Daily Archives: 2008/11/28

O Governo salva o BPP – o Banco dos Ricos – e deixa cair milhares de empresas e 400 mil desempregados

“O futuro do Banco Privado Português (BPP) poderá ser decidido esta sexta-feira, com o Banco de Portugal a coordenar uma operação de salvamento que pretende impedir o colapso da instituição liderada por João Rendeiro, avança a agência «Lusa».”

“Tendo-lhe sido vedado acesso às garantias do Estado para poder obter um empréstimo de 750 milhões de euros no Citigroup, devido ao seu reduzido peso no financiamento às empresas e às famílias, o BPP poderá agora ser salvo da falência por um grupo de seis outros bancos: a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Millennium BCP, o BPI, o Santander Totta, o Banco Espírito Santo (BES) e o Crédito Agrícola.”

“Estes bancos estão a negociar com o Banco de Portugal e com o BPP as condições de um empréstimo, entre os 500 e 600 milhões de euros, de modo a que a instituição possa resolver os problemas de liquidez causados pela crise internacional.”

“No entanto, o Estado vai servir de fiador do BPP neste empréstimo, recebendo como penhor vários activos detidos pelo banco liderado por João Rendeiro, que opera no segmento da gestão de fortunas.”

(…)

“O BPP tem como principais accionistas o próprio João Rendeiro, através da Joma Advisers (com 12,5 por cento do capital), bem como Francisco Pinto Balsemão (com 6,02 por cento), Stefano Saviotti (com 5,83 por cento) e a família Vaz Guedes (com 5,81 por cento).”

O banco conta ainda com investidores como Joaquim Coimbra e a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD), com 2 e 2,19 por cento, respectivamente, que têm em comum o facto de serem também ambos accionistas da Sociedade Lusa de Negócios, a holding que era proprietária do BPN.”

Comentários para quê?… Os negritos já são mais eloquentes e expressivos do que algo que eu pudesse aqui escrever…

Fonte:

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1018164&div_id=1729

Categories: CurtasLinhas | Deixe um comentário

O novo híbrido GPL-Elétrico da Hyundai: o Elantra

A construtora sul-coreana Hyundai anunciou que vai colocar no mercado coreano em Julho de 2009 um revolucionário veiculo automóvel designado de “Elantra“.

Esta berlina é um automóvel de propulsão eléctrica híbrida com um motor de 15 Kw e… GPL, em vez do motor a gasolina que normalmente equipa os carros híbridos da Toyota e Honda. Devido a esta engenhosa mas simples combinação, o Elantra não vai emitir mais do que 103 gramas de CO2 por quilómetro e será 50 por cento mais económico que a versão Diesel do Elantra…

Fonte:
Science et Vie, Outubro de 2008.

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia | Etiquetas: | 2 comentários

Quids S15: Que filme é este?

25

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 7 comentários

PAK-FA: Hesitações e bloqueios

Embora estejam hoje entre os melhores aviões de combate do mundo, os Sukhoi SU-30 são ainda um descendente direto do SU-27 desenvolvido na antiga União Soviética no começo da década de oitenta. Na época, o SU-27 procurava incorporar toda a tecnologia e ser paritário em relação a todo um conjunto de aviões norte-americanos que serviam na USAF, na época, desde o F-15 até ao F-18. Como resposta a estes aviões, o SU-27 provou ser um sucesso absoluto. Por uma fração do custo unitário, os soviéticos conseguiram fabricar um aparelho que conseguia equiparar-se à maioria dos caças ocidentais e que encontrava apenas no F-15 um adversário superior (e mesmo assim, apenas em certos cenários).

Plenamente conscientes da perda de superioridade que decorria da entrada em serviço de aviões como o SU-27 na força aérea soviética e posteriormente da exportação massiva dos seus descendentes SU-30 para várias forças aéreas no mundo, os EUA começaram a desenvolver um aparelho que lhes devolvesse a superioridade qualitativa que caracterizou a sua força aérea durante a maior parte da Guerra Fria, quase sempre graças ao F-15, ao F-14 e ao F-18. Esse novo elemento seria conhecido mais tarde como o F-22A Raptor. Um avião de 5ª geração, stealth como o desajeitado antecessor F-117, exibindo a mesma supermanobrabilidade dos MiG-29 e SU-30 russos, um radar AESA e com a excepcional “fusão de sensores” integrada por um poder computacional nunca antes embarcado num avião de guerra… Além de tudo o mais, o F-22 era ainda capaz de voar em “supercruise” a velocidades acima do Mach 1, em vez das curtas permanências a essas velocidades de outros aparelhos da sua geração. Já que todas estas extraordinárias características tinham um preço, e um preço violento, da ordem dos 339 milhões de dólares por cada unidade fabricada, houve necessidade de procurar encontrar uma espécie de “F-16” moderno, um aparelho mais barato que o F-22, capaz de ser produzido em grandes números e com uma tecnologia não tão sofisticada que lhe permitisse ser exportado, na mesma linha do F-16 que foi exportado em largos números enquanto o F-117 e o B-2 permaneciam reservados para a USAF, por deterem a mais avançada das tecnologias disponíveis na sua época. Esse aparelho seria conhecido como o F-35 Lightning II e incorporaria algumas características Stealth, um radar AESA menos elaborado do que o do F-22, mas com fusão de sensores, como o novo Super Hornet e o F-22A.

A resposta soviética ao projeto F-22 Raptor – quando ele surgiu em 1986 (ver AQUI) foi o desenvolvimento do projeto MiG 1.44 e, paralelamente, o I-21. Ambos os projetos seriam cancelados por falta de fundos. Após o fim da Guerra Fria, a necessidade de desenvolver um aparelho que devolvesse à Rússia pelo menos a paridade com o F-22A tornou-se evidente, tanto mais porque as verbas resultantes de um conjunto sólido e crescente de aviões Sukhoi se revelavam cada vez mais importantes e porque importava manter estas exportações nas décadas seguintes, com uma oferta consistentemente atualizada surgiu a necessidade de reativar os adormecidos projetos MiG 1.44 e I-21. Os fundos eram contudo ainda uma limitação, daí a busca de parceiros internacionais, e nestes, a Índia, um antigo cliente de aviões de combate russos surgiu imediatamente como o mais lógico e natural dos parceiros. É certo que na Índia há uma espécie de tradução nacional para programas que arrancam, consomem tempo e recursos e depois… não dão em nada. Temos um exemplo disto mesmo no MBT indígena Arjun e no consequente recuo para o T-90S russo… Sinais de que o mesmo pode estar agora mesmo a acontecer com o ressurgimento destes programas russos da guerra fria surgem também agora… É que se a Índia apareceu ao lado da Rússia no desenvolvimento do PAK-FA, e tenha mesmo sido assinado um “protocolo de entendimento” entre as duas nações, um ano depois, em Novembro de 2008, ainda não existe um contrato formal entre os dois Estados. A Rússia diz que vai voar o primeiro PAK-FA já em 2009, mas muitos analistas suspeitam, tendo em conta os problemas encontrados com os novos motores… Agora, que um terceiro provável parceiro, o Brasil, que em tempos foi dado como certo também já se afastou haverá ainda impulso suficiente para continuar a alimentar o programa PAK-FA?

Em termos internacionais, a Rússia deve imperativamente construir um substituto ao SU-30 e garantir a prazo um mercado de exportações muito rentável. Rentabilizar todo o investimento realizado antes nos MiG 1.44 e no I-21, e todo aquele já introduzido depois no PAK-FA é portanto uma opção muito razoável e provavelmente até incontornável. E este é o momento para o fazer. Os EUA têm ainda apenas 62 F-22A e prevêm construir apenas 182. É portanto possível construir a prazo um aparelho que torne a colocar a Rússia numa situação de paridade (ou quase paridade) com a USAF, com a introdução de grandes números de PAK-FAs. Simultaneamente, a obstinação norte-americana em recusar exportar o F-22 pode fazer com que alguns dos seus mais fiéis aliados, que o reclamam, olhem noutras direções em busca de soluções… E assim, o PAK-FA apresentasse com um digno sucessor do SU-30. Por isso, não se compreendem bem as hesitações indianas, nem sequer a falta de interesse russo no programa!

Fontes:
Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , , , | 4 comentários

Sobre a imoralidade da PAC

Na última reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia foi decidida uma forte redução dos subsídios que todos os anos a União deposita nos cofres dos agricultores europeus. Apesar desta forte redução continuam a ser canalizados para as ajudas à agricultura europeia largos biliões de euros por ano…

Estima-se que os contribuintes da EU paguem dois euros e meio por cada vaca europeia. Ora, sabe-se que existem hoje mais de 1,2 biliões de pessoas no mundo que vivem com menos de um euros por dia, e quantos destas pessoas não têm elas próprias algumas rezes e têm que enfrentar a concorrência dos produtos agro-pecuários europeus, altamente subsidiados por algumas das mais ricas nações do mundo.

Se a agro-pecuária africana não consegue prosperar e dar a independência alimentar a África por causa dos subsídios mas também das ajudas alimentares gratuitas que nem sempre são distribuídas com os melhores critérios (por vezes importa mais escoar excedentes do que acudir à fome). Esta injustiça não é contudo exclusiva aos europeus… Mesmo os EUA, onde os adeptos do neoliberalismo e da globalização têm tido mais influencia nas últimas décadas, só os produtores de algodão amealharam mais de 4,2 biliões de dólares em auxílios federais.

Os países desenvolvidos têm procurado manter as suas agriculturas mesmo à custa da miséria de muitos países do Terceiro Mundo, especialmente em África, o continente onde a fome é cada vez mais endémica e onde as perspectivas de vida são cada vez mais negras. O estafado modelo dos auxílios alimentares a partir de excedentes europeus é imoral e ineficiente porque não ataca na fonte o problema da dependência alimentar africana. Urge portanto encontrar modelos de verdadeiro auxilio ao Desenvolvimento, propiciando a autonomia e as economias locais dos países africanos e transferindo para estes auxílios à agricultura local uma parcela significativa dos subsídios agrícolas europeus e norte-americanos. Para combater a fome, mais do que alimentos, devem ser dada sementes… Sem esquecer auxílios alimentares de urgência, naturalmente.

Fonte:
www.dw-world.de

Categories: Agricultura, Economia, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | Etiquetas: | 2 comentários

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade