Daily Archives: 2008/11/25

O foguetão brasileiro, o VLS-1, será lançado em 2010 e dos planos subsequentes para o mesmo

(Teste do motor S-43 do VLS-1 in http://www.cta.br)

No mais trágico acidente de toda a história do Programa Espacial Brasileiro, em 22 de Agosto de 2003, 21 técnicos faleceram quando o foguetão VLS-1 que estava a ser preparado para o lançamento explodiu. O acidente decapitou a equipa de desenvolvimento e retardou o programa durante pelo menos cinco anos. Só em Outubro do corrente ano, é que o programa espacial brasileiro re-entrou nos eixos com o teste real de um dos propulsores do foguetão na base de São José dos Campos (ver MAPA).

O teste de queima em banco do motor S-43 foi bem sucedido e provou que o VLS-1 (“Veículo Lançador de Satélites”) do CTA (“Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial”) está novamente encaminhado para retomar o seu pleno desenvolvimento e conquistar para o Brasil o lugar na Exploração Espacial que os outros BRIC já asseguraram há demasiado tempo. O motor S-43 é um elemento essencial do 2º andar do VLS-1, um foguetão que usa somente propelentes sólidos (numa abordagem única no mundo) em todos os seus quatro andares, tendo 19 metros de altura e uma massa total de mais de 50 toneladas. A missão do VLS-1 é a de colocar em órbita uma carga útil de até 115 Kg, numa órbita circular equatorial de até 750 Km.

As alterações introduzidas no S-43 vieram aumentar a segurança do sistema e reduzir as possibilidade de recorrência de um acidente como o de 2003 avaliando o impacto das alterações realizadas na proteção térmica do motor e traduziu-se numa combustão de cerca de um minuto, tendo sido recolhidos diversos parâmetros para análise das repercussoes das alterações realizadas. O novo motor é também mais potente e resulta dos ensinamentos recolhidos na trágica explosão de 2003. Todas as alterações foram enviadas para a experiente Agência Espacial Russa, que a troco de 3 milhões de dólares reveu e aprovou todas as alterações.

O sucesso do teste torna possível cumprir o plano de colocar um satélite geoestacionário brasileiro em órbita, usando o VLS-1 entre 2012 e 2015. Atualmente a dotação orçamental do programa VLS é de 50 milhões de Reais, ou seja 18 milhões de euros (por comparação o novo aeroporto da Ota deve ficar em 3 mil milhões de euros).

O projeto VLS é da competência da “Agência Espacial Brasileira” (AEB) e segundo plano atual até 2012 haverão dois lançamentos experimentais do VLS-1B e o efetivo em 2012. O primeiro lançamento experimental terá lugar daqui a dois anos, em 2010, sem carga e com os depósitos apenas parcialmente cheios, com apenas os dois primeiros estádios e sem qualquer carga útil. No ano seguinte, haverá outro lançamento do VLS-1B, desta feita com os tanques completamente cheios de forma a testar os motores na sua plena potencia e também a capacidade de toda a estrutura de apoio em terra. Em 2012, se o VLS-1B estiver completamente aprovado por estes dois lançamentos experimentais, será feito o primeiro lançamento com um satélite brasileiro. Estando a natureza e utilidade ainda em discussão.

Esperemos portanto que a partir de 2010, o programa espacial brasileiro recupere do seu atual marasmo e da imensa perda e experiência e conhecimentos que resultou da morte de tantos técnicos e cientistas aeroespaciais na explosão do VLS, em 2003. O historial do programa espacial brasileiro não é famoso… O primeiro VLS-1 V1, explodiu no lançamento em 1997 e o mesmo aconteceu com o VLS-1 V2 em 1999 e com o VLS-1 V3, em 2003. Tudo agora parece bem encaminhado, e o Brasil pode vir a juntar-se brevemente ao restrito clube de países capazes de construir, lançar e colocar um seu satélite em órbita terrestre. Falta ainda acompanhar o rumo dos restantes BRIC… A Rússia, que continua a ser uma potencia espacial, a China que já tem uma sonda orbitando a Lua e que envia regularmente astronautas para a órbita terrestre e onde até já a Índia envia com sucesso uma sonda espacial para o nosso satélite natural… Não há planos semelhantes para o Brasil, mas se pelo menos houver um VLS robusto e seguro, talvez a um prazo de dez ou vinte anos possamos vir também a encontrar uma presença lusófona no Espaço…

Fontes:
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Quids S15: Como se chama (exatamente) este equipamento?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

RÉPLICAS LENTAS (NÃO SEI QUANTO POREI AS MÃOS NUM COMPUTADOR…)

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 10 comentários

Perante a intransigência chinesa, os líderes tibetanos requacionam as suas posições…

Os líderes dos exilados tibetanos estão a debater a sua futura estratégia depois do Dalai Lama ter admitido o fracasso da sua estratégia de diálogo com a China em prol de uma autonomia alargada para o território. Apesar de décadas de insistência, o regime chinês não tem revelado qualquer sinal de estar disposto a consentir ao Tibete um grau de autonomia suficientemente extensa que possa garantir a sobrevivência das especificidades culturais e religiosas do Tibete… E recordemo-nos que os exilados tibetanos não pedem a independência, como tantos povos ocupados ou colonizados pelo mundo fora, do Sara Ocidental a Timor, mas pediam apenas uma espécie de autonomia que lhes garantisse a sobrevivência da sua Cultura…

Perante a constatação do colapso da linha moderada, os líderes tibetanos reunidos na cidade indiana de Dharamsala irão avaliar “novos rumos” para a causa tibetana.

A ultima ronda negocial entre exilados tibetanos e membros do governo chinês começou em 2003 e consistiu em oito reuniões absolutamente estéreis, tal era a atitude intransigente do regime de Pequim. Esta intransigência ira agora provavelmente dar a força necessária aqueles tibetanos que defendem a independência por contraposição à posição do Dalai Lama da “via do meio”, de uma simples autonomia religiosa e cultural. Este impulso para a independência foi reforçado pelas recentes revoltas no Tibete, que foram severamente reprimidas e que encontraram a sua maior justificação no aumento notório da colonização do território por elementos da etnia Han, provenientes da China. É esta colonização e a progressiva extinção da identidade cultural tibetana que esteve na base das revoltas que começaram em Marco e que provocaram mais de 140 mortos entre os insurgentes tibetanos e dezenas de milhares de prisões, com centenas de “desaparecidos” no interior do sistema prisional chinês.

Dir-se-ão que estão agora criadas as condições entre os tibetanos para começarem a defender a independência da China. A incapacidade em dialogar ou ate em produzir qualquer tipo de cedência em negociações que têm como único objetivo aplacar as criticas da comunidade internacional demonstram a inviabilidade da “via do meio” e não há duvidas que agora os lideres tibetanos vão clamar por uma posição mais radical… A China vai assim ter que lidar com uma escalada na impopularidade internacional pela sua ocupação e colonização no Tibete… Em resposta vai lançar para a arena toda a sua crescente influencia económica e poder militar, como sempre tem feito entre ameaças mais ou menos veladas. Cabe aos Homens de bem deste mundo, pertençam a que religião ou cultura for alinhar ao lado dos oprimidos e da liberdade e enfrentar os golias que Pequim queira colocar em cena… E nesta luta moral que se avizinha, os povos lusófono, solidários e conhecendo ainda recentemente o idêntico caso de Timor devem estar na primeira linha deste combate pela independência do Tibete.

Fonte:
Bbc.co.uk

Categories: China, Política Internacional | Etiquetas: | 13 comentários

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