Daily Archives: 2008/10/17

Sobre o envelhecimento nas sociedades atuais e… Steve Ballmer, meio em descontexto

(Ballmer, o CEO da Microsoft minutos depois de saber que se devia reformar)

O número de japoneses que têm mais de cem anos mais do que dobrou nos últimos seis anos sendo atualmente superior a 36 mil pessoas. Como sucede na maioria dos países, a maior parte desta população é feminina (em 86%). Com tantos votos por aí, o Governo tentou cativar esta camada populacional em expansão enviando a cada centenário uma carta do primeiro-ministro e uma chávena de prata… Mas este “presente”, não permite ignorar a gravidade do problema perante o qual está o país do Sol Nascente: como manter a sustentação de uma sociedade e de uma economia onde a esperança média de vida é 86 anos para as mulhares e 79 para os homens? Em 2050, estima-se que existam mais de um milhão de centenários e um tal volume significa que o sistema de pensões não poderá manter-se nas mesmas formas atuais.

Na verdade, o problema japonês – ainda que seja o mais grave do mundo – não é único. Ainda não há muito tempo atrás, assisti a uma conferência do CEO da Microsoft, Steve Ballmer onde este contou que teria perguntado ao pessoal da PT, numa reunião, a partir de que idade “se era velho, em Portugal”, e eles disseram: “a partir dos cinquenta”. Ballmer, que tem 52 anos, e que já declarou que tencionava reforma-se apenas aos 62 disse ter ficado muito espantado. Bem, não sei se ficou mesmo, porque nos EUA existem bastos exemplos de trabalhadores que são despedidos apenas porque chegam aos 50 anos (pessoalmente, conheço um caso). De qualquer forma, algo tem que mudar nas nossas sociedades. Graças aos progressos da medicina nas sociedades modernas é cada vez mais frequente chegar aos 60-70 num estado mental ainda bastante razoável e cumprir nestas idades funções social e económicamente úteis. Por isso, devem estabelecer-se mecanismos que impeçam que as empresas continuem a despedir quadros apenas porque estes já não têm 20 anos, punindo severamente gestores que de um momento para o outro decidam “limpar das secretárias” todos os seus funcionários que tenham mais do que 40-50 anos, famílias (e logo, faltas por assistência à família) e que coloquem no seu lugar estagiários, outsourcings sub remunerados ou empregados temporários. Se a precariedade é a regra na “Nova Economia”, então queremos a “Velha Economia” que dava às pessoas realização pessoal, produtividade pessoal resultado da aplicação da dedicação e experiência dos seus colaboradores e não o mercenarismo, a falta de entrosamento e a indiferença que a sua precariedade laboral traz necessariamente às organizações que dela abusam.

Quanto ao episódio acima descrito, felizmente que Ballmer não ficou danado com os homens da PT. Pelo menos, não tanto como daquela vez em que sabendo da saída de Mark Lucovsky da Microsoft, levantou a sua cadeira e atirou pelo escritório fora… Isso teria dado uma imagem um tanto negativa da sua visita a Portugal, suponho…

Fonte:

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Categories: Sociedade | 17 comentários

Quids S14: Como se chama este homem?

 

Dificuldade: 5

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14 | 5 comentários

Sobre os problemas indianos com os seus porta-aviões e… algumas lições a aprender com os ditos

//www.defenseindustrydaily.com)

(O porta-aviões russo ainda antes de ser modificado e revelando a extensão da alteração a realizar in http://www.defenseindustrydaily.com)

A marinha indiana está a começar a ficar nervosa com as dificuldades em tornar navegável o porta-aviões ex-russo recentemente adquirido… Os seus restantes porta-aviões caminham a passos largos para a reforma e o seu navio-almirante, o“INS Viraat” um navio que já foi britânico e serviu nas Malvinas em 1982 como “Hermes”, ainda que tenha uma longevidade notável, tendo sido lançado à água em 1959, deverá manter-se nessas funções até pelo menos 2012, data a partir da qual o antigo “Admiral Gorshov” comprado à Rússia em 2004 por 1,5 biliões de dólares entrará em serviço, substituindo-o e recebendo então o nome “Vikramaditya”.

O problema está em que ainda que o pacote do contrato de 2004 previsse a modernização radical do navio, com a remoção das armas, lançadores de mísseis anti-navio na proa e dos lançadores de mísseis anti-aéreos na popa e a instalação no espaço por eles ocupado de uma pista de aterragem e de uma rampa de lançamento, para além da instalação de novos motores diesel, do reforço do elevador e muitas outras modificações menores, a modernização – sobretudo pela sua escala radical – está muito atrasada. Compreende-se hoje o quanto ambiciosa e irrelizável era a data de Agosto de 2008 para o fim destes trabalhos de atualização para os quais os russos querem agora mais 1 bilião de dólares.

Atualmente, até a data de 2012 começa a ser colocada em dúvida e ainda não foi assinado o contrato definitivo com os russos e com a entrada prevista em serviço em 2013 de um porta-aviões indiano construído localmente da classe Vikrant começa a levantar-se a questão de saber se valerá mesmo a pena prosseguir com estas lentas e difíceis negociações com os russos e construir em lugar do “Admiral Gorshov” um terceiro Vikrant… Como as coisas estão, a Índia arrisca-se a ficar na mesma posição em que se encontra hoje o Brasil: a ter ou nenhum porta-aviões quanto antes já teve uma flotilha deles, usada p.ex. para invadir a possessão portuguesa de Goa em 1961, com o Vikrant (curiosamente o mesmo nome que a nova classe de navios que está agora em construção). Isto significa que como os A-9 brasileiros, também os novos 16 MiG-29K que deveriam equipar o único porta-aviões indiano remanescente se arriscam a ficar em terra por uns bons anos… Os aparelhos foram adquiridos pelo interessante preço de 600 milhões de dólares em 2004 e o último deveria ser entregue em 2009.

Moral da história? Bem, talvez não seja boa ideia investir numa modificação tão extensa de um navio com uma idade tão razoável… especialmente quanto o parceiro é a infiável Rússia e estamos a construir a nossa própria classe de navios idênticos… Uma lição que o Brasil deve aprender?

Fontes:
http://www.defenseindustrydaily.com/ins-vikramaditya-may-hit-delay-cost-increases-03283/#more-3283?camp=newsletter&src=did&type=textlink

http://www.defensenews.com/story.php?i=3557972

Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 1 Comentário

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