Daily Archives: 2008/11/22

África deve resolver o seu problema crónico com escassez de alimentos recorrendo ao cultivo de OGMs?

David King, o anterior conselheiro do Governo britânico para a Ciência, responsabilizou a popularização da “Agricultura biológica” e a recusa em adoptar em massa os OGM como os maiores responsáveis pela multiplicação da fome em África… Segundo o cientista, existe um conjunto de atitudes “anti-científicas” contra a agricultura moderna que estão a ser exportados para África e travando a erupção aqui de uma “revolução verde” que poderia aumentar drasticamente a autonomia alimentar do continente e reduzir os níveis galopantes de fome e miséria que o assolam.

O cientista britânico defende que as formas tradicionais de fazer agricultura em África nunca serão capazes de fornecer a alimentação que o continente necessita para fazer face à sua crescente população e que somente culturas geneticamente modificadas (OGM) poderiam aumentar significativamente a produção local e libertar África da dependência crónica da ajuda alimentar externa e das crises de fome recorrentes que assolam o continente nos últimos dois séculos. Só assim se poderiam obter em África o mesmo tipo de ganhos recolhidos na China e na Índia e multiplicar por um factor de 10 a produção atual. É claro que a introdução massiva do cultivo de OGM iria introduzir novos problemas, como os de contaminação das culturas e dos campos adjacentes… um problema quase impossível de resolver quando sabemos da fragilidade das instituições governamentais de controlo e fiscalização, mas será que perante um problema de fome e miséria generalizadas temos realmente opção? Temos nós – habitantes dos países desenvolvidos – o direito de negar aos africanos a solução para os seus problemas alimentares em nome de filosofias mais ou menos fundadas, mas somente aplicáveis em países com excessos de produção? É claro que massificar os OGM em África, implicaria tornar o continente dependente das multinacionais como a Monsanto que produzem as suas sementes e este factor não deve ser esquecido… Mas pode ser combatido! Porque não se estabelecem preços especiais para as vendas para o continente, ou se suprimem aqui os direitos autorais destes produtos, deixando os mesmos intocados nos países desenvolvidos? Soluções há… Mas haverá vontade?

Fonte:
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Sobre a aquisição de 37 Leopard2A6 por Portugal e dos seus problemas…

Uma das mais importantes modernizações realizadas em Portugal está finalmente a concretizar-se: os primeiros carros de combate Leopard 2 A6 estão a chegar e a substituir os há muito obsoletos blindados M-60A3, dos quais Portugal tinha em inventários uns “teóricos” 92 blindados M-60A-3, digo “teóricos”, porque de facto, não se sabe quantos, destes, estão mesmo operacionais…


(os novos Leopard 2A6)

Os primeiros Leopard 2 chegaram em finais de Outubro e embora sejam veículos em segunda mão representam um autêntico “salto quântico” para o exército português. Os Leopard 2 vieram da reserva do exército holandês e foram comprados a um preço que deve rondar os 2 milhões de euros por unidade, cerca de um terço de um Leopard 2 novo. Os Leopard 2 que estão a ser transferidos para Portugal foram adquiridos no padrão A4, posteriormente modernizados para o A5 e recentemente, para o A6 que agora chega a Portugal. Os blindados foram comprados por um valor que não deve chegar aos 80 milhões de euros.

Embora não seja propriamente o tanque mais moderno do mundo, o Leopard 2A6 é um dos melhores tanques em operação atualmente, no mundo. Esta classificação deve muito ao longo canhão de 120 mm L/55 da Rheinmetal e a qualidade desta arma é a principal diferença entre a versão 2A6 e as anteriores 2A4 e 2A5, que utilizam o canhão L/44.
Contudo, como por cá nunca nada é feito completamente certo… O número de tanques é inferior às necessidades. Portugal sempre operou mais de 100 blindados de primeira linha, e agora teremos apenas 36 Leopard 2. Esta é uma redução de capacidade notável, a que o aumento de qualidade dos MBTs não basta para compensar. A redução para um terço da força implica uma severa redução de custos, já que este tipo de veículos é provavelmente o mais dispendioso ao serviço do Exército. Em termos meramente operacionais, não existe também no imediato uma ameaça terrestre que justifique a manutenção de uma força idêntica aquela que mantinhamos na Guerra Fria. Quer isto dizer que devemos deixar de ter blindados pesados de lagartas? Não. Não quer. Ainda que não exista ameaça terrestre direta, estes meios podem sempre ser deslocados para o exterior, como prova a recente deslocação de Leclerc franceses para o Líbano ou de Leopard2 canadianos para o Afeganistão. O mesmo pode suceder com Portugal, em apoio das suas forças terrestres que se encontram hoje em múltiplas missões de paz pelo mundo fora. Simplesmente, não tem acontecido pelos seus elevados custos operacionais e porque temos contado com forças blindades de nações aliadas já no local.Mas esta dependência, além de perigosa, pode não existir sempre… e um dia poderemos ter de contar apenas conosco próprios, dia em que tais forças se farão então sentir… É claro que estes meios dependem do transporte naval e este vetor, ainda que planeado na Marinha, ainda não está disponível…Mas além da falta de um vetor de transporte marítimo para estes blindados a que o NAVPOL poderia dar solução há ainda outro problema que poderá afectar ainda mais seriamente a mobilidade destes meios… a imobilização da Brigada Mecanizada do Exército (BME) a sul do Tejo, já que não existem pontes num raio de 60 Km, tendo a BME que deslocar os seus tanques até à ponte Salgueiro Maia, em Santarém para fazer os seus tanques chegar ao norte do país…
Fontes:
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Ainda sobre o estado da educação…

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O modo como a educação está a ser conduzida vai em sentido contrário à visão humanista protagonizada pelo Padre António Vieira. A critica foi feita pelo coordenador científico do Congresso Internacional, que hoje terminou em Lisboa.

Em entrevista à Renascença, Leonel Ribeiro dos Santos explica em que medida este missionário jesuíta soube antecipar a globalização e foi um dos grandes impulsionadores da luta contra a escravatura e na defesa dos direitos humanos.

O padre António Vieira, diz Leonel Ribeiro, é um dos primeiro teóricos que percebe a globalização, que percebe que o mundo é aberto e os continentes se ligam. Para além da globalização, acrescenta, temos um intelectual, um missionário, um pregador, um jesuíta que foi particularmente sensível a esse problema, que deixou páginas de uma sensibilidade e grande crueza na acusação que fazia aos povos europeus pelo trabalho de escravização desumana a que submetiam os povos indígenas.

Padre António Vieira foi pioneiro também na luta dos direitos dos povos.

Se o Padre Antonio Veira comentasse a actual polémica entre docentes e ministra da Educação, ficaria muito surpreendido com o modo como os políticos hoje encaram o ser humano. Não privilegiam a pessoa, mas sim os cifrões, diz Leonel Ribeiro.

A grande mensagem do padre António Vieira para os nossos tempos será a de que devemos orientar as nossas intervenções, não para a mesquinhez do quotidiano, do curto prazo, mas para longos horizontes de humanidade.

A evocação do padre António Vieira no Congresso internacional que hoje terminou em Lisboa para assinalar o quarto centenário do seu nascimento.

ML/Domingos Pinto

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