Daily Archives: 2008/11/11

Até dia 16, em Torres Novas…

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LUSOFONIA, MESTIÇAGEM, SOM LUSO E MISTURA DO SER HUMANO

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Para uns são um conjunto de identidades culturais apresentadas de forma simples ou mais ou menos misturadas.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Comunidades Lusófonas espalhadas pelo mundo, Cidadãos estrangeiros a residir em Portugal, Galiza, Guiné Bissau, Goa, Macau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe, Timor Leste.

Nem sempre o reconhecimento da identidade indígena prevaleceu, mas temos que reconhecer a coragem para enfrentar o desconhecido, a criação de alianças e fraternidades, transformando e deixando-se transformar.

Do contacto entre o povo colonizador e os povos resultou um intercâmbio a vários níveis sendo deles a mais profundo o da miscígenação.

Eu sou Mulato, português nascido em Angola, de pai branco e mão negra.

No século XIX o Brasil é reconhecido internacionalmente como o país da mestiçagem.
A mistura do ser humano de origem diversa teve valorização variável através dos tempos.

A mestiçagem corrigiu a distância social.

A mestiçagem é um facto histórico a que não cabe condenar ou elogiar.

O que levou os colonialistas á mestiçagem ?

A escassez das mulheres brancas na população ou a alegada pré-disposição colonizadora para contactos inter-raciais ?

O resultado concreto foi a formação de um povo novo.

Eu preconizo um Homem com raças, misto quer seja de pigmentação quer seja de cultura.

Mestiçagem é sinónimo de diversidade.

Mestiçagem é o conhecimento do outro através da mestiçagem de culturas, é conhecer a língua, a cultura, a religião dos outros e manifestar respeito pelos outros, pela diferença e pela partilha da vida.

Existem diversidades e semelhanças nas culturas.

Ao ser mestiço cultural deixa-se de ser mediador entre culturas e acaba-se por identificar o seu pensamento com o das outras culturas.

Existe na actualidade uma identidade cultural que pode ser partilhada pelos vários países e comunidades, ser vivida em comum e partilhada na diversidade e enriquecida.

Uns dizem que a lusofonia é uma ilusão, mas que existem vestígios da presença portuguesa no mundo é uma grande verdade.

Assim como é uma grande verdade que há marcas na cultura portuguesa de vestígios das culturas dos países por onde passaram.

Agora o que não tem existido é um assumir dessas marcas, um pesquisar e descobrir essas marcas no tempo, um informar as gerações das suas origens, suas influências, não tem existido o aceitar desinibido da presença dessas culturas no presente momento em Portugal, do deixar através dos mecanismos próprios brotar e deixar vir á luz a profusão, a riqueza da presença desses povos.

Mas não é só Portugal que tem que ser alertada para a riqueza desta fonia. São os próprios brasileiros no Brasil que possivelmente pouco sabem sobre os outros irmãos da mesma língua, são os Angolanos, os Guinéus, os Cabo Verdeanos, os São Tomenses, os Moçambicanos, os Goeses, os Macaense, os Timorenses, as comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo.

A união em torno da língua é importante pois torna-nos numa força com mais poder até internacionalmente.

Os outros povos também precisam de ser alertados para a não vergonha de se falar em português e para a necessidade de se falar nas suas línguas maternas e fundir.

Com um fio condutor que será o português temos já as línguas angolana, cabo verdeana (e de que maneira), a guineense, a moçambicana, a brasileira, a portuguesa etc.
Cada país contribuirá com o que de melhor tiver em prol do desenvolvimento e conhecimento dos outros sem problemas de quem está a controlar quem.

Se existem vícios coloniais também existem preconceitos anti coloniais.

Se um galego ou francês se identifica com a cultura portuguesa, a aprende, vive, a desfruta, quem somos nós para dizer que não pertence á lusofonia.

Mais forte que a dialéctica construída á volta desta palavra, são as vivências e essas ninguém as consegue apagar.

Mais uma vez o Musidanças aconteceu neste ano de 2008. Aconteceu com o apoio principal dos Toca a Rufar e sem o qual não teria sido possível a sua realização.
Obrigado Toca a Rufar.

Também daqui vai um obrigado especial para todos os artistas, músicos e participantes no evento deste ano.

Para um melhor funcionamento dos próximos Musidanças agradecia da vossa parte opiniões, críticas, etc…, ao Musidanças findo.

Um grande Abraço

Firmino Pascoal

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Rafales F2 no Theodore Roosevelt e… alguns resultados de combates simulados entre SH e Rafales

Entre 18 e 31 de Julho mais de quinze mil militares dos EUA, Reino Unido e França participaram nos exercícios JTFEX 08 ao largo da costa oriental dos EUA. Nestes, a França enviou duas esquadrilhas de Rafales navais, a 12F e a 4F.

O encontro entre os Super Hornet e os Rafale F2 foi muito interessante para os pilotos de ambos os aparelhos: “foi espantoso ver os canards movendo-se em pleno voo”, disse Mike Tremel, da VFA-31 e acrescentando: “o Rafale é um avião altamente manobrável, com uma incrível capacidade para apontar o seu nariz a qualquer direção do céu. Os pilotos franceses pareciam muito satisfeitos com as suas capacidades e com uma concepção do cockpit muito moderna, com MFDs e um side stick. Contudo, eu nunca voei num Rafale, e logo não sei o que estou a perder.”

Os Rafales e os Super Hornet do Theodore Roosevelt encontraram-se varias vezes em BFM (1 para 1 em Basic Figher Maneuvering) e em 2 para 2 em missões ar-ar. “O Rafale é definitivamente um caça mais ágil, mas os pilotos da 12F sublinharam que o Super Hornet não fora concebido para dog fighting. O avião da Boeing era um impressionante cargueiro de bombas. Por outro lado, é um avião pesado que não pode acelerar tão depressa com alto angulo de ataque.”

Nos exercícios, os Super Hornet utilizaram o novo AIM-9X e alguns com o novo capacete JHMCS (Joint Helmet Mounted Cueing System). Ambos podem oferecer uma vantagem decisiva em combates a curta distancia, embora – segundo os pilotos dos Rafales – existam técnicas para a anular…

Esta noticia, assim como outra que deu conta da capacidade dos Rafales F2 para bater os Super Hornet em 6 contra 2 no ultimo Red Flag indica que na competição F-X2 em que Gripen NG, Rafale F3 e Super Hornet participam dos dois últimos, o Rafale é o mais manobrável e definitivamente o superior em dogfight e em combate aéreo a curta distancia. Não consegue carregar a mesma quantidade de armamento, nem é no atual padrão F2 um avião tão amadurecido como o Hornet, que se encontra hoje na sua recta final de desenvolvimento. Mas é certamente, o melhor avião dos dois…

Mais uma noticia que os decisores do vencedor do F-X2 devem ter na devida conta lá para começos de 2009 quando escolherem o vencedor da competição…

Fonte:

Air Forces Monthly, Novembro de 2008

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A Pedra, a Estátua e a Montanha ou da actualidade do V Império

“[…] o título deste livro consagra os três símbolos fundamentais do sonho de Nabucodonosor, interpretado por Daniel, decerto o texto central do imaginário quinto-imperial, vieirino e não só : a pedra que, sem intervenção de mão alguma, embate violentamente nos pés de ferro e argila da terrível estátua antropomórfica, com cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre e coxas de bronze e pernas de ferro, pulverizando-a e convertendo-se numa “grande montanha”, que enche a terra inteira (Daniel, 2, 31-45). Esta narrativa visionária é susceptível, como tudo o que é simbólico, de uma multiplicidade inesgotável de leituras, consoante as inclinações e níveis de compreensão dos intérpretes. Dela se pode em geral dizer que, abatendo e dissipando o gigantesco ídolo de pés de barro – símbolo de uma realidade aparentemente total e invencível, mas na verdade parcial e extremamente frágil no seu fundamento e composição, interpretada tradicionalmente e por Vieira como os quatro impérios e poderes civilizacionais histórico-mundanos, e interpretável como figura de todas as falsas e frágeis construções humanas, mentais e materiais – , a pedra, figura do Messias, do Cristo ou da consciência desperta e livre, converte-se na montanha cósmica, símbolo da plenitude e da verdadeira totalidade e universalidade ou do eixo que une céu e terra, espírito e matéria, transcendência e imanência. A moral da história da pedra que pulveriza a estátua e se converte em omni-abrangente montanha, é que a imprevisível e espontânea irrupção do que parece mínimo e insignificante faz na verdade evanescer o que parece máximo, sólido e perene, convertendo-se por sua vez na verdadeira integralidade e totalidade, ao contrário da estátua, que por mais monumental era apenas um ente parcial, composto e localizado.
A partir daqui podemos vislumbrar a sempre fecunda actualidade do imaginário quinto-imperial, não só no plano histórico-civilizacional e teológico-político em que tem sido predominantemente interpretado, mas também no da nossa vida pessoal e do nosso crescimento espiritual. Pois não se aplicará a história da pedra, da estátua e da montanha ao nosso presente histórico, com seus impérios, globalizações, padrões de pensamento e ficções em aparência tão esmagadoramente triunfantes e incontornáveis, mas afinal tão frágeis, desde já minados pela ausência de verdadeiro fundamento e à mercê da ínfima pedra que contra eles subitamente se levante, contendo em si uma imensa montanha ? Pois não seremos potencialmente todos e cada um de nós essa mesma pedra, essa mesma tomada de consciência e essa mesma força que imprevisivelmente pode surgir e derrubar pela insustentável base tudo o que interior e exteriormente nos amedronta, violenta e escraviza, sem outro alicerce senão as falsas projecções da nossa ignorância, medos e expectativas, convertendo-se na ou revelando-se a inabalável montanha da descoberta da nossa natureza íntegra e primordial, único fundamento sólido de uma nova sociedade e de um novo mundo?”

– excerto da Introdução a A Pedra, a Estátua e a Montanha. O V Império no Padre António Vieira, Lisboa, Portugália Editora, 2008. Livro apresentado 4ª feira, dia 12, pelas 18.30, na Igreja de São Roque (Largo Trindade Coelho ou da Misericórdia, em Lisboa)

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Quids S15: Em que obra aparece este engenho pela primeira vez?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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O “WhiteKnightTwo” da Virgin Galatic está terminado

Está cumprida a primeira etapa da caminhada que levara algumas centenas de turistas espaciais – entre os quais estão pelo menos dois portugueses – ao Espaço a partir de 2010. Esta etapa consiste no fim da construção do avião-mãe “WhiteKnightTwo” pela empresa Scaled Composites para a Virgin Galactic do multimilionário Richard Branson.

O “WhiteKnightTwo” foi completamente construído em fibras de carbono de forma a manter um peso muito baixo, sem sacrificar uma grande resistência estrutural que lhe permita usar quatro poderosas turbinas a reação para levar o avião de apenas 30 toneladas assim como o pequeno “SpaceShipTwo” que transporta entre a sua dupla fuselagem, levando dois pilotos e turistas espaciais ate uma altitude 100 km.

O primeiro lançamento para um curto, mas sempre espectacular voo suborbital do par ira ocorrer em meados de 2009 e se for bem sucedido provara a viabilidade e segurança de um sistema capaz de colocar em orbita cargas úteis de pequeno peso, mas a uma fração dos mais baratos foguetões da atualidade: a serie “Longa Marcha” chinesa e o PLS indiano. O conceito de avião-mãe e avião-foguete transportado pelo primeiro corresponde aos primeiros planos da NASA para o Shuttle, na década de setenta, depois abandonados por limitações orçamentais, mas o seu ressurgimento privado prova a sua viabilidade e economia de custos… E serve de lição a todos os países que continuam a fazer depender os seus programas espaciais de sistemas dispensáveis e extremamente dispendiosos.

Fonte:

Science et Vie, Outubro de 2008

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