Daily Archives: 2008/12/14

O míssil anti-radar brasileiro MAR-1


(míssil brasileiro MAR-1 in http://marcfighters.combatace.com)

(MAR-1 montado num F-5 da FAB)

O míssil brasileiro MAR-1 é um míssil ar-superfície, do tipo anti-radiação e com capacidade de controlo por radar. O míssil foi concebido para atacar radares de sistemas de defesa anti-aérea, terrestres e marítimos.

O desenvolvimento do míssil começou em 1998, com o objetivo de fabricar um míssil anti-radiação para armar os aviões AMX da FAB. As primeiras fases do trabalho foram cumpridas no CTA (“Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial”), aderindo ao programa, pouco depois, a empresa Mectron Engenharia. O maior obstáculo a vencer no decurso do seu desenvolvimento foi a inexistência do crítico sistema de navegação que conduz o MAR-1 até que este localiza e aponta caminho para o alvo. Como esta tecnologia é extremamente sensível e os países que a dominam são ciosos da mesma e limitam as suas exportações, houve que desenvolver a tecnologia no Brasil a partir do nada, algo que conseguido em 1999. Surgiram ainda outros problemas com componentes da cabeça de busca que tiveram que deviam ser importados dos EUA, mas que tiveram também que ser desenvolvidos localmente por embargo do governo dos EUA… Um obstáculo que devia ter tido agora em conta na seleção do Super Hornet para finalista do programa F-X2…

Testes realizados deram como provada a capacidade do engenho para detetar radares de baixa potencia a distâncias de até 500 km. Ignora-se exatamente qual será o alcance do míssil… Relatos iniciais apontavam para 25 km, mas a Mectron já desmentiu: “Isto está totalmente fora da realidade, são dados de um estudo aerodinâmico que não foram atualizados. O alcance atual, demonstrado em testes, é muito, mas muito maior que isso, e vamos melhorá-lo ainda mais. Para que se possa ter uma idéia, há pouco tempo efetuamos um teste com um novo motor que era tão potente que derreteu o bocal de exaustão e a porção traseira do míssil, fazendo com que tivéssemos que reprojetar tudo. Agora, um número real e definido eu não posso fornecer. É sigiloso”, correndo agora o rumor de que este se poderá aproximar mais do 40 km.

Recentemente, cem mísseis MAR-1 foram vendidos ao Paquistão (ver AQUI).

Ficha Técnica
Alcance: Mais de 35km a 30 000 pés de altitude.
Velocidade de lançamento: Mach 0,5 a Mach 1,2
Comprimento total: 4.030 mm
Diâmetro: 230 mm
Massa total: 274 Kg
Cabeça de Guerra: 90 Kg
Guiagem: Passiva
Espoleta: Ativa a laser

Fontes:
http://www.mectron.com.br/index_produtos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/MAR-1
http://www.defence.pk/forums/military-aviation/17035-brazil-provide-100-missiles-pakistan-4.html

http://www.defenseindustrydaily.com/Brazil-to-Sell-MAR-1-SEAD-Missiles-to-Pakistan-05182/

http://piratininga.wordpress.com/2008/12/02/sobre-a-venda-de-mar1-da-mectron-para-o-paquistao/

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Uma estaca no meio do vento…

Uma estaca no meio do vento
No seio do vácuo
Contra o caos

Tu, só, face ao caos, ao vácuo, ao vento
No teu voo, infinito, no teu voo
Fixas um novo eixo

E de novo unes Céu e Chão
Raiz e Horizonte
Em rubro azul

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Mais provas da ligação do governo do Kosovo às mafias albanesas…

Como talvez se recordem aqueles que mais acompanham aquilo que se vai escrevendo pelo Quintus, sempre fomos particularmente críticos da independência do Kosovo. Por isso, seguimos com natural interesse a noticia que deu conta da detenção de três agentes do serviço alemão de informação em Pristina. Embora o governo kosovar não tenha pedido desculpas oficialmente à Alemanha, considerou o incidente “muito infeliz”.

Os três agentes do BND foram acusados em novembro de terem provocado um atentado a um escritório da ONU em Pristina. A acusação absurda foi uma consequência do facto dos três agentes secretos estarem na época investigando as ligações de alguns elementos do governo kosovar ao crime organizado que floresce no Kosovo e que tem ligações muito fortes com a vizinha Albânia. Este verdadeiro “golpe-de-mão” das mafias que efetivamente governam o Kosovo demonstra o grau de controlo que lograram obter sobre o novo Estado e da razão a todos aqueles – como eu – que nunca viram nesta independência algo mais do que a satisfação de um capricho de Bush (que viu o seu relógio roubado na sua visita à Albânia) e dos interesses albaneses de formar uma “Grande Albânia” à custa desta província sérvia.

Fonte:
www.dw-world.de

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Introdução: Parágrafos agostinianos de pensamento político em “Ir à Índia sem abandonar Portugal”

Nos próximos parágrafos iremos comentar alguns segmentos de texto de teor político, económico e social que podem ser encontrados numa interessante obra intitulada “Ir à Índia sem abandonar Portugal – Considerações – Outros textos” editada pela Assírio & Alvim em 1994.

A primeira parte deste pequeno livro de apenas 140 páginas recebeu o título de “Ir à Índia sem abandonar Portugal” e consiste na passagem a escrito de uma conversa de Gil de Carvalho e Manuel Hermínio Monteiro com o professor Agostinho da Silva. A segunda parte do livro, é formadas pela reunião de:
“Considerações”, uma edição de autor de 1944; “Aqui falta saber, engenho e arte, O tempo e o modo”, n.31/Out. 1965;
“De como os portugueses retomaram a Ilha dos Amores”, Lisboa, Bairro Alto, 1982;
“Portugal ou Cinco Idades”, Lisboa, Bairro Alto, 1982;
“Fantasia portuguesa para orquestra de História e de Futuro”, Cultura Portuguesa, Lisboa, 1982.

Ainda que não seja propriamente um escrito de Agostinho da Silva, nem que os textos que o incorporam sejam dos mais citados, são uma fonte importante para compreendermos a visão que o Professor tinha do futuro e do papel que nele iria desempenhar o “homem político”… Sem nunca ter militado em nenhum partido, nem proferido apoios ou desapoios a nenhum partido ou movimento cultural, Agostinho da Silva nem por isso deixava de considerar os temas políticos como os seus favoritos, discorrendo abundantemente sobre eles.. Como veremos nos próximos parágrafos agostinianos de pensamento social e político…

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Afinal os mercenários da Blackwater sempre vão a julgamento…

Finalmente, parece que afinal sempre se tentara fazer alguma justiça no caso Blackwater… Cinco  “seguranças” da empresa norte-americana serão acusados pelo Departamento de Justiça dos EUA de terem assassinado dezassete iraquianos em Bagdade, em 2007. Os cinco suspeitos entregaram-se voluntariamente às autoridades respondendo a uma acusação de assassinato de 17 civis iraquianos e mais de 30 feridos quando em setembro de 2007 ao responder a um ataque a uma coluna diplomática que escoltavam começaram a dispara indiscriminadamente sobre a população e residências na zona.

Uma investigação realizada pelo governo iraquiano concluiria pela existência de “homicídios premeditados” de civis iraquianos motivados por uma reação de pânico por parte dos mercenário da Blackwater e pela inexistência de provas de que a caravana tivesse sido vitima de qualquer ataque. O que é certo é que se trata de um caso legalmente muito complexo. Não é claro se os homens serão julgados pelas leis americanas ou iraquianas, já que embora os acontecimentos tenham ocorrido no Iraque, nesse momento, os mercenários trabalhavam para o governo dos EUA. Para complicar tudo há ainda uma promessa de “imunidade total” dada pelo Departamento de Estado (Negócios Estrangeiros) dos EUA. Este, nega tal oferta, e afirma que apenas prometeu que o quer que fosse que os mercenários tivessem dito no local do crime não seria usado contra eles… Já se sabe da ira que sente o governo iraquiano a propósito da imunidade de que gozam os militares dos EUA no Iraque, mas ao saberem que esta também se estendia às empresas americanas operando no Iraque. Isso de facto, fazia parte de um acordo datado dos primeiros dias da ocupação do Iraque, mas recentemente, foi reconhecido ao Iraque o direito de “exercer jurisdição” nestes casos, assim sendo isso implicara que estes mercenários serão julgados no Iraque? Um caso a acompanhar… Especialmente porque no mês passado o governo dos EUA renovou o contrato com a Blackwater e porque no Iraque crescem as criticas contra as forcas de ocupação, e que se sabe já que Obama deseja reduzir ao mínimo as suas forças no Iraque, reenviando-as para o Afeganistão, onde a situação é cada vez mais critica, sendo agora ate já necessário colocar forcas em torno de Kabul de forma a proteger a capital de ataques diretos dos Talibãs.

Fonte:
www.cnn.com

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