Daily Archives: 2008/10/15

Sobre a nova central de Energia das Ondas em Peniche e da política energética portuguesa atual

(A central de energia das ondas de Aguçadora in http://www.pelamiswave.com)

Com a entrada em funcionamento da primeira central de energia de ondas do mundo, ao largo da Póvoa do Varzim, Portugal torna-se pioneiro nesta promissora fonte de energia renovável.  É certo que nem só em Portugal se trabalha neste ramo, mas o parque da Aguçadoras, perto da Póvoa do Varzim é a primeira instalação pré-comercial que utiliza componentes industriais que poderão ser rapidamente produzidos em massa. O pequeno parque consiste em três equipamentos, que oscilam ao sabor das ondas e que dessa oscilação retiram energia elétrica bastante para suprir as necessidades de mais de 1500 casas e oferecendo uma potencia total de 2,25 MW. A central tem assim uma capacidade modesta, já que a sua produção corresponde à de um só aerogerador de “grande potencia”, sendo estes aqueles que produzem mais de 1 MW e alimentam até 900 habitações de três pessoas cada.

A central é um produto do grupo português Enersis e a tecnologia utilizada é da companhia escocesaPelamis Wave Power e já devia ter levado à ativação desta central em 2006, algo que não aconteceu devido a uma multiplicidade de atrasos. Os três geradores foram sendo colocados um por um. O primeiro, a 5 Km da costa em Julho, o segundo meses depois e o terceiro será instalado nos próximos dias. A prazo, a estas primeiras três máquinas, serão somadas outras 27 Pelamis o que significa que a produção total do parque de energia das ondas poderá ascender aos 20 MWs. Desde 15 de Julho que a pequena central está a entregar eletricidade à rede pública e é atualmente a maior instalação do género em todo o planeta, tendo sido apenas precedida por uma instalação de demonstração que a própria Pelamis colocou em Agosto de 2004 nas ilhas Orkney, na Escócia. A Enersis tem planos para instalar várias centrais semelhantes ao longo da costa portuguesa, de forma a recolher um total de até 550 MW, um valor impressionante, mas ainda aquém dos 5000 MW que se estima que seja a capacidade total teórica da costa portuguesa. A existência da primeira instalação comercial deste sistema de uma empresa escocesa não no Reino Unido, mas em Portugal, não deixou de originar alguns comentários invejosos e criticos quanto à inacção governamental britânica e sobre a inexistência de uma política que force as empresas de distribuição de energia britânicas a comprarem toda a eletricidade que é introduzida na rede pública… Como já sucede na Alemanha e em Portugal, por exemplo.

O sistema da Pelamis não é contudo o único a ser avaliado. Segundo o “Centro de Energia das Ondas“, 62 outros projetos tecnológicos diferentes estariam em avaliação. Um deles é o protótipo da empresa portuguesa Eneólica e que é designado como “Projeto Waveroller” e que consiste numa espécie de asa submersa que oscila seguindo as correntes do fundo do mar. Este protótipo – já ensaiado no conceito entre 2007 e 2008 – será agora instalado com três asas ao largo de Peniche, perto da praia da Almagreira

Paralelamente, está também em fase final a construção daquele que será o maior parque eólico da Europa, construído pela Ventominho que realizará um investimento da ordem dos 350 milhões de euros e que terá quando terminado uma capacidade total de 240 MWs de potência. O parque vai cobrir a área de quatro municípios (Melgaço, Monção, Paredes de Coura e Valença) e deverá estar completamente operacional até ao final deste ano.

Portugal consolida assim uma posição de liderança no campo de produção de eletricidade a partir de energias renováveis, assumindo no domínio da eólica e da energia das ondas uma posição ímpar a nível europeu, ombreando apenas com a Alemanha, pioneira neste campo, mas menos fornecida de fontes naturais do que o nossos soalheiro e litorânico país… Um campo muito positivo da ação deste governo que continuaremos a seguir com o maior dos interesses.

Fontes:

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Quids S14: Qual era o nome pelo qual era conhecido este homem?

Dificuldade: 3

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…


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Sobre as rendas das casas camarárias em Lisboa

Na sequela do escândalo de atribuição de habitações por parte da Câmara de Lisboa muitas situações verdadeiramente escandalosas… Desde logo, casas camarárias cedidas com rendas escandalosamente baixas a políticos (como a vereadora do PS que se mantêm em funções), artistas mais ou menos ligados ao poder e a muitos…  jornalistas. Uma coincidência, certamente.

A propósito, o Pai Natal manda-vos cumprimentos a todos.

Se esta cedência de património público (logo, de todos nós) existe pelo menos desde os tempos da coligação PS-CDS de Abecassis e se houve casas (que não são casas sociais, mas residências com condições normais de mercado) cedidas em todos os mandatos, desde Jorge Sampaio, a Santana e Carmona, o campeão destes favores é indiscutivelmente João Soares, o mais jovem membro do clã Soares… Já que só ele cedeu 281 casas camarárias…

Este fenómeno carece de uma solução sistémica que corrija casos passados e impeça novas ocorrências. Os favores completamente arbitrários que estiveram por detrás da cedência destas mais de 4 mil habitações, das quais mais de 80 por cento por menos de 50 euros devem terminar e os jornalistas, políticos, artistas e mais figuras mediáticas que pagam rendas simbólicas em casas construídas com os nossos impostos devem ter as suas rendas atualizadas, no cumprimento da Lei do Arrendamento em vigor e qualquer nova habitação camarária deve ser submetida a concurso… E qualquer casa cedida a político, jornalista ou figura mediática deve ser publicamente escrutinada. Existe toda a lógica que se cedam habitações a artistas ou a figuras da cultura durante fases da sua vida em que estas estejam menos financeiramente abonadas, mas ceder casas semi-gratuitas a escritores e escultores bem sucedidos (como aconteceu nos mandatos Soares) é algo completamente diferente. Façam-se prémios, instituam-se concursos com árbitros imparciais, em suma estabeleçam-se sistemas de retribuição justos que suprimam os fenómenos de nepotismo e de favorecimento que pelos vistos eram comuns na Câmara de Lisboa.

Fonte:

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=367839&visual=26&rss=0

Categories: Portugal, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 10 comentários

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