Daily Archives: 2008/12/21

Sobre a remodelação do site do MIL: Movimento Internacional Lusófono

O sítio do MIL: Movimento Internacional Lusófono foi remodelado. A versão anterior consistia numa única página estática contendo o cartaz e algumas ligações externas para os textos das petições patrocinadas pelo MIL, para a Declaração de Princípios e Objetivos e pouco mais. A nova presença do MIL na Internet vai permitir um outro grau de dinamismo e de riqueza de conteúdos. Utiliza aquela que é considerada quase unanimemente como a melhor plataforma gratuita de blogging atual, a wordpress.com. Utilizando o nosso registo de DNS (Domain Name Service), acedendo a www.movimentolusofono.org, somos automaticamente reencaminhados para movimentolusofono.wordpress.com de forma absolutamente transparente.

O novo sítio está dividido por cinco páginas:
“Principal”: contendo os comunicados, os textos das petições
“Declaração de Princípios e Objetivos”: contendo a dita declaração
“Outros Textos”: que será gradualmente povoada de textos fundamentais sobre a Lusofonia e outros textos que possam ser publicados no Blogue na Nova Águia ou na edição impressa da Nova Águia. Atualmente consta aqui apenas um texto “Do Futuro da Lusofonia” ao qual brevemente se juntarão outros textos de outros autores ligados ao MIL.
“Petições”: apresentando aqui várias ligações externas para as três petições propostas:
Por fim, a última página designada de “Sobre” descreve de um modo sumário a natureza e objetivos do MIL assim como o endereço de correio eletrónico utilizado para receber novas adesões ao Movimento Internacional Lusófono (adesao@movimentolusofono.org).
A remodelação do sítio do MIL pretende aumentar o dinamismo de conteúdos aqui presente com o objetivo de tornar esta presença na Internet representativa das atividades e objetivos do Movimento e reunindo num só local todo o material jamais publicado pelo MIL.
Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

8. Parágrafos agostinianos de pensamento político em "Ir à Índia sem abandonar Portugal"

Página 114

“sofria Portugal da sua ingénita pobreza, de sua ignorância, da inadequação das suas técnicas, de durante tempo se haver ausentado de seu lar, da influência de muito pensamento que lhe era estrangeiro, pouca importância dando ao que lhe era mais próximo”

O grande travão ao desenvolvimento social, económico e humano de Portugal sempre foi a escassa importância dada aos verdadeiros valores da Portugalidade. Incapazes de os reconhecer, vagas sucessivas de políticos, desde Dom João III, ofuscados por ondas e correntes de “boa governação” que lhes traziam os “Estrangeirados” de todas as épocas, esqueceram que a fonte maior do dinamismo do Portugal da Reconquista e das Descobertas (não confundir com “Expansão”) foi a liberdade dos municípios. Foram os municípios portugueses medievais a verdadeira causa do sucesso do duro e difícil processo da Reconquista e da fundação do Estado em tão árduas circunstâncias, como ter que vencer o muçulmanos e saber simultaneamente sacudir o jugo leonês, primeiro, e castelhano, logo depois.

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O “Carcará”, o UAV brasileiro e sobre a “6ª Geração” de aviões de combate

(O “Carcará”, o UAV brasileiro)

A minha posição é de que não haverá aviões de combate de 6ª geração tripulados por homens. Não, pelo menos, por pilotos que estejam dentro do cockpit. É minha convicção (porque é disto que se trata, de convicções) de que depois do expoente máximo da aviação tripulada de combate, que é atualmente o F-22 Raptor não haverá nenhum avião, do mesmo tipo, que lhe seja francamente superior. O sucessor assim, será um UCAV (“unmanned combat air vehicle“), uma espécie avião não tripulado e uma versão mais evoluída dos atuais UAV (“unmanned air vehicle“) que têm operado regularmente na maioria dos conflitos recentes.

No Brasil, a “Santos Lab” está na vanguarda do desenvolvimento de UAV com a produção e venda dos seus primeiros aparelhos à Marinha Brasileira em 2007. O UAV brasileiro tem o interessante nome de “Carcará“, um falconídeo brasileiro. O UAV tem 1,6 metros de envergadura e os primeiros 18 aparelhos foram vendidos a um preço de 108 mil euros (300 mil Reais) por cada kit de três unidades cada. O nome “Santos Lab” é uma merecida homenagem ao pioneiro brasileiro da aeronáutica Santos Dumont e possuí uma fábrica nos arredores da cidade do Rio de Janeiro.

O “Carcará” tem um custo unitário muito baixo, o que se deve aos materiais utilizados na sua construção: polipropileno expandido e resina termoplástica, materiais muito usados na indústria automóvel e que além de baratos, também tornam o avião leve, praticamente inquebrável e logo, resistente a disparos e a aterragens mais violentas, para além de muito furtivo ao radar. Como outros, o aparelho depende do equipamento de pilotagem automática importado dos EUA e de Israel, o que sucede contudo  sem afetar o preço final, já que, por exemplo,  os Bird Eye 500 da IAI (“Israel Aircraft Industries“) –  idênticos ao Carcar+a – custam perto de 386 mil euros cada unidade, ou seja, mais do triplo do preço do “Carcará”… O aparelho brasileiro consegue voar até altitudes tão altas como os 3500 metros, mas foi concebido para voar normalmente a 200 metros. O seu motor elétrico, garante uma operação silenciosa e discreta. O UAV tem uma velocidade operacional de 40 Km/h e consegue operar durante 60 a 95 minutos e tem  uma câmara móvel com zoom ou um sensor de infra-vermelhos.
Para além da Marinha Brasileira, o UAV já foi também testado pelo famoso Bope (“Batalhão de Operações Especiais”) da Polícia Militar do Rio de Janeiro para acompanhar e identificar operações de tráfico de droga nas favelas do Rio. Contudo, o primeiro pelotão de UAVs equipado com aparelhos da Santos Lab entrou em atividade no “Batalhão de Controlo Aerotático e Defesa Antiaérea” no Corpo de Fuzileiros Navais.
A existência de uma experiência brasileira em UAVs e a concretização da mesma num veículo concreto e já em uso pela FAB é importante no contexto do programa F-X2. Se a opção do momento fôr feita entre um aparelho de 4,5 geração e se (segundo algumas fontes) a proposta francesa fôr a de agregar à oferta dos Rafales F3 o estabelecimento de uma parceria com a construtora francesa Dassault para o desenvolvimento partilhado do nEUROn, entãoo Brasil poderá estar entre os principais atores dos aviões de combate de 6ª geração e, neste caso, dificilmente se poderia excluir desta equação a SantosLab… Com esta importante parceria, o Brasil poderia saltar diretamente dos aviões a turbohélice Super Tucano de 3ª geração para a 6ª geração… É claro que com o esmorecer da credibilidade da participação do Brasil, ao lado da Rússia e da Índia no desenvolvimento do avião de 5ª geração russo, o PAK-FA (ou T-50) surjem algumas dúvidas. Será que agora, que o SU-35 saiu do F-X2 , a França vai deixar cair este convite para a participação no nEUROn?
Como bem sublinhou, Gaitero, um nosso visitante habitual, as empresas que participam no consórcio nEUROn, liderados pela francesa Dassault, como a  a sueca Saab, a grega EAB, a RUAG Aeroespacial suíça e ainda a espanhola EADS CASA e a italiana Alenia, tolerariam um parceiro sul-americano? Dada a dispersão geográfica e até estratégica, já que além de países da OTAN também aqui encontramos uma empresa da sempre neutral Suíça, não seria nada de anormal encontrar aqui também a Embraer, uma das maiores construtoras aeronáuticas do mundo e com longa experiência na construção de aviões militares.
As empresas do consórcio nEUROn assinaram um contrato que as impede de desenvolveram novos caças de 4,5 geração diferentes dos atuais, de forma a concentrarem-se no amadurecimento destes (Gripen, Typhoon e Rafale) e a não desviar energias e recursos do nEUROn e depois poderem avaliar se esta tecnologia está já suficientemente amadurecida para substituir os aviões de combate tripulados. Ou seja… Nada indica que a Europa esteja interessada em desenvolver um avião de 5ª geração. A questão está em saber se o Brasil também não está (o Governo brasileiro parece estar…) e se estão dispostos a deixar entrar empresas brasileiras neste restrito clube.

Fontes:
http://www.uav.com.br/
http://www.iai.co.il/Default.aspx?docID=31794&FolderID=23048&lang=en&PageNum=4
http://www.dassault-aviation.com/en/defense/dassault-aviation-a-magazine-focusing-on-defense/neuron-programm-takes-off.html?L=1

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 2 comentários

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