Daily Archives: 2008/12/31

Angola vai ter um satélite: o “Angosat”

Angola vai lançar em Janeiro de 2009 um satélite de comunicações. O satélite “Angosat” será o primeiro de uma rede comunicações designada de Infrasat. O objetivo é de permitir o uso de telefones móveis e internet em zonas remotas do país e é uma vertente de um plano governamental para estender a utilização da Internet em Angola. O satélite vai usar o sistema “TrunkSat” para disponibilizar serviços de telecomunicações às operadoras CDMA e GSM angolanas, expandindo a sua área de cobertura. O satélite vai também disponibilizar canais de televisão e de rádio em língua portuguesa ao território angolano, tendo como objetivo potenciar a aparição de canais de televisão locais.

O acordo para a construção deste primeiro satélite angolano foi assinado entre o Ministro dos Correios de Angola e o consórcio russo Rosoboronexport por um valor que rondará os 327 milhões de dólares.


Fontes:

http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=91435&Seccao=geral
http://news.xinhuanet.com/english/2008-12/30/content_10577984.htm
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=20833
http://www.russia-ic.com/news/show/6947/

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Dia da Consciência Negra, todo o ano

“… A segregação racial permanece viva no quotidiano e na memória dos afro-descendentes. Em 1888 é abolida oficialmente a escravatura, contudo o preconceito e o afastamento premeditado manteve-se. As políticas sociais e culturais tardaram a integrar os filhos da mais bárbara exploração perpetrada na Idade Moderna. A escravatura interna, vigente no continente africano, não serve de desculpa para as atrocidades cometidas com o mercado negreiro. O projecto de branqueamento sociocultural do Brasil não fez mais do que perpetuar a exclusão e o racismo. Hoje, em pleno século XXI o Brasil começa a colocar a mão na consciência histórica e multiplica as acções afirmativas. Todavia, na base social o preconceito e a intolerância (tolerância também é uma palavra feia) mantêm-se. (pág.7 – “Dia da Consciência Negra, todo o ano“)
# excerto de artigo publicado na revista Sem Correntes. Download gratuito da revista.
[JFD]
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A Rússia terá mesmo vendido S-300s ao Irão?


(Sistema S-300 in http://www.enemyforces.net)

Mas afinal a Rússia vendeu ou não, os sofisticados sistemas de defesa aérea S-300 ao Irão? No passado dia 26, um representante da diplomacia russa negou a notícia, que tinha origem nas declarações de um deputado iraniano segundo o qual a Rússia teria começado a entregar mísseis S-300 e os seus respectivos lançadores à República Islâmica. Os russos chegaram mesmo a acusar os media de “falta de notícias” e de estarem a inventar para “vender papel”. É certo que outras fontes russas também indicam que esta venda ocorreu mesmo… Por exemplo, o deputado russo Esmaeil Kosari, que é nada mais nada menos que membro da comissão parlamentar de segurança nacional e política externa afirmou à agência noticiosa iraniana que a Rússia tinha começado a enviar componentes dos S-300PMU-1 para o Irão… Outra fonte, desta feita um artifo da RIA Novosti alegava que a Rússia estaria a vender cinco batalhões de sistemas S-300, ou seja entre 20 a 60 sistemas lançadores, tendo cada um três tubos.

Os mísseis 48N6E2 dos S-300 PMU-2 têm um alcance entre os 150 km e os 200 km e são considerados dos sistemas anti-aéreos mais eficientes do mundo, com a capacidade de atacar seis alvos por sistema, lançando 12 misseis. Ou seja, um batalhão com 4 sistemas lançadores pode enfrentar 24 aviões ao mesmo tempo.

Obviamente, os EUA estão muito preocupados com estas alegações, já que se forem bem utilizados, os S-300 poderão abater os aviões israelitas ou norte-americanos que realizem raids sobre instalações nucleares iranianas… Atualmente, o Irão já opera 29 sistemas Tor-M1 de médio alcance, que já preocupam sobremaneira.

Fonte:
http://english.farsnews.com/newstext.php?nn=8710060954

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Resposta a Renato Epifânio em "SOBRE O PENSAMENTO POLÍTICO DE AGOSTINHO DA SILVA"

“SOBRE O PENSAMENTO POLÍTICO DE AGOSTINHO DA SILVA
Para o Clavis, em jeito de comentário geral à última série de textos que ele aqui publicou. E em homenagem ao seu grande empenhamento neste projecto.”

Obrigado, Renato, mas o meu maior empenhamento será sempre uma fração daquele que lanças sobre os projetos da Nova Águia e do MIL.

“1. Que Agostinho da Silva teve um pensamento político, isso é inegável. Esse pensamento político decorre, muito simplesmente, da sua visão de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo. Ora, como sabemos, Agostinho da Silva foi um homem coerente e consequente – logo, não poderia ficar apenas no plano “cultural” e “espiritual”. Para mais, porque ele foi tanto um homem de pensamento quanto um homem de acção. E o melhor contra-exemplo para quem acha que há alguma incompatibilidade entre esses dois planos…”

Sejamos claros: existem várias interpretações e visões para aquilo que o MIL é ou pode ser. Para mim, é uma forma de procurar realizar a visão política de Agostinho que sumariamente comentei nestes dez artigos. Agostinho agiu, em Portugal e, sobretudo no Brasil. Não teve uma interpretação do Pensamento como sendo algo que esterilmente se move apenas nos domínios do intelecto ou das abstracções, trabalhando no terreno no Brasil, entre as populações locais e aconselhando políticos e até o presidente do Brasil.

“2. Tendo tido um pensamento político, esse pensamento não se encaixa nos mais vulgares quadros mentais – que tudo dividem entre “esquerda” e “direita”. E, por isso, de facto, Agostinho foi olhado com profunda desconfiança e suspeição quer pela “direita” quer pela “esquerda”. Porque, em última instância, estava para além de uma e de outra. Porque, desde logo, conseguia ser simultaneamente de esquerda – sobretudo, no plano social – e de direita – sobretudo, no plano cultural…”

Por isso não vejo o movimento consubstanciado no MIL como um movimento ou “protopartido” de Direita ou de Esquerda. Se é o pensamento de Agostinho da Silva que lhe serve de propulsor essencial e este não pode ser facilmente encapsulado nesta clássica mas anacrónica estratificação política então não podemos encaixar o MIL em qualquer um destes locais virtuais do espectro político. Talvez resulte daqui alguma da ira que pela blogoesfera mais ligada à Extrema Direita se sente em relação ao MIL e à Nova Águia: a frustração por não terem aqui…

“3. Desde logo por isso, o seu comprometimento com o jogo político nunca foi muito efectivo. Mas também não exageremos – no Brasil, Agostinho da Silva foi assessor do Presidente Jânio Quadros, tendo antes apoiado um concorrente deste. Em Portugal, é certo que nunca apoiou expressamente nenhum candidato e/ ou partido. Mas o próprio explicou porquê: tinha regressado a Portugal depois de 25 anos fora; não se queria indispor com ninguém (há uma “Conversa Vadia” em que ele diz isso claramente). E por isso também chegou a recusar uma candidatura própria à Presidência da República…”

O Professor era um arquitecto, no sentido de que sempre se preocupou mais com estabelecer alicerces, lançar ideias e conceitos novos ou adormecidos, do que em correr a alistar-se a qualquer partido ou em alinhar em qualquer disputa por qualquer cargo de poder. Verdadeiro filósofo, sempre optou por terçar no plano das ideias e não dos diretos – e tantas vezes sujos ou promíscuos – combate estritamente políticos. Preferiu plantar a colher e se hoje podemos encarar o seu pensamento político como uma alternativa ao obsoleto, decadente e cada vez menos representativo sistema partidário português, tal deve-se também ao facto de o Professor ter sabido manter-se distante de um simples alinhamento político.

“4. E quanto ao MIL? O MIL tem uma visão de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo. Logo, tem uma perspectiva política. Em que medida será coerente e consequente com ela, isso, depois, ver-se-á. Acho que não nos devemos precipitar a esse respeito. O MIL, enquanto tal, não tem sequer um ano de vida…”

É impossível pensar Portugal e a comunidade lusófona sem a pensar politicamente. Não advogo contudo que o MIL se deva transmutar imediatamente num puro movimento ou partido político. Para isso seria necessário refundar o próprio movimento, fazer sufragar a mudança de orientação entre todos os atuais membros do MIL e, sobretudo, seria preciso ganhar uma “massa crítica” de intervenção social, cultural e cívica que ao fim de apenas um ano de existência ainda não lográmos obter. O MIL tem tomado (e tomará) varias posições políticas e/ou cívicas e nesse sentido JÁ é até um movimento político… E não poderá deixar-se encastrar no mero enclave da defesa da “cultura lusófona” ou de outros temas académicos e intelectuais. Para ser efetivo, para ser capaz de interferir nos destinos do mundo e cumprir ainda que parcialmente os sonhos de Vieira, Pessoa e Agostinho, tem que ser atuante. E esse espaço de ação tem que ser político, hoje e amanhã. Em formas diferentes de acordo com as circunstâncias e condicionantes de cada momento. Neste momento sob a forma de “movimento cultural e cívico”, amanhã sob a forma que for mais adequada, seja ela qual for…

“5. Algo, contudo, posso desde já antecipar, com toda a certeza (porque te conheço, e porque, conhecendo-te, sei que és uma pessoa coerente e consequente). Se algum dia chegarmos a esse patamar mais declaradamente político, tu serás um daqueles que estarás a bordo…”

A coerência de pensamento não deve ter o valor de um Dogma, mas mudar de opinião quanto a questões fundamentais não é de facto a minha política… Mudo naquilo que deriva delas e sempre que os factos apontam para o erro da posição inicial, mas neste contexto da defesa da Lusofonia, da União lusófona, da primazia das Economias Locais e das moedas locais, do Municipalismo, das economias comunalistas e “gratuitas”, assim como na abolição do “Estado Central”, da Partidocracia e da saída de Portugal da União Europeia não vejo como hei de mudar, sem mudar algo de essencial em mim… Estou nesses combates e estarei sempre, ao lado do MIL, onde essas posições forem consistentes com as do Movimento e à frente ou ao lado dele quando não o forem. Nesse sentido, estarei sempre “a bordo”, ainda que possa navegar no navio do lado ou no galeão da frente…

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Quids S15: Como se chama esta mulher e que filme é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A Rússia vende sistemas anti-aéreos “S-125 Pechora-2M” a sete países


(Lançamento de teste de um míssil anti-aéreo S-125 in http://www.inteldaily.com)

A Rússia vendeu sistemas anti-aéreos “S-125 Pechora-2M” a sete países, como a Síria, a Líbia, a Venezuela, ao Egipto, à Birmânia, Vietname e Turquemenistão. O valor total da venda de 200 destes mísseis (dos quais 70 para o Egipto), segundo o jornal russo Vedomosti rondou os 250 milhões de dólares. O sistema antiaéreo não será dos mais modernos à disposição da industria armamentista russa já que o “Pechora” é de facto uma versão atualizada dos sistemas SA-3A Goa que foram criados na década de sessenta e usados com tanta profusão em conflitos como as diversas guerras israelo-árabes e na guerra do Vietname.

O sistema antiaéreo não será dos mais sofisticados da atualidade, mas continua a ser eficaz contra aparelhos a reação voando a baixas altitudes e que não estejam equipados com as tecnologias de ECM ou que sejam tão furtivos como os aviões de 4,5ª geração (Typhoon, Rafale, SuperHornet, etc). O sistema, também conhecido como S-125 “Neva” já na década de 60, quando foi desenvolvido, não era dos sistemas soviéticos que garantiam intercepções a maiores altitudes nem a mais longas distância, contudo, porque se trata de um míssil de dois estádios, sempre foi muito manobrável, sendo capaz de iludir muitas das manobras de diversão que os pilotos de caça que estão ao alcance podem conceber. O míssil é comandado por rádio e alcança velocidades de Mach 3,5. Em suma, é uma boa arma para ser usada em disparos de saturação, misturados com o lançamento de outros mísseis ou para ser usado contra inimigos que não disponham dos aparelhos de caça mais recentes do mundo… O seu preço baixo implica também que pode estar ao alcance de países que queiram ter uma arma de Defesa Aérea, mas que não possam (ou não queiram) adquirir os sistemas mais eficientes e muito mais caros S-300. Dentro da devida excpectativa pode ser ainda um bom sistema de armas e encarado com o devido respeito por qualquer adversário que o tenha que enfrentar.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/S-125
http://www.inteldaily.com/news/178/ARTICLE/9092/2008-12-26.html

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