A União Europeia assume a missão de patrulhamento nas costas da Somália

//www.militaryimages.net)

(Fragata alemã Karlsruhe in http://www.militaryimages.net)

A União Europeia assumiu a missão de combate aos piratas somalis que só este ano já atacaram mais de cem cargueiros e que mantém capturados perto de trinta. Esta será a primeira missão naval da União Europeia e tem a designação “Operação Atalanta”, sendo composta numa primeira fase por seis navios de guerra e três aviões de reconhecimento, estando o primeiro, um P3 Orion espanhol estacionado em Djibuti a operar desde o mês passado.

A esquadra europeia vai tomar o lugar de uma força naval da OTAN que tinha uma missão mais restrita, apenas de escolta dos cargueiros com cargas humanitárias para a Somália. O comando da operação cabe ao Reino Unido e inclui alem da fragata alemã Karlsruhe navios da Bélgica, Espanha, França, Grécia, Reino Unido, Suécia e Holanda, esperando-se que uma fragata Meko da marinha portuguesa se venha reunir a esta força brevemente.

Na verdade, ainda que estes navios possam constituir um importante elemento disuasor, a verdade é que não podem estar em todo o lado numa tão extensa área marítima e alem da sua simples presença carecem de um bem definido quadro legal, para que cada vez que sejam detidos piratas, eles não sejam libertados logo a seguir, porque não se sabe que jurisdição se lhes há de aplicar, como sucedeu varias vezes nos últimos meses. Por exemplo, dois oito países envolvidos, a Espanha, a Franca, a Grécia e o Reino Unido já declararam não terem base nas suas legislações nacionais para deterem os piratas… Por essa razão, a recente negociação bem sucedida com os governos do Djibuti e do Quénia para julgarem e prenderem os meliantes foi tão importante para dar alguma eficácia a esta dispendiosa missão. A opção indiana, de afundar os “navios-mãe” pirata pode não ser a melhor escolha, porque a sua identificação nem sempre será fácil, já que estes barcos são embarcações de pesca num dia e navio-mãe de lanchas piratas no seguinte…

Para alem da União Europeia, também a Rússia e a Índia tem na região fragatas e helicópteros embarcados, ambas com elevados níveis de eficácia (talvez ate demasiado, no caso indiano…). Estranha-se contudo a ausência na região do principal interessado, a China, já que a maior parte das cargas que atravessam essas aguas provêem precisamente da China e que a sua esquadra é cada vez mais numerosa e moderna e que tem uma presença cada vez mais constante no Índico devido às facilidades navais de que goza nas ditaduras sudanesa e birmanesas… Ou seja, a deseja da carga esta a caber unicamente aos países consumidores desses bens, ficando a China apenas com o lucro…

Fonte:
www.dw-world.de

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 3 comentários

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3 thoughts on “A União Europeia assume a missão de patrulhamento nas costas da Somália

  1. Era para o BRASIL estar nessa missão…

  2. A falta da MB é notada, a pobreza e a falta de governo , tem lançsado os clãs nesta aventura da “PIRATARIA/ CORSÁRIOS”. já está custando a vida deles; a ONU, tem de intervir, p/ ajuda-los, ou isso vai continuar, tem de existir uma saída.

  3. a fragata Corte Real já está na região… pena é que não seja acompanhada por nenhum navio da MB…

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