Daily Archives: 2008/12/25

Foi descoberto um “mundo perdido” em Moçambique

(Nova espécie de borboleta descoberta no Monte Mabu in www.bbc.co.uk)

(Nova espécie de borboleta descoberta no Monte Mabu in http://www.bbc.co.uk)

Um dos últimos lugares do planeta que tinha escapado ao escrutínio da comunidade científica terá sido o “Monte Mabu”, situado no Lusófono Moçambique. Este monte situa-se numa região montanhosa do norte do país e até recentemente era completamente desconhecida da comunidade científica. A “floresta perdida” foi descoberta por um grupo de cientistas britânicos através do uso de uma ferramenta tão prosaica como o Google Earth. Depois de a terem localizado desta forma, organizaram uma expedição a Moçambique, descobrindo uma região de incrível biodiversidade e encontrado várias novas espécies, como uma espécie de cobra, várias novas espécies de borboletas e raros exemplares de espécies de várias pássaros.

A expedição foi liderada por Jonathan Timberlake, cuja equipa descobriu a floresta de 80 km2 do Monte Mabu em 2005, o que pode parecer pouco mas que é a maior área de floresta de altitudes médias do sul de África.

A expedição contou com investigadores do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça, tendo incluído mais de setenta carregadores – no bom velho estilo das expedições do princípio do século XX – e partiu de uma antiga plantação de chá portuguesa percorrendo vários quilómetros até chegar à floresta do Monte Mabu. A região foi palco de combates entre as forças rebeldes da Renamo e do governo da Frelimo, mas felizmente sem que estes se tenham estendido à floresta virgem. Isto contudo não impediu os habitantes locais se tivessem refugiado dos combates na floresta por varias vezes, felizmente se danificar de forma sensível o habitat.

Existe atualmente o risco de que o presente crescimento da economia moçambicana e sobretudo do seu sector agrícola possa ameaçar este lugar único em Moçambique e no mundo. Queimadas, abate de árvores para exploração de madeira e até conversão da zona em campos agrícolas estão a pressionar a floresta.

Esperemos que esta floresta virgem de Moçambique permaneça protegida e lamentamos que esta descoberta tenha envolvido universidades britânicas e suíças, além de cientistas moçambicanos e dos países limítrofes mas que universidades portuguesas estejam completamente desta que já pode ser considerada como uma das mais espantosas descobertas do ano… Uma ausência onde o quase total desaparecimento das verbas para a Investigação cientifica dos orçamentos das universidades portuguesas jogou o seu papel. É que em Portugal as universidades privadas praticamente não fazem investigação e concentram os seus cursos nas áreas humanísticas e as universidades públicas estão crónicamente subfinanciadas e vivem com dificuldades para pagar ordenados, água e luz, quanto mais para patrocinar expedições cientificas a Moçambique… Enfim, talvez fosse mais rentável financiar a investigação do que comprar “quadros electrónicos” ou centenas de Magalhães para alunos do Primário. Talvez… Mas certamente que daria menos azo a campanhas de marketing ou cenas com figurantes.

As coordenadas do Monte Mabu são 16 17 56’S 35 23 44’L.

Fontes:

http://www.guardian.co.uk/environment/2008/dec/21/mount-mabu-mozambique-jonathan-timberlake
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/735_mabu/

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354048

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O destino de Portugal e a visão profética de Joaquim de Flora

(Joaquim de Flora)
(Joaquim de Flora)

Joaquim de Flora (1135-1202) dividiu em três partes a História do Homem, decalcando-as das três pessoas divinas: Idade do Pai, Idade do Filho e Idade do Espírito Santo. Foi precisamente a convicção do abade cisterciense de que a última Idade ainda não tinha chegado que o tornou herético aos olhos da Igreja. Esta acreditava que após a vinda do tempo da “Lei”, que se interpretava como sendo a Idade do Pai, a Idade do Filho, a época da presença de Cristo entre os Homens e a Era atual, o “tempo da Graça” regido pela Santa Igreja. Flora previa que o ano de 1260 fosse o ano do fim da Idade do Filho, começando a Idade do Espírito Santo imediatamente a seguir.

A inspiração do abade provinha diretamente do Antigo Testamento, nomeadamente de Isaías e na leitura que Daniel fez do sonho do rei Nabucodonossor, sobre a visão da estátua, composta por quatro metais diferentes, em níveis diferentes e representando cada um deles um diferente império mundial. A estátua seria destruída pela “pedra”, entendida aqui com um… “Quinto Império”, origem primeira do termo, aliás. Seria este o império que “nunca seria destruído e cuja soberania jamais passará para outro povo, pois submeterá e aniquilará todos os outros, e subsistirá eternamente” (Daniel, II, 44).

A leitura literal da profecia é anacrónica, pelo que a devemos colocar em contexto, naturalmente. Ou seja, se Daniel as encarava como sendo uma antecipação na vitória de Israel sobre os Estados vizinhos, e se depois Flora a interpretou como uma consagração da vitória do Cristianismo sobre os não-crentes. Depois dele, António Vieira buscaria aqui talvez inspiração para os seus impulsos milenaristas e, certamente – porque o claramente disse e escreveu várias vezes – também Agostinho da Silva encontraria em Flora o fundamento para o movimento religioso, social e até político que surgiu em Portugal no reinado de Dom Dinis, cruzando influências joaquimitas, com o legado trazido de Aragão pela rainha Isabel com um fundo local de fraternidade e humanidade que estava ainda muito vivo no interior português e que em última instância era até mais antigo em Portugal que o próprio Cristianismo.

A segunda parte, que começa com D. Dinis, é a História do mito do Quinto Império, enquanto a História dos Descobrimentos é, em boa medida, a história da Demanda do Preste João; nos tempos recentes, a História da nossa Restauração é a História do reavivar do mito sebástico e do mito do Quinto Império, como a prova a obra do Padre António Vieira na “História do Futuro”.

Portugal confundir-se-ia assim com os propósitos que levaram Bernardo de Claraval a criar a Ordem do Templo. E assim, os destinos, caminhos e objetivos de Portugal e da Ordem do Templo confundir-se-iam. Portugal seria uma criação para a Ordem do Templo, um “reino templário”, um conceito bem compatível com a defesa insistente feita em Portugal contra o mandato papal que exigia a extinção da Ordem. O projeto templário confundia-se com o projeto português e o grande motor da portugalidade que foi o processo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa. O mito do “Quinto Império” que hoje ainda sobrevive com tanta energia na cultura lusófona é uma persistência desse perdido projeto templário, que se tentou concretizar em Portugal e na sua Expansão e que ainda verá a luz do dia, é nossa convicção e crença firmes.

Fonte:

Lima de Freitas; “Porto do Graal”; Ésquilo

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Lima de Freitas: os dois mitemas fundamentais à Cultura portuguesa e lusófona em geral

O mestre Lima de Freitas identifica no “Porto do Graal” os dois mitemas essenciais que impulsionaram o processo dos Descobrimentos portugueses no século XIV e XVI:

1. Demanda do Preste João, que incorpora a Demanda do Graal, da procura pelo Paraíso terreal, enfim, da procura do “centro do mundo” evoliano que reponha o Homem em comunicação com o Divino.

2. O mitema da unificação do mundo, sob a forma do estabelecimento físico e mental do “reino do Espirito Santo” ou “Quinto Império”, enfim, todos os temas oriundos do mesmo fundo milenarista de raiz judaica de onde brotou a vinda do Paracleto, o retorno de Dom Sebastião, assim como a “Ilha dos Amores” de Camões e a espera pela “nova Terra e novos céus” dos profetas do Antigo Testamento.

Compreender esta dualidade, é compreender o essencial da missão portuguesa no mundo. É esta dualidade que esta na base de toda a criação literária, mental, erudita e popular verdadeiramente “portuguesa” e isenta de estrangeirismos. É a busca pelo Graal que forma a base da fundação da Nacionalidade, exposta pela importância que esse mitema tinha no sistema mental templário. Após esta fundação, o movimento para o retorno a um mundo perdido, mais justo e humano é retomado em força, a partir de Dom Dinis, com a generalização do culto do Espírito Santo. O Graal era o motor da busca, o Reino o local.

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Quids S15: Que carro era este?

sss11

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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