Daily Archives: 2008/11/06

O Brasil vai construir 4 submarinos Marlin e 6 fragatas FREMM

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(Submarino Marlin in http://i33.photobucket.com)

Está plenamente confirmada a encomenda à França de 4 submarinos “Marlin” pelo Brasil. Os navios não serão simplesmente comprados e construídos em França, como sucedeu infelizmente com os novos submarinos portugueses 209PM, construídos em Kiel, na Alemanha, mas serão montados num novo estaleiro que será construído na Baía de Sepetiba, mesmo ao lado de uma nova base de submarinos que será construída também aí, perto do Rio de Janeiro. Ou seja, o Brasil consegue transferir tecnologia, criar emprego e riqueza local e logra ainda recolher um vantajoso contrato que se estenderá também à prestação de “consultoria técnica” por parte dos franceses na difícil concepção do casco do novo submarino nuclear brasileiro, a última grande barreira que faltava vencer para construir o primeiro SNA deste país lusófono, já que a tecnologia do pequeno reactor nuclear já está domada, como prova o protótipo funcional existente em Aramar.

Os submarinos haviam sido propostos ao Brasil pela DCN francesa em Janeiro deste ano e embora na altura tivessem surgido referências de que se trataria do submarino franco-espanhol “Scorpéne” na verdade será o Marlin. O Marlin não é verdadeiramente um “novo” submarino, mas o produto da quebra de relações entre o estaleiro espanhol Navantia e a francesa DCN que conceberam e fabricavam os Scórpene em conjunto, uma ruptura que resultou de um abuso de confiança castelhano, quando a Navantia decidiu criar a sua própria versão do submarino, o S80 sem os sistemas de combate franceses e incorporando sistemas norte-americanos da Lockheed Martin. Em consequência, nasceu o Marlin, onde alegadamente a DCN estará a incorporar tecnologia utilizada na linha de submarinos nucleares franceses “Le Triomphant“, nomeadamente um redesenho hidrodinâmico.

Embora o Marlin com o seu deslocamento padrão de duas mil toneladas possam utilizar a propulsão MESMA-2, menos ruidoso e mais eficiente que o anterior sistema MESMA, o Brasil não optou por usar a propulsão AIP neste navios, que deverão ficar num total de 600 milhões de dólares, com um pagamento faseado em 20 anos.

De salientar ainda que a aquisição destes submarinos faz parte de um pacote mais amplo que inclui seis fragatas FREMM, que serão construídas no Brasil, nos estaleiros do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. As fragatas FREMM são consideradas das melhores fragatas da atualidade sendo um projeto franco-italiano que incorpora alta furtividade ao radar e têm um custo total de 3 biliões de dólares. FREMM significa “FRégate Européenne Multi Missions” em francês, ou “Fregata Europea Multi-Missione” em italiano e resulta de uma bem sucedida parceria entre a DCNS francesa e a Fincantieri italiana para produzirem uma navio médio, multifunções, com capacidades de guerra aérea, antisubmarino e antinavio. As FREMM conseguem operar mísseis de cruzeiro Scalp da MBDA que em termos de características são idênticos aos Tomahawk norte-americanos.
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Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Política Internacional | 171 comentários

Paradoxos

1. Reflexos das conjunturas vividas ou resultado de antagónicos ou diferentes pontos de vista, as ideias que defendemos muitas vezes são reféns das posições que essa mesma razão implica.
Praticamente ninguém aceita ou gosta de ser confrontado com as incoerências próprias. Poder-se-á dizer que tal é humano. Tão comummente humano que é quase compreensível.
O trabalho executado pela presidência portuguesa na União Europeia teve resultados e não foram quaisquer proveitos. As negociações realizadas, que conduziram à assinatura do Tratado de Lisboa, não foram simples e o bom termo das mesmas só nos enchem de orgulho. Pelo menos a alguns de nós. Afinal, como diz o adágio popular, não se pode agradar a gregos e troianos.
Claro que os bons resultados cedo deixam de ser notícia. O que agora anda na boca do mundo é a problemática quanto à realização de um referendo, através do qual a população se pode manifestar. Por um lado, e até um certo ponto, é admissível que aqueles que defendem posições diferentes do Governo utilizem os mesmos meios para se fazerem ouvir. Não é o marketing para todos? Por outro, é inquestionável que a ratificação parlamentar, que os titulares de cargos públicos manifestamente preferem, reacende a questão da distância entre eleitores e eleitos e até que limite estes verdadeiramente representam aqueles.
2. Devido à interligação global, como deverá ser o mundo dividido? Em zonas geopolíticas ou em zonas geoeconomicas?
A organização política do mundo actual, particularmente a da civilização ocidental, é determinada pelo Estado nascido da Revolução Industrial. Ora, o Estado, tal como o conhecemos, há muito que está em crise e declínio. Já não consegue provir os fins para que foi criado, devido a duas situações que caracterizam as democracias ocidentais: primeiro, assim que um candidato é eleito, o seu próprio bem-estar passa a ser a sua primeira prioridade. Em segundo lugar, os grupos de pressão ou lobbies, pela sua acção na defesa dos seus interesses, provocam desvios na condução das políticas sociais governamentais fazendo que com estas percam a perspectiva do bem-estar de toda a sociedade. Consequentemente, o poder do Estado foi depauperado com o aparecimento de agentes sociais que, se por um lado, ao assumirem responsabilidades que lhe pertencem, o ajudam, pelo outro, ao roubar-lhe autoridade, o enfraquecem.
Por causa da revolução tecnológica que vivemos, que está a ter o duplo efeito de provocar o colapso das indústrias e do modo de vida, ao mesmo tempo que os substitui por outros completamente novos, o mundo está a mudar e a actual estrutura do Estado apenas subsiste devido à resistência do poder político. Considerando os elementos, social, económico e político do Estado, é precisamente este última que mais resiste e ignora esta mudança, continuando a agir como se o mundo fosse o mesmo. A resistência à mudança é um instinto humano, mas pior do que resistir à mudança é não aceitá-la e, consequentemente, não se preparar para ela, porque a mudança é inevitável. Por isso, o poder político não poderá continuar a ter este tipo postura sob risco de não se adaptar à evolução tecnológica e civilizacional, o que terá efeitos negativos no todo da sociedade.
3. A amplitude de mudança que se nota no dia-a-dia vê-se em situações tão simples como esta. Antes dos avanços tecnológicos que nos proporcionaram, entre outros, os telemóveis, quando se ligava para alguém a primeira pergunta que colocávamos era: Quem fala? Hoje, a pergunta é: Onde estás?
Mas esta mobilidade não deixa de ser aparente, uma vez que a tecnologia também nos deu a virtualidade. Viajar sem nos movermos é outras das possibilidades modernas. Infelizmente, no que respeita às relações sociais, a virtualidade, que para alguns é um verdadeiro santuário existencial, pois aí podem criar vidas que são completamente opostas às reais, provoca a perda de contacto com o semelhante e da vida em sociedade. Logo, e não menos absurdamente, o globo poderá vir a ser composto por mundos individuais dentro das conexões da globalização.
Será que o indivíduo acabará por também se distanciar do seu próprio mundo?
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O Vento Solar está no seu valor mais baixo dos últimos 50 anos

Segundo dados recentemente recolhidos, a atividade do Vento Solar é atualmente a mais baixa dos últimos cinquenta anos. Os dados foram recolhidos pela sonda Ulysses das agências espaciais europeia ESA e da norte-americana NASA. Esta redução tão significativa do Vento Solar pode revelar-se como extremamente importante para a Terra… Desde logo porque está a implicar uma diminuição da Helioesfera e logo, da proteção das defesas naturais da Terra contra a radiação cósmica de alta energia… A mesma que poderá ameaçar seriamente qualquer missão que o Homem envie para o Sistema Solar exterior e que irá ameaçar a saúde dos astronautas que um dia enviaremos a Marte.
A sonda foi lançada em 1990 pelo vaivém espacial Discovery mas aproxima-se rapidamente do fim da sua vida, já que o reator nuclear de plutónio ficará exausto nos próximos  meses. Embora tenha apenas uma fracção da potencia anterior, a sonda ainda conseguiu identificar este abrandamento. Não há ainda provas diretas da redução da esfera de influência da Helioesfera, mas com a redução da sua pressão do vento solar todos os modelos teóricos deduzem que a heliosfera vai também diminuir de extensão e força. A redução verificada foi da ordem dos 20%, em relação aos primeiros números, recolhidos pela sonda em 1994, o que indica que esta redução está a acontecer de forma acelerada nos últimos anos. É provável que exista uma relação de causalidade entre este fenómeno e o mínimo de atividade solar registado também nos últimos meses, o qual, também ele é uma anomalia em relação aos dados conhecidos.
Em suma, os dados recolhidos pela Ulysses, para além de servirem para provar a utilidade prática destas sondas demonstram que se o Aquecimento Global não está ainda a provocar as consequências dramáticas e radicais que poderia se o nosso Sol se encontrasse num ciclo normal de atividade. Indica também que logo que a presente fase baixa do ciclo solar terminar, irão aumentar os problemas com satélites (avarias e interferências) e sistemas de comunicação terrestres.
Fontes:
Categories: Ciência e Tecnologia, SpaceNewsPt | 4 comentários

Quids S15: Como se chamava este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14, Quids S15 | 5 comentários

Dica Informática: Se tivermos um computador correndo Windows Vista com 4 Gb de RAM temos que adicionar o parâmetro /3GB no boot.ini

Se tivermos um computador correndo Windows Vista temos que adicionar o parâmetro /3GB no boot.ini. Sem isso, as aplicações nunca poderão indexar mais do que 2 Gb que por defeito o sistema operativo lhes atribui.

E assim se explica a omissão da memória adicional no Control Panel:

“According to this, if your RAM exceeds 2GB, the excess amount will be used only by Windows kernel and therefore the report from Control Panel is quite correct in that it is reporting only the usable RAM for applications.”

http://forums.tweakguides.com/showthread.php?t=1899

“Normally there is a split in how the memory is allotted between system  and applications that restricts an application to a maximum of 2GB. You
can modify that on machines over 3GB by adding a switch /3GB to the line in boot.ini (after /fastdetect). Check out this article before using the
/3GB switch”
http://support.microsoft.com/default.aspx?scid=kb;en-us;328269

Categories: Informática | 3 comentários

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