Dos malefícios da expansão da produção de óleo de palma na Indonésia

Existe hoje em dia uma atitude cada vez mais negativa em relação aos biocombustíveis. Se esta é exagerada em relação a alguns deles (como aqueles fabricados a partir de cana-do-açúcar no Brasil), a verdade é que outros, como o milho nos Estados Unidos e o trigo na Europa têm uma efetiva “pegada de carbono” e um balanço energético negativo. Isto é particularmente verdadeiro no que diz respeito à exploração dom óleo de palma para produzir biocombustíveis.

As empresas que exploram plantações de óleo de palma, na Indonésia, têm procedido a violentos e extensos desmatamentos de floresta virgem nas regiões da Papua, de forma a expandirem os seus terrenos de cultivo. Esta expansão resulta de concessões obtidas nem sempre pelo meios mais legítimos de entidades governamentais indonésias. A expansão da atividade destas empresas está a levar as florestas desta outrora ainda selvagem região do arquipélago indonésio para o mesmo caminho do Borneo e de Sumatra, onde as plantações fizeram já danos irreparáveis nas florestas dessas ilhas, colocando em ameaça de extinção diversas especiés, entre elas um dos mais próximos parentes do Homem, o Orangotango.

Se não começarmos já a proteger as últimas florestas tropicais, preservando o mais possível a sua capacidade para absorver CO2, não faremos mais do que acelerar ainda mais o problema do Aquecimento Global, e com ele, a extinção da espécie humana. É neste contexto que o salvamento das florestas virgens na Papua, são importantes e essenciais. A intensidade da desflorestação na Indonésia é outro problema: é tão intensa hoje em dia, que só a queima de árvores neste grande arquipélago bastou para transformar a Indonésia no terceiro maior emissor mundial de gases de efeito de estufa.

Um pouco por todo o lado, graças sobretudo ao trabalho da Greenpeace, está a crescer a consciência dos malefícios da exploração do óleo de palma na Indonésia. A Ferrero, que importa esse óleo da Indonésia para os seus produtos Nutella tem sido pressionada para parar com essas importações. E também em resultados destas pressões, a petrolífera sueca OKQ8, que estava a ponderar a incorporação de uma percentagem de óleo de palma indonésio nos seus biovombustível comerciais, já abandonou a ideia.

Fontes:
http://www.energy-daily.com/reports/Palm_oil_clearing_swathes_of_forest_in_Indonesias_Papua_Greenpeace_999.html
http://www.greenpeace.org/international/footer/search?q=palm+oil

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Categories: Agricultura, Ecologia, Economia | Etiquetas: | Deixe um comentário

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