Daily Archives: 2008/10/08

Das bolandas do sistema financeiro…

Os grandes bancos britânicos andam em conversações mais ou menos secretas com o chanceler do Tesouro Alistair Darling… Aparentemente, o Royal Bank of Scotland, o Barclays e o Lloyds ainda que tenham negado publicamente estar a requerer a sua nacionalização parcial, estariam a apelar ao Governo por auxilio financeiro em troca da cedência de posições no seu capital acionista, o que vai dar no mesmo, alias…

De permeio, torna-se cada vez mais difícil manter empréstimos entre bancos e muitas instituições financeiras estão a dar simplesmente ordem para congelar todos os novos empréstimos, algo que está a acontecer também em Portugal.

Mas se a situação britânica é preocupante, ainda mais grave é aquilo que se está a passar na Islândia. Esta ilha, com apenas 300 mil habitantes tinha alguns dos mais prósperos bancos do mundo, com propriedades avaliadas em dez vezes mais o PIB do pais… Contudo dois dos três maiores bancos islandeses já reclamaram e conseguiram o apoio do Estado, estando agora este no controlo dessas duas instituições (a segunda e terceira mais importantes do pais). Esta ultima nacionalização foi alias particularmente ilustrativa, já que o Landsbanki que detém o banco na internet, Icesave, deu ordem para bloquear simplesmente qualquer levantamento, alcançando aquele que é considerado o grau zero de confiança em qualquer instituição bancaria… As dificuldades islandesas estão intrinsecamente ligadas à Europa, sobretudo ao Reino Unido, o terreno de investimento preferido dos bancos islandeses nos últimos anos e rapidamente se irão propagar a toda a União Europeia, sobretudo porque o governo islandes esta a planear colocar à venda todas estas propriedades para recuperar do seu pesado investimento… Tão pesado, de facto, que a própria Islândia se encontra hoje na beira da Bancarrota, incapaz de honrar os seus compromissos internacionais de curto prazo e que os rumores de um auxilio russo de emergência não se confirmaram…

Incapazes de desenvolver uma resposta conjunta, os europeus demonstram a fragilidade das instituições europeias numa resposta que perante a gravidade da crise devia ser tão rápida, como concertada e eficaz… Embora os prenúncios da crise atual fossem já evidentes desde agosto de 2007, nada foi feito, nem sequer para avaliar o impacto da crise do subprime dos EUA no sistema financeiro europeu, e agora, quando a gravidade da crise já é evidente, com o colapso do maior banco belga e um dos maiores bancos europeus, o Fortis (com presença no BCP, no seu ramo de seguros, com 50 mil empregados e sendo o banco de 3/4 dos belgas) e com outros colapsos bancários no Reino Unido e na Alemanha, o que faz o presidente em exercício da União é reunir-se com os “grandes da Europa”, excluindo todos os outros e clamando a nula convicção que Eles tem no espírito europeu, assim como a importância que países como Portugal tem neste “concerto das Nações”. Se esta é a Europa que nos vai salvar… Então estamos metidos em bons lençóis…

Fonte:
bbc.co.uk/news

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O “novo” submarino nuclear estratégico russo Project 955 “Borei”

(O submarino russo Yuri Dolgoruky no estaleiro in http://www.defencetalk.com)

Os submarinos “Project 955 Borei” foram a consequência de uma intenção da marinha russa que data de 1996 e o primeiro deles, o “Yuri Dolgoruky” começou a ser construído nesse mesmo ano no estaleiro de Severodvinsk. As dificuldades financeiras do Estado russo eram então tão graves que os salários dos operários e até da tripulação tiveram que ser pagos pela câmara municipal de Moscovo e não pelo governo federal…

Os planos iniciais previam a entrada em operação do primeiro submarino desta classe ainda em 2001, seguido de mais cinco unidades construídas nos anos seguintes de forma a irem substituindo gradualmente todos os existente submarinos nucleares da classe Projekt 941 (Typhoon). Os fracassos sucessivos com os testes do novo míssil acabaram por dar o contributo para este ambicioso, mas precoce projeto de substituição.

Em finais de 2005, um segundo submarino estava também em construção no estaleiro de Sevmash em Severodvinsk, devendo receber o nome de “Alexander Nevsky” e estar terminado em 2010. Em Março de 2006, o mesmo estaleiro iniciou a construção de um terceiro 955 que deverá chamar-se “Vladimir Monomah” e que estar concluído antes de 2011.

O submarino tem um comprimento de 170 metros, um diâmetro de cerca de 13 metros e uma velocidade enquanto submerso de mais de 29 nós. Deverá ser também capaz de transportar 16 SLBMs de última geração (12 em relatos anteriores e 20, nos primeiros), estes mísseis serão a variante naval Topol-M (antes “Bulava“) e o navio deverá entrar em operação ainda antes do início de 2009.

Os números oficiais remetem para a suposta existência de 26 submarinos estratégicos (5 Typhoon, 7 Delta IV e 13 Delta III), mas boa parte – se não todos – os Delta IV e III não estão já em estado operacional, estimando-se hoje que a Rússia tenha entre 9 a 12 submarinos armados com mísseis estratégicos ainda em operação. Um número adequado para as necessidades atuais, mas que será inevitávelmente reduzido aos 955 que a Rússia puder construir até 2010, ano em que o resto da frota será demasiado obsoleta e perigosa para poder ser usada com um nível mínimo de fiabilidade. Em 2017, a armada russa deverá ter 8 submarinos estratégicos 955 “Borei” em operação, mantendo assim o essencial da sua força submarina estratégica depois de um arranque tão turbulento e que chegou a ameaçar a continuidade da própria arma submarina estratégica: um dos factores mais fundamentais da dissuasão nuclear russa.

Fontes:
http://www.globalsecurity.org/wmd/world/russia/935.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Borei_class_submarine
http://www.defense-update.com/products/t/topol.htm

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Quids S14: Que carros eram estes?

Dificuldade: 4

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela

Excepcionalmente, esta semana, os Quids serão lançados pela manhã e… só haverá réplicas pelo fim da tarde…

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Causas do falhanço do “Brasil Holandês”

(Casa de Mauricio de Nassau em Olinda)

(Casa de Mauricio de Nassau em Olinda)

“…a guerra com estes (holandeses) ocorreu numa fase em que já dificilmente seria reversível o processo pelo qual se ía forjando uma civilização brasileira em que os valores fundamentais dos Portugueses – a língua, os costumes, a religiosidade – e os nexos económicos, políticos ou simplesmente familiares por eles criados tinham um papel estruturante. (…) Quando, no século XVII. Os Holandeses disputaram com a coroa portuguesa e os seus súbditos o domínio sobre o Brasil encontraram, em suma, um conjunto de resistências suficientemente coerentes e solidas para inviabilizar as suas pretensões.”

Não é raro encontrarmos quem, no Brasil moderno, se lamente pelo facto de a colonização holandesa não ter frutificado no Brasil. Julgam estes que se a Holanda tivesse conseguido lançar sobre o Brasil um jugo duradouro e firme, o Brasil seria hoje tão desenvolvido como a Austrália, os Estados Unidos ou o Canada. Desde logo, omitem conscientemente ou inconscientemente o facto desses três exemplos serem todos exemplos da colonização britânica ou francesa e não da holandesa… Omitem também o reconhecimento da evidencia que as antigas colónias holandesas vegetam hoje num maior ou menor torpor económico e que estão longe de serem exemplos de democracia, desenvolvimento humano ou de paz interna, e falamos de países como o Suriname, as Antilhas Holandesas, o Sri Lanka e a Indonésia…

Os advogados da causa perdida de um “Brasil holandês” esquecem – ou preferem esquecer – que se os holandeses não ficaram pé em terras brasílicas, tal não foi porque tivessem sido expulsos delas por tropas portuguesas enviadas diretamente da metrópole lusitana, mas exclusivamente por forças locais, a maioria delas nascidas já no Brasil, e com um muito importante e significativo auxilio de escravos libertos e de aliados índios. Esquecem também que no preciso momento em que na Corte de Lisboa se preparava uma paz “honrosa” com a Holanda em troca do reconhecimento da permanência dos holandeses no prospero Pernambuco, os “brasileiros” pegavam em armas e batiam os holandeses, levando o governo em Lisboa a cancelas essas negociações.

Sejamos claros: se o Brasil não se tornou holandês, tal foi porque não foi essa a vontade explicita dos brasileiros dessa Época. Já no século XVII, Lisboa não tinha a forca militar bastante para vencer frontalmente a Holanda e se foi possível resistir aos holandeses em São Tome, Cabo Verde, Angola e Moçambique, não seria possível acorrer a todos esses locais em apuros e guarnecer simultaneamente o Brasil de forcas suficientes para o defender. Se o Brasil de setecentos não tivesse querido manter-se “português”, não o teria sido, especialmente após 1640, quando Portugal se separou da Espanha e começou uma guerra desigual contra a então superpotência mundial que era a Espanha.

Fonte:

Nova História da Expansão Portuguesa: O Império Luso-Brasileiro (1500-1620) P.112

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