: reduzir as emissões, ou reduzir o impacto das mesmas. Bem, de facto, há três opções, se contarmos com a “negação fantasista” dos neoliberais do Blasfémias para sermos mais exatos… Mas regressemos ao foco deste artigo, e abordemos um interessante projeto conjunto entre a Alemanha e a União Indiana que realizarão uma experiência de fertilização dos mares do Atlântico Sul através do lançamento de ferro, o qual, espera-se, deverá favorecer o desenvolvimento de microalgas capazes de absorver CO2 da atmosfera e, assim, reduzir os efeitos perniciosos do Aquecimento Global.

O projeto foi designado como “Lohafex”, um neologismo decorrente do cruzamento das palavras indianas para ferro “loha” e das inglesas “Fertilization EXperiment” e tem como objetivo avaliar a praticabilidade de tais lançamentos, assim como a sua eficácia. O navio está já a lançar as seis toneladas de ferro dissolvido que transporta nos mares do sul e os cientistas indianos, alemães, italianos, espanhós, britânicos, franceses e chilenos que estão no navio oceanográfico “Polarstern” estão já a registar os efeitos da experiência.

Existem atualmente outros projetos em estudo que procuram também combater por formas “técnicas” ou científicas o Aquecimento Global. Alguns já propuseram o lançamento de milhares de espelhos para órbita terrestre que poderiam deflectir a radiação solar e assim permitir que a Terra dissipasse lentamente o seu calor em excess. Como os espelhos poderiam incluir alguma forma de controlo remoto, poderiam ser ligados e desligados a comando e assim possibilitar um controlo quase absoluto do sistema, algo que não garante nem um outro projeto semelhantes que é o que colocar centenas de toneladas de poeira reflectiva na alta atmosfera nem este projeto de fertilização de algas. Qualquer um dos três projetos poderá ter consequências imprevisíveis no clima e na ecoesfera terrestre, a qual depende de um conjunto complexo de equilíbrios que o Homem tem vindo a perturbar nas últimas décadas com uma intensidade crescente. Estas tentativas de correção poderão ser perigosas e introduzir no sistema uma ainda maior imprevisibilidade, como prevê aliás a Teoria do Caos mas… será que ainda temos tempo para hesitar?

Fontes:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356975&idCanal=13

http://www.lohafex.de
http://www.guardian.co.uk/environment/2007/jan/27/usnews.frontpagenews

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O destino de Portugal e a visão profética de Joaquim de Flora

(Joaquim de Flora)

(Joaquim de Flora)

Joaquim de Flora (1135-1202) dividiu em três partes a História do Homem, decalcando-as das três pessoas divinas: Idade do Pai, Idade do Filho e Idade do Espírito Santo. Foi precisamente a convicção do abade cisterciense de que a última Idade ainda não tinha chegado que o tornou herético aos olhos da Igreja. Esta acreditava que após a vinda do tempo da “Lei”, que se interpretava como sendo a Idade do Pai, a Idade do Filho, a época da presença de Cristo entre os Homens e a Era atual, o “tempo da Graça” regido pela Santa Igreja. Flora previa que o ano de 1260 fosse o ano do fim da Idade do Filho, começando a Idade do Espírito Santo imediatamente a seguir.

A inspiração do abade provinha diretamente do Antigo Testamento, nomeadamente de Isaías e na leitura que Daniel fez do sonho do rei Nabucodonossor, sobre a visão da estátua, composta por quatro metais diferentes, em níveis diferentes e representando cada um deles um diferente império mundial. A estátua seria destruída pela “pedra”, entendida aqui com um… “Quinto Império”, origem primeira do termo, aliás. Seria este o império que “nunca seria destruído e cuja soberania jamais passará para outro povo, pois submeterá e aniquilará todos os outros, e subsistirá eternamente” (Daniel, II, 44).

A leitura literal da profecia é anacrónica, pelo que a devemos colocar em contexto, naturalmente. Ou seja se Daniel as encarava como sendo uma antecipação na vitoria de Israel sobre os Estados vizinhos, e se depois Flora a interpretou como uma consagração da vitória do Cristianismo sobre os não-crentes. Depois dele, António Vieira buscaria aqui talvez inspiração para os seus impulsos milenaristas e, certamente – porque o claramente disse e escreveu várias vezes – também Agostinho da Silva encontraria em Flora o fundamento para o movimento religioso, social e até político que surgiu em Portugal no reinado de Dom Dinis, cruzando influencias joaquimitas, com o legado trazido de Aragão pela rainha Isabel com um fundo local de fraternidade e humanidade que estava ainda muito vivo no interior português e que em última instância era até mais antigo em Portugal que o próprio Cristianismo.

A segunda parte, que começa com D. Dinis, é a História do mito do Quinto Império, enquanto a História dos Descobrimentos é, em boa medida, a historia da Demanda do Preste João; nos tempos recentes, a História da nossa Restauração é a Historia do reavivar do mito sebástico e do mito do Quinto Império, como a prova a obra do Padre António Vieira na “História do Futuro”.

Portugal confundir-se-ía assim com os propósitos que levaram Bernardo de Claraval a criar a Ordem do Templo. E assim, os destinos, caminhos e objetivos de Portugal e da Ordem do Templo confundir-se-iam. Portugal seria uma criação para a Ordem do Templo, um “reino templário”, um conceito bem compatível com a defesa insistente feita em Portugal contra o mandato papal que exigia a extinção da Ordem. O projeto templário confundia-se com o projeto português e o grande motor da portugalidade que foi o processo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa. O mito do “Quinto Império” que hoje ainda sobrevive com tanta energia na cultura lusófona é uma persistência desse perdido projeto templário, que se tentou concretizar em Portugal e na sua Expansão e que ainda verá a luz do dia, é nossa convicção e crença firmes.

Fonte:

Lima de Freitas; “Porto do Graal”; Ésquilo

Categories: História, Mitos e Mistérios, Movimento Internacional Lusófono, Padre António Vieira, Portugal | 5 comentários

O Paquistão confirma a aquisição de 36 aviões chineses J-10

//www.chinatoday.com)

(J-10 chinês in http://www.chinatoday.com)

O Paquistão confirmou a existência de planos para adquirir 36 aviões chineses Chengdu FC-20 (J-10) à sua força aérea. Os aviões deverão começar a ser entregues a partir de 2009 e terminarão logo no ano seguinte equipando duas esquadrilhas e foram escolhidos depois de o Paquistão ter avaliado outras alternativas.

Os J-10 começarão a ser entregues praticamente ao mesmo tempo que o seu “inspirador”, os F-16 de origem norte-americana, agora na versão avançada Block 52M, começam também a ser integrados nas hostes da PAAF.

Fonte:

Air Forces Monthly, janeiro de 2009

Categories: China, DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 15 comentários

Resposta a M4jor sobre o Neoproteccionismo e as Economias Locais

“O artigo, apesar de muito incompleto, está satisfatório, mas há alguns aspectos que não encaixam, alguns mesmo de contradição.”

-> Um artigo, aqui, nunca pode ser muito longo… Raramente ultrapasso uma página de texto, já que os artigos que violam essa regra raramente são lidos até ao fim pelos cibernautas. Por isso, é resumido, necessariamente e a favor da sua legibilidade…


“Sublinho dois ou três:

“Os mesmos economistas que tão rotundamente falharam em antever esta crise e na fanática defesa da retirada do Estado do seu papel de regulador… Os mesmos que diziam que os mercados funcionavam melhor quando o Estado os deixava em roda livre”

Isto é uma contradição. Acho que o Sr calvis queira dizer e referir-se aos economistas que defendem que o estado seja apenas regulador e não intervencionista. Deixar a roda livre, ou por outras palavras os mercados regularem-se por si só, aniquilando o dispensável e defendendo a livre concorrência e concentração ( inevitável) de capitais, só seria possível com os que “esses” economistas defendem, i.é, o estado regulador não interventivo, directamente, e apenas fiscalizador. Eles não defendem a retirada do Estado em regular e fiscalizar (fanática defesa da retirada do Estado do seu papel de regulador…) mas sim a não intervenção deste directa, criando e desvirtuando por exemplo a livra concorrência, como é o caso por ex da Televisão e receitas de publicidade ( Só é possível à RTP sobreviver e retirar receitas de públicos aos privados, porque apresenta sempre prejuízo e ” nós” é que pagamos; Caso contrário n sobreviveria, também com tanta incompetência, ou para dar prejuízo tinha de fazer para o que foi criada: serviço público), dentre outros.”

-> Refiro.me aqueles economistas que conseguiram fazer introduzir como “pensamento único” que a qualquer regulação é sempre prejudicial ao são andamento das economias. Tempos houve (2007) em que não havia telejornal em que não aparecia alguma dessas eminências pardas proclamando as virtudes da desregulação e como o Estado e os serviços sociais asfixiavam o bom andamento das economias. Esses senhores idolatravam Milton Friedman e a sua escolha de Hong Kong como o “paraíso económico sobre-a-Terra” porque aqui o Estado mínimo (a Minarquia) era o modelo ideal de organização das sociedades. Estes senhores são os mesmos que agora culpam o excesso de desregulação (que curiosamente recua até Clinton, um presidente mais admirado do que merece) e que defendem as intervenções com dinheiros públicos para salvar o moribundo sector financeiro.

-> A roda livre só existia de forma absoluta nos mercados de derivados e em aplicações financeiras muito obscuras. No resto, sempre houve alguma regulação. O que não havia era vontade política e capacidade operativa por parte dos Governos e dos Bancos Centrais para regular, tamanha era a força e energia dos defensores da desregulação. Neste aspecto, veja-se por exemplo o caso do Banco de Vítor Constâncio: porque demorou tantos meses a analisar indícios fortes de dolo e má conduta do BPN e do BCP? Aqui a falta de vontade (ideológica) juntou-se à crassa incompetência (de Constâncio e da sua equipa mais próxima).

“A Segunda grande contradição do Sr clavis é a questão geral do proteccionismo. Ao aplicármos, o Sr clavis contradiz-se nas questões, por exemplo da agricultura de África. Se ficaríamos protegidos da entrada de produtos chineses, afundaríamos dezenas de economias africanas. No continente Americano surgira tb em relação à América do Sul e por aí fora. Há, de facto alguma veracidade no caos teórico.

A única solução, a meu ver e tb do Sr Clavis, é o consumo interno de produtos nacionais. Será impossível consumir-se 100%, ou mesmo 50%, mas ao tapar a cabeça destapa-se os pés. É impossível uma solução satisfatória para todos deste assunto, porque ele é dinheiro e dinheiro nunca foi unânime nem justo.”
-> Nesta questão admito que não tenho uma posição muito habitual. Sou adepto de uma forma nova de neoproteccionismo simultaneamente ética e local. Ética porque não reconheço “comércio livre” nos mecanismos artificiosos que a China (por exemplo) utiliza para potenciar as suas exportações, como subsídios diretos à exportação, dumping remuneratório e extensas cargas horárias, para além de uma escassa cobertura legal para os direitos laborais dos trabalhadores chineses. O mesmo estendo para a União Europeia que subsidia os seus produtos agrícolas e prefere exportar “de graça” os seus excedentes agrícolas para África, aniquilando assim as débeis agriculturas africanas. De um lado, deve impôr-se aos países que exportam o mesmo tipo de coberturas laborais, humanas e ecológicas do que os países para onde exportam. Do outro, os subsídios à produção devem ser limitados a sectores estratégicos e vitais de forma a não afogar as capacidades locais de produção autónoma. Em suma, exportar sim, mas éticamente. Em sempre de forma coadjuvada e sucedânea, mantendo sempre o grosso da produção das necessidades locais, nas economias locais e regionais. Consumir localmente, aqui que é produzido localmente, e complementar estas lacunas com exportações éticas, essa é a minha visão, a qual, aliás, não é nada original (ver AQUI). Obviamente que isso implicaria um recentramento dos padrões de consumo e das expectativas de vida que só poderia (para ser sustentável) vir de dentro dos indíviduos, das “revoluções interiores” de Agostinho e não impostas a partir de fora, por Lei ou por ditadura. O consumo, ele próprio, teria que mudar. De mera expressão de vida, para suplemento acessório para renovadas formas de vida onde a Criação, a Cultura e a vida interior assumiriam um papel que nestas sociedades consumistas e egocêntricas da atualidade já não têm lugar.
Categories: E. F. Schumacher Society, Economia | 7 comentários

Quids S15: O que é isto?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 20 comentários

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