Daily Archives: 2008/11/05

Para o Obama

Ganhaste. Por isso, antes de mais, os meus parabéns.

Acrescidos pelos facto de tu, a princípio, te teres imposto contra tudo e contra todos. Sempre gostei de gajos teimosos e obstinados, com Vontade. Gajos que dizem: “Sim, é possível.”. E a verdade é que conseguiste.

Se bem que a tua prova de fogo tinha sido no início, contra a outra (a Clinton). Depois, foi relativamente fácil. Apesar do teu adversário ser um tipo decente.

Como bem sabes, provocaste por todo o mundo, e também por cá, uma histeria que chegou a tornar-se doentia. Como sou um viciado em jornais, fui acompanhando – e muito sorri, com as manipulações, por vezes bem grosseiras, que se foram fazendo. E tu até não precisavas disso.

Agora que ganhaste, vai começar a desilusão. Afinal, tu foste eleito Presidente dos Estados Unidos e sabes bem que todos os países, para mais o teu, têm, antes de mais, que defender os seus interesses. Sei que o farás e não me desiludirei por isso – pela simples razão de que nunca tive ilusões a esse respeito.

Irei seguir pois, tranquilamente, a tua actuação. Se não somos todos americanos, nada de americano nos pode ser por inteiro indiferente. Em todo os planos – mesmo que a América sempre me tenha despertado as mais ambivalentes sensações.

Não sei se conheces o Heidegger (sim, aquele…), mas ele formou muito a minha ideia do mundo e da América em particular. Mas, acredita, não sou um anti-americano ontológico. Prezo, em particular, algum do vosso cinema. Uma das minhas alcunhas até é, imagina, Clint (Eastwood). E, no final do “The Dear Hunter”, do Cimino, até já me surpreendi a cantarolar o “God bless America”. Para “anti-americano” e “ateu”, não está nada mal…

Sabes como é. Sempre tive um fraco por personagens complexas. Sou, à minha maneira, como tu, mestiço. Por isso, também nunca gostei do outro. Ainda que queira ir ver o filme do Stone. Depois conto-to. Suponho que não terás tempo para o ver…

Com um abraço

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Texto que nos chegou…

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Àqueles que olham com desconfiança a Lusofonia.

Para os lusófonos, independentemente da sua naturalidade, que olhem para os símbolos portugueses e para os profetas da “nossa” mística, temos de lhes lembrar que esses símbolos – as Quinas Sobre a Esfera Armilar – e as profecias saídas da pena de ilustres representantes da nossa filosofia, remontam ao Portugal dos Descobrimentos, do Portugal Global que se espalhou pelo mundo e que findou em 1580. Aquele Portugal que é afinal o tronco comum da mesma árvore que representa os povos falantes da língua portuguesa, descendentes dessa mesma cepa pela via genética e cultural. A sua génese é tão profunda quanto a nossa história comum e infelizmente reflectem muito pouco do Portugal estrangeirado de hoje: do ibérico, do afrancesado, do americanizado, do europeu com ideais saxónicas e nórdicas.
Os símbolos ancestrais não devem causar nenhum tipo de déjà vu, de fantasmas passados do imperialismo – aliás algo que foi mais fama, criada pelas nações alheias à nossa filosofia e que ficou comprovado no pouco proveito que tivemos em comparação com essas mesmas nações. Apesar de alguns desses poucos símbolos continuarem a representar a nação portuguesa, não são mais do que ecos abafados desse passado empreendedor.

Para o luso-descendente que procure Portugal pela tradição, pelo regresso às origens, pelo sentido da busca do fio condutor dos seus antepassados, dificilmente o encontrará no Portugal visível de hoje. Os que temem um novo colonialismo, não terão razão alguma porque um país amnésico e sem o músculo que construiu o nosso tronco comum, não poderá liderar nenhum processo como o finado Portugal quinhentista: não vai além do símbolo que por si só representa.
Terão que ser os seus “filhos” a emanarem a nova onda civilizacional lusófona depois da sua necessária emancipação e não o ancião do qual se poderá esperar mais do espírito e menos do corpo, tal como o avô que conta as suas histórias e os seus ensinamentos aos seus netos…

Quem quiser encontrar de facto a tradição, pelo regresso a casa, pelo sentido da busca do fio condutor só terá os velhos símbolos que pertencem não só aos portugueses do rectângulo formal na orla da península ibérica e suas ilhas, mas por herança a toda a civilização lusófona – em especial a todos aqueles que se revejam nesse projecto quinhentista das Descobertas, todos eles são os seus dignos herdeiros!
Quem olhar para os profetas e as suas profecias, compreenderá que elas não se dirigem, como nunca se dirigiram à grandeza de Portugal como nação, mas à sua instrumentalização e sacrifício como construtora do utópico mas possível Quinto Império, imortalizado pelas Quinas, que por força teimam em continuar. Compreenderá que elas se dirigem a um movimento civilizacional alicerçado nas diferenças, mas onde importa menos as nações e mais as pessoas: a sua cultura, a sua língua e de um modo geral uma filosofia comum que torne de facto a partir de nós, os representantes da lusofonia – os propagadores da Luz – todos os outros povos mais fraternos.
Como diria o Pessoa, no dia em que a utopia se transformar em realidade, Portugal como Símbolo desaparece, o avô descansará em paz porque a sua missão ficou cumprida.

Eurico Ribeiro

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Hoje, 8º Encontro Inter-Religioso de Meditação

4ªfeira, 5 de Novembro 2008 às 19,15h (recepção)
– Centro de Estudos da Ordem do Carmo – R. de St. Isabel, 128-130 (ao Rato)

É com muita alegria e empenho que a Comunidade Mundial de Meditação Cristã anuncia a realização de mais um Encontro Inter-religioso de Meditação. Com alegria por esta iniciativa ter sido tão bem acolhida, apoiada e desenvolvida por várias outras comunidades religiosas. Com empenho no sentido de sensibilizarmos mais comunidades a juntarem-se a nós neste próximo encontro.
Assim, convidamos todos os membros da CMMC, bem como os membros de outras religiões ou tradições a viverem a experiência de procurarmos em conjunto e no mais profundos silêncio e quietude o encontro com o que, para cada um, for o mais sagrado e mais pleno.

“A quietude é a nossa peregrinação e o caminho do peregrino é o mantra”.
John Main

A sessão iniciar-se-á às 19,30h, com breves leituras de textos espirituais de cada tradição intervaladas por 2 min. de silêncio, seguindo-se 25 minutos de meditação silenciosa. Terminaremos com uma pequena prece colectiva pela paz e pela união entre todos.

A Comunidade Mundial de Meditação Cristã

Email: mcristinags@netcabo.pt
Tel: 218488259/Tm: 919264907
http://meditacaocrista.weebly.com/index.html

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O “Chevrolet Volt”: um carro revolucionário que chega tarde demais para a GM?

O carro híbrido mais popular e mais vendido de sempre é hoje o Toyota Prius. O seu mais forte competidor tem sido o Honda Civic IMA (atualmente na versão mais recente Honda Civic Hybrid). Contudo, isso vai mudar brevemente… Os Estados Unidos, depois de terem seguido bem atrás dos construtores automóveis japoneses durante décadas, preparam-se para reassumir a liderança tecnológica com o lançamento do Chevrolet Volt.

Como os seus antecessores Honda Civic e Toyota Prius, o Chevrolet Volt depende de um motor elétrico e de um motor convencional, a gasolina. O Volt é desenhado, desde raíz, para optimizar a poupança de combustível em percursos urbanos, ao contrário do Civic e do Prius, que produzem melhores poupanças em Estrada, algo que sei por experiência própria, com o IMA.. Em altas velocidades, o carro recorre ao motor a gasolina, o que garante melhor desempenho, mas maiores consumos, ainda que emitindo menos CO2 do que qualquer outro veículo atualmente existente. Na base dessa concepção revolucionária, o carro da Chevrolet consegue ter as suas rodas a serem sempre alimentadas pelo motor elétrico, sendo capaz de operar com base nas suas baterias durante 65 Km, ou seja, o carro poderia funcionar durante todo um dia normal, sempre com base nas suas baterias e sem gastar um único litro de gasolina, bastando para tal ao chegar a casa que o seu condutor o ligasse à rede pública de eletricidade. A propulsão do carro é assegurada por um 220 células de iões de lítio com 111 kilowatts (150 cavalos), capazes de acelerar o veículo até uma velocidade máxima de 160 Km/h e que serão carregadas depois de oito horas ligadas à rede pública ou alimentadas por um motor convencional a gasolina, se não fôr possível fazer esta ligação.

O projeto “Volt” é atualmente o maior cavalo de batalha da Chevrolet, uma parte da GM, a megaempresa automóvel norte-americana que atravessa grandes dificuldades financeiras acumulando hoje mais de 39 biliões de dólares. O projeto recebeu uma dotação de perto de 500 milhões de dólares, retirados dos 18 biliões de cash que a empresa tem ainda, pelo que se trata de um investimento relativamente modesto mesmo para uma empresa em tão grandes dificuldades. A GM espera começar a vender o híbrido em 2010.

Os laboratórios da GM no Michigan e no Detroit estão a testar as baterias, submetendo-as a testes de durabilidade, carga e de frio, terminando um trabalho começado em… 1996 com o lançamento do primeiro carro elétrico de produção em massa da História, o EV1, que chegou a estar disponível na forma de aluguer na California e no Arizona, mas que seria recolhido e destruído em 1999 cedendo a pressões da indústria petrolífera, numa decisão que deixaria para as construtoras japonesas Honda e Toyota a liderança numa área tecnológica que hoje se revela tão crucial e que poderia hoje ter salvo a GM das dificuldades financeiras em que se encontra…

Fontes:
http://blog.wired.com/cars/2008/09/the-volt-isnt-a.html
http://www.msnbc.msn.com/id/21661794/
http://www.chevrolet.com/electriccar/
http://www.businessweek.com/magazine/content/05_19/b3932001_mz001.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/General_Motors_EV1

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Quids S15: Que avião é este?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 2 comentários

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