Daily Archives: 2008/12/30

O INPE está a realizar testes sobre os dois novos satélites CBERS 3 e 4


(Concepção artística do CBERS-2 in http://www.inpe.br)

O “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais” (INPE) brasileiro iniciou uma bateria de testes ao modelo mecânico dos satélites CBERS 3 e CBERS 4, O CBERS 3 deverá ser lançado em 2010 e o CBERS 4 em 2013. Os dois modelos mecânicos estão a ser testados no “Laboratório de Integração e Testes” (LIT) do Instituto em São José dos Campos e têm como objetivo simular as vibrações e o som que os satélites têm que suportar no momento do lançamento. O desenvolvimento da parte mecânica dos satélites é da responsabilidade do Brasil, via INPE, que subcontratou essa tarefa para o consórcio CFF (Cenic e Fibraforte).

Os satélites CBERS 3 e 4 são uma variante a partir doos CBERS 1, 2 e 2B, tendo sido o CBERS 1 lançado em 1999 e operado até agosto de 2003. O CBERS 2 foi lançado em 2003 e esteve ativo até outubro de 2008. O CBERS 2B lançado em Setembro de 2007. Os CBERS 3 e 4 irão incorporar 4 camaras (“Câmera PanMux – PANMUX, Câmera Multi Espectral – MUXCAM, Imageador por Varredura de Média Resolução – IRSCAM, e Câmera Imageadora de Amplo Campo de Visada – WFICAM” do site do INPE). Os dois novos satélites vão ser colocados nas mesmas órbitas dos seus antecessores.

A sigla “CBERS” significa “China-Brazil Earth Resources Satellite”. O programa resulta de um acordo estabelecido com a China em 1988 para o desenvolvimento de uma série de satélites de observação da Terra e têm como objetivo a recolha de dados segundo certas especificações estabelecidas pelos governos chinês e brasileiro, havendo a possibilidade de comercialização das imagens recolhidas a outras nações ou entidades internacionais. Contudo, o INPE optou por ceder essas imagens a custo zero, o que tornou a instituição no maior distribuidor de imagens de satélite do planeta, tendo entregue já perto de 450 mil imagens gratuitas aos países da América do Sul que se encontram ao alcance das antenas dos satélites e, desde finais de 2007, aos paises africanos que as possam recolher tendo como objetivo a monitorização de desastres naturais, desflorestação, assim como gestão agrícola e saúde pública. No Brasil estas imagens são usadas para controlar a desflorestação na Amazónia e informação de gestão agrícola.

Os CBERS 3 e 4 resultam de um acordo de 2002 onde se estipulou que os dois países dividiram os custos de desenvolvimento em 50% (os três satélites anteriores foram divididos na proporção China 70% / Brasil 30%)

Fontes:
http://news.xinhuanet.com/english/2008-12/22/content_10542136.htm
http://www.socialmedian.com/story/2163797/brazil-begins-mechanical-tests-on-next-cbers-satellites
http://www.cbers.inpe.br/

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A Pedra no Charco: o Povo

“E o povo?”, dir-se-á. O pensador ou o historiador que empregue esta palavra sem ironia desqualifica-se. O “povo”, sabe-se demasiado bem a que se destina: padecer os acontecimentos e as fantasias dos governantes, prestando-se a desígnios que o abatem e anulam. Toda a experiência política, por mais “avançada” que seja, desenrola-se às suas custas, dirige-se contra ele: ele traz os estigmas da escravatura por decreto divino ou diabólico. Inútil apiedar-se dele: a sua causa é sem recurso. Nações e impérios formam-se pela sua complacência com as iniquidades de que é objecto. Não há chefe de estado ou conquistador que não o despreze; mas ele aceita este desprezo e dele vive. Cessasse de ser frouxo ou vítima, faltasse aos seus destinos, a sociedade desvanecer-se-ia e, com ela, toda a história. Não sejamos demasiado optimistas: nada nele permite considerar uma tão bela eventualidade. Tal qual é, representa um convite ao despotismo. Suporta as suas provações, por vezes solicita-as, e não se revolta contra elas senão para correr em direcção a novas, mais atrozes que as antigas. Sendo a revolução o seu único luxo, para ela se precipita, não tanto para daí retirar alguns benefícios ou melhorar a sua sorte, antes para adquirir também o direito de ser insolente, vantagem que o consola das suas habituais desgraças, mas que perde assim que são abolidos os privilégios da desordem. Não havendo nenhum regime que assegure a sua salvação, acomoda-se a todos e a nenhum. E, desde o Dilúvio até ao Juízo, tudo aquilo a que pode pretender é a executar honestamente a sua missão de vencido”

– E. M. Cioran, “Histoire et Utopie”, in Oeuvres, Paris, Gallimard, 1995, pp.1010-1011.

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Sobre o acordo franco-brasileiro para a construção de 4 submarinos, dos quais um nuclear e… questões sobre o modelo original a ser usado

(Concepção artística do submarino "Scorpene" da DCN francesa in http://www.naval-technology.com)

O acordo recentemente assinado entre o Brasil e a França para a construção de quatro submarinos diesel, e que inclui o compromisso francês no sentido de auxiliar a nação lusófona a construir um submarino nuclear é um dos anúncios do ano, não somente no Brasil, como em França. Embora relatos iniciais referissem que os brasileiros não estavam interessados em incluir um sistema AIP nestes submarinos, existem agora alguns indícios de que com sorte, poderá não ser assim… Já que parecem haver indicações que não será construído nenhuma variante local de nenhum submarino existente, mas um navio completamente novo. Existe também alguma incerteza quanto ao valor exato associado a este acordo, mas podemos chegar a um valor de 6 biliões de euros se subtrairmos os 1,9 biliões da alínea dos helicópteros da Eurocopter/Helibras, o que fará assentar assim nessa cifra o custo destes 5 submarinos.

Os submarinos eram segundo relatos iniciais e anteriores a este acordo da classe “Scorpene“, mas o texto oficial dos estaleiros franceses DCN afirma agora:

“DCNS will act as prime contractor for four conventional-propulsion submarines to be built by the Joint Venture that will be set up by DCNS and Brazilian partner Odebrecht. The submarines will be designed in cooperation with Brazilian teams under DCNS design authority to meet the Brazilian Navy’s specific needs: They will be ideally suited to the protection and defence of the country’s 8,500 km coast. The first submarine is scheduled to enter active service in 2015.” Ou seja… Não são Scorpene, mas um novo submarino, desenvolvido de forma a cumprir as necessidades específicas do Brasil. Isto não teria que ser necessariamente assim, já que por exemplo, a Índia aceitou submarinos “Scorpene” clássicos, sem alterações de monta…

O acordo tem talvez ainda mais relevância no aspeto em que incluir a assistência da DCN na construção do novo submarino nuclear de ataque (SNA) brasileiro… Ignora-se contudo se este desenho será um derivado do Scorpene (o que pode ser interessante para encurtar prazos de desenvolvimento e custos de construção) ou se, pelo contrário, será uma evolução a partir da classe nuclear francesa Amethyste. A notícia da AP indica que poderá ser uma derivação a partir do Scorpene (“The Scorpene is a conventional diesel-powered attack vessel that Brazilian officials say will help them develop a nuclear-propelled submarine“). De qualquer forma, o Brasil não precisa de apoio na construção do reator, tecnologia que já domina, contudo quanto ao casco, é outra coisa… O casco do Amethyste já foi transformado pela DCN noutra classe de submarinos, a Turquoise, que usa a tecnologia AIP Mesma e portanto, a sua seleção como plataforma de base para o SNA seria vantajosa para o Brasil, já que o vital aspecto do treinamento poderia ser feito a bordo de navios franceses idênticos por marinheiros brasileiros. Transformar um Scorpene num SNA seria neste aspeto pelo menos bem mais problemático, porque nenhum Scorpene/Marlin do mundo tem hoje propulsão nuclear…

Todos os cinco submarinos serão construídos localmente pela empresa brasileira Odebrecht sob a supervisão e seguindo os planos da DCN, cabendo à empresa francesa desenvolver nas suas instalações na Europa alguns não especificados “key advanced-technology equipment“, reforçando a indicação de que não se trata de um “Scorpene” puro e se dúvidas ainda restassem, o texto oficial da DCN acrescenta ainda que “The designs for the Brazilian Navy will combine advanced technologies with innovations developed for other programmes, particularly with regard to hydrodynamics, acoustic discretion, automation and combat systems”, numa referência que se pode referir à combinação deste projeto de características do Turquoise com as do Scorpene.

Do pacote total negociado neste acordo entre o presidente francês e Lula da Silva que alcança os 8,6 biliões de euros, 6 biliões serão pagos a empresas francesas, nomeadamente à DCN que receberá os 6 biliões acima indicados. O restante, 2,6 biliões irá para empresas brasileiras, numa proporção a repartir entre a Helibras e a Odebrecht.
Fontes:
http://www.premier-ministre.gouv.fr/chantiers/politique_etrangere_866/voyage_officiel_nicolas_sarkozy_62119.html
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601086&sid=a40I1rLdhRko
http://www.defenseindustrydaily.com/Brazil-France-in-Deal-for-SSKs-SSN-05217/?utm_campaign=newsletter&utm_source=did&utm_medium=textlink#more-5217
http://www.dcnsgroup.com/press/page.php?lang=en&page=1&item=123124c79d3c81b8020efd1c6590a05c
http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5iyRDMnULjgeHr9hf9i81V9vTKh_QD958ITSG0
http://uk.reuters.com/article/governmentFilingsNews/idUKN2354358020081223?sp=true

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Quids S15: Como se chama esta cruz (nome exato e desta em concreto)?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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A sonda “Mars Express” encontra novas provas da existência de água líquida no passado marciano

//www.utahskies.org)

(A sonda marciana "Mars Express" in http://www.utahskies.org)

O “OMEGA imaging spectrometer” instalado na sonda marciana europeia “Mars Express” expôs a existência de sulfatos e óxidos ferrosos no planeta vermelho. As concentrações destes compostos químicos que se formam apenas na presença de água líquida foram localizadas na cratera “Aram Chaos” que se localiza a 280 km dos “Valles Marineris”.

Esta descoberta vem confirmar as idênticas às feitas pelo rover marciano Opportunity diretamente no solo em Meridiani Planum e demonstram que a existência de água em várias regiões de Marte e sobretudo quanto comum ela era num passado geologicamente mais ou menos próximo de nós.

Fonte:
http://www.marsdaily.com/reports/Ferric_Oxides_And_Sulfates_In_Equatorial_Regions_Of_Mars_999.html

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