Daily Archives: 2008/11/10

Sobre o estado atual da força aérea indonésia e da sua aquisição de aparelhos Sukhoi

//www.acig.org)

(Um dos F-16 indonésios in http://www.acig.org)

A Indonésia assinou em 2007 um contrato com a Rosoboronexport russa de 355 milhões de dólares por 3 SU-27SKM e 3 SU-30MK2. A vontade indonésia de adquirir aparelhos russos surgiu depois do bloqueio norte-americano por causa das repetidas violações aos Direitos Humanos verificados neste país, e especialmente em Timor-Leste. A força aérea deste país muçulmano tem operado até hoje com uma espinha dorsal assente em 10 F-16 A/B, 2 F-5 E/F, a este reduzido inventário foram somados 2 SU-27SK e 2 SU-30MKK. russos em 2003. Em Agosto de 2007, a Indonésia assinou um contrato para a compra de mais aparelhos russos e em Setembro, um contrato adicional que incluia também submarinos russos, veículos blindados e até helicópteros.

O SU-27SK é uma variante do SU-27, um interceptor dedicado, mas mais versátil no tipo de missões que pode desempenhar e os 3 primeiros aparelhos desde segundo grupo esperam apenas a aprovação do parlamento indonésio para serem entregues.

Acredita-se que todos os Sukhoi indonésios estão inativos. Quer porque foram comprados sem armamento em 2003, quer porque estarão a receber uma atualização dos seus sistemas de comunicações, os quais eram incompativeis com os dos aparelhos de origem norte-americana que ainda compõem o esencial da força aérea indonésia, juntamente com 16 EMB-314 Super Tucano brasileiros adquiridos em Março de 2008 para missões de contra-insurreição.

Há planos para adquirir mais 5 F-16 C/D usados e rumores que a Indonésia poderia comprar dois esquadrões de Mirage 2000-5 franceses, com mísseis Matra Magic II e até MBDA MICA, assim como outros rumores que estariam também em curso negociações para a aquisição de caças chineses J-10 e até de Gripen suecos.

No total, e embora esteja em curso um importante e ambicioso plano de modernização, a força aérea indonésia encontra-se num estado miserável. OS F-16 que opera continuam com problemas de manutenção, desde o problema do embargo norte-americano devido aos problemas de Timor-Leste. Os Sukhoi russos, estão imobilizados e são incompatíveis com o resto da frota (um problema que deve também afectar outros operadores do aparelho, como a Venezuela), e o resto da sua frota, composta de F-5 em duvidoso estado operacional é incapaz de fazer frente à dos seus vizinhos malaios e australianos. Entre todos estes problemas, restam apenas os Super Tucano, muito competentes no tipo de missões que lhes foram atribuídas.
Fontes:

http://www.defenseindustrydaily.com/indonesias-air-force-adds-more-flankers-03691/#more-3691?camp=newsletter&src=did&type=textlink

http://en.wikipedia.org/wiki/Indonesian_Air_Force#TNI-AU_Today_.281998_-_present.29

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Quids S15: Como se chama este bebé?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

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ENTREVISTA DE PAULO BORGES A RESPEITO DA PETIÇÃO MIL “POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ”

Entrevista conduzida por Ana Clara, concedida ao Semanário “O Diabo” (26.02.2008), com destaque de primeira página. Desenvolvimento do tema nas páginas 6 e 7. Inclui depoimentos do escritor Fernando Dacosta
e do general Tomé Pinto, a favor desta petição em particular
e do reforço dos laços lusófonos em geral.

1 — Porquê surgiu esta ideia de lançar uma petição na Internet sobre a necessidade de criação desta força policial e militar de manutenção da paz no quadro da CPLP?

A ideia da petição resultou da situação grave vivida no território timorense e da nossa convicção de que uma força de paz lusófona, a avaliar pelo desempenho dos militares da GNR aí destacados, poderia agir com uma eficácia, sensibilidade e conhecimento da realidade local que as outras forças, não lusófonas, não parecem ter. A criação desta força é também fundamental para a segurança e a paz em todo o espaço lusófono, sem deixar isso na dependência de forças alheias à identidade histórico-cultural dos seus povos. Note-se que esta petição não visa mais do que pôr em prática o consagrado nos Estatutos da CPLP, onde, no artigo 3º, se diz claramente que um dos seus objectivos é “a cooperação em todos os domínios “, entre os quais a “defesa e segurança pública”. Nesse sentido, foi acordada desde há cerca de dez anos a realização de exercícios militares (Felino) conjuntos pelas Forças Armadas dos estados-membros da CPLP, para treinar unidades para operações humanitárias e de paz. Se no plano teórico isso está consagrado, porque nunca se põe em prática ? O problema é a falta de vontade e coragem política, por sua vez enraizada na falta de uma visão da comunidade lusófona como um projecto vantajoso para todos os estados-membros, que se deve promover, proteger e afirmar no plano mundial.

2 — Na petição é referido que para além da criação desta força policial e militarizada de manutenção de paz, tal deveria ser conjugado igualmente numa ampla acção no plano cívico e cultural. Em que medida, concretamente, isso deve ser feito?

Para nós, Movimento Internacional Lusófono (MIL), há que promover, acima de tudo, a consciência de um destino comum dos povos e das culturas lusófonas, irmanados pela língua e pela história, livre de traumas pós-colonialistas e de tentações neo-imperialistas. Isso deve ser feito através do reforço do ensino do português onde ele ainda é limitado e pelo ensino da história e da cultura de cada nação lusófona em todas as demais nações da CPLP. Além disso, a ideia da própria comunidade lusófona deve tornar-se tema de discussão pública em todo o espaço lusófono, avaliando-se as vantagens, a nível cultural, político, militar, social e económico de uma aproximação crescente das nações lusófonas e da sua afirmação conjunta no plano internacional.

3 — Sendo que todos nós conhecemos as fragilidades da CPLP e, tendo em conta, que na petição é referido que a força policial a criar «poderia incluir, tanto quanto possível, unidades policiais oriundas de todos os países lusófonos, de Timor a Cabo Verde e forças navais brasileiras e portuguesas, para além de forças especiais angolanas, brasileiras e portuguesas», a pergunta é esta: considera que este consenso seria possível (já que as várias forças policiais em causa têm também elas naturezas diferentes)?

Creio que, havendo discernimento, vontade e as pessoas certas nos lugares certos, todas as fragilidades são superáveis e todos os consensos são possíveis. Por outro lado, por mais que as forças em causa sejam diferentes, nunca são tão diferentes ao ponto de não falarem a mesma língua e de não partilharem de um mesmo sentimento de fraterna pertença a uma mesma comunidade. Se isso se manifesta no futebol, porque não se manifestará noutras dimensões da vida ?

4 — Na sua opinião o que tem faltado à CPLP para se impor no tabuleiro diplomático que ela representa, tendo em conta que ela é muitas vezes acusada de «falta de visibilidade», «inacção» e de «apatia»?

É Um facto que isso existe. A CPLP é uma excelente ideia que ainda não foi verdadeiramente posta em prática, existindo até agora a um nível muito formal. Mas isso não faz dela uma má ideia. Creio que padece de falta de liderança, que idealmente deveria ser comum a todos os estados-membros. Todavia, enquanto isso não acontecer, creio que é a altura de Portugal e do Brasil assumirem, sem complexos, a sua maior capacidade de dinamizarem tudo o que está previsto nos estatutos da CPLP. Isso depende de profundas mudanças a nível das mentalidades e de se colocarem nos lugares de decisão político-cultural pessoas que estejam verdadeiramente sintonizadas com a ideia de uma aproximação lusófona e da sua afirmação internacional.

5 — Por fim, até onde tencionam ir com esta petição? Quais os seus objectivos?

O MIL, recentemente criado, mas contando já com mais de quatrocentas adesões, de todos os países lusófonos, é um movimento cívico e cultural, associado à Revista NOVA ÁGUIA (www.novaaguia.blogspot.com), que visa, com esta petição e outras formas de intervenção, defender uma aproximação crescente da vida cultural, política e económica das nações lusófonas, até uma futura União Lusófona. Estamos convictos de que os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa constituem uma comunidade com a vocação de estabelecer pontes entre os diferentes povos e culturas, promovendo uma cultura da paz e da fraternidade à escala planetária. Para isso são necessárias profundas mudanças mentais e políticas. No nosso caso, Portugal precisa de uma nova geração de líderes, cultos e formados dentro dos valores da cultura portuguesa e lusófona, com uma visão ampla e desinibida sobre as potencialidades culturais, políticas e económicas da comunidade lusófona. O nosso problema são as oligarquias de administradores, tecno-burocratas e políticos carreiristas e ignorantes, instalados nos partidos, nos grupos económicos e no estado, que desprezam a cultura e o bem comum e não têm a mínima ideia de um objectivo e uma estratégia para Portugal. O MIL assume-se como alternativa a isso e admite o combate político nesse sentido, quando for o momento oportuno.

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