Daily Archives: 2008/11/16

Ainda sobre a reativação dos SA 330 Puma na FAP

//www.emfa.pt)

(SA 330 in http://www.emfa.pt)

A Força Aérea Portuguesa (FAP) desativou em 2006 os seus helicópteros SA330 Puma. Contudo, problemas com a sua nova frota de helicópteros AugustaWestland 101, criados pela falta de pecas, levaram à reactivação de cinco Pumas, os quais tiveram que ser alvo de uma profunda revisão e recolocados em serviço.

Os cinco Pumas serão utilizados pela Esquadra 752, reativada para a ocasião a 24 de setembro e que recomeçou a operar a pleno a 1 de outubro.

Os problemas com peças dos AW101 deverão estar prestes a serem resolvidos graças a um acordo assinado entre o governo português e a AugustaWestland e que vai implicar o estabelecimento de uma subsidiaria portuguesa da construtora aeronáutica para oferecer todo um completo leque de manutenção aos helicópteros. Outro contrato foi também assinado com a empresa portuguesa ‘Locação de Equipamentos de Defesa, AS” cobrindo a manutenção a longo prazo dos 12 AW101 da FAP.

Os problemas de manutenção com os AW101 atingiram uma tal escala que em agosto deste ano, dos 12 aparelhos, apenas seis estavam ao serviço. Esta taxa de indisponibilidade colocou em risco o bom cumprimento das missões de Busca e Salvamento (SAR) que Portugal tem o dever de assegurar na sua Zona Económica Exclusiva. Esta escassez de disponibilidade levou à decisão radical de reativar os Puma.

Ate que os problemas de manutenção com os Merlin estejam totalmente resolvidos devem passar mais dois anos, havendo planos por parte da FAP para utilizar os cinco Pumas ate pelo menos 2010. Esta situação anómala e profundamente preocupante para as obrigações internacionais de Portugal, já que se por acaso os Puma já tivessem sido vendidos ou estivessem impossibilitados de voar, então Portugal teria que passar pela humilhante experiência de deixar que a aviação e a armada espanhola cumprissem missões de Busca e Salvamento nas aguas portuguesas… E tudo isto, porque durante o mandato Portas à frente do ministério da Defesa, na assinatura do contrato de aquisição dos AW101, os negociadores portugueses se esqueceram de incluir a manutenção destes fantásticos mas muito complexos helicópteros…

Fonte:
Air Forces Monthly, novembro de 2008

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O NÚCLEO DO PORTO da Liga dos Combatentes

(continuação)

No texto publicado em 6 do corrente fazia-se referência ao magnífico edifício onde o Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes está instalado. É um edifício cuja fachada principal é quase todo de cantaria de granito que hoje não mostra as barbaridades que ao longo dos anos lhe foram feitas.

A partir da década de 30 do Século passado, foi ocupado, sucessivamente, pelo Tribunal da Relação e pelo Arquivo de Identificação do Porto.
Em consequência dessas ocupações e dos maus tratos ( péssimos tratos ) que lhe deram, em 1974 o edifício encontrava-se num estado de degradação próximo da ruína. Bastará recordar que, durante esses anos de ocupação, houve quem tivesse sido capaz de retirar ou destruir os fogões-de-sala em mármore de Carrara existentes em cada sala. Igual sorte tiveram as figuras douradas dos capitéis das falsas colunas do salão nobre.
No começo da década de 70, o então banqueiro Pinto de Magalhães pretendeu adquirir o edifício para o demolir para alargamento do supermercado que se estenderia da Rua Passos Manuel à Rua Formosa.
Felizmente, esse crime contra o património arquitectónico da cidade não se consumou porque a Câmara Municipal classificou o edifício como de interesse artístico e arquitectónico.
Assim, a venda que estava ajustada por 11.000 contos, não chegou a realizar-se e os proprietários que, na altura, 1974,eram já em número de 16,viram-se impossibilitados de fazer a partilha do imóvel que só poderia interessar ao Estado, à Câmara Municipal ou a uma instituição, para nele instalar os seus serviços.
Foi então a vez do Núcleo do Porto encetar negociações para aquisição do imóvel, o que veio a conseguir pelo valor, irrisório mesmo para a época, de 5.800 contos.
No dia 16 de Março de 1974, foi assinada, no salão nobre, a escritura de compra e venda.
O edifício teve a sorte de, nessa altura, ser Presidente da Direcção do Núcleo do Porto o hoje coronel Mário Fernandes da Ponte que, não só o salvou da destruição, mas que, graças ao facto de ser engenheiro civil, tratou imediatamente de encetar as primeiras e indispensáveis obras. A ele deve a cidade a preservação desta jóia arquitectónica e a Liga dos Combatentes o orgulho de ter as suas instalações num dos mais significativos edifícios da cidade.
Foi renovada e ampliada a instalação eléctrica, substituida toda a caixilharia da fachada posterior ( a maioria já não existia ), fizeram-se outras pequenas obras e, em Setembro de 1974, os serviços do Núcleo começaram a funcionar no edifício, onde hoje se encontram.

Desde então e à medida que as disponibilidades o permitiam, foram efectuadas as necessárias obras de recuperação e adaptação. Pode dizer-se que, do edifício adquirido, hoje só existem as paredes de pedra, a escadaria principal e alguns pavimentos em madeira. Aos longo destes 34 anos foram-se fazendo mais melhoramentos, dos quais se deve salientar a recuperação da pintura dos tectos do salão nobre ( hoje sala principal do museu ) que se ficou a dever ao empenho e iniciativa de alguns membros da Direcção do Núcleo e ao seu presidente, o médico tenente-coronel Rui Fernandes, e à decisiva contribuição do Centro de Coordenação da Região Norte que cobriu 60% do custo da obra.


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Foi testado com sucesso o laser do “YAL-1 Airborne Laser (ABL)”

O primeiro disparo bem sucedido do “Chemical Oxygen Iodine Laser” (COIL) instalado a bordo do avião YAL-1 Airborne Laser (ABL). Ainda que o disparo tenha sido executado já com o laser com uma potência máxima de um megawatt instalado dentro do avião ABL, tratou-se ainda de um disparo no solo.

O sistema COIŁ esta instalado num avião Boeing 747-400 muito modificado e durou apenas uma fração de segundo e teve lugar na base aérea de Edwards, na Califórnia. O disparo foi o culminar de um intenso trabalho de instalação do COIL no avião e teve completo sucesso.

Com este sucesso, as possibilidade de o “escudo anti-míssil” vir a ser complementado com estes aviões armados com lasers de alta potência – um projeto que recua à “Guerra das Estrelas” da era Reagan – dá um passo decisivo para a concretização e os planos de realizar o primeiro teste de um disparo contra um míssil balístico em pleno voo em 2009 tornam-se mais realistas do que eram há uns meses atrás quando o programa parecia estar num estado vegetativo.

Fonte:
Air Forces Monthly, novembro de 2008

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