Daily Archives: 2008/10/11

Uma pergunta sobre os 200 milhões de euros que o BPN pediu à CGD

(Um dia normal de trabalho, brevemente, num qualquer Banco, perto de si)

Pergunta: Se a CGD tivesse mesmo sido privatizada como queriam alguns fanáticos do neoliberalismo, então quem iria salvar o BPN da falência e emprestar-lhe os 200 milhões de euros de que este carece para fazer face a compromissos urgentes? Quem iria encher os cofres das dependências do BPN, para dar resposta a uma corrida aos levantamentos que surgiu depois das declarações impensadas do eterno irresponsável de serviço chamado Vítor Constâncio? Quem?

E sim… Esta notícia, lançada hoje para os Media confirma aquilo que se suspeitava: o setor financeiro português não podia ficar imune a estra crise financeira global e já temos a primeira baixa… o BPN, salvo in extremis pelo derradeiro banco estatal.

O problema é que o BPN é um banco pequeno, com uma reduzida quota de mercado, logo pode ser absorvido por fusão ou nacionalizado com relativa facilidade, seja diretamente pela CGD (se este empréstimo não bastar) seja diretamente pelo Estado (nacionalizado). Mas e se os rumores que correm há dias sobre o BCP, BPI e BES (por esta ordem) se confirmarem, quem lhes acorrerá? A CGD não terá fundos suficientes, logo… lá terão que entrar em ação os nossos impostos… os mesmos a que a banca se conseguido furtar com tanta eficiência nos últimos anos… mas que nós todos tivemos que pagar com tantos sacríficios e tão reduzidos retornos.

Fonte:

http://dn.sapo.pt/2008/10/11/economia/cgd_empresta_milhoes_euros_bpn.html

Anúncios
Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 9 comentários

Do atual recentramento “lusófono” da política externa portuguesa e de alguns caminhos que daí poderiam advir…

Sem dúvida que o tema da “Lusofonia” começa a ficar cada vez mais entrosado na sociedade e na política portuguesas… O próprio ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu recentemente que a “Lusofonia ” era a prioridade para o Governo de Lisboa e que, nesse sentido, Portugal iria aprofundar todas as vertentes da cooperação. Reforçando esta reorientação da política externa portuguesa, Augusto Santos Silva, o ministro dos Assuntos Parlamentares acrescentou: “A lusofonia é uma prioridade, não só para mim, como para todo o Governo”. Existe desde 2007 um “Fundo da Língua Portuguesa” para financiar projetos dedicados à divulgação e ensino do português nos países de expressão portuguesa, um fundo a que o governo de Lisboa apelou a que outros países da CPLP se juntassem, um apelo que até agora não encontrou ecos… nem no Brasil.

Santos Silva definiu que neste domínio, Portugal iria concentrar estes apoios na área do apoio à comunicação social, um apoio a materializar quer na área técnica, quer através do aumento da disponibilidade da RTP até todos os países lusófonos, como por exemplo pelo apoio dado pela RTP ao lançamento de um segundo canal de televisão, em Moçambique. Todos estes movimentos da diplomacia e da cooperação portuguesa deviam ser re-orientados para uma vertente lusófona que nunca foi uma das suas prioridades. Esgotado que foi o modelo de “desenvolvimento europeu”, onde foram malbaratados milhões de euros de ajudas europeias, “dadas” a troco do encerramento de largas parcelas da indústria e agricultura portuguesas. Espanha, começou por ser a primeira prioridade da política externa do atual governo Sócrates (uma prioridade expressamente declarada em várias ocasiões) e não deixa de ser compreensível e até razoável ou incontornável que Espanha desenvolva um papel predominante na política externa portuguesa, não somente pela intensidade das relações económicas entre os dois países, como até pelo simples facto de ser Espanha a única fronteira terrestre portuguesa e pela proximidade de temperamentos e culturas entre as duas margens da raia… Mas Portugal deve recentrar esta ligação com a Espanhal, focando estes contactos nas relações inter-regionais. Aproximando a Galiza com o norte de Portugal, o Alentejo e o Algarve com a Andaluzia, e assim por diante. Recentrando a política externa nas regiões, aproximamos as pessoas, que por necessidades económicas e proximidades culturais e linguísticas já têm laços mais fortes do que aqueles que qualquer diplomacia pode estabelecer…

Portugal deve ter um papel predominante na refundação de uma “Europa das Regiões” várias vezes prometida e nunca cumprida… e de permeio, assentar os alicerces para uma aproximação dos povos ibéricos de matriz lusófona (Portugal e a Galiza) e lançar os esteios que um dia permitirão a Portugal abandonar essa decrépita, desalmada e economicista Europa, mandada e “gerida” pelos Senhores do Norte e re-encontrar na Lusofonia e no Atlântico o seu verdadeiro destino… juntamente com os nossos irmãos galegos.

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Sociedade Portuguesa | 4 comentários

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade