Daily Archives: 2008/12/06

Ferreira Leite: um pensamento mais mole que a moleza ela própria

“A líder da Oposição diz que se for primeira-ministra suspende todos os megaprojetos de investimento não-rentáveis e com essa despesa provavelmente baixará os impostos, Manuela Ferreira Leite é uma respeitada economista, mas os investimentos públicos têm vantagens sobre a baixa dos impostos – criam mais emprego e dinamizam a Economia. A baixa de impostos aumenta o consumo, o que em Portugal significa aumentar as importações e mais drenagem de riqueza portuguesa para o estrangeiro.”

Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã, 27.11.08

Este parágrafo do diretor-adjunto do CM expõe de forma clara a fragilidade do edifício construtivo da atual direção do PSD. Embalada numa lógica cega de privatização do Serviço Publico, as sucessivas direcções do partido estão em plena deriva neo-liberal. Nesta via, procuram o modelo que usou a Irlanda, de desinvestimento nos serviços públicos, de quase inexistência de transportes, obras rodoviárias, etc. Na Irlanda tal possibilitou uma concentração do investimento público num sistema educativo de qualidade, mas em Portugal também se tem acumulado imensas fortunas nesse setor, sem grandes resultados… E Portugal não tem as duas grandes verdadeiras razoes do sucesso irlandês que são a língua inglesa e a sua diáspora nos EUA, que providenciaram a instalação de tantas fabricas e escritórios de multinacionais na Irlanda.

A simples redução de impostos – e sobretudo do IVA – não vai ter uma grande consequência na geração de emprego ou de riqueza em Portugal… Após décadas em que a estratégia de sucessivos governos – mas especialmente nos de Cavaco Silva – foi a de abater a indústria, de entregar a Bruxelas a nossa agricultura, esquecendo que Portugal é um dos países mais adaptáveis às culturas hortícolas e de fruticultura, enfim, uma estratégia de tornar Portugal num pais de “Serviços” e de Turismo. Agora, estamos impossibilitados de gerar riqueza… E o nosso consumo interno não faz mais do que… Aumentar as exportações da Alemanha ou da China. Será que isto alguma vez passou pela cabeça da economista Ferreira Leite, ou passou tanto tempo a contar canetas, post-its e a vender património do Estado que não tem noção destas tão básicas evidências?

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 11 comentários

A missão lunar indiana Chandrayaan-1 chega à Lua e torna a Índia o terceiro país a colocar um engenho no solo lunar

A 14 de novembro de 2008, a União Indiana conseguiu colocar uma bandeira do seu país na superfície da Lua. A bandeira estava pintada na “Moon Impact Probe” (MIP) que colidiu com o solo lunar no pólo sul do nosso satélite. O MIP é uma das 11 cargas úteis da sonda lunar indiana Chandrayaan-1 e o momento em que colidiu com a Lua foi um momento histórico, tornando essas 20:31 horas de 15 de Novembro o dia em que um terceiro país – além da ex-URSS e os EUA – coloca um equipamento científico no nosso satélite natural.

O MIP pesa apenas 34 kg e incorpora três instrumentos: um sistema de captura de imagens de video, um altímetro por radar e um espectómetro de massa. O sistema devia captar imagens da Lua à medida que se ía aproximando da sua superfície, medindo a taxa de descida e recolhendo dados sobre a ténue (mas real) atmosfera lunar. Como esta:

O MIP após ter sido largado pela Chandrayaan-1 viajou durante 25 minutos até ao solo lunar, período durante o qual ligou os seus foguetes várias vezes de forma a assegurar uma separação bem sucedida da nave-mãe. Depois, tornou a usar os mesmos foguetes para retardar a sua descida, enviando sempre dados por rádio para a Chandrayaan-1. Esta gravou estes dados na sua memória e reenviou-os depois para Terra. Infelizmente, o MIP calou-se no momento do impacto, o que estava previsto, mas que determinou o fim da curta vida da primeira presença indiana na Lua…

Atualmente, todos os instrumentos da sonda lunar indiana estão operacionais e a funcionar sem problemas.

A Chandrayaan-1 foi lançada em 22 de Outubro pelo lançador pesado indiano PSLV-C11 e colocada inicialmente numa órbita elíptica que depois foi alterada através do impulso do motor de combustível líquido Newton 440 durante perto de 3 minutos, até alcançar a órbita lunar a 8 de novembro. Posteriormente, novas correções de atitude, levariam a sonda até uma órbita de apenas 100 km, onde deverá permancer até ao fim da sua vida útil, em 2012.

Além do MIP, a sonda tem vários instrumentos com finalidades diversasm, cinco construídos na Índia e seis construídos nos EUA, Grã-Bretanha e Alemanha. Entre estes destaca-se o Mini-SAR que vai procurar detectar água gelada em zonas de sombra permanente no solo lunar, o OBC695B, construído pela empresa britânica BAE Systems e que sendo um computador especialmente construído para resistir às duras condições ambientes do Espaço profundo age como o cérebro da sonda e que já fora usado com grande sucesso pelo GIOVE-A, o percursor da rede Galileo, o sistema GPS europeu. A sonda é alimentada por um único painel solar com capacidade para 700 Watts.

O sucesso desta missão, e a sua maior amplitude que a prévia missão chinesa Chang’e (onde inclusivamente se chegou a questionar a origem das fotografias) prova que a Índia merece plenamente o estatuto de grande potencia espacial… falta agora colocar em órbita um astronauta indiano por meios próprios… A missão Chandrayaan-1 deve ter custado perto de 91 milhões de dólares, e a sua sucessora, a Chandrayaan-2 deve ficar em pouco mais de 97 milhões. Estes valores, que podem ser elevados comparados com os altos níveis de pobreza ainda registados na União Indiana, são notavelmente inferiores aos de um lançamento de um Shuttle “reutilizável”, da NASA, que deve andar pelos… 450 milhões de dólares! É claro que se compararmos este custo ao do programa nuclear militar indiano, com os seus impressionantes 15 biliões de dólares, o preço da exploração lunar rapidamente se dissolve… especialmente tendo em conta a vantagem propagandística obtida por mais este lançamento do fiável e barato lançador pesado indiano, PSLV-C11, o lançador pesado mais económico da atualidade e um seríssimo concorrente no mercado mundial de lançamento de satélites, os 91 milhões acabam muito diluídos…

Fontes:

http://spacefellowship.com/News/?p=7362

http://www.moondaily.com/reports/Indian_Tricolour_Reaches_Lunar_Surface_999.html
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7718015.stm

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UM NATAL COM OS LIVROS SERRA D’OSSA EDIÇÕES

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TEMPO DE REFLEXÃO

TEMPO DE REFLEXÃO
Tempo de Natal é tempo de reflexão, tempo de balanço interior, de saber que em poucos dias mais um ano irá-se embora e virá outro… que acaba um ciclo e nasce um novo.
“Canteiro de Versos” não escapa a este clima espiritual que nos embarga, e coloca em seu centro imaginário uma pequena árvore natalina como símbolo de vida, de amor, de paz e de luz. E, ao mesmo tempo, com esta atualização e fechando seu primeiro ano de vida, sente a enorme satisfação de saber que neste lugar se faz poesia, amadurecem poetas, crescem ilusões, multiplicam-se os vínculos, elaboram-se projetos.
Canteiro de Versos, já com identidade própria, percorreu um caminho de doze meses a ampliar a cada dia seu acervo literário com almas que, em dedicação permanente, embarcaram num projeto cultural empurradas pelo motor da Lusofonia.
Em meu papel de jardineiro e guardião deste paraíso de letras, estendi as mãos e elas cobriram-se de flores que imediatamente abriram suas pétalas e perfumaram o ar virtual numa dança embriagante de versos e estrofes.
Quero dar as graças por isso porque, sem nos dar conta, caminhamos juntos para a Luz.
E sigamos, por favor! Poesia nos convocou, respondemos a seu chamado… Prossigamos, então, através de seus formosos e misteriosos caminhos, semeando nossas flores… por um mundo melhor.
Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
Rendo graças a todos os poetas participantes, aos amigos e público visitante. Obrigado por tanta felicidade! Voltaremos a nos encontrar aqui, em fevereiro 2009.
Até então!!!!
Alberto Peyrano, Buenos Aires, Argentina
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