Daily Archives: 2008/09/06

Sobre os efeitos para o clima da redução da carne na dieta humana

Em tempos de Aquecimento Global é importante – vital mesmo – que todos nós reduzamos a quantidade de carbono que emitimos para a atmosfera. A propagação de pequenos atos, como a substituição das lâmpadas das nossas residências por lâmpadas de baixo consumo, o descer escadas a pé e não de elevador, a transição do transporte automóvel para transportes públicos, entre muitos outros pequenos passos pode – no conjunto – ter um impacto muito significativo e poupar a Terra e a vida que sobre ela vai sobrevivendo à catástrofe que será uma subida de temperatura global da ordem dos 5-10 graus centígrados.

E um destes gestos poderá ser… tornarmo-nos vegetarianos. Mudar o regime alimentar totalmente para um regime vegetariano ou reduzir apenas a parcela que as ditas “carnes vermelhas” ocupam nela pode reduzir até metade a nossa “pegada de carbono” pessoal em até metade, isto segundo um estudo do “Institute for Ecological Economy Research (IOeW)” do governo alemão. De facto, o estudo conclui também que uma dieta à base de carne produz num só ano a mesma quantidade de emissões de gases de efeito de estufa que a condução de um carro de dimensões média durante 4758 quilómetros. Em contraste, as emissões produzidas por um vegetariano podem ser comparadas às emissões do mesmo veículo automóvel percorrendo nesses mesmos 12 meses 2427 quilómetros, ou seja… metade.

Esta diferença foi calculada a partir das emissões de gases de efeito de estufa dos animais (metano, uma fonte de gases de efeito de estufa nada desprezável) e não deixou de contar com as emissões criadas pela produção de fertilizantes e do uso industrial das terras agrícolas (bombagem de água, tractores, etc).

Entre todos os alimentos, o mais danoso em efeitos para o meio ambiente é a carne. Um vegetariano tem a “pegada de carbono” inferior em dezassete vezes a de um comedor habitual de carne. De facto, para criar cada quilograma de carne é gasta a mesma energia correspondente a conduzir durante 71 quilómetros um carro médio. Um quilograma de carne de porco continua a ser “pesado”, mas corresponde a apenas 26 quilómetros…

Uma conclusão tem que ser aduzida daqui: a multiplicação do consumo de carne e leite que assistimos no mundo contemporâneo não é sustentável. Não querendo defender a adopção generalizada de uma dieta vegetariana, não podemos deixar de inclinarmo-nos para uma dieta em que a carne tenha algum papel, mas onde os alimentos de origem vegetal, em maior grau, e os de origem no mar tenham uma parcela significativa.

Fontes:
http://news.yahoo.com/s/afp/20080826/ts_afp/lifestylegermanyclimateagriculture
http://www.ioew.de/governance/english/index/head/head.html
http://gnn.tv/headlines/18170/Going_Veggie_Can_Slash_Your_Carbon_Footprint_Study
http://www.impactlab.com/2008/08/27/go-vegan-save-the-earth/
http://technology.iafrica.com/news/science/1109540.htm

Categories: Agricultura, Ecologia, Sociedade | 12 comentários

O primeiro U 209 português (o “Tridente”) foi lançado à água

O primeiro submarino U 209 da marinha portuguesa foi lançado à água numa cerimónia em que tomaram parte representantes do Governo e dos estaleiros alemães da HDW. Esta cerimónia – em que foi particularmente notada a presença dos Media portugueses – teve lugar no passado dia 15 de Julho.

O submarino receberá o nome de “Tridente” e será o primeiro de duas unidades que permitirão a continuação da arma submarina na Marinha, substituindo o último submarino funcional da Marinha, o “Albacora” da classe francesa Dolphin, com mais quarenta anos de uso operacional.

O “Tridente” juntamente com o outro submarino da classe terão como missão a protecção e apoio a forças navais e anfíbias, vigilancia das águas territoriais portuguesas e missões de paz. O navio pode também operar como meio de defesa anti-aéreo já que pode transportar misseis anti-aéreos nos tubos de torpedo.

Como saberão aqueles que mais por aqui passam, sempre fui crítico da opção pelo investimento nos submarinos. Desde logo pelo inédito e absurdo sistema de “leasing” encontrado, mas sobretudo por acreditar que não se tratava de um investimento prioritário e que desses muitos outros haveria a satisfazer antes de investir em submarinos. Toda esta argumentação mantem a sua validade. Contudo, admitimos que a maioria das nações europeias com uma escala idêntica à nossa mantêm pequenas frotas de submarinos, este é o caso da Dinamarca e da Grecia, por exemplo. O que sempre contestamos é o desequilibrio de meios que agora a Esquadra vai exibir: dois dos mais modernos submarinos AIP do mundo com 3 fragatas medianamente modernas, 3 fragatas usadas ex-holandesas e 4 corvetas a caminho da obsolescência. Faltam meios de superficie mais modernos que substituam as corvetas e novas fragatas. Ambas deveriam envolver empresas nacionais, como os Estaleiros de Viana do Castelo onde vegeta a construcao dos “patrulhoes” por razoes mais ou menos desconhecidas. O argumento mais usado em defesa dos submarinos pelos meios mais proximos da Armada tem sido o de manter a arma submarina ativa na Marinha Portuguesa onde ela existe desde 1913. Mas acreditamos que o investimento em 3 ou 4 corvetas modernas (como as Sigma holandesas construidas para a Indonesia) ou em duas ou tres fragatas modernas, como as FREMM, seria mais prioritario num pequeno pais onde os recursos existentes serao sempre necessariamente escassos. A argumentacao de que compensa investir nos submarinos para manter viva a “escola de submarinistas” e que tornar a formar submarinistas ficaria demasiado caro, não colhe. Ainda que em virtude de se ter prioritizado a aquisicao e construcao de novos meios de superficie, a Marinha tivesse que passar cinco ou dez anos sem submarinos, seria sempre possível tornar a formar esse pessoal mais tarde, simultaneamente ao momento em que se construiam os novos submarinos.

Mas de uma forma ou outra, a decisao está tomada e os submarinos começam a chegar e efetivamente são dos melhores meios do género no mundo. O elevado nível de automatismo do navio traduz-se por uma equipagem de apenas 33 tripulantes num navio capaz de navegar a até 20 nos e uma autonomia de 45 dias e que graças ao seu sistema AIP de células de combustível de hidrogenio pode navegar submerso durante longos periodos de tempo sem ser detectado.

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Portugal | Etiquetas: , , | 17 comentários

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