Daily Archives: 2008/09/14

Sobre a presença militar internacional no Afeganistão e a posição do MIL

O MIL: Movimento Internacional Lusófono não tem que ter posição sobre tudo. Especialmente sobre temas que extravasam diretamente da área da Lusofonia, como este.

Contudo, é minha opinião de que aquilo que se está a passar no Afeganistão é de tal gravidade que todos os Estados têm o dever de participar ativamente no que aqui decorre.

A ascensão do poder dos Taliban (que montam hoje um cerco efetivo a Kabul) e o colapso da presença da NATO e do “governo” local irá implicar o retorno do país às mãos dos fundamentalistas islâmicos e o ressurgimento de um santuário a partir de onde se lançam tentacularmente operações terroristas em todos os países do mundo.

Ou seja, sejamos claros: se o Afeganistão retornar ao jugo talibã, não faltará muito tempo a que tornemos a ver bombas estourando nos transportes públicos de todos os países da NATO e do Ocidente, e Portugal, tendo em conta o relativo despreparo nestes assuntos está muito mais vulnerável do que qualquer outro país membro da NATO.

Travamos uma guerra no Afeganistão, para que não tenhamos que a travar nas nossas ruas.

Sendo a guerra um inevitável “último recurso” e tendo em conta a barbárie que os islamitas querem instalar no Afeganistão e a projeção desta depois a todos os cantos do mundo onde a conseguissem lançar não cabe aos homens e mulheres de bem tudo fazer para impedir que tal tumor assassino se reinstale no poder?

Não estaremos assim perante uma “guerra justa” (ao contrário da recente na Geórgia, dos bombardeamentos na Sérvia, na ocupação do Iraque, etc, etc) onde temos o dever moral e político de participar?

E falamos de 40 e tal “técnicos” não-combatentes que estarão sempre no perímetro do aeroporto de Cabul, não falamos?

Por fim, quanto à “Força Lusófona de Manutenção de Paz“, é minha convicção de que ela, quando for criada (e sê-lo-á, mais cedo ou mais tarde) deverá intervir em primeiro lugar em todos os locais onde seja necessária a sua presença estabilizadora e pacificadora, dentro do mundo lusófono, e sempre com a intensa e coordenadora participação de forças locais, mas é também minha convicção de que nenhum país lusófono devia participar isolado em qualquer missão de paz internacional descontextualizado desta força. Assim, no Haiti, o Brasil não devia estar sózinho, nem Portugal o devia estar no Kosovo, no Líbano ou no Afeganistão. A partir do momento em que fosse constituída esta força, as forças nacionais deveriam ser substituídas por “forças lusófonas”, imparciais, desinteressadas (ao contrário do que se passa geralmente com os anglo-saxões) e respeitadas pelas partes, quer pela sua tradição não-intervencionista, quer pela presença no local com meios suficientes capazes de garantir a eficácia da força (não repetindo, p.ex. os erros da UA no Darfur).

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Algas que… produzem bio-óleo: uma promessa que pode substituir de forma total e barata o petróleo?

Uma empresa norte-americana está a desenvolver um tipo de algas capazes de produzir um óleo que pode ser refinado em gasolina ou em outros combustíveis semelhantes e que promete ser “neutral em carbono”, isto é, não emitir mais carbono do que aquele que é necessário ao seu crescimento. A alga deverá resultar numa solução comercial dentro de cinco anos.

Tão cedo, este método não poderá satisfazer nem uma pequena parcela dos gigantescos 20 milhões de barris que os EUA consomem todos os dias, mas se o método fôr desenvolvido o suficiente poderá eliminar uma parte significativa das importações de petróleo dos EUA. Segundo Jason Pyle, o CEO da empresa http://sapphireenergy.com/ afirma que este óleo será idêntico em propriedades ao chamado “petróleo leve“, o que significa que poderá utilizar toda a infraestrutura de transformação e distribuição atualmente existente para o petróleo.

Por “neutral em carbono” entende-se uma técnica que emite tanto dióxido de carbono quanto é recuperado no processo de produção através do processo da fotosíntese, já que a transformação da alga em óleo irá emitir tanto carbono quanto um combustível convencional, derivado do petróleo.

As promessas da Sapphire, de usar algas para produzir combustível são idênticas às já emanadas de outras empresas, mas têm a novidade está em que produzirão um combustível de 91 octanas quimicamente idêntico aos combustíveis atuais e que, logo, poderá utilizar diretamente toda a estrutura logística de armazenagem e distribuição atualmente existente… E isto sem criar as questões mais ou menos embaraçosas levantadas pelos biocombustíveis e pelo seu papel na atual alta de preços dos alimentos.

A empresa espera produzir 10 mil barris do seu bio-óleo até 2012, muito pouco para um país como os EUA que consome 20 milhões de barris por ano, mas um princípio, ainda assim, especialmente se a sua tecnologia for licenciada a uma grande corporação ou se a Sapphire for adquirida por uma delas, como certamente irá acontecer se a tecnologia provar a sua viabilidade e eficiência.

Fontes:
http://blog.wired.com/cars/2008/05/making-renewabl.html
http://sapphireenergy.com/

Categories: Agricultura, Ciência e Tecnologia, Economia | Etiquetas: | 5 comentários

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