Rafales F2 no Theodore Roosevelt e… alguns resultados de combates simulados entre SH e Rafales

Entre 18 e 31 de Julho mais de quinze mil militares dos EUA, Reino Unido e França participaram nos exercícios JTFEX 08 ao largo da costa oriental dos EUA. Nestes, a França enviou duas esquadrilhas de Rafales navais, a 12F e a 4F.

O encontro entre os Super Hornet e os Rafale F2 foi muito interessante para os pilotos de ambos os aparelhos: “foi espantoso ver os canards movendo-se em pleno voo”, disse Mike Tremel, da VFA-31 e acrescentando: “o Rafale é um avião altamente manobrável, com uma incrível capacidade para apontar o seu nariz a qualquer direção do céu. Os pilotos franceses pareciam muito satisfeitos com as suas capacidades e com uma concepção do cockpit muito moderna, com MFDs e um side stick. Contudo, eu nunca voei num Rafale, e logo não sei o que estou a perder.”

Os Rafales e os Super Hornet do Theodore Roosevelt encontraram-se varias vezes em BFM (1 para 1 em Basic Figher Maneuvering) e em 2 para 2 em missões ar-ar. “O Rafale é definitivamente um caça mais ágil, mas os pilotos da 12F sublinharam que o Super Hornet não fora concebido para dog fighting. O avião da Boeing era um impressionante cargueiro de bombas. Por outro lado, é um avião pesado que não pode acelerar tão depressa com alto angulo de ataque.”

Nos exercícios, os Super Hornet utilizaram o novo AIM-9X e alguns com o novo capacete JHMCS (Joint Helmet Mounted Cueing System). Ambos podem oferecer uma vantagem decisiva em combates a curta distancia, embora – segundo os pilotos dos Rafales – existam técnicas para a anular…

Esta noticia, assim como outra que deu conta da capacidade dos Rafales F2 para bater os Super Hornet em 6 contra 2 no ultimo Red Flag indica que na competição F-X2 em que Gripen NG, Rafale F3 e Super Hornet participam dos dois últimos, o Rafale é o mais manobrável e definitivamente o superior em dogfight e em combate aéreo a curta distancia. Não consegue carregar a mesma quantidade de armamento, nem é no atual padrão F2 um avião tão amadurecido como o Hornet, que se encontra hoje na sua recta final de desenvolvimento. Mas é certamente, o melhor avião dos dois…

Mais uma noticia que os decisores do vencedor do F-X2 devem ter na devida conta lá para começos de 2009 quando escolherem o vencedor da competição…

Fonte:

Air Forces Monthly, Novembro de 2008

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11 thoughts on “Rafales F2 no Theodore Roosevelt e… alguns resultados de combates simulados entre SH e Rafales

  1. Quer dizer então q o rafale é bem melhor q o sh dos ianks..já é um ponto a favor.

  2. é o que parece. como avião de dogfight a curta-média distancia, claro.
    naturalmente, que se tiver um míssil sidwwinder e o adversário, ainda que voando um “velho” F-16 tiver um AIM-120…
    essa vantagem não servirá de nada.
    Mas, sim, parece ser melhor avião. Desde que tenha idênticos mísseis e radares, claro.

  3. gaitero

    Muito bom este texto.

  4. obrigado, gaitero!
    sabia que ías gostar 🙂

  5. Pegasus

    Bom, fim de conversa, avalinando possiveis adversarios ou convites para participar de uma ação pacificadora da ONU, acredito que o Rafale não encontre nos outros aviões rival a altura.
    Teremos um caça para ate 2025, que suprira nossas necessidades de auto defesa satisfatoriamente, sem falar que não causara nos visinhos um certo complexo de inferioridade e possiveis acusações de corrida armamentista regional.
    Alem disso falei com um oficial de manutenção de aeronaves na cidade onde moro e ele me falou que o Rafale seria a melhor escolha porque, segundo ele, o sistema de manutenção frances permite que va se trocando peças e alongando a vida util da aeronave a um custo aceitavel enquanto os aviões russos, ainda segundo ele, tem um custo de manutençaõ maior por ter que trocar peças maiores com um custo maior, seria como compara-los a um jogo Lego, onde as aeronaves francesas levaria mais peças menores possibilitando substituição de seções menores enquanto as russas teriam que trocar blocos inteiros a um custo maior.

  6. não, essas acusações estão com a Venezuela e os seus SU-30… isto supondo que eles estão mesmo a ser bem usados e mantidos, o que é muuuito duvidoso…

  7. Pegasus

    Por isso estou dizendo que não precisamos de nada mais que o Rafale, que fique bem entendido que estou falando dele e de toda a tecnologia e armamente que vem junto o que é indispensavel para ser bom.
    E ainda falando do que o oficial de manutenção me falou, a Venezuela num primeiro momento ate levaria alguma vantagem com seus aviões mas não teria suporte para manter mais que um primeiro momento.
    Tenho por mim que o melhor ou aceitavel é que o Brasil começasse a desenvolver sim, o armamento a ser usado por essas aeronaves, misseis proprios, bombas inteligentes e ate radares se possivel.
    Creio que é como fazer uma tunagem em carro, voce pode ate pegar um legal , mas pode deixa-lo excelente dependendo dos acessorios.O Rafale ja foi dito aqui que é de 4 geração, mas se conseguissemos acessorios como mira no capacete, misseis de 5 geração e uma boa manutenção e treinamento adequado aos pilotos, acho que não temos o que temer, mas reintero que se desenvolvessemos nosso proprio armamento para aeronave não teriamos problemas com os tais codigos.

  8. A Venezuela é um “tigre de papel”. Os seus pilotos sempre foram dos mais mal preparados do continente, nos F-16s e é duvidoso que consigam manter devidamente os SU-35… muito duvidoso, mesmo!
    O Rafale não é bem de 4ª geração. Com o padrão F3 que será o brasileiro, é um aparelho de 4,5 ao nível de eletrónica e radares de qualquer outro aparelho, excepto o F.22A, claro.

  9. Pegasus

    Oh Clavis
    Trabalho com fornecimento em energia eletrica, e estou sempre a par do que anda acontecendo nesse tipo de tecnologia, acompanho com especial interesse a ciencia dos supercondutores, existem hoje tecnologias muito avançadas na produção de energia em espaços pequenos, mesmo em condições controladas, como na utilização de nitrogenio liquido, o que ja tem utilização em aviões.
    Não se ve aplicação de inovações, alem claro, da tecnologia Stealth, mas so se avança na tecnologia de misseis, radares, não ha uma inovação.
    Eu estranho muito isso, talvez estejamos a beira de grandes surpresas tecnologicas.

  10. comandante

    O Brasil é um País de medidas Territórial Continental e precisa de Operar com caças,Bí e Mono- Motor e digo mais Precisa Ampliar suas Bases para Caças e Bombardeiros pelo País,e eu recomendo o caça Russo nas duas Verssões Sukhoi 50 como caça,e os Bombardeiros Russo tambem,

    • Mas a opcao russa (sukhoi) ja foi descartada ha muito, pelos riscos de manutencao que implicava… A short list esta agora no Rafale, super hornet e gripen, ao que sei.

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