Da emigração portuguesa para Angola

//horta.0catch.com)

(Porto do Lobito in http://horta.0catch.com)

Quando, há alguns anos passava frente à embaixada angolana, na avenida da República,em Lisboa via longas filas de angolanos negros esperando pela abertura dos serviços da embaixada. Quando, na semana passada repeti o mesmo trajeto, tornei a ver a mesma fila… mas com cor diferente. De facto, esperando admissão no edifício da embaixada estavam quase somente indivíduos de raça branca, portugueses de naturalidade, presume-se. Pessoas  que esperavam um qualquer tipo de autorização administrativa para entrarem nesse país lusófono.

A continuada crise económica portuguesa e as perspetivas do seu agravamento para 2009 irão fazer aumentar esta fila, certamente… De 2006 para 2007, o número de emigrantes portugueses duplicou, com a saída de mais de 26 mil cidadãos do nosso território, numa notável subida de 111% num único ano! A maioria decidiu emigrar para países europeus, sobretudo para Espanha, Suíça e Benelux. Mas não muito à frente de outros destinos, como França, Reino Unido e… Angola! Com efeito, em Angola deverá haver neste momento perto de 60 mil portugueses, um número que aumenta todos os dias e que hoje poderá já ultrapassar os 80 mil portugueses, o que ultrapassa em mais de 50 mil, a quantidade de portugueses que estão no Reino Unido, por exemplo, o que dá uma boa medida da importância deste movimento migratório. Como em 2004 havia apenas 20 mil portugueses em Angola estamos perante uma quadruplicação do número de emigrantes em e isto em apenas quatro anos!

Uma grande parte dos portugueses que emigram para Angola, fazem-no para as regiões de Luanda, Benguela e Lobito. Na primeira, situam-se as sedes das empresas multinacionais onde trabalham muitos quadros, técnicos e formadores portugueses, nas segundas, concentra-se a emigração mais “operária” e “técnica”, devido aos intensos trabalhos de reconversão e modernização que aqui decorrem nestes portos e nas redes ferroviárias.

Atualmente, emigram por ano mais de cem mil portugueses, que se vão somar aos 5,1 milhões de portugueses residindo hoje em dia no exterior do país. Portugal torna a tornar-se assim num país de emigrantes… e com a debandada de imigrantes do Leste europeu – sobretudo ucranianos – dos últimos anos, torna-se menos no país de imigrantes que estava a começar a ser.

Fontes:

http://www.mundoportugues.org/content/1/3294/emigraram-portugal-vinte-sete-mil-pessoas

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Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 11 comentários

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11 thoughts on “Da emigração portuguesa para Angola

  1. Fenix

    O maior sinal que algo vai mal em portugal é quando as pessoas tem que deixar o sei pais onde nasceram para ir para outro para viverem melhor.Somos um pais imegrantes porque temos politicos e partidos incopetentes.É uma vergonha.

  2. e de facto, até os políticos emigram… veja-se Barroso, Guterres e o José Seguro que dizia nos jornais que ía para Bruxelas “descansar”…
    Só que eles podem, e nós?… Ou ficamos aguentando o barco ou varremos essa camarilha toda para debaixo do tapete.
    um dia.

  3. É mt triste quando os nossos saem p/ buscar o vil metal em outras partes, a contra-mão da história…Ocorre isso no Brasil, ainda.Mt triste mesmo.

  4. luisa luciana henriques correia de oliveira

    I WONT GO TO ANGOLA, BECAUSE IAM A NURSE AND I LIKE TO WORK,IN HERE AND USE MY CONECTIONS, IN THIS COUNTRY.
    I THINK THAT ALL CARES ARE SMALL CARES TO A COUNTRY WHO BEGANS THERE DEVELOPMENT, AND I LIKE TO GIVE MY CONTRIBUTION TO THIS DEVELOPMENT, IF YOU WONT ME. THANK YOU TO LEARN MY WORDS, AND IF YOU HAVE A PLCE FOR ME , PLEASE CALL-ME.

  5. pedro duarte

    saem de portugal para angola,na minha opinião é o mesmo que passar andár de cavalo para burro,portugal não é assim tão mau,pois vejamos:
    Hoje temos milhares de portugueses,e até mesmo imigrantes que por cá vivem,a receber subsideos para não trabalhar,temos em portugal milhares de cidadãos portugueses,e até mesmos estrangeiros,que vivem em casas sociais,com rendas de 1 euros,15 euros(pensa-se que serão cerca de um milhão e meio de pessoas),muitos destes apesar de serem “pobres” e de estarem permanentemente sempre de mão estendida á espera dos subsideos e das casas dádas pelo estados têm carros de alta cilindráda á porta,passam férias no algarve,têm tv cabo,internet,vão ao bairro de chelas em lisboa e facilmente perceberão do que vos estou a falar,encontramos muitas familias de raça branca,cigana, negra com dezenas de filhos,não trabalham,recebem abonos,não pagam sistema de saude,e muitos,como já referi anteriormente,têm casas dádas pelo estado !!!!
    temos milhares de tipos que nada produziram na sua vida activa e que hoje possuem reformas superiores a dois mil e até mesmo quatro mil euros,façam uma pesquisa aos ex-funcionários do ministério da defesa,ministerio da adeministração interna,entre outros e facilmente verificarão essa situação.Temos um banco (BPN) onde na qual seus dirigentes roubaram discaradamente e nada lhes aconteçeu,uns foram despedidos mas apesar de tudo estão hoje a usufruir do subsideo de desemprego,e no fim de tudo o estado salvou o banco com um buraco financeiro que já vai em dois biliões de euros,temos politicos e administradores publicos que acomulam duas,três ou até mesmo quatro reformas etc etc etc…resumindo.
    e ainda dizemos todos que somos um pais pobre e que as coisas estão más !!!!!!!
    nada disso,as coisas nunca estiveram tão boas,agora é que está bom,optimo para “mamár”,optimo para roubar(pois já não se vai preso),é uma maravilha !!!!!
    Eu daqui agora é que eu não saio !!!!!!
    lol

  6. sousa

    Emigrar para Angola ?!
    Para quê ???
    Para ser descriminado apenas e só por causa do facto se ser branco e português ??
    Para ser roubado e explorado ????
    Sou português, filho de portugueses mas nascido em Luanda, e vivo em Portugal desde os 3 meses de idade. Prefiro ficar aqui. Apesar de tudo, temos hospitais, centros de saúde, escolas… É uma questão de preservarmos o que temos. Existe muito coisa para fazer. Estou cansado de ler sites angolanos com opiniões racistas contra os portugueses.

  7. a descriminação racista é de facto um problema em Angola e em Moçambique, onde ainda recentemente foi capa de jornais… não é felizmente um sentimento generalizado, mas de facto não é difícil encontrá-lo entre certas “elites” intelectuais locais…

  8. Luís Fernando

    Pedro, sua colocação me fez lembrar das criticas feitas a determinada parcela dos que recebem o bolsa família do Lula aqui no Brasil e do fornecimento de sustento a muitos que não são sem-terras no MST.
    É uma infelicidade que alguns se aproveitem de ajudas governamentais imprescindíveis para fins escusos.
    Mais fiquei surpreso com o “êxodo trabalhista” em Portugal.
    Me ocorreu uma dúvida decorrente de tal assunto: Clávis como anda o crescimento vegetativo da população portuguesa? Ela está crescendo, equilibrou ou está negativo?

  9. o exôdo persiste, ainda que muito estejam agora a regressar de Espanha, onde a crise está a bater mais forte que em Portugal.
    Quanto à nossa demografia, esta parece ter quebrado essa caminhada descendente. Veremos se persiste assim nos próximos anos
    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=30752040&PUBLICACOESmodo=2

  10. Luís Fernando

    Ok, valeu Clávis, vou consultar.

  11. de qualquer modo, estamos melhor que a UE:
    “Bruxelas, 02 Jun (Lusa) – A população portuguesa aumentou 5,2 por cento entre 1997 e 2007, de 10 para 10,6 milhões de habitantes, um crescimento superior à média da União Europeia, que foi de 3,4 por cento, revela um relatório divulgado hoje em Bruxelas.

    O relatório “A Europa em Números”, elaborado pelo Eurostat, gabinete oficial de estatísticas da UE, indica que a população de Portugal aumentou de 10,073 milhões em 1997 para 10,599 milhões em 2007, o que representa um crescimento superior em quase dois pontos percentuais àquele verificado em média na União Europeia, cuja população aumentou de 478,6 milhões para 495,1 milhões nos últimos 10 anos.”
    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8f4c75a714816c1e4fa69e.html

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