Daily Archives: 2008/11/04

Dezassete singelas questões sobre o colapso do BPN…

1. Se Vítor Constâncio não fosse um antigo dirigente do PS estaria ainda em funções no BdP?

2. Se Vítor Constâncio fosse competente, e tivesse agido a tempo, tal teria travado o colapso do BPN?

3. Se o BPN não fosse o Banco dos barões e baronetes do PSD teria havido “salvamento” dos acionistas do Banco com dinheiro dos contribuintes?

4. Se não houvesse uma política tácita de partilha de tachos em conselhos de administração entre ex-políticos do PSD e do PS, teria havido uma política de indemnização a estes acionistas do BCP que elegeram, partilharam chorudos dividendos e aprovaram e fizeram vista grossa à gestão danosa e criminosa da administração do BPN?

5. Porque não foi ainda detido ninguém envolvido nestas operações de branqueamento de capitais do BPN em Cabo Verde?

6. A quanto montará a indemnização do megamilionário Luís Figo pelas suas ações no BPN?

7. Onde está Oliveira e Costa, o maior responsável pela situação atual do Banco?

8. Porque não quis Ferreira Leite falar aos Media sobre a nacionalização do BPN?

9. Se Vítor Constâncio se queixou de não os meios suficientes para fiscalizar a ação da Banca portuguesa (como os casos do BCP e do BPN provaram) então porque não os exigiu e preferiu gastar energia a reclamar do Governo a substituição de toda a frota automóvel do conselho de administração do BdP?

10. Qual a origem das avultadas verbas (300 milhões de euros?) que passavam sem registo contabilístico pelo “balcão virtual” da filial do BPN em Cabo Verde?

11. Que interesses ligados aos do “Bloco Central PS-PSD” defendeu o PS quando recusou fazer ouvir pelo Parlamento os antigos responsáveis do BPN: Oliveira e Costa, Dias Loureiro, e Rui Machete?

12. Porque é que Cadilhe, na sua resposta pública à nacionalização do BPN gastou tanto tempo a defender os interesses dos acionistas e omitiu completamente qualquer referência aos interesses dos mais de 300 mil depositantes?

13. Onde estão (em que Banco) os milhões de euros ganhos na forma de dividendos pelos maiores acionistas do BPN?

14. Que interesses obscuros de que acionistas serviu o governo ao nacionalizar o BPN, mas ao deixar de fora a Real Seguros um dos ativos mais valiosos da holding que detinha o BPN?

15. Quanto dinheiro da nossa (de todos) Segurança Social foi enterrado pelo Governo nos cofres do BPN, mesmo depois de já se saber (desde 2007) das grandes dificuldades deste Banco? O valor de 900 milhões de euros referido por algumas fontes será verdadeiro?

16. Qual a origem da extravagente lista de bens nos cofres do BPN que vão desde uma colecção do pintor espanhol Miró, uma colecção egípcia a moedas do Euro 2004?

17. Quando há oito dias apenas o ministro das finanças garantia na RTP que não conhecia Bancos em dificuldades, mentia ou ignorava a escala dos problemas do PBN?

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Responsabilidades do Banco Central Europeu na presente crise financeira

Sejamos claros: o BCE (Banco Central Europeu) é a instituição menos democrática, mais perniciosa e perigosa de todas as instituições europeias. Em plena época de dificuldades económicas, o BCE continua a estar ainda só preocupado com a inflação. É certo que esta obsessão resulta em primeira linha do mandato que lhe foi definido pelos políticos europeus que em 1999 se contentaram em defini-las da seguinte forma:

“O objectivo primordial do SEBC é a manutenção da estabilidade dos preços”.

E “sem prejuízo do objectivo da estabilidade dos preços, o SEBC apoiará as políticas económicas gerais na Comunidade tendo em vista contribuir para a realização dos objectivos da Comunidade tal como se encontram definidos no artigo 2.º.” (n.º 1 do artigo 105.º do Tratado).

Os objectivos da União (artigo 2.º do Tratado da União Europeia) são um nível elevado de emprego e um crescimento sustentável e não inflacionista.

Atribuições fundamentais
De acordo com o Tratado que institui a Comunidade Europeia (n.º 2 do artigo 105.º), as atribuições fundamentais são:
a definição e execução da política monetária para a área do euro;
a condução de operações cambiais;
a detenção e gestão das reservas oficiais dos países da área do euro (ver gestão de carteiras);
a promoção do bom funcionamento dos sistemas de pagamentos.
Outras atribuições
Notas de banco: o BCE tem o direito exclusivo de autorizar a emissão de notas na área do euro.
Estatísticas: em cooperação com os BCN, o BCE compila a informação estatística necessária para fins de política monetária, fornecida quer pelas autoridades nacionais, quer directamente pelos agentes económicos.
Estabilidade financeira e supervisão bancária: o Eurosistema contribui para a condução regular das políticas prosseguidas pelas autoridades competentes relativamente à supervisão prudencial de instituições de crédito e à estabilidade do sistema financeiro.

Cooperação internacional e europeia: o BCE mantém relações de trabalho com outras instituições, organismos e fóruns apropriados tanto na UE como internacionalmente sempre que são discutidas questões relacionadas com as funções atribuídas ao Eurosistema.”

Ou seja: moeda, câmbios de moeda, moeda, sistemas de pagamentos em moeda, moeda, contagem de moeda, supervisão de… moeda e cooperação com outras institituições no que concerne a… moeda.
Em suma, o mandato do BCE estipula para ele um papel quase estritamente monetário e monetarista. A competência do Banco Central Europeu tem-se assim resumido a conter a inflação. E nem sempre pelos melhores meios, uma vez que atualmente as pressões inflacionistas vêm dos preços elevados dos produtos alimentares e dos combustíveis e que logo, as taxas de juro que o BCE tem mantido obstinadamente elevadas não influem diretamente na inflação, mas têm servido para numa primeira fase, conter o crescimento da economia europeia, travando o investimento, e atualmente, servido para potenciar os sinais de recessão que se espalham um pouco por todo o continente europeu.

Em França, Itália, Espanha e em muitos outros países da União Europeia multiplicam-se as vozes de políticos que clamam contra esta política estritamente monetarista do BCE, esquecendo que foram eles e os seus antecessores nos cargos que lhe desenharam o mandato. Em vez de clamarem contra o BCE, estes senhores deviam estar a reunir-se para redesenhar o tratado que define as atribuições do Banco incluindo nelas a promoção do crescimento económico e o Emprego, como consta, por exemplo, do mandato da Reserva Federal dos EUA.

Ainda que não possamos culpar diretamente a gestão do BCE pelas presentes dificuldades da Banca europeia, já que se limitou a cumprir o seu mandato, a verdade é que pelo menos num ponto não esteve à altura das circunstâncias: a sua atribuição de realizar uma “supervisão bancária” competente e pro-ativa revelou-se afinal tão ineficiente como aquela que Vítor Constância (não) fez sobre o BPN, o BCP, e sabe-se lá que mais instituições… É que já que potenciava a transferência de avultadas verbas para os EUA devido à sua política de manter as taxas de juro muito acima das dos EUA, o BCE podia ao menos ter vigiado a salubridade destes fluxos e destes investimentos. Algo que a avaliar pelas dificuldades de tantos bancos britânicos, espanhóis, franceses, alemães e portugueses… não soube fazer.

Fontes:

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional | 4 comentários

Quids S15: Como se chamava este homem?

1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 2 comentários

Células Estaminais: Começam a cumprir-se algumas promessas…

Depois de idêntico feito logrado recentemente com células sanguíneas, como alias já noticiámos aqui no Quintus, é agora a vez de investigadores da Universidade Livre de Bruxelas conseguiram transformar células estaminais não apenas em células cerebrais simples, mas num tecido neuronal complexo e denso. A experiência recorreu a células estaminais de ratos que deixadas num caldo de cultura relativamente simples, se desenvolveram ate formarem ao fim de um mês um grupo de neurónios, ligados entre si como estariam no interior de cérebro.

A experiência e os seus extraordinários resultados demonstram a necessidade de se prosseguirem as experiências com células estaminais, apesar das objeções de grupos cristãos mais radicais… De facto, a fantástica promessa das células estaminais promete a curto prazo reconstruir pele de vitimas de incêndios, produzir sangue universal e… Repovoar o cérebro com neurónios daqueles que padecem da sua perda, como aquilo que se pensa estar na base de doenças como a Alzheimer.

Fonte:
Science et Vie, outubro de 2008

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