Daily Archives: 2008/12/29

O SpaceShipTwo continua a fazer testes com sucesso…

O SpaceShipTwo, está cada vez mais próximo da realidade… A sua nave-mãe, designada WhiteKnightTwo já realizou, em dezembro, o seu primeiro voo. A nave-mãe é propulsionada por quatro motores a jato da Pratt and Whitney, e nos testes de dezembro, todos foram testados, enquanto que nos testes anteriores apenas tinham sido usados dois.

Nenhum problema foi detetado nestes ensaios e mais ensaios serão realizados em 2009 com o par WhiteKnightTwo / SpaceShipTwo. Estes testes continuarão até que a Virgin Galactic esteja pronta a começar a colocar em órbitas baixas os turistas espaciais que já lhe compraram os bilhetes.

Os feitos da companhia do milionário Richard Branson devem ser acompanhados por todos aqueles que se interessam pela exploração espacial. Desde logo a sua abordagem original e criativa, consegue colocar cargas em orbitas baixas por uma fração dos custos oferecidos pelos sistemas convencionais, demonstrando que muitas vezes os privados conseguem cumprir melhor aquilo que os Estados fazem pior e mais caro. Se o factor critico, que é a Segurança for aqui assegurado, não faltará muito tempo para que a Virgin se junte à SpaceX no lucrativo mercado comercial de lançamento de satélites… Apostamos.

Fontes:
http://www.dvorak.org/blog/2008/12/22/maiden-flight-of-burt-rutans-whiteknighttwo-at-mojave/
http://www.tgdaily.com/content/view/40679/113/

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Um inédito de Agostinho da Silva…

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ÁGUIAS[1]

Ide, portugueses, ide! Afrontai as tempestades, os ventos sibilantes.
Segue-vos num olhar de ansiedade e de ternura a Alma Portuguesa; assim Ela outrora olhava os seus nautas destemidos que cortando o mar descobriram a Índia e o Brasil.
Tombastes, águias lusitanas!
É o Adamastor do ar, fremente de raiva e de desespero que vos corta a passagem.
Mas as caravelas do Gama não temeram os rugidos do gigante que se torcia em paroxismos de furor, não recearam as suas profecias horrendas, porque sabiam que a Cruz de Cristo que lhe esmaltava as velas e lutava com temporais no tope dos mastros os protegia.
Heróis, avante!, que Nun’Álvares ergue-se do seu tumulto e vai orar por vós na magnificência rendilhada da Batalha; avante! que D. Henrique no cimo dos rochedos de Sagres olha-vos, como dantes, para procurar nas curvas do horizonte as asas brancas da nau de Gil Eanes.
Duarte Pacheco e Afonso de Albuquerque, Bartolomeu Dias e Gonçalo Velho vêm vibrar em vós a Alma de Portugal, a Alma que palpitou em Cochim, em Ormuz, no Cabo da Boa Esperança.
Camões apara a pena, a velha pena das iluminuras dos «Lusíadas» -, o livro de Horas da Pátria Portuguesa; e em letras de ouro escreve a «Epopeia do Ar».
Das campinas verdes do Minho aos campos quentes do Algarve, das serranias da Beira aos fios de água da Veneza lusitana um frémito de patriotismo percorre o povo português e eleva-se aos ares azuis, os ares que agora sulcais, a voz de Portugal.
– Salve, Heróis! Obrigado, gigantes!

1922

2 Junho 1922 [datação manuscrita]
[1] “Águias”, O Comércio do Porto, Porto, Ano LXVIII, n.º 129, 2 de Junho de 1922, p. 1 (Victor Alberto, pseudónimo de Agostinho da Silva).

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Lima de Freitas: "Portugal como reino independente é filho espiritual de S. Bernardo, confundindo-se a primeira parte da nossa História com a da Ordem

“Portugal como reino independente é filho espiritual de S. Bernardo, confundindo-se a primeira parte da nossa História com a da Ordem do Templo.
A segunda parte, que começa com D. Dinis, é a História do mito do Quinto Império, enquanto a História dos Descobrimentos é, em boa medida, a história da Demanda do Preste João; nos tempos recentes, a História da nossa Restauração é a História do reavivar do mito sebástico e do mito do Quinto Império, como o prova a obra do Padre António Vieira na “História do Futuro”.
Lima de Freitas; “Porto do Graal”; Ésquilo

Portugal confundir-se-ia assim com os propósitos que levaram Bernardo de Claraval a criar a Ordem do Templo. E assim, os destinos, caminhos e objetivos de Portugal e da Ordem do Templo confundir-se-iam. Portugal seria uma criação para a Ordem do Templo, um “reino templário”, um conceito bem compatível com a defesa insistente feita em Portugal contra o mandato papal que exigia a extinção da Ordem. O projeto templário confundia-se com o projeto português e o grande motor da portugalidade que foi o processo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa. O mito do “Quinto Império” que hoje ainda sobrevive com tanta energia na cultura lusófona é uma persistência desse perdido projeto templário, que se tentou concretizar em Portugal e na sua Expansão e que ainda verá a luz do dia, é essa a nossa convicção, assim como um dos temas do MIL: Movimento Internacional Lusófono: Um novo tipo de organização social e política universalista, fraterna e verdadeira humana.

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Da queda da produção industrial japonesa e do que ela significa para a economia mundial

A queda de 8,1 por cento na produção industrial japonesa é simplesmente a maior descida alguma vez registada no país do Sol Nascente. Este fenómeno reflete uma regressão brutal nas exportações em mais de 26 por cento e nos níveis de consumo do mundo Ocidental, principal importador dos bens tecnológicos e dos veículos automóveis fabricados neste país do Extremo Oriente.

A queda da produção industrial é mais intensa do que previam os economistas e o governo nipónico e sucede na linha da queda já registada em 2007, ainda bem antes da eclosão da presente crise financeira, a qual fora já da ordem dos 16,2 por cento.

O maior factor responsável por esta retração das exportações japonesas e da recessão do Japão, é a própria recessão nos EUA. Estes são o maior importador dos produtos japoneses e como os norte-americanos têm feito depender os seus elevados padrões de consumo de níveis crescentes de endividamento, não dos rendimentos salariais (estagnados ou em retrocesso há várias décadas) e estes reduziram-se dramaticamente com a crise financeira o consumo está a cair nos EUA abruptamente. O fenómeno do sobreendividamento não é contudo exclusivo dos EUA, mas verifica-se em graus diferentes em praticamente todo o mundo e está a arrastar o mundo para uma depressão comparável apenas à de 1929. Se as coisas forem minimamente semelhantes, teremos deflação, uma recessão que só daqui a dois anos alcançará o seu pico e que durara dez anos… Sendo apenas terminada com
… Uma guerra mundial.

Será que os senhores do CFR e do grupo de Bilderberg preparam bombardeamentos da NATO ao Irão, uma guerra entre o Paquistão e Índia e o reacender da guerra na Somália e no Afeganistão como prepararam (acreditam alguns teóricos da Conspiração) a segunda Grande Guerra para cessar com a “Grande Depressão” da década de trinta?

Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354172&idCanal=57

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Da adopção do português na Argentina e da expansão da Lusofonia no mundo

“A língua portuguesa passou a constar obrigatoriamente no leque de disciplinas opcionais das escolas secundárias na Argentina. O plano será implementado por todo o país até 2016, mas a prioridade serão as regiões fronteiriças com o Brasil, nas quais a língua vai ser integrada nos currículos educativos a partir do ensino primário”

Vera Monteiro
Público, 23 de dezembro de 2008

Se dúvidas houvesse, eis mais uma demonstração do truísmo de que a língua portuguesa não é mais propriedade de Portugal. Não é também propriedade do Brasil, nem de outro país lusófono. É hoje algo que pertence a todos os que a falam. Na América do sul, o peso económico, demográfico e político do Brasil é inquestionável. Este verdadeiro país-continente apresenta hoje vários sinais de que poderá atravessar a presente crise financeira (prestes a transformar-se em depressão global) sem interromper o seu desenvolvimento económico e social. Será este peso dominante neste subcontinente que está a tornar o Brasil um pólo atrativo para a lusofonia na América do sul. Não é Portugal, é o Brasil.

Perante a constatação da crescente importância do Brasil na promoção e defesa da Lusofonia num mundo cada vez mais globalizado e anglófono, Portugal e os demais países lusófonos devem decidir se se mantém arreigados a lógicas neocoloniais anacrónicas ou se, pelo contrário, optam por refundar a perdida pátria lusófona e esquecemos a artificial barreira de fronteiras políticas, prezando mais as proximidades culturais, linguisticas e emocionais do que as distâncias geográficas e as esquadrias dos diplomatas e reconhecendo que qualquer expansão da lusofonia é a expansão de todos os lusófonos e o reconhecimento do óbvio papel de liderança que o Brasil tem no seu seio, assim como a irrelevância das fronteiras políticas quando a língua e a cultura que as atravessam são uma só e mesma… Pátria lusófona.

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Quids S15: Que fragata é esta?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Vantagens da integração (União política) Portugal-Brasil

Como qualquer conceito novo e aparentemente “revolucionário”, a ideia de uma união política e económica entre Portugal e o Brasil encontra necessariamente na maioria dos espíritos que a confrontam pela primeira vez uma natural aversão. Apesar de o Brasil ser o país que pela cultura, pela língua e até pelo modo particular de viver a vida mais próximo se encontra de Portugal (com excepção talvez da Galiza), a ideia de uma União Portugal-Brasil ainda não congregou a massa crítica suficiente para ascender à agenda mediática e tornar-se uma proposta viável a curto ou médio prazo.

E entre aqueles – raros – que já estão familiarizados com o conceito nem todos concordam na visão daquilo que seria efetivamente uma União Portugal-Brasil. Alguns brasileiros encaram-na apenas como uma extensão ate à Europa da sua federação, “anexando” Portugal como mais um Estado. Alguns portugueses, encaram por seu lado, a União como uma forma de reeditar um “império colonial” anacrónico e saudosista no pior sentido do termo. Na verdade uma qualquer forma de “União Portugal-Brasil” nunca poderia ser viável ou estável se assumisse alguma destas duas formas. Nem os portugueses aceitariam qualquer forma moderna de imperialismo brasileiro, nem os brasileiros aceitariam qualquer regresso a um império de que souberam sair no século XIX.

Dito isto, parece claro que qualquer forma viável, perene e dinâmica de “União Lusófona” nunca poderá assumir nenhuma forma “imperialista”, nem brasileira, nem portuguesa. Simplesmente, os tempos não estão já conformes a essas formas de imposição da vontade de terceiros nem nenhuma das partes tem a forca económica ou militar para impor à outra a sua vontade. Logo, uma União Portugal-Brasil teria necessariamente que assumir sempre uma nova forma de organização política e económica, compatível com o desejo de autonomia expresso por varias vezes e de forma bem cabal ao longo dos tempos pós portugueses e brasileiros, preservar o sentimento de independência nacional de cada povo.

Logo, uma “União Portugal-Brasil” teria que ser não um fim em si, mas um patamar inicial para uma estrutura de maior fôlego e âmbito, um protótipo para um “União Lusófona” de que Portugal e Brasil seriam apenas os percursores, dando o exemplo que, depois seria seguido pelos demais povos lusófonos, erguendo os pilares de uma estrutura pluri-continental que desde Timor aos Açores fosse um verdadeiro farol das novas formas de organização, de dialogo e coexistência de que são capazes os povos lusófonos.

As estruturas estatais atuais não conseguirão organizar um tal tipo de União. O modelo federal – que pressupõe sempre a entrega de uma parcela muito significativa da Soberania a uma entidade central – não conseguira lidar eficazmente com as diferenças geográficas, económicas e sociais dos dois países. E sobretudo, uma federação aplicada no seu modelo clássico não iria aplacar os interesses daqueles que temem um “imperialismo brasileiro” que esmagaria pela forca do numero dos 180 milhões de brasileiros os 10 milhões de portugueses nem dos demais que – do outro lado do Oceano – recusam o regresso da Corte de Lisboa. Precisamos assim de rebuscar as cinzas da Historia em busca de um modelo de organização capaz de criar uma União adequada aos interesses dos dois povos, capaz de servir de esteio e polarizador da adesão dos restantes países lusófonos a esta União.

O mais básico rebuscamento no passado português, coloca a descoberto a solução para o problema antecipado no final do parágrafo anterior: o modelo municipalista português da Alta Idade Media. Agostinho referia-se a este período da monarquia como a “Idade de Ouro” do reinado de Dom Dinis, em que o essencial da administração do Estado assentava nos municípios, geridos democraticamente por conselhos de cidadãos livres, que respondiam apenas perante o Rei e que formavam com as suas milícias municipais o núcleo do exercito real. Esta forma de administração e ordenamento do território seria depois destruída pelos impulsos centralistas importados da Europa fruto da influencia do pensamento de Maquiavel entre nos e da acao de reis como Dom João III e Dom Manuel. Mas na sua essência absolutamente descentralizada, formando uma efetiva “federação de municípios livres” (nas palavras de Agostinho) este modelo de organização poderia ser reeditado e aplicado na constituição de uma “união Portugal-Brasil” resolvendo grande parte dos escolhos que antevimos para esta forma prototipal de uma “União Lusófona”, que assumiria assim a forma de uma Confederação em que os Estados membros manteriam o essencial das suas competencias e soberania, delegando apenas funções como a Defesa, os Negócios Estrangeiros e outras áreas que exigiriam uma forma de administração supra-estatal para que pudessem ser executadas com eficiência. Na base desta Confederação não estariam os Estados brasileiro ou português, ou qualquer outro Estado lusófono que se quisesse juntar a este projeto, mas os municípios de cada um destes Estados. Os Estados atuais (a República Portuguesa e a Federação Brasileira) continuariam a existir, mas apenas como tessitura jazendo na base das federações de municípios portuguesa e brasileira, perdendo a maioria dos seus poderes para os municípios e delegando a maioria dos restantes para as estruturas da União, cuja capital deveria ser rotativa, muito à maneira da União Europeia mas sem as pretensões centralistas e federalistas expressas por diversas vezes por uma eurocracia muito beneficiada no processo de transformação da “União Europeia” numa “Federação Europeia” altamente centralizada numa eurocracia não-eleita e ferida de ilegitimidade ate ao mais profundo tutano.

Muitos pensarão que não existe razoabilidade em deixar uma União Europeia que tantos fundos estruturais enviou para Portugal, que tanto contribuiu para a modernização do tecido legislativo e administrativo nacional e ate para uma radical mudança em tantos aspectos da economia e da sociedade portuguesas. Mas estes tempos em que os frutos materiais de uma União que nunca soube ou pôde conquistar o coração dos portugueses eram decisivos para um sentimento nacional dominante (ainda que nunca referendado) pro-europeu. Mas esses tempos estão a chegar ao fim. Portugal é já o maior contribuinte liquido per capita para os cofres da União Europeia, e ainda que receba esse dinheiro totalmente de volta e ainda algum mais de retorno. Mas dado o imparável movimento de crescimento da União Europeia, com uma expansão crescente para Leste, aproximando-se cada vez mais da Rússia, e anexando eventualmente a enorme Ucrânia e a problemática Turquia, como crer que este retorno de fundos vai persistir neste cenário? Portugal, num cenário em que os Fundos Estruturais da EU estarão quase totalmente alocados à reconstrução do Leste, não será mais um receptor destes fundos, apenas um contribuinte liquido, e nesse cenário o sempre ténue apoio popular a um processo de adesão europeia que – recordemo-nos – numa foi referendado, acabara cedo ou tarde por se esfumar… Portugal não cessa de divergir com os padrões económicos e de vida europeus, e este movimento divergente decorre já desde meados da década de noventa, como esperar então que os portugueses consintam assim que passem a contribuintes líquidos para uma expansão a Leste que, afinal, serve primariamente os interesses comerciais e estratégicos alemães e franceses? Neste contexto, a saída da EU torna-se plausível e a credibilidade de opções alternativas sobre exponencialmente. E se Portugal sair da União Europeia que alternativas restam? A opção solipsista, “orgulhosamente sós”, que tantos benefícios provou (não) ter nos últimos anos do Antigo Regime salazarista e pos-salazarista? Ora toda a Historia portuguesa caminha contrariamente a essa opção estratégica isolacionista. Portugal nunca foi uma Suíça ou uma Suécia que conseguiram viver isoladas e descontextualizadas durante séculos. Portugal sempre foi um pais da integração, do estabelecimento de povos com outros povos e culturas, um quase puro “território-ponte” na mais pura acepção do termo. Incapaz de viver em concha, fechado sobre si mesmo, a energia anímica da portugalidade vai compelir-nos a buscar novas opções a uma Europa envelhecida e obcecada com um alargamento a Leste de dimensões gargantuanticas. E que opção mais natural poderia emergir do que o sempre latente, de Camões, a Vieira, passando por Pessoa e Agostinho mito do “Quinto Império”? Como qualquer mito, este é um protoplasma, um arquétipo que não pode ser aplicado ou interpretado de forma literal, carecendo sempre de actualização para que possa assumir uma forma real, material e atual. Nos tempos modernos, em que os países procuram encontrar blocos económicos e políticos que possam potenciar o seu desenvolvimento e garantir a sua Segurança regional, a emergência de um bloco lusófono, natural e previsível evolução a partir de uma CPLP anémica e desprovida de ambição, é mais do natural, sendo ate inevitável.

E se a caminhada para uma “União Lusófona” é inevitável no contexto de uma eventual saída da União Europeia, então a caminhada para uma maior aproximação entre Portugal e o Brasil também o é. Com efeito, nenhuma forma de “União Lusófona” poderá surgir espontaneamente e de forma simultânea unindo todos os países de expressão oficial Lusófona. Tal movimento tem que ser prototipado por dois países, exemplificando e demonstrando a viabilidade e expressando a plena ambição de tão proposta. E todo o movimento que propele para uma “União Lusófona” tem que começar pela união transatlântica de Portugal e o Brasil, os dois países que maior proximidade de padrões culturais, económicos e de desenvolvimento de toda a Lusofonia. Qualquer outra opção para começar o projeto seria ferida logo à nascença pelos receios de um neocolonialismo português renascido. Somente pela via de uma união paritária entre um grande pais (demográfica, económica e geograficamente falando: o Brasil) e um pais médio (Portugal) se poderia formar o esteio de uma União Lusófona robusta o bastante para poder crescer ate englobar todos os países de expressão Lusófona. Nenhum dos dois países fundadores teria forca económica, militar ou demográfica para simplesmente anexar o outro, e assim se suprimiriam os naturais receios imperialistas que sempre surgiriam na mente dos mais cépticos. Qualquer outra forma de União – talvez mais realista e concretizável no curto prazo, como uma União Portugal-Cabo Verde, traria como canga o peso da memória colonial e do racismo. Cargas negativas que não existem na relação Portugal-Brasil e que justificam a nossa opção por este primeiro passo para a fundação da União Lusófona.

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 326 comentários

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