Daily Archives: 2008/10/16

Ana Sara Brito: um Des-Exemplo Andante de Moralidade Pública e Política

(Ana Sara Brito: Ela está muito preocupada com a sua própria “Ação Social” in http://www.cidadaosporlisboa.org)
Já não é a primeira vez que escrevo sobre esta questão das “casas camarárias”. Nem será a última, provavelmente, uma vez que a situação permanece no mesmo estado, desde o momento em que veio a lume… Por exemplo, até ao momento em que escrevo estas linhas, a vereadora do PS que tem atualmente o pelouro da “Ação Social” continua a pagar apenas 146 euros de renda mensal por um apartamento de duas assoalhadas no centro da Capital. E isto apesar de conseguir moralmente compatibilizar uma intervenção “social” que devia ser vocação muito mais do que mera profissão com um ordenado de 3350 euros e uma “renda social” de 146 euros. Sempre gostaria de saber como se consegue realizar “ação social” exemplificando publicamente uma conduta moralmente tão torpe…
Enfim, faz o que eu digo, não o que eu faço, na boa maneira da política portuguesa… E depois ainda vêm estes aqui criticar os portugueses porque estes estão sempre a “desconsiderar os seus políticos”…
Se os políticos, e especialmente aqueles que ocupam cargos executivos, se querem fazer respeitar, têm que começar por fazer reger a sua conduta pessoal e pública de acordo com os mais elevados padrões de ética e moralidade, e ir muito além daquilo que a Lei lhes exige estritamente. Quem gere e manipula verbas públicas deve estar acima de toda e qualquer suspeita e o caso de Ana Sara Brito se não correspondeu já a uma demissão da própria, pelo menos devia ter correspondido a uma desautorização por parte da Concelhia do PS sobre o desempenho deste delicado pelouro da “Ação Social” em Lisboa.
Numa conferência pública, a vereadora do PS explicou que a situação tem já VINTE ANOS e que segundo a própria “tal nunca pôs em causa os seus valores éticos“. Ela que vá explicar isso aquelas pessoas que precisavam de uma casa como aquela onde habita que o facto de ser militante do PS não tem rigorosamente nada a ver com a cessação de uma casa camarária por uma renda simbólica… Na mesma conferência, a militante do PS deixou a questão envolta ainda em mais nuvens escuras do que ela já trazia à partida… Explicou que recebera a casa de Abecassis, em 1987 (já era então vereadora da Ação Social) porque o senhorio da casa tinha “problemas com o município” e ela levara essa situação ao presidente da Câmara, que os “resolveu“, adquirindo a dita casa e alugando-a depois – acto contínuo – a Sara Brito… Serei só eu, ou esta história cheira a esturro? “Resolveu“??? Como assim? Que alavancas foram acionadas por Abecassis aqui, a favor de um particular? E porque acabou a casa nas mãos da inquilina e depois de ter sido comprada com o dinheiro dos meus impostos? A senhora não poderia ter recebido guia de marcha para outra “casa camarária”, já disponível no acervo da Câmara, não, tinha logo que ser mesmo aquela, custasse o que custasse aos cofres do meu Estado (municiados pelos impostos de todos nós)????
Fonte:
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Quids S14: Qual era o trabalho deste homem?

Dificuldade: 3

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14 | 23 comentários

Do declínio da candidatura de McCain

Desfeito que foi o efeito surpresa Sarah Palin que deixou o candidato republicano numa curta vantagem por algum tempo, eis que com o continuar da crise financeira, assim como com a multiplicação das gafes de Palin e com os níveis recorde de impopularidade alcançados por Bush, Obama parece ganhar momentum e esta prestes a consagrar-se como o líder das sondagens e daqui a um mês… Como presidente dos EUA.

O maior problema de McCain é a sua associação com Bush, que embora tenha criticado varias vezes, se acabou por colar ao advogar o sucesso do “surge” no Iraque. É que Bush tem hoje menos de trinta por cento de aprovação, e já igualou Nixon como o mais impopular presidente de sempre. De facto, McCain não tem sabido ou podido apresentar propostas suficientemente diferenciadoras das da atual Administração. Um outro grave problema que estará a prejudicar a candidatura de McCain é a crença de que Palin não estaria preparada para assumir a Presidência dos EUA, caso algo de grave sucedesse com McCain… O que não é um cenário improvável, dada a idade do candidato republicano e os seus problemas recentes com um cancro cutâneo… Não deixa de ser assim irónico que o principal argumento esgrimido durante muito tempo contra Obama, a sua inexperiência esteja agora a abater-se também sobre McCain e a anular completamente o efeito surpresa do anuncio da sua candidatura.

Embora a chamada surpreendente de Palin por McCain pareça ter capitalizado muitos votos, especialmente no interior rural e entre os ultra-cristãos – um tradicional esteio de apoio a Bush – a sucessão de gafes, o radicalismo das suas posições e a sua estreiteza de pensamento e cultura acabaram por anular o chamado “efeito Palin” e atualmente a possibilidade desta assumir a Presidência caso algo aconteça a McCain, e a sua aparente impreparação para tal cargo está a traduzir-se em danos intensos nas intenções de voto no candidato republicano…

 

Fonte:

www.cnn.com

Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: | 6 comentários

Quids S14: Que projeto de avião era este?

Dificuldade: 3

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…


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Diálogo com “JC” (nome propositamente omitido) a propósito do Movimento Quintano e do “MIL: Movimento Internacional Lusófono”

JC: “Se não fosse a referência ao E.F. Schumacher, bem que me juntava ao Movimento Quintano…”
 
RM: “E contudo, o “Movimento Quintano” hibernou… Já que aderi ao MIL: Movimento Internacional Lusófono (www.movimentolusofono.org) onde ainda me bato pelas (aparentemente!) impopulares ideias de Schumacher, mas onde estas estão mais diluídas noutras tendências…” 
JC: “De nada, é sempre bom saber que há outras pessoas que admiram o Agostinho da Silva. Em relação ao Schumacher, o problema é que (e peço desculpa pela minha mais que provável ignorância), aparentemente defende a ideia do “orgulhosamente sós”, ou seja, cada pessoa/região/país deverá arranjar formas de autosustentar-se evitando trocas ou aproveitando economias de escala vindas do exterior. Nesse aspecto prefiro a interdependência entre países que resulta da globalização (pelo menos reduz-se a hipótese de guerras graças a essa interdependência) mesmo que isso dê origem a pseudo-países como Portugal, que dependem quase totalmente do exterior. Se Portugal é de facto um país obsoleto que perdeu o seu propósito no Mundo, talvez seja preferível tornar-se uma região de Espanha ou o 27º Estado do Brasil.”
 
RM: “há bastante… até formámos uma Associação 😉 http://www.agostinhodasilva.pt e um Movimento que busca nele o fundamental da sua inspiração… alguns de nós (eu não, infelizmente) tiveram mesmo o privilégio de privar com o Professor e de vez em quando ainda ouvimos umas histórias novas… Schumacher de facto, dá primazia às “economias locais” com as suas “land trusts” e “moedas locais” como forma de desenvolver as economias e sociedades humanas e contrasta-as com as “hiper-empresas fusionadas” da atualidade. É um economista de contra-corrente e o seu trabalho sobre a “Economia Budista” é também extremamente revelador neste contexto. Compreendo o conceito de “interdependência”, que foi aliás o grande segredo dos Descobrimentos e da Expansão portuguesa e a maior virtualidade da Alma Portuguesa no mundo. Em objetivo, no MIL, defendemos a fundação de uma união lusófona… em que nem Portugal seria uma república federada do Brasil, nem o Brasil re-colónia de Portugal… Uma União baseada na “federação de municípios livres e independentes” de Agostinho, ou seja, numa forma avançada de “regionalização municipalista”. Radical, hem? ;-)”
 
JC: “Ainda há pouco tempo vi uma entrevista do Agostinho da Silva na RTP Memória. Simplesmente genial.
Tenho no entanto alguma dificuldade em ver os pontos de ligação entre o Agostinho da Silva e o Schumacher. Se um puxa para a interdependência e soberania supranacional, o outro parece puxar para uma independência e soberania local, conceitos no mínimo contraditórios.
Concordo com uma união federativa de municípios lusófonos (ou até para além de lusófonos!), mas isso implica a existência de um orgão federativo supranacional, que guaranta uma constituição comum, uma moeda comum, uma justiça comum…
Se o Schumacher conhecesse pessoas como o Valentim Loureiro,ou o Narciso Miranda (entre muitos outros) compreendia o risco de deixar nas mãos de caciques locais o funcionamento de orgãos de soberania como a Justiça ou a criação de moeda. Certos assuntos ganham em ser tratados a um nível mais “macro”, desde que respeitado o princípio da democracia (coisa que não acontece por exemplo na União Europeia).
Nas minha opinião as hiper-empresas fusionadas não deveriam meter medo ao cidadão comum, porque elas dependem do cidadão comum. Em última análise, num mundo cada vez menos democratico, o único direito que nos resta é de recusar o consumo de determinados bens (por exemplo, gasolina?), já que é a única forma de “prejudicar” os interesses dessas tais hiper-empresas fusionadas e fazê-las adaptar os seus interesses aos dos cidadãos.”
RM: “Publiquei (com autorização da AAS) boa parte das conversas vadias de Agostinho aqui: http://www.youtube.com/user/ClavisProphetarum a união federativa de municípios é uma ideia de Agostinho, intacta. Caciques haverá sempre… a nível local, nacional ou federal. Quando menor a escala, quanto maiores os mecanismos de controlo (Justiça, democracia ativa e participada, etc) menores os danos que poderão provocar… o facto de existirem os caciques citados indica alías que o nosso modelo “municipalista é inadequado.
as empresas “fusionadas”, não geram emprego, pelo contrário, repelem-no, deslocalizam e fazem outsourcing externalizando custos o mais que podem… as PMEs são locais, criam e distribuem riqueza localmente e… são ainda hoje o principal cerna de todas as economias realmente distibutivas do mundo.
e como recusar consumir os seus produtos se combinam preços (cartelização) entre si e se destroem a concorrência das PME então o monopólio de facto que impõe acaba com a sã competição e eleva os preços… por exemplo, recorda-se do tempo em que havia lojas de informática em cada esquina? onde estão elas? faliram todas… e agora o mercado é dominado a 98% pela Vobis,Worten (do mesmo proprietário) e pela FNAC; prejudicando os consumidores e a economia a seu favor, claro…”
Publicado também na Nova Águia
Categories: Brasil, E. F. Schumacher Society, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

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