Sobre a nova corveta indonésia “Diponegro”… A falta de corvetas na Armada e o estado estagnado dos “Patrulhões”

Com a entrega da primeira corveta “Diponegro” pelo estaleiro holandês “Shelde Naval Shipbuilding” faz já mais de um ano, em Julho de 2007, a Indonésia recebia a primeira de três das melhores corvetas da sua classe atualmente em operação no mundo. Um segundo navio seria entregue ainda em 2007 e um terceiro será entregue para o ano, em 2009.

Sendo navios polivalentes, as “Diponegro”, foram projetadas para cumprirem missões de patrulha a longas distâncias nas extensas águas do arquipélago indonésio tendo um especial enfoque na luta contra a criminalidade e sobretudo contra a pirataria que assola as águas territoriais deste país vizinho do lusófono Timor-Leste.

Estes três navios são consequência de um contrato assinado em 2004, e o primeiro casco estava na agua pouco mais de um ano depois. Que contraste com os nossos “Patrulhões” dos Estaleiros de Viana do Castelo que embora tenham datado de um contrato assinado em época semelhante ainda jazem – aparentemente abandonados e incompletos – nos estaleiros de Viana, e isto em finais de 2008… Se ao menos a espera compensasse… Mas não, os nossos “Patrulhões” são navios praticamente desarmados, sem helicóptero embarcado e de capacidades marítimas muito duvidosas… Um supremo e perigoso fiasco iminente num contexto em que a Armada portuguesa se encaminha brevemente para ter apenas as três Meko e as duas fragatas ex-holandesas em inventário…

Fonte:
Revista Marinha, Setembro 2008

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Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional | 11 comentários

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11 thoughts on “Sobre a nova corveta indonésia “Diponegro”… A falta de corvetas na Armada e o estado estagnado dos “Patrulhões”

  1. Fenix

    Estes projecto dos NPO eNPP é exemplo da faz de incapacidade dos estaleiros portugueses assim como do proprio esersito.

  2. Viana diz que foi a Marinha que definiu mal as especificações e que as mudou demasiadas vezes… a Marinha acusa os Estaleiros… de permeio estamos sempre NPO e impõe-se a “mediação” governamental, que tarda!

  3. Seria tbm uma excelente aquisiçãop/MB, “poli”s, e p/ patrulhar os rios e prestar assistência aos ribeirinhos..

  4. corvetas deste tipo são sempre navios essenciais… podem não ter muita capacidade operacional, mas a sua rapidez permite-lhes deslocarem-se rapidamente e se foram polivantes (como esta) podem representar um meio muito significativo e complementar a meios mais pesados…
    em suma, todas as marinha do mundo deviam começar por ter boas corvetas, o resto viria depois, só depois…

  5. Fenix

    Concordo com a analize do clavis,mas anida antes tenhos de dar meios independetes dos orçamentos do estado as forças armadas:E como podemos dar esses meios independentes dos orçamentos de estado ou mesmo redusir para zero o dinheiro gasto.? Criando um esercito a imgem de uma empresa.

  6. compreendo a ideia… a china aplica-a em parte, já que o seu exército tem fábricas, clínicas, etc, que usa para obter rendimentos.
    no caso português tal seria dificil… não temos setor de armamento significativo (uma opção de financiamento, pela via da construção e exportação), nem creio que devamos criar entidades públicas (empresas) para financiar o exército.,,´
    seria de dificil aplicação, portanto…
    e colocaria o risco de ver surgir perigosas influências por parte dos mais abastados e influentes, chegand até ao absurdo de poderem financiar golpes de Estado em defesa dos seus particulares interesses…

  7. Fenix

    O proprio esercito é Acionistas das empresas podendo ser marioritario ou não conforme os casos mas não gere os seus capitais é gerida na tutalidade pelo estado ou a cplp em uma EGPE Empresa gestora participações do estado. Ou seija os lucro a EGPE financia o esercito que por sua fica independe orçamento. O risco de golpes estado é mesmo que agora ou seija se um politico entrar para o governo pela via democratica pode se Tronar um ditador.

  8. Hernani

    Nos tempos que correm, com os meios reduzidos da nossa marinha, com a a extensão da nossa zona economica exclusiva, com o objectivo de aumentar essa mesma zona, com a riqueza dos mares a proteger, com os nossos vizinhos a adquirirem mais e melhores meios tacticos, com os navios de nova geração que se estão a fazer por esse mundo fora, o numero de patrulhões e o projecto destes é por si so ridiculo. Tenham tento e abandonemos o projecto enquanto é tempo. Fiquemos com esses dois para que sirvam de exemplo, mandemos construir os outros como deve ser (bem armados e modernos) junto de quem sabe fazer e deixemos tranquilos os estaleiros de Viana do Castelo a fazerem o que eles sabem fazer bem, ou seja; navios mercantes. Mais uma vez, RIDICULO!

  9. exatamente o meu pensamento, Hernani!
    mas temo que falte aos nossos políticos a vontade política e o foco para pensarem de igual forma…

  10. carlos cardoso

    na minha opinião o estádo de desgraça em que se encontram a nossa marinha de guerra,exercito e força aerea deve-se principalmente á falta de verbas,e agora aqui vou tocar na ferida que irá fazer doer. Acontece que em todos os ramos das nossas forças armadas está vigente um coperativismo que suga até á medula as verbas que deveriam ser canalizadas para o melhoramento de todo o nosso material de guerra. Não é ráro encontrarmos em qualquer ramo das nossas forças armadas familias quase por inteiro a lá “trabalham”,o avô já trabalhou lá,depois veio o filho e a filha,o tio tambem está lá, e o primo já vem a caminho,não estou a ironizar as coisas acontecem assim mesmo.Os vencimentos das altas patentes são elevadissimos para a realidade economica portuguesa,temos majores,tenentes coroneis,coroneis,catitães com ordenados que variam entre os dois mil e quinhentos euros a quatro mil euros,conheço casos de antigas telofonistas do exercito com a antiga quarta classe,cujo o seu horários de “trabalho” era das 10:00 ás 14:00,com reformadass aos 50 anos,com reformas de dois mil euros,os capitães da GNR,os majores da GNR entre outras patentes chegam a ter reformas na ordem dos 1500 a 2000 euros etc etc.., Como tal não se ademirem quando vemos noticias a informar para o facto de as nossas forças armadas não terem dinheiro para se modernizar.Como somos um pais pequeno,não temos poços de petroleo ou gás natural, logo o pais não tem dinheiro suficiente para modernixar as suas FA e ao mesmo tempo pagar a “GRANDE MAMA” que gravita em torno dela !!!! ~
    enquanto as coisas assim continuarem acho que um dia iremos assistir á extinção por cmpleto das nossas FA,e teremos que pedir aos espanhois para que sejam eles a zelar e proteger o nosso espaço aereo,maritimo e terrestre,não estou a ironizar !!!!!

  11. esse é o problema também dos outros ramos: um oficialato excessivamente numeroso e na sua maioria incompetente. Essa “élite” sorve na rubrica dos recursos humanos uma parcela demasiado pesada que bloqueia a modernização de meios.
    As FA nunca se extinguirão. A menos que se extinga Portugal, como pretendem os senhores do norte da Europa que nos querem tornar numa simples “região” turística e de Serviços da Europa “deles”.

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