Daily Archives: 2008/10/01

Sobre a necessária reforma do Sistema Financeiro Mundial

Um pouco por todo o mundo, a Banca globalizada e imensamente mal gerida dos últimos anos vai entrando e dificuldades. No Reino Unido são já dois os bancos de expressão nacional que faliram e que foram nacionalizados. Nos EUA, é o que se vê… Dois dos quatro maiores bancos de investimentos faliram, uma das maiores seguradoras do mundo, a AIG, foi salva In extremis pela injeção de milhões de dólares dos contribuintes americanos e uma serie de pequenos bancos já fecharam as portas, sem que tivesse havido de tal grande eco no resto do mundo.

O método que os Governos estão a recorrer para “apagar estes fogos” (palavras do presidente do FMI) tem consistido em comprar dividas incobráveis e na injeção de capital, quer nacionalizando pura e simplesmente (variante britânica), quer tomando parte do controlo acionista da instituição intervencionada. A prazo, a intenção – em ambas as variantes – é re-privatizar estas instituições, colocando-as à venda e entregando-as a investidores privados por um preço que naturalmente será muito baixo… Richard Branson, o dono da Virgen já se ofereceu para comprar ao Estado o nacionalizado Northern Rock e outros se lhe seguirão, um pouco por todo o mundo… A prazo, o que vai acontecer é que os gestores financeiros que nos arrastaram a todos para a beira deste colapso económico mundial se vão safar incólumes, gozando as suas reformas aos 45 anos em ilhas das Caraíbas, salvos na hora derradeira pelo dinheiro dos contribuintes que exploram e a quem pagam salários cada vez mais baixos, e os “investidores” e multimilionários remanescentes vão ficar ainda mais multimilionários ao comprarem ao Estado bancos e seguradoras a preços de saldo. O que mudara então num sistema financeiro globalmente doente e disfuncional? Rigorosamente nada, alem do destino dado aos nossos impostos que vai salvar da falência empresas financeiras doentes e mal geridas e desviar recursos do combate ao Aquecimento Global, na descoberta de novas fontes de energia, do combate a pandemias e, sobretudo, da luta pela erradicação da Fome e da Miséria no mundo.

Mas então, se existem argumentos morais para obstar a este “safamento massivo da Banca”, então o que se devia fazer para responder e obstar a esta crise financeira global? Não há respostas 100 por cento certas. Mas seria economicamente muito mais saudável, a longo prazo, deixar morrer todas as instituições financeiras que acumularam grosseiros erros de gestão desde 2000 (pelo menos) e sanar assim um sistema financeiro global doente. Os bancos e seguradoras que não se dedicaram a brincar aos casinos sobreviveriam, e os demais abririam falência e fechavam as portas. Exatamente como sucede com qualquer empresa do ramo de serviços, industrial ou agrícola. O desemprego assim criado, e os depositários afetados receberiam compensações parciais no primeiro caso, e totais no segundo, pela quebra de rendimentos e este destino dos bens dos contribuintes seria muito mais eticamente e economicamente correto (porque favoreceria o consumo e deixaria morrer empresas mortas).

E que lições devemos tirar de toda esta turbulência? Talvez os Mercados não sejam tão importantes como os seus investidores e especuladores gostariam de fazer crer… Comprar ações e obrigações, não corresponde a gerar riqueza ou Emprego e o seu mundo virtual apenas pode criar riqueza virtual que se esfuma em poucos minutos, como se viu. O setor produtivo, industrial e agrícola, deve prevalecer sobre o de serviços, e sobretudo sobre o financeiro. E acima de tudo, toda a Economia, todos os seus mais diversos agentes devem compreender que a Globalização, a concentração de Bancos e Seguradoras num grupo cada vez menor de mega-instituições revela agora as suas fragilidades… Se uma Seguradora com a dimensão tentacular da AIG falir, toda a economia mundial se ressente. Ao invés, se houvesse a multiplicidade diversa, enriquecedora e dinâmica de uma rede de bancos locais ou regionais o sistema financeiro seria muito mais resiliente e flexível e esta deve ser a nossa lição principal: as economias locais são muito mais resistentes a crises mundiais, porque como recolhem e dividem a sua riqueza localmente, e só secundariamente comunicam entre si, resistindo e travando a propagação de crises mundiais, contendo localmente recessões locais e mantendo prosperas as regiões vizinhas que só sucedaneamente usam as suas exportações.

Publicado também na Nova Águia
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Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

Quids S14: Quem era este homem?

Dificuldade: 3

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14 | 7 comentários

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