Daily Archives: 2008/10/29

Uma cooperação exemplar

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A cúpula entre Portugal e o Brasil, que hoje reúne em Salvador o presidente Lula da Silva e o primeiro-ministro José Sócrates, tem lugar num momento de forte incerteza sobre os destinos da economia internacional, varrida por uma onda de súbita instabilidade. Talvez por isso, porque o mundo global está perigoso, mais importante se torna reforçar o tecido das relações bilaterais que mostram sinais de solidez.

Convém ter claro – e isto não tem sido suficientemente percepcionado pelas opiniões públicas – que o relacionamento luso-brasileiro atravessa, nos dias que correm, um dos seus melhores momentos de sempre, sem quaisquer nuvens significativas a pairar sobre as várias dinâmicas setoriais em que se desdobra. Recentes reuniões técnicas em Lisboa, cobrindo todas as áreas de cooperação, espelharam um grau de aproximação de interesses quase sem precedentes.

Praticamente todos os acordos bilaterais que se encontravam por finalizar, que tramitaram muito tempo pelas chancelarias e pelas antecâmaras dos poderes legislativos, estão já ratificados. E até as questões migratórias, que ciclicamente acordam os títulos mediáticos, mostram hoje um inédito controle e são oficialmente abordadas sem um tom dramatizante.

Na cidade onde, há 200 anos, o recém-chegado príncipe dom João tomou a decisão da abertura do Brasil ao comércio mundial, os dois dirigentes vão ter oportunidade de ponderar o limbo em que a Rodada comercial de Doha se mantém, devendo reiterar o seu contínuo empenhamento em retomar, de uma vez por todas, a negociação do acordo União Européia-Mercosul, cuja não implementação tanto prejudica o comércio bilateral.

Os dois dirigentes procurarão também conferir dados sobre a possível eficácia das receitas que, aos níveis nacionais ou nos contextos regionais em que cada um se insere, estão hoje a ser utilizadas, nesta espécie de navegação à vista com que os dirigentes e as instituições internacionais tentam controlar o curso da política econômica. E não deixarão de também refletir sobre a necessidade de implantar novos quadros regulatórios do sistema financeiro global e, nessa reforma, avançar para modelos de participação mais inclusiva das economias emergentes nos fóruns decisórios existentes à escala global.

Assim, a área econômica vai ocupar um espaço importante nas conversas luso-brasileiras em Salvador. Constata-se que a agenda de contencioso econômico, que até há pouco tempo mantinha algumas questões pendentes, se encontra hoje quase zerada, como se diz aqui no Brasil. E, agora, novos projetos de cooperação, entre entidades portuguesas e brasileiras, serão acompanhados pela Cúpula, em especial nas áreas da energia, telecomunicações, turismo, correios e domínios tecnológicos.

Porque o diálogo sobre as grandes temáticas internacionais, bem como o modo como elas se projetam nas perspectivas estratégicas de cada país, só ganha em ser tornado mais regular, do encontro na Bahia também vão resultar novidades sobre novos formatos a instituir neste domínio. É que, no plano multilateral, Portugal e Brasil cooperam hoje com uma franqueza sem par. Dessa cumplicidade faz parte o pleno apoio de Portugal à ambição brasileira de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, bem como o fato de Lisboa contar, abertamente, com Brasília no seu objetivo de assegurar uma presença nesse órgão no biênio 2011/2012.

Mas vamos mais longe: lado a lado com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), estamos a encetar uma nova e decisiva batalha internacional para a consagração internacional da nossa língua comum, de forma a vir a garantir ao português, a prazo, um lugar institucional no mundo multilateral consentâneo com a sua real relevância. Nesse contexto, este encontro servirá para sublinhar que, com vista a potenciar as vantagens de transformar a língua portuguesa num instrumento coletivo de poder, 2008 se revelou um ano decisivo, com o arranque definitivo do Acordo Ortográfico.

Olhando para a consagração em terras baianas deste entendimento luso-brasileiro, do alto do novo busto que, a partir de amanhã, o consagrará na Praça da Aclamação, quase que apostaria que dom João VI deve dar-se por satisfeito por há dois séculos ter decidido, ainda hoje não se sabe bem porquê, aportar em Salvador no início da sua aventura tropical.

Artigo publicado no Jornal A Tarde de Salvador, Bahia em 28/102008 por Francisco Seixas da Costa Embaixador de Portugal no Brasil

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“Z de Zorglub” tornado realidade: o Rewalk da Argo Medical Technologies

Um engenheiro israelita, de nome Amit Goffer, trabalhando para a empresa Argo Medical Technologies desenvolveu um exoesqueleto que parece diretamente saído da banda desenhada “Z de Zorglub” de Franquim… Concebido – como ele – por razoes médicas, o Rewalk vai permitir que os paraplégicos tornem a andar. O Rewalk consiste num apoio mecânico para cada perna, e uma mochila rígida com o computador e as baterias eléctricas.

Os movimentos a executar pelo exoesqueleto são executados depois da seleção definida num telecomando (andar, parar, sentar, etc). Todo o sistema esta equipado com sensores que mantém o conjunto equilibrado e evitam quedas. O sistema deve ser comercializado ate 2010 por um preço que não deverá exceder os 13 mil euros.

Como sistemas idênticos que estão atualmente em desenvolvimento nos EUA, o Rewalk poderá ser fácilmente convertido para uso militar, permitindo criar soldados inumanamente fortes, rápidos e blindados, ou a utilização por trabalhadores que lidam com grandes cargas. Tudo isto para além das úteis aplicações médicas que estarão em uso daqui a apenas dois anos. Pelo menos para os mais ricos…

Fonte:

Science et Vie, outubro de 2008

Categories: Ciência e Tecnologia, Saúde | 6 comentários

Quids S14: Como se chama este homem?

Dificuldade: 5

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14 | 8 comentários

Quids S14: Que navio é este?

Dificuldade: 3

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14 | 7 comentários

Sobre a proposta para um "assento lusófono" permanente no Conselho de Segurança da ONU

Já decorre há algum tempo um debate internacional em torno da alteração do restrito painel de membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Os atuais cinco membros (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) correspondem aos cinco países que colaboraram na derrota dos países do Eixo durante a Segunda Grande Guerra e este contexto histórico está há muito ultrapassado…

As primeiras movimentações para reformar o Conselho de Segurança (CS) produziram em 1993 um grupo de trabalho para debater as alterações ao CS. Mas uma vez que o consenso era o mecanismo de decisão deste grupo e os interesses dos diversos membros raramente coincidiam, nada resultou destas reuniões… Entre aqueles que mais se ativos estiveram nestes debates encontrámos a Itália e a Alemanha, dois membros europeus do G7 que não são membros permanentes do CS porque foram as nações derrotadas na Segunda Grande Guerra. A única decisão que saiu deste grupo, foi a de alargar o painel de membros permanentes.

Nos últimos anos têm aparecido diversas propostas de alteração a esse quadro de cinco membros fixos. As propostas mais consistentes tentam colocar como membros fixos para além dos cinco atuais, dois novos países industrializados e três em desenvolvimento. E a estes ainda mais um de África, um asiático e um último país da América Latina. Outra proposta em discussão é a de reservar um número de fixo de assentos a cada região do planeta e distribuir estas posições de forma rotativa entre os países dessas regiões. Uma terceira proposta refere-se a simples adição de novos sete membros permanentes, o lusófono Brasil, o Japão, a Alemanha, a Índia e um país do continente africano que ainda não foi identificado, mas que seria provavelmente a populosa Nigéria ou a influente África do Sul. Os EUA estão entre os países que mais se têm oposto a qualquer modificação no CS. Desde logo, defendem que qualquer alteração à composição do Conselho, deve ser realizada no quadro de uma alteração mais global no funcionamento da própria ONU, uma instituição que é muito criticada pelos EUA, pelo menos desde o primeiro mandato Bush. Por exemplo, os EUA expressaram vivamente a oposição à admissão da Alemanha. Por sua vez, a China opõe-se à entrada do Japão…Esta, por sua vez, acha que o Japão não tem o estatuto regional que lhe mereça estar no CS…

Entre os países que mais reclamam a admissão ao CS, a Índia e o Brasil são os candidatos melhor posicionados, e destes dois, o Brasil parece ser o único cuja admissão não gera anticorpos violentos. Desde logo, porque é de longe o maior país de todo um subcontinente quer em termos puramente geográficos, quer em termos populacionais ou económicos, uma posição que apenas o México lhe pode disputar, mas a confortável distância. E, de facto, se a Alemanha e o Japão se arrogam ao direito de ingressar no CS pela dimensão das suas economias e população, menos não poderá ser dito do Brasil, já que o seu PIB é o oitavo do mundo. Por essas razões, e porque ao contrário do que se passa com a Alemanha e Japão, ninguém se opõe frontalmente à candidatura brasileira esta está na mesa e faz parte de uma proposta de Brasília para criar entre seis a sete novas vagas para membros permanentes no Conselho de Segurança que foi entregue à ONU em 2005. A proposta brasileira é muito razoável porque abdica do Direito de Veto nos primeiros 15 anos, após a admissão…

E agora dizemos nós… Porque é que os países da CPLP não se juntam e apresentam uma proposta conjunta? Um assento rotativo dos países da CPLP, uma personalidade eleita pelos representantes dos países lusófonos ou até mesmo um apoio público e direto ao Brasil, como digno e justo representante de toda a lusofonia?

Fontes:

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/conselho-seguranca-onu/index.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Segurança_das_Nações_Unidas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u53648.shtml

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No Brasil foi registada a primeira condenação por “infidelidade virtual”

//www.detectivecatchescheater.com)No Brasil, um homem foi condenado a pagar à sua ex-mulher uma indemnização de quase oito mil euros por ter cometido aquilo que o juíz classificou como “infidelidade virtual”… Comprovada através de uma troca de mails entre o ex-marido e uma mulher e encontrados pela ex no computador do primeiro. O marido teria alegado “invasão de privacidade”, mas como se tratava de um computador partilhado por toda a família, o juiz não reconheceu validade à alegação…

Moral da história? Bem, se quer mesmo enganar a sua mulher, pelo menos não o faça num computador que partilha com ela… Ou pelo menos faça-o sem lhe dar a conhecer as suas passwords, o que neste caso também não aconteceu… Mais uma prova de que a info-ileteracia pode ser muito mais poderosa do que poderíamos pensar.

Fonte:

Exame Informática de Agosto de 2008

Categories: Economia, Humor, Informática | 1 Comentário

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