Daily Archives: 2008/12/18

Foi descoberto na Patagónia um fungo que produz… micodiesel

Uma equipa de uma universidade dos EUA encontrou um fungo na floresta patagónica que produz um novo tipo de combustível diesel. O produto do fungo foi designado pelo investigador Gary Strobel, “micodiesel”… Um nome que – sei lá – porque faz lembrar, micose… A descoberta resultou de uma visita da equipa de Strobel realizada à Patagónia em 2002 onde foram recolhidos vários especímenes. Entre estes estava o dito fungo, recolhido de uma arvore conhecida localmente como “ulmo”. O fungo recebeu a designação de “Gliocladium roseum”.

A descoberta não significa contudo que a breve prazo vamos poder atestar os nossos casos com micodiesel… A prazo poderá ser uma alternativa aos biocombustíveis convencionais. O trabalho decorre agora em laboratório, procurando identificar as enzimas envolvidas no processo de fabricação do micodiesel, que o produz a partir da celulose das árvores onde vive o fungo. O genoma do fungo está também a ser identificado, de forma a procurar formas de o cruzar com outros organismos que possam pela via da manipulação genética criar um OGM capaz de produzir micodiesel de forma mais eficiente.

O facto de o fungo produzir micodiesel a partir de celulose é vital. A celulose é a molécula orgânica mais comum sobre a Terra e a construção de bioreactores contendo este fungo ou um seu OGM capaz de a partir de papel usado ou restos de produção florestal e assim gerar micodiesel. Este organismo é – juntamente com algas capazes de produzir hidrogénio – será a promessa mais importante para que um dia, brevemente, nos possamos livrar desta perigosa dependência dos combustíveis fósseis.

Fonte:
www.Reuters.com

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5. Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”

O Sistema de Educação e o Trabalho em “Sanderson of Oundle”

Página 75

“E quererá também que toda a oficina passe a ser uma escola (…) que se não esmaguem as faculdades superiores do operário sob o peso e a monotomia de tarefas sem interesse e sem vida; que se faça a clara distinção entre o homem e a máquina; que, finalmente, se ajude o trabalhador a encontrar na sua ocupação, em todas as ideias que a cercam e a condicionam ou que ela própria provoca, o Bem Supremo da sua vida e da vida dos outros.”

A vertente prática do ensino da escola, a necessidade imperativa de transferir para a “oficina” (entendida aqui como o local onde se realiza o trabalho físico e material) a essência de um processo de aprendizagem, é um dos cernes fundamentais da visão agostiniana do sistema de educação. Em lugar de longos e densos programas curriculares, observamos aqui uma vontade de simplificar e de transferir da academia e das salas de aula para os locais de trabalho, para estágios práticos, para opções de estudo que dependem em primeiro lugar do particular interesse ou vocação dos alunos e bem menos de teóricas e abstractas visões pedagógicas.

Mas não são somente os alunos que devem partir para as “oficinas”… São também os trabalhadores das “oficinas” que devem partir para as escolas. Melhor ainda, são as escolas que devem entrar nas oficinas. Se os planos curriculares formais devem ser reduzidos à sua expressão para básica e fundamental, contemplando apenas o ensino da matemática, das artes e da língua portuguesa, num quadro que o Professor arquitectou num outro seu texto, então, todas as demais vertentes teóricas e práticas do conhecimento humano serão propagadas nos locais de trabalho, nas empresas, nas organizações públicas, nas associações sem fins lucrativos, nos diversos órgãos de soberania e do Estado. Estes estágios práticos farão com que existam cruzamentos de experiências nestas “oficinas”, mutuamente frutuosos onde todos aprenderão com a multiplicação de experiência e saberes.

A segunda parte desta citação de Agostinho alude a outro dos pontos centrais da sua visão da sociedade futura: a supressão do trabalho repetitivo, mecânico e intrínsecamente desumano no Homem. Se a natureza soube encontrar para o Homem um cérebro, capaz de perguntar pela natureza das coisas e descobrir os processos que regem as suas relações, então o Homem tem o dever de o utilizar. É este cérebro, esta fonte de infinitas potencias criativas que não pode ser empregue de forma a reduzir a condição humana à de escravo, de simples, passivo e obediente executante de ações físicas repetitivas, que não requerem e que até coexistem mal com o pensamento, o raciocínio e a criatividade. Qualquer forma de Trabalho que implique a monotomia da sua ação, a repetição infinita de tarefas, divididas em minúsculas parcelas até um ponto de fragmentação tal que o operário perca a visão de conjunto daquilo que está de facto a produzir deve ser suprimida. Estas tarefas serão sempre mais eficazmente executadas pelas máquinas e hoje, a tecnologia cibernética e informática já consegue efetivamente fabricar engenhos capazes de satisfazer este tipo de necessidades das fábricas e dos escritórios. Libertos destas tarefas, os Homens poderão dedicar-se a tarefas mais úteis, produtivas e criativas. Não alude aqui Agostinho a uma criatividade especulativa pura já que acreditava “nunca ter havido filosofia portuguesa, com excepção de Espinosa”, sem contudo a excluir explicitamente. Nesta passagem do texto agostiniano há – acreditamos nós – uma referência a um tipo de criatividade e engenho de pensamento prático “todas as ideias que o cercam” e que se é exercido no âmbito concreto e prático que rodeia o ambiente laboral onde o Homem se movimenta. Se o trabalho for consistente com a vocação e o interesse pessoal do trabalhador. Se este se sentir identificado e realizado no seu local de trabalho e se neste existirem condições para que exista um clima propício para a criatividade esta acabará por natural florescer e de fazer desenvolver os seus frutos, aumentando a eficácia e encontrando novos processos mais produtivos que aumentem a saúde económica das suas organizações, produzindo simultaneamente trabalhadores motivados e seres humanos realizados.

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Da grave situação de Timor e alternativas para sair da mesma

“em nove anos de liberdade, Timor-Leste não conseguiu assegurar água, luz e esgotos para a sua pequena capital. Baucau, a segunda cidade é apenas uma versão ajardinada da favela que é Dili, graças à gestão autárquica (oficiosa) do bispado.”
(…)
“o bem público e as necessidades do povo são ignorados há nove anos com um desprezo obsceno. O melhor exemplo é a companhia de eletricidade: durante cinco anos, a central de Dili não teve manutenção de nenhum dos 14 geradores – todos oferecidos – ate que a última grande maquina resfolegou.”
“O hospital Nacional Guido Valadares, onde se inaugura esta semana instalações rutilantes, não teve até hoje um ecógrafo decente nem ventiladores nos Cuidados Intensivos”

(…)
“A taxa de mortalidade infantil é apenas superada a nível mundial pelo Afeganistão. A mortalidade pós-parto é assustadora. Entretanto, cada mulher timorense em idade fértil tem em média 7.6 filhos.”
(…)
“cerca de metade dos timorenses vive com menos de 60 cêntimos de euro por dia e, desses, metade são crianças”
(…)
“a filiação de cada timorense continua a ser à respectiva “uma lulik” (casa sagrada) e às linhagens que definem outros territórios e outras leis que não passam por ministros, juízes nem policias, mas por monarcas, oligarcas e chefes de guerra.”

(…)
“Versão moderna dos Estados dentro do Estado: a ultima contagem, confidencial, da conta de 350 acessores internacionais junto do IV Governo Constitucional”
(…)
“A Timor Telecom vai fechar o ano com 120 mil clientes na rede móvel, 12 por cento da população, uma taxa ao nível de países com o triplo de rendimento per capita do timorense.
A maioria dos timorenses não paga o que consome: água, eletricidade, casa, terra, crédito, arroz. Este modelo de pilhagem e esbanjamento é insustentável  na economia”

(…)
“a reintrodução do português só poderá ter êxito com a cumulação de duas coisas: firmeza política, em Dili, sobre as suas línguas oficiais; massificação de meios ao serviço de ambas.
O Instituto Nacional de Linguística tem 500 dólares de orçamento mensal.”
(…)
“No “Babel lorosa”, como lhe chamou Luiz Filipe Thomaz não se fala bem nenhuma das línguas da praça (tetum, português, inglês, indonésio).”

Fonte:
Pedro Rosa Mendes
Público, 25 novembro de 2008

Se esta descrição for minimamente compatível com a realidade (o que dado o profundo conhecimento do local que este correspondente da Lusa tem, é pouco provável)… se o mais recente pais lusófono não é um “Estado falhado”, então não sei o que seja… Apesar de relativas riquezas em terrenos férteis (envolvidos numa duvidosa venda a uma empresa indonésia) e de campos petrolíferos em aguas profundas, Timor ainda não soube criar uma estrutura económica minimamente capaz de assegurar a sobrevivência do seu povo.

A grande parte da responsabilidade por este atroz estado de coisas só pode ser assacado à sua classe política. Incapaz de reger com regras mínimas de boa governança, e destituída da devida autoridade para aplacar as violentas tensões tribais latentes em Timor-Leste, o país caminha a passo acelerado para o colapso… Os recentes ataques a Ramos Horta, o “golpe de Estado presidencial” de Xanana Gusmão obedientemente cumprindo mandamentos do poder colonial australiano, revelam um Estado em desagregação que se prepara para se tornar num protectorado australiano, como já o é a Papua oriental…

Quais são as saídas para Timor? É manifesto que as coisas não podem ir seguindo pelo mesmo passo, ou dentro de muito pouco tempo veremos a Indonésia regressando ao território para aplacar o caos interno, ou, pior ainda, a Austrália enviando tropas de “estabilização – ocupação”. Se a situação chegar a este ponto, será tarde para reverter a marcha… Urge então agir. E esta ação deve ser tomada pela Lusofonia não deixando que estas duas potências regionais: a Indonésia e a Austrália usurpem da independência timorense. Somente forças militares e policiais lusófonas – como aquelas a cuja criação apelamos AQUI – podem pacificar e estabilizar o pais. A administração timorense deve ser suspensa e instalados tribunais civis internacionais capazes de investigar, julgar e condenar os criminosos que tem abusado do Estado e do povo timorenses. O próprio Estado de Timor deve deixar aplacar as suas tensões tribais instituindo um modelo de administração fortemente descentralizado e democrático nas mais pequenas e básicas células municipais, deixando a Administração do Estado a uma entidade multinacional que entendemos dever ser a CPLP. Deve ser definido um período de transição para esta governação internacional, durante a qual as grandes prioridades devem ser colocadas nas infra-estruturas e na Educação de uma população massivamente iletrada e inculta. Findo este período de transição, o povo timorense deve ser colocado a referendo, com todas as devidas opções em aberto, desde o regresso a um governo independente, ao prolongamento da administração internacional por mais alguns anos, ate à própria reintegração com a Indonésia ou Portugal. Tudo deve estar na mesa, e todo o lixo político que atualmente o explora varrido para debaixo do tapete da História.

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Quids S15: Que projeto é este?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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Na Austrália vão construir uma rede de abastecimento para carros elétricos

(Vídeo promocional da Better Place)

Uma empresa norte-americana, a “Better Place“, vai construir uma rede de abastecimento eléctrica na Austrália custando 667 milhões de dólares. A rede servira a carros eléctricos e permitira ao país dos cangurus reduzir drasticamente as emissões de CO2 e reduzir a dependência do petróleo. A “Better Place”, vai instalar pontos de abastecimento (“plug-in”) em parceria com a empresa eléctrica australiana AGL.

A rede começará a ser construída em Melbourne, Sydney e Brisbane e será alimentada unicamente por energia renovável, já que de facto, a rede poderia ser alimentada pela queima de carvão ou diesel e assim, ser tão poluente e emissora como os combustíveis convencionais. Em 2012 já devera haver 250 mil estacões de abastecimento na Austrália e será complementada por 150 estacões de troca de baterias nas principais vias e auto-estradas do país.

Isto quer dizer que em 2012, terá que haver carros eléctricos comercializados em massa. Atualmente, a Renault-Nissan e a GM esperam colocar carros eléctricos a breve prazo no mercado.

Para quando um anuncio semelhante em Portugal? A EDP teria certamente todo o interesse em alinhar numa tal parceria, já que isso significaria um aumento de consumo. O governo ainda recentemente assinou um protocolo com a Renault-Nissan para o apoio da comercialização (estranhamente, não do fabrico) de carros eléctricos em Portugal e com o agravar das emissões de CO2 do país, torna-se evidente que faz falta uma tal rede “plug-in” em Portugal, especialmente agora que EU decidiu reforçar os objectivos de Quioto e reduzir ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa! Enfim, talvez agora que as grandes fortunas portuguesas já não fazem tanto dinheiro com a especulação bolsista sobre algum capital para investir na economia real e em projetos como este australiano.

Fonte:
AFP

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