Daily Archives: 2008/11/29

A guerra no Afeganistão está a ser perdida

Se a OTAN não está a perder a guerra no Afeganistão, como antes dela perderam guerras neste agreste país do Médio Oriente, o Império Britânico e a União Soviética, então não sei o que está a acontecer… Ainda que o discurso oficial diga o oposto, um estudo recente do “Center for Strategic and International Studies” reconhece que a situação no Afeganistão se tem vindo a deteriorar paulatinamente nos últimos cinco anos e que alcançou agora um “nível crítico” interditando grandes áreas do Afeganistão a qualquer atividade de reconstrução ou das ONGs internacionais e estendo-se a largos sectores do território paquistanês.
Uma recente decisão da Administração Bush pode vir a revelar-se decisiva para alterar o rumo da guerra, ainda que introduzindo na equação um perigoso imponderável: a decisão de atacar os redutos fronteiriços, já em pleno território paquistanês que têm servido de abrigo aos combatentes talibã que penetram no Afeganistão e se refugiam, abastecem e onde recrutam novos militantes. Recentemente, um raid de “Navy Seals” bem dentro do território paquistanês deixou aqui vários civis mortos e uma imensa ira entre os militares paquistaneses. O problema está em que os mais de 130 mil homens destacados pelo Paquistão para estas zonas tribais não estão a conseguir desmantelar estas bases dos talibãs e da Al-Qaeda. Além do mais, a sua ação está a ser violentamente anulada tendo sofrido pesadas baixas com mais de 1400 mortos e 4000 soldados paquistaneses feridos. Do outro lado da fronteira, os mais de 71 mil homens da NATO (entre os quais se contam unidades da FAP e comandos do exército) estão a revelar-se insuficientes para travar o avanço talibã.
O relatório do CSIS indica que por detrás do sucesso dos Talibãs está o aumento do cultivo de papoila no Afeganistão e o financiamento que assim obtêm e a existência de numerosos santuários em território paquistanês. O relatório acrescenta ainda que “o próximo presidente dos EUA terá que enfrentar um desafio crítico numa guerra que provavelmente está a ser perdida no nível político e estratégico, e que não está também a ser vencida do ponto de vista táctico”. Os comandantes no terreno pedem mais tropas à já muito tempo. A vitória de Obama e a sua promessa de aumentar o foco da “guerra ao terrorismo” para o Afeganistão, afastando-o do Iraque onde a situação está a melhorar bastante deste o “surge”. O CSIS recomenda o mesmo: a deslocação de tropas do Iraque para o Afeganistão.

Na verdade, trava-se aqui uma guerra ainda mais importante: a guerra pela defesa de um Paquistão não-radical e liberto da influência dos talibãs. A maioria da população paquistanesa não parece alinhada com as posições mais radicais destes, dando algumas sondagens uma percentagem de apenas 15% aos apoiantes dos islamitas radiciais. Isto a nível nacional, mas a nível local, nestas regiões semi-independentes, os números são diametralmente opostos. O arsenal nuclear paquistanês parece seguro. Pelo menos tão seguro como na Rússia ou em Israel, já que o exército se tem sabido manter longe dos radicalismos fundamentalistas desta minoria da população. O mesmo contudo não é verdade para os serviços de informação paquistaneses que durante a Guerra do Afeganistão com os soviéticos construiram uma densa teia de cumplicidades com os combatentes afegãos que parece ainda demasiado viva, para os libertar de cumplicidades perigosas com os radicais muçulmanos. Os EUA não confiam no ISI (os serviços de informação do Paquistão) e suspeitam que estes apoiam ou pelo menos não combatem os talibãs nas zonas tribais ou que então entregam dados sobre as operações do exército paquistanês aos talibãs, reduzindo assim a sua eficiência.

Fonte Principal:
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O radar AESA APG-79: uma das grandes vantagens do Super Hornet

O F/A-18 E/F Super Hornet que é um dos três finalistas do programa brasileiro F-X2, por isso, a notícia de que o seu radar é o Raytheon APG-73 e não o APG-79 é muito relevante neste contexto. O APG-79 é um radar verdadeiramente revolucionário e oferece todo um grupo de vantagens frente ao seu antecessor, incluindo maior fiabilidade, uma resolução maior e um alcance mais alargado. Ao contrário do APG-73, não utiliza técnicas de varrimento mecânico, mas células AESA fixas, o que só por si elimina a causa mais comum de avarias neste tipo de radares. Inclui também um receptor mais avançado, um processador COTS (“commercial-off-the-shef“) e novos sistemas de alimentação de energia. A sua arquitetura aberta, evidenciada pelo COTS implica que estamos perante um sistema mais pequeno, mais ligeiro e mais económico.

O facto de o radar ter um varrimento de feixe ativo eletrónico explica porque é que este tipo de radares podem analisar o espaço em torno dos aviões que os utilizam virtualmente à velocidade da luz, entregando assim ao piloto um conhecimento da situação e das ameaças que o circulam que era antes impossível obter, quer em missões ar-ar, quer em missões ar-terra, sendo possível alternar entre os dois modos de uma forma praticamente imediata, algo impensável nos antigos radares mecânicos.

Estas caraterísticas do APG-79 explicam porque é que é um dos sistemas centrais da proposta Boeing para o F/A-18F Block II Super Hornet. Um avião apresentado formalmente em Abril de 2005 e que em Outubro de 2006 equiparia a primeira esquadrilha, já com o radar AESA.

Fontes:
http://watershed.bm23.com/public/?q=ulink&fn=Link&ssid=629&id=c0lafbx7age32ccwsaxzsm5ij61oi&id2=f7xtqv60llh7j5fc851wro0ovwykm
http://www.raytheon.com/capabilities/products/apg79aesa/
http://www.raytheon.com/capabilities/products/apg73/

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