Monthly Archives: Setembro 2008

Segundo um estudo britânico… As mulheres teriam mais pesadelos que os homens

//www.starstore.com)

(Ele aparece mais nos sonhos delas... dizem in http://www.starstore.com)

Um estudo da Universidade de West of England que abrangeu 170 voluntários concluiu que as mulheres têm uma maior tendência para sofrerem de pesadelos do que os homens. No estudo, 19 por cento dos homens relataram terem experimentado pesadelos contra 30 por cento de mulheres, e isto apesar de não ter havido diferenças significativas no número de sonhos registado pelos dois grupos.

Um factor que pode explicar esta diferença tem a ver com as alterações da temperatura corporal registadas nas mulheres durante o ciclo menstrual, já que se sabe há algum tempo que as mulheres nestes momentos conhecem geralmente um aumento de pesadelos e de sonhos perturbadores. Mulheres traumatizadas também têm tendência a sofrerem mais pesadelos decorrentes do seu trauma do que os homens sujeitos à mesma experiência.

Em suma, este estudo indica que as mulheres tem uma especial de predisposição biológica para reagirem com mais intensidade a estímulos emocionais do que os homens, como alias já sugeria o senso comum e a opinião popular naquilo que é um sinal de que nem sempre a Ciência e a experimentação cientifica vão sempre contra os ditames e usos impostos pelo senso comum…

Fonte:

bbc.co.uk/news

Categories: Ciência e Tecnologia, Psicologia | 2 comentários

Marrocos compra 24 F-16 Block 52 e Portugal passa à “2ª Divisão”

(F-16 Block 52 da Força Aérea Grega)
O armamento discreto e silencioso do nosso instável vizinho marroquino prossegue… As primeiras manobras francesas para levar a sua antiga colónia a comprar 18 Rafales por 2,6 bilões de dólares ou 24 por 3,4 biliões de dólares falharam rotundamente, apesar dos rumores que davam a operação como certa graças a um financiamento saudita. Agora, parece certo que o reino hachemita vai comprar 24 aviões F-16 Block 50/52 aos EUA.
E ao contrário dos que sucedeu com os F-16 portugueses, os F-16 marroquinos serão aparelhos novos, não aviões usados previamente pela USAF! O preço parece ser comparável ao anteriormente reportado como sendo aquele que Marrocos iria pagar pelos Rafale franceses, o que desmente alegações que os EUA teriam tirado a venda aos franceses através de um dramático dumping de última hora…
A proposta francesa foi lançada em duas fases: primeiro propuseram 18 Rafales por 1,8 biliões de euros e depois 24 aparelhos por 3,2 biliões. Ambas as ofertas incluiam os excelentes mísseis MBDA MICA e bombas AASM guiadas por laser, assim vário equipamento de apoio em terra, que nos F-16 teria que ser comprado separadamente. A opção francesa seria assim claramente superior à norte-americana, quer pelo armamento, quer pelo equipamento, quer, sobretudo pela evidente superioridade do Rafale quando comparado com o F-16. E se atualmente, os MiG-29 e SU-30 argelinos – o clássico adversário regional de Marrocos – já são claramente superiores a qualquer avião atual no inventário marroquino, a aquisição dos F-16 não iria suprir esta desvantagem, mas iria reduzi-la e, sobretudo, iria tornar a força aérea deste país muçulmano do norte de África superior à força aérea portuguesa (FAP) onde só seis aparelhos foram modernizados para o padrão F-16AM e os restantes 19 aparelhos permanecem no antigo padrão Block 15.
A opção marroquina pelo F-16 parece ter seguido critérios claros: o país não tem recursos para adquirir um aparelho mais caro como o Typhoon ou o F-35. O Rafale seria mais dispendioso que o F-16, ainda que contando com os mísseis, bombas e equipamento oferecido, a opção russa foi descartada por receio (fundado) de que em caso de conflito com a Argélia, a Rússia escolheria esta para o envio de peças e equipamentos. Restam os EUA, que tentam manter abertas as linhas de produção do Falcon e que mantêm estreitas relações com o governo marroquino no âmbito da “Guerra ao Terrorismo”.
Esta aquisição é grave para Portugal. Como se não bastasse já a aquisição de uma moderníssima fragata FREMM por Marrocos, superior a qualquer uma das cinco fragatas MEKO 200 e Karel Doorman, agora sabemos algo ainda pior. O instável reino hachemita, sempre sujeito a uma tomada de poder pelos islamitas radicais que florescem na sociedade deste pobre país do norte de África, re-equipa a sua força aérea até um ponto em que esta se torna superior à portuguesa. Ainda que pareça que este assunto esteja longínquo da agenda política e mediática, além da instabilidade latente de Marrocos, a verdade é que certos sectores da sociedade marroquina (e o coronel Khadafi na sua curta fase de namoro Marrocos) alegam que o arquipélago da Madeira é território africano, e logo, território marroquino sob ocupação… Esta quebra no equilíbrio de forças nesta delicada região que engloba a Argélia (ainda envolvida numa dura luta contra a insurgência islamita), o pobre e consequentemente instável Marrocos e o nosso aliado na OTAN, Espanha (com praças no norte de África reclamadas por Marrocos) e Portugal (com fronteiras próximas de Marrocos, pelo Algarve e Madeira), deveria fazer suar os nossos responsáveis políticos e colocar sobre a mesa a instalação – pelo menos – da atualização MLU nos nossos F16A nos 19 aviões onde este ainda não foi instalado e, sobretudo, lançar um concurso de atualização e substituição destes aparelhos. É este o momento para começar, já que estes projetos levam sempre entre 3 a 5 anos até produzir efeitos concretos. Sobre os aparelhos que poderiam substituir os F-16 muito haveria a dizer… Os aparelhos russos estão obviamente fora de equação… Assim, como os dos EUA, pelo seu preço, e o mesmo se aplica ao Typhoon. Restam assim o Gripen NG e o Rafale… Tendo em conta o grau de desespero francês por exportar o primeiro Rafale, iria pelo segundo… Mas de que serve debater este tema? No governo português, ninguém parece preocupado com a Segurança Nacional e descida dramática de “Divisão” que esta aquisição marroquina vai implicar!

Fontes:

http://www.f-16.net/f-16_versions_article2.html

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | 29 comentários

No Reino Unido, o Governo quer interceptar todas as comunicações na Internet

//wqxt.com)

(o que eles não fazem em nome dele... in http://wqxt.com)

No Reino Unido, o programa governamental “Interception Modernisation Programme (IMP)” recentemente proposto tenciona levar a que os ISP (Internet Service Providers) instalem “caixas negras” nos seus servidores que sejam capazes de registar todo o tráfego internet que passa por eles. O objetivo supremo do IMP é gravar todas as mensagens de correio eletrónico, telefonemas VoIP (Sype, p.ex.), de Instant Messaging e todo a navegação web que seja realizada no país. Todos estes dados serão enviados para uma base de dados central, permitindo que o governo britânico analise todos estes elementos recolhidos dos cidadãos do seu país.

Tendo em conta o volume de dados que se pretende capturar, as “caixas negras” deverão ser particularmente potentes e deverão ter um custo unitário muito elevado. O sistema deverá estar operacional (se o Governo encontrar o financiamento que pediu ao Parlamento, e pelo qual o projeto se tornou conhecido) até 2010.
A escala daquilo que se propõe no Reino Unido – uma das democracias mais antigas e mais sólidas do mundo – não tem precedentes históricos nas democracias ocidentais, excepto talvez algumas ações de espionagem interna que a NSA e o FBI têm realizado contra os seus próprios cidadãos a coberto do “Patriot Act” desde o 11 de Setembro e abrem um precedente extremamente perigoso… A partir da sua implementação, o ministério do Interior britânico poderá definir quem acede a estes dados pessoais, sem controlo judicial, como é requerido até agora. Sob a pena de haver a certeza de que os verdadeiros criminosos e terroristas continuarão a utilizar técnicas de cifragem das suas comunicações, mais ou menos imunes a estes sistemas de vigilância, enquanto que os dados pessoais dos utilizadores comuns – que não só desconhecem estas técnicas como não são capazes de as usar – verão a sua vida pessoal cada vez mais devassada pelos Governos… E sim, que não se duvide. Se este sistema se introduz no Reino Unido não faltará muito tempo para que se propague pelo resto da Europa, Portugal incluído, sempre em nome da tal “ameaça terrorista” em nome da qual tantos dos nossos direitos e liberdades individuais têm sido sacrificados.
Fontes:
http://news.zdnet.co.uk/communications/0,1000000085,39447471,00.htm
http://www.whatdotheyknow.com/request/intercept_modernisation_programm

Categories: Informática, Política Internacional, Sociedade | Etiquetas: | 8 comentários

Quids S14: Quem pintou este quadro?

Dificuldade: 2 (-3)

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S14 | 61 comentários

Japão: o país do mundo mais ligado à Internet?

O Japão caminha a passos largos e decididos para se tornar o país mais ligado à Internet, por tecnologias de fios e sem fios. Ainda há não muito mais do que cinco anos atrás, os EUA lideravam confortavelmente nestas estatísticas, mas atualmente, o acesso à banda larga nos EUA, na maioria das cidades e Estados é apenas possível para as velocidades mais baixas, e isso é verdade quer para a cobertura de fio (Cabo ou ADSL), mas até para a cobertura das redes móveis de 3ª geração, como as usadas pelo imensamente badalado iPhone da Apple. Estatísticas publicadas recentemente pela “Federal Communications Commission” (FCC) revelam uma queda dos EUA do 4º lugar para o 13º no que respeita a utilização da Internet, entre 2001 e 2003, e para o 16º, em 2005 (não encontrei dados mais recentes). Pelo contrário, o Japão recuperou o seu atraso e posiciona-se agora bem à frente dos EUA.

Também na velocidade de acesso à Internet, os japoneses são especialmente afortunados… A velocidade média é de uns espantosos 26 megabits/segundo, enquanto que nos EUA esta média vegeta pelos… 1,5 megabits… É claro que a muito maior extensão geográfica dos EUA, assim como a diversidade da sua população e existência de largas parcelas de território ainda quase selvagem podem explicar esta posição relativa, mas não explicam que este desfasamento se esteja a instalar até nas grandes cidades, não faltando na Internet as queixas de proprietários de iPhones que não conseguem ter rede 3G em quarteirões de Washington ou Nova Iorque… A vantagem é especialmente flagrante quando se compara o milhão de utilizadores norte-americanos de 3G com os mais de 40 milhões japoneses.

Tudo isto estar a deixar para trás os Estados Unidos na sector das Tecnologias de Informação, o único sector onde o predomínio mundial de empresas norte-americanas é ainda predominante. Atualmente, o Japão e os seus vizinhos asiáticos estão a ficar melhor posicionados neste mercado global de acesso à Internet em Banda Larga. Isso quer dizer que é possível utilizar serviços intensivos de rede como teletrabalhar, video-conferenciar, fazer telemedicina e elearning, tudo de uma forma mais fiável e rápida do que na maioria dos Estados e cidades norte-americanas.

Quais são as razoes que explicam esta crescente vantagem nipónica sobre os EUA? Mike Alfant, da empresa norte-americana Fusion Systems, afirma que tal se deve a uma maior densidade populacional, à existência de um único operador nacional, a NTT, e à ubiquidade de telemóveis. A estas razoes somamos nos mais três: a menor dispersão geográfica, a maior homogeneidade de níveis de desenvolvimento do que nos multiformes Estados americanos e o facto de em 2008 já não se terem vendido telemóveis de segunda geração em todo o Japão, apenas terminais 3G.

Será este mais um sinal do ocaso do poderio norte-americano no mundo? Alguns ainda se recordam do tempo em que os produtos industriais “made in usa” eram mais ou menos ubíquos em todos os sectores, desde as televisões ITT ate aos automóveis Ford e aos aviões Boeing. Hoje em dia, raras vezes encontramos a etiqueta e quando a vemos esta está colada a caixas de cartão de software… Tipo o Windows, o Office ou o MacOSX… Será que ate daqui elas vão desaparecer? O autor do artigo da fonte não parece acreditar em tal tese, citando vários exemplos da iliteracia informática japonesa, que são notáveis ate para o exemplo português, mas quando se criam tais fundamentos e bases como uma rede 3G barata e disseminada nacionalmente, não se estarão também a criar as bases para um desenvolvimento da utilização de serviços de Banda Larga e logo, para resolver os tais ditos problemas de iliteracia informática?

Fonte:
http://www.japanprobe.com/?p=64

Categories: Ciência e Tecnologia, Informática | Etiquetas: | Deixe um comentário

Qual é a melhor força aérea da Europa?

(Mirage 2000C francês in http://www.freefoto.com)

Um comentador frequente aqui do Quintus – o nosle – deixou a muito interessante questão: qual é a melhor força aérea europeia?

A resposta deve excluir desde logo duas respostas possíveis: a USAF (presente em muitas bases na Europa) e a Rússia, já que este imenso país não deve ser plenamente considerado “europeu” pelo posicionamento asiático e sobretudo pela situação atual de afrontamento que caracteriza a política externa russa em relação à UE e à OTAN e vice-versa. Ou seja, devemos excluir aquelas que são provavelmente as duas melhores forças aéreas presentes em solo europeu…

Depois devemos também determinar aquilo que consideramos ser “a melhor força aérea europeia”… Se por tal entendermos aquela que melhor pode garantir a Defesa aérea do solo pátrio ou se julgamos que tal título deve ser entregue aquela força aérea mais capacitada para projetar o poder militar da nação que defende ao estrangeiro. Se entendermos pelo primeiro conceito, então a Suécia, com os seus excelentes, mas ligeiros em raio de ação e carga caças Gripen está nos dois ou três primeiros lugares. Mas se formos pelo segundo conceito, então a França, como o seu porta-aviões nuclear e Rafales e o Reino Unido com as suas bases no estrangeiro e os seus excelentes caças Typhoon surgiram bem acima da Suécia. Ou seja, defensivamente, a lista poderia ser a seguinte: Suécia-Reino Unido-França-Alemanha. Ofensivamente, seria: Reino Unido-França-Alemanha-Suécia.

Em termos de treinamento, um dos factores que juntamente com a qualidade dos mísseis embarcados, pesa tanto ou mesmo mais do que as características dos próprios aparelhos utilizados, a força aérea do Reino Unido recebe consensualmente o título de melhor, seguida de perto pela Luftwaffe, a qual também utiliza excelente aviões (Typhoon), mas em menor número que o Reino Unido.

P.S.: E de âmbito mais alargado… Se me perguntassem quais eram as melhores forças aéreas do mundo? Bem… Esta seria a resposta: Israel (equipamento e treino), Reino Unido (equipamento e treino), França (plataformas), Alemanha (equipamento e treino), Índia (equipamento), Rússia (equipamento) e China (números)… Infelizmente sem listar aqui nenhum país lusófono, já que o Brasil ainda não recebeu os aviões do F-X2 e Portugal e Angola, não se encontram claramente nessa lista de sete países…

De qualquer forma, deixo aqui o desafio aos leitores de botarem aqui mesmo a sua opinião sobre:

E veremos se a minha opinião é muito diferente da vossa…

Qual é o país que tem a melhor força aérea europeia?

1) Reino Unido
2) França
3) Alemanha
4) Itália
5) Turquia
6) Suécia
7) Espanha
8) Outra

View Results

Categories: DefenseNewsPt | 11 comentários

O STARMAC, um helicóptero experimental com 4 rotores

Eis o STARMAC ou menos prosaicamente… “Stanford Testbed of Autonomous Rotorcraft for Multi-Agent Control“. Esta é uma plataforma experimental para demonstrar a aplicabilidade de uma nova série de conceitos de controlo aéreo que depois poderão via a ser aplicados em diversos outros protótipos. O inovador sistema de controlo do STARMAC consiste em veículos aéreos com quatro hélices capazes de um voo controlado sem precedentes. De facto, tão controlado que é até possível realizar voos dentro de casa em relativa segurança. O protótipo do vídeo é o DraganFlyer IV que consegue voar durante cerca de 10 minutos na potencia máxima.

As primeiras aplicações do conceito deverão ser UAVs de observação militar, guiados por GPS.

Fonte:

http://hybrid.stanford.edu/starmac/overview

Categories: Ciência e Tecnologia, DefenseNewsPt | 1 Comentário

COMUNICADO MIL SOBRE A ACTUAL SITUAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU

Em resposta ao recente apelo do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO apela publicamente ao envio de uma força naval lusófona, alinhando meios de todos os países da CPLP, que os possam comprometer no sentido de estabelecer uma missão de patrulhamento nas águas territoriais e do ar nacionais guineenses, assim obstando à transformação gradual da Guiné-Bissau numa plataforma do tráfico de droga. Dada a não existência de marinha ou força aérea guineenses capazes de se oporem a essa situação, apelamos à constituição pela CPLP de uma força naval lusófona capaz de auxiliar o Estado guineense em relação a esta ameaça que questiona a sua própria existência.

Recordamos que o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO lançou no princípio deste ano a Petição POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ.

http://www.petitiononline.com/mil1001/petition.html

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, projecto que conta já com cerca de sete centenas de adesões, de todos os países lusófonos.

A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).

A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.


MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA(novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 3 comentários

Em todo o mundo há mais de meio milhão de “mineiros virtuais” do World of Warcraft!


(Imagem do popular jogo online “World of Warcraft”)

Estima-se que existam hoje mais de meio milhão de pessoas em países em Vias de Desenvolvimento que vivem da captura de bens em jogos online e da subsequente revenda dos mesmos a jogadores de países em Desenvolvimento. A espantosa conclusão consta de um estudo da Universidade de Manchester que estudando este fenómeno designado por “gold-farming” concluiu que existe uma verdadeira indústria, em franco crescimento e que concentrada na China (80%) e na Índia (perto do 20% remanescente) possibilita a que as pessoas que se dedicam a esta atividade “virtual” tenham rendimentos “reais” mensais de 97 euros.

O jogo onde esta indústria semi-clandestina mais prospera é o “World of Warcraft” da Blizzard, empresa que tudo tem feito para procurar travar – sem sucesso – a multiplicação da troca “ouro” entre concorrentes fora do mundo vurtual onde decorre o jogo. Contudo, os baixos níveis de vida nos países onde prospera esta indústria e a disponibilidade de muitos jogadores do dito “Mundo Desenvolvido” para comprar “ouro” (créditos) está a transformar o “gold-farming” num sector económico cada vez mais relevante para estes países. O estudo avalia em cerca de 400 mil os jogadores destes países que se dedicam a tempo inteiro ou parcial a esta atividade, o que significa que falamos de uma actividade económica que ascende a uns módicos 38.800.000 euros! De facto, se esta estimativa estiver correta, isso implica que esta “indústria” tem quase metade do peso de toda a famosa e importante indústria indiana de outsourcing, sendo que há indícios que o número de 400 mil “mineiros” pode de facto ter ascendido a quase um milhão nos últimos meses, o que a ser verdade, faria com que… houvesse tantos indianos a trabalhar em outsourcing de TI para multinacionais, quantos indianos a fazer “gold-farming” no WoW!

No “WoW”, a posse de moedas de ouro permite comprar bens, como armas ou armaduras e assim equipar o seu avatar com um maior número de possibilidades para sobreviver e crescer neste duro mundo virtual.

Fonte:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/7575902.stm

Categories: Economia, Informática, Sociedade | Etiquetas: | 7 comentários

Grupo de Apoio ao Tibete (PRESS RELEASE)

“Grupo de Apoio ao Tibete

PRESS RELEASE

24 Setembro

Face às recentes declarações do Sr. Primeiro-Ministro José Sócrates, quando do encontro com Wang Gang (oficial sénior do Partido Comunista Chinês), congratulando a República Popular da China pela organização de sucesso dos Jogos Olímpicos, que decorreram no passado Agosto, vimos desta forma manifestar a nossa indignação pela ausência de qualquer referência à situação vivida no Tibete, no que diz respeito às violações dos direitos humanos, da liberdade religiosa e da liberdade de reunião, verificadas antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos.

O Sr. Primeiro-Ministro, preocupado apenas com questões económicas, ignorou deliberadamente a vaga de protestos em toda a comunidade internacional, bem como o facto de a Assembleia da República ter discutido e aprovado, por larga maioria, um voto de condenação da política repressiva do governo chinês em relação ao Tibete, solicitado por uma petição que reuniu mais de onze  mil assinaturas de cidadãos portugueses.

Com estas declarações, o sr. Primeiro-Ministro mostra continuar a atitude de subserviência perante a China que contraria a melhor tradição portuguesa de defesa dos direitos humanos.”

 

CONTACTOS (Media)

91 811 30 21 / 93 435 3961 / 96 016 12 54

Grupo de Apoio ao Tibete

Categories: China, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: , | Deixe um comentário

Quids S12: Qual é a frase que falta aqui?

Categories: Quids S12 | 9 comentários

Hoax: Os restos de um Bigfoot descobertos recentemente na Geórgia (EUA)


(A conferência de Palo Alto in http://www.techcrunch.com)


(Uma das fotografias do Bigfoot “congelado” mostradas na conferência de imprensa in http://www.cnn.com)

Houve recentemente alguma agitação quando numa conferência pública dois norte-americanos, Matt Whitton e Rick Dyer anunciaram terem encontrado um corpo de um “Big Foot” que estariam a conservar dentro de uma arca frigorífica… Não é a primeira vez que aparece alguém exibindo em feiras o “bigfoot” dentro de blocos de gelo sendo mais famoso o exposto na década de sessenta por Frank Hansen e desmarcarado em 1966 quando o Hansen admitiu que se tratava de uma réplica de latex conservada em gelo. Supostamente, o corpo original teria sido vendido para um milionário asiático anónimo e substituído por uma réplica para manter o negócio de exposição da criatura de Frank Hasen. Supostamente…

Por isso, esta conferência pública em Palo Alto trouxe-me logo reminiscências deste episódio. Os dois norte-americanos declararam ter encontrado o corpo no decurso de uma caminhada nas florestas do norte do Estado norte-americano da Geórgia, nas zonas mais remotas do Estado, onde são comuns os avistamentos desta mítica criatura. Os dois pesquisadores terão enviados amostras de DNA a laboratórios certificados, para comprovação da natureza do achado, ainda que se tenham abstido de mostrar algo mais na conferência do que fotografias pouco claras da criatura na dita arca frigorífica. Na conferência, alguns representantes de um grupo intitulado “Searching for Bigfoot” apresentaram uma mensagem de correio eletrónico enviada para um entomologista da Universidade do Minnesota e referente a umas amostras de DNA enviadas para o dito. Em primeiro lugar, não me parece que o “Big Foot” seja um… insecto, a especialidade de estudo dos entomologistas, mas este especialista disse que a amostra de DNA estudada fora “inconclusiva”, o que levou o grupo a concluir apressadamente que se tratava de uma “espécie desconhecida”, o que não é de modo algum a conclusão a tirar! Se a identificação é inconclusiva não quer dizer que se trate de uma espécie desconhecida, mas de uma amostra danificada ou incompleta!

As fotografias mostradas parecem apenas um corpo cabeludo dentro de uma arca frigorifica. Alegadamente seria um macho de 2,1 metros de altura e 249 Kg, com pés de 40 centímetros de comprimento e cabelo ruivo.
A própria história de Matt Whitton e Rick Dyer revela muitas inconsistências… Numa versão inicial, estariam a caçar na floresta, quando um terceiro elemento não identificado teria disparado sobre a criatura. Matt e Rick teriam procurado a criatura abatida, tendo encontrado o cadáver na mata, sózinhos e sem esse tal atirador (tão inverossímel…). Mais tarde, o duo alterou esta versão e passou a alegar que tinham encontrado “uma família de Bigfoots” nas montanhas do norte do Estado da Geórgia… E parece haver ainda uma terceira versão do encontro, em que dão simplesmente de frente com o cadáver da criatura no chão! Grande confusão e alta suspeição…
E se havia ainda dúvidas sobre a veracidade deste achado, a constatação de que as duas amostras de DNA enviadas para a Universidade do Minnesota correspondia afinal não “à não correspondência a nenhuma criatura conhecida” como alegaram na conferência de imprensa mas que tinha de facto uma correspondência em 96% a um gambá desfizeram o pouco que restava de credibilidade a este… hoax!
Fontes:
Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Mitos e Mistérios | Etiquetas: | 3 comentários

Em pleno ambiente renovado de “Guerra Fria” com a Rússia, a NASA prepara-se para embarcar os seus astronautas em… cápsulas russas


(A cápsula Dragon da SpaceX in http://www.hobbyspace.com)

A NASA anunciou novos atrasos no seu programa de regresso à Lua… A “Orion“, a nave espacial criada par tomar o lugar da frota envelhecida para além do patamar do perigo máximo, como demonstraram até á exaustão os dois acidentes fatais com o Shuttle, sofreu novos atrasos e agora, em vez de ser lançada em 2013, será lançada pela primeira vez apenas em 2014.

Segundo responsáveis pela agência espacial americana, NASA, o atraso deveria-se a “dificuldades técnicas” a um orçamento pouco ambicioso.

O vôo de 2013 (agora atrasado até 2014) era um voo experimental, já que o primeiro voo efetivo da cápsula até à Estação Espacial Internacional (ISS) terá lugar apenas em Março de 2015, como previsto e como determinado inicialmente pelo Congresso dos EUA.

A “Orion” é a parte mais importante – juntamente com o novo lançador Aries – do programa espacial norte-americano designado como “Constellation” que tem como apogeu a construção de um novo lander lunar capaz de levar 3 astronautas até ao solo do nosso satélite natural.

Este atraso não parece colocar ainda em risco a data de entrada em funcionamento pleno da Orion, mas a margem de erro entre a disponibilização da nova cápsula e o primeiro lançamento da mesma, reduziu-se… E com ela a hipótese de os EUA terem que depender totalmente da Rússia durante mais um ano além do inicialmente previsto, isto é após o último voo do Shuttle em Maio de 2010… E isto dará aos EUA quatro anos voando os seus astronautas em naves Soyuz russas (pagando bilhete!) num contexto de regresso da Guerra Fria e de afastamento da Rússia dos principais fóruns de segurança internacionais… Ou a NASA começa a receber muito depressa os recursos necessários não para recuperar o atraso de um ano, mas para o transformar numa intensa aceleraçao ou o COTS consegue levar astronautas americanos para a ISS em 2011 (alguns concorrentes esperam realizar um voo de demonstração ainda em 2010, como a Orbital, a SpaceX ou a Rocketplane-Kistler). Ou seja… Ou os privados resolvem o problema para uma NASA que luta com a falta de fundos. A SpaceX prevê realizar o seu primeiro voo COTS com uma cápsula Dragon em 2009, mas enviar astronautas apenas a partir de 2010 e a Kistler lançará a sua primeira K-1 de demonstração em finais de 2008.

Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/Space_Shuttle_successor_will_not_fly_before_2014_NASA_999.html
http://www.associatedcontent.com/article/908615/nasa_space_shuttles_last_flight_tentatively.html
http://www.nasa.gov/mission_pages/exploration/news/COTS_selection.html
http://www.orbital.com/AdvancedSpace/COTS/

Categories: Ciência e Tecnologia, Política Internacional, SpaceNewsPt | Etiquetas: , , , , , | 8 comentários

Quids S12: Como se chama este homem?

Dificuldade:3

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 12 comentários

Diálogo com Casimiro Ceivães a propósito da “União Lusófona”

“1) Na Clavis Prophetarum – na sua “atenuação”, digamos assim, do papel de Portugal – percebe-se em Vieira o desenvolver da ideia de que a consumação do Reino era afinal uma tarefa comum da cristandade; (digo isto tendo presente que, na espiritualidade cristã, a consumação do Reino é sempre, em última análise, uma tarefa divina – isto é, não se trata de um projecto “titânico”, “mágico” ou “voluntarista” – tal como já o não tinha sido a vinda do Messias: o que não quer dizer que não fosse importante “aguardá-lo guardando-o no coração”.”

> Vieira era um cristão apostólico-romano convicto. É impossível separar o “homem religioso” que habitava em si do seu pensamento e de cada palavra por si escrita. É assim necessário contextualizar qualquer “consumação do Reino” ou “Quinto Império cristão” advogado pelo jesuíta. Apesar de ser necessário suprimir essa variável “cristã” do pensamento vieirino de forma a atualizar a noção de “Quinto Império” para os tempos modernos, a verdade é que continua perfeitamente válida o pressuposto de que Portugal se deveria anular e ultrapassar a si mesmo, para que esse “Império” pudesse ganhar forma e substância no mundo real. Nenhum país poderá jamais assumir a “cabeça” ou “liderança” de tal império, sob pena de destruir a sua própria possibilidade de existência. Não poderá haver um “Quinto Império” recorrendo às mesmas formas de dominação humana, material ou militar, seguindo as mesmas bitolas de dominação do Um pelo Outro utilizadas até à exaustão pelos impérios assírios, babilónicos, persas ou romanos, o “Quinto Império” terá que ser uma nova forma de organização social e estatal, profundamente diversa de qualquer outra forma anterior. Sem o cumprimento deste requisito, não haverá jamais um “Quinto Império”.

2) Se for assim como digo, isso seria um “regresso” à ideia comummente aceite pela cristandade, a de todos os cristãos ou homens de boa vontade serem por igual chamados: quero dizer com isto, se posso brincar um pouco, que o Francisco I de França não teria afinal que se queixar – além da queixa que formulou, face a Tordesilhas, de ter sido “excluído do Testamento de Adão” – de ter sido reservado ao seu reino o papel de figurante destinado a absorver-se passivamente em Portugal…

> Ou seja, mesmo em Vieira, o “Reino de Cristo” poderia incluir “homens de boa vontade”, isto é, não-cristãos quer nascidos antes da Revelação (um tema várias vezes abordado pelos Padres da Igreja) poderia fazer parte deste “Quinto Império”. Não importa neste conceito que sejamos budistas, islamitas ou cristão, ou até ateus… Para que o Quinto Império se possa concretizar no mundo, não temos que converter todos os seus habitantes aos cristianismo. Temos contudo que realizar naqueles que a ele queiram aderir (porque a adesão forçada será a própria negação suprema do Quinto Império) aquela “revolução interior” a que aludir Agostinho da Silva, e esta revolução não tem que ser cumprida em nenhuma religião em particular, estando todas elas na devida distância até essa realização.

3) Mas assim sendo, então em rigor nada nos fica dito quanto ao papel das diversas Nações neste período intermédio da História de preparação para o Advento… De modo que temos que reanalisar esse problema sem nos deixar entusiasmar, por assim dizer, pela exaltação “quinto-imperial” portuguesa.

> O Quinto Império não tem que ser necessariamente cumprido por Portugal. Na verdade, não pode sê-lo. Portugal já não é o farol da lusofonia, nem demograficamente, nem culturalmente, nem sequer economicamente. Essa farol assenta hoje os seus fundamentos no Brasil, e de forma extraordinariamente sólida. É contudo certo que o Quinto Império não poderá avançar sozinho, realizando-o apenas no Brasil (ou em Portugal). Se esta nova forma de organização estatal e social deve existir, terá que ser pela força do exemplo da união política de dois países, separados pela geografia, mas aproximados pelo coração. E neste contexto, nada melhor, nada mais viável, do que uma união entre os dois países lusófonos que mais próximos estão, sob todos estes critérios: Portugal e o Brasil.

4) A ideia de que as Nações têm um diferente papel meta-histórico – e que, sempre na tradição judaico-cristã, assenta creio eu naquela referência bíblica à luta entre o “anjo de Israel” e o “anjo da Pérsia” foi por exemplo muito forte em França em diferentes épocas, “fille ainée de l’Église” (também em principio tudo isso reforçado pelo caso extraordinário de Joana d’Arc);
> Se até agora, todas as formas de organização estatal “imperial” se firmaram sobre o terreno instável da luta de opostos, o “Quinto Império” terá que se erguer sobre a sua concórdia. Não se trata de “tolerância de opostos” (Agostinho rejeitava aliás a necessidade de “tolerância” preferindo o termo “aceitação”), trata-se da construção de uma nova forma de organização capaz de integrar em si mesmo, de forma pacífica e frutuosa, diversas tendências e visões interpretativas da realidade e do mundo. A diferença entre indivíduos não deve ser motivo para a sua separação ou de desavenças constantes, deve ser raiz de uma criatividade que só ela pode justificar essa imensa benesse que é a existência humana.
5) Neste ponto, poderemos ir buscar a ideia do “Portugal, gente conversável” do Agostinho, mas permanece o problema de saber se se trata de jogo e predestinação de uma qualquer Providência, ou se é só um acaso, um pouco à semelhança daqueles suiços do Borges que “tomaram a estranha decisão de ser racionais”.


> Não se trata de uma predestinação pura. Não no sentido genético do termo, pelo menos. A especificidade da portugalidade não se esgota em Portugal nem nas suas estreitas fronteiras terrestres e marítimas, estando agora plenamente transferida para todas as sementes que os portugueses souberam ir plantando pelo mundo fora, de Macau a Timor, de Goa ao Brasil. Contudo, em todas elas está vivo o espírito que forjou a nacionalidade nos idos de antanho onde os sangues mouros (norte africanos) se misturaram com os louros visigodos e estes com os latinos e pré-romanos e de permeio com muitos outros. Do cruzamento destas gentes tão diversas em temperamento e com expressões culturais tão diferentes se haveria de soltar o português, forma única, porque o cruzamento que lhe deu origem foi também único de um ser humano fadado a um destino universal e universalista, como universal e universalista é a matriz étnica e cultural que lhe deu origem.

6) Ainda que não haja essa predestinação ou papel meta-histórico português (se a houver é irrelevante que lhe dicutamos o fim) parece-me possivel nesta fase do raciocínio chegar a uma espécie de bifurcação: por um caminho, defender que a valia histórica de Portugal (o simples facto de ser nação lhe não traz nenhuma, à semelhança da pobre Dinamarca) consistiu em ter sido visivel para nós, que nos habituámos a ver a História como a História das Nações, a possibilidade prática da conversabilidade: não é uma utopia de filósofos, mas uma coisa que aconteceu aqui neste lugar do mapa e neste ponto da seta do tempo. Se aconteceu uma vez, diz-nos o bom senso que pode voltar a acontecer: em princípio, não há milagres. MAs então Portugal cumpriu-se, de facto, e falta já não faz nenhuma (falta faz a “conversabilidade”, ela mesma). Como a antiga Grécia, que ainda hoje nos inspira já não existindo.
[NOTA: estou ciente de que o pressuposto explicito no Manifesto da N.A. é o da “não-entificação”]

> Essa é a minha visão. Se Portugal parece ser em tantos domínios uma espécie de “Estado-falhado”, surgindo tão frequentemente nas posições inferiores de tantas listas ordenativas da Europa, tal deve-se ao facto de Portugal, ter sido sempre muito mais uma “ideia de nação” do que uma nação. Portugal, na sua mais pura forma de existência, não foi uma nação que teve um império ultramarino. Portugal era a sua presença no Ultramar e quando este foi solto na sua devida liberdade, o tronco de onde emanavam essas ramos, mirrou e secou, incapaz de existir sem esses seus prolongamentos. A “opção europeia” que lhe inventaram para o tornar um país dedicado a vender o Sol aos ricos do norte da Europa, vivendo de turismo, praia e “serviços” não pôde nunca servir de alternativa a uma vocação ultramarina atávica e constitutiva da própria essência da portugalidade.

7) Mas por outro caminho dir-se-á que a constatação da “vida conversável” em Portugal mostra a importância da manutenção de uma Nação – a conversa começa geralmente a dois, ou a poucos, embora depois, como aqui, progressivamente se vá alargando. Por este caminho dir-se-á que não é a Nação o obstáculo, mas o “maquiavelismo” (e agora, infelizmente, mais um conjunto de problemas com que D. João III nem sonhava); e poder-se-á continuar defendendo que a libertação das ilusões do “mundo moderno” é mais eficaz quando realizada num quadro comunitário, ou nacional.


> Se é o “Centralismo” o maior adversário ao cumprimento de Portugal, então terá que passar pela sua supressão o advento do Quinto Império, forma plena de Portugal na sua História e do seu devir. É no Portugal descentralizado nos municípios livres e semi-independentes do Portugal medieval, pré-maquiavélico, onde o Rei buscava o essencial do seu apoio para afirmar um Estado jovem e vigoroso contra os impulsos feudais da nobreza e do clero. O ideal da “vida conversável”, só pode ser alcançado quando as partes que dialogam, são paritárias, isto é, quando nenhuma delas se arroga a uma situação superior à outra e isso é incompatível com um Estado centralizado ou com uma organização piramidal da sociedade.

8 ) Aqui voltamos ao “patriotismo” e às paixões imoderadas do Vieira. Eu lembro-me, por exemplo, de ler numa crónica dos Descobrimentos a história de um D. Manuel de Lima que, para intimidar com os seus navios o capitão turco de uma fortaleza, mandou encher os mastros de cadáveres de gente que foi passando a fio de espada à medida que cruzava as aldeias vizinhas dessa fortaleza; parece que aterrorizou de tal modo os turcos que se renderam de imediato; mas não pode, obviamente, justificar a sua acção com o “patriotismo” que talvez sentisse. Obviamente, não queremos mais gente desta.


> Afonso de Albuquerque, o grande fundador do Império do Oriente, realizou bastas violências destas… Recordo-me também de uma nau moura (turca?) que encheu com mãos e orelhas cortadas e que lançou para um porto controlado pelos muçulmanos, algures na Índia… Aqui também é necessário contextualizar. Tais práticas eram muito comuns na época e havendo um tão grande desiquilíbrio de forças no Oriente, para que Portugal pudesse sobreviver no Oriente tinha não somente de seguir as mesmas práticas dos outros actores na região, sob pena de ser considerado “fraco” perante potencias locais e internacionais que não hesitavam em recorrer a tais barbarismos, como precisava de instituir um certo “terror” perante a força das suas armas, já que as suas bases (e reforços) se encontravam a um ano de navegação perigosa e incerta e que em todo o Oriente havia talvez pouco menos de 1000 homens de armas e menos de 50 navios de guerra… Isto perante forças locais que podiam ascender ao meio milhão de homens, como aqueles que mais do que uma vez foram lançados (sem sucesso) contra a praça portuguesa de Diu. Se não precisamos de “cortadores de narizes e mãos”, precisamos contudo daqueles portugueses de seiscentos que não se atemorizavam perante estas imensas hordas de gentes, nem perante estas circunstâncias aparentemente impossíveis de vencer. É essa convicção na ação correta de que precisamos agora, para podermos sair deste pântano europeu onde nos encastraram e de onde precisamos de sair se queremos regressar a esta ideia de Portugal.
9) Não me parece evidente, neste caso, a vantagem de uma “união luso-brasileira” que não seja PRECEDIDA por um retomar de consciência “local”. Posto de outra forma, reconhecendo vantagem no diálogo das línguas, não vejo que o Esperanto seja salvífico: e por isso hesito diante do “refundar Portugal, abolindo-o” como hesitaria diante do “refundar a língua portuguesa, adoptando o Esperanto”. O inglês está aí pronto a servir em todo o planeta. >

Impôr uma união Portugal-Brasil a uma nação que não sente esta união política como necessária é um ato de violência e um desperdício inútil de recursos e tempo. Estas transformações não se realizam a partir do exterior ou de um topo político ou cultural. Têm que brotar do interior de cada um e de firmar aqui o seu terreno sólido para depois, pela via do exemplo próprio e da sua expressão pública passarem ao exterior e ganharem aqui consistência. Se Portugal deve ser abolido para que se cumpra plenamente o “Quinto Império” tal é porque essa abolição é já hoje efetiva! Portugal não existe mais, não passa de um cadáver adiado que sobrevive fundamentalmente como apêndice europeu e dos fundos que esta Europa do norte – que tão pouco tem a ver com a sua alma verdadeira – alimenta de forma intravenosa. Para que este Portugal reencontre o seu seu sentido e alma, terá que os buscar novamente fora de si, num mundo que ajudou a desbravar e a re-ligar. Por isso, se a abolição de Portugal consiste na sua re-ligação ao mundo lusófono que perdeu, obcecado com um “imperialismo” e um “centralismo” que têm muito de germânico e inglês e muito pouco de “português”; então que morra. E que na sua morte salvífica e fértil possa nascer a sua próxima encarnação: a União Lusófona.

Publicado também na “Nova Águia”

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Portugal | 8 comentários

Quids S12: Que navio de guerra é este?

Dificuldade:3

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 11 comentários

Quids S14: Quem pintou este quadro?

Dificuldade: 5

Nota: réplicas… só há noite, porque vou passar o dia no CCB a ouvir o Steve Balmer…

1. Cada Quid valerá entre 1 a 5 pontos.

2. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no dia seguinte, depois das 24:00 do dia do lançamento do Quid. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.

3. Pode haver vários quids lançados entre as 12:30 e as 14:30, cada dia.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela

Categories: Quids S14 | Deixe um comentário

A Índia, os problemas crónicos do “Arjun” e a utilização de T-90S

(MBTs T-90S da União Indiana in http://www.armyrecognition.com)

A Índia continua às voltas com o seu MBT nativo “Arjun”. Os problemas de performance detectados em 2007 em testes reais pelo exército indiano, e que incluíram quatro falhas de motor continuaram nos testes em 2008 agravados com novos problemas relacionados com tiro pouco preciso e problemas no abastecimento de munições à arma principal do tanque. Isto a somar a problema com um sistema de controlo de tiro, com baixas velocidades em solos irregulares e até a inabitabilidade do tanque devido às temperaturas de 50 graus registadas no seu interior.

Embora o DRDO (organismo estatal responsável pelo desenvolvimento de programas militares) lista o tanque no seu site como sendo:
“Main Battle Tank (MBT) Arjun is a multi-laboratory programme of DRDO with CVRDE as the lead Laboratory. It is a state-of-the-art tank with superior fire power, high mobility, and excellent protection. Twelve Mk 1 prototypes of MBT Arjun have been manufactured and their performance tests have provided satisfactory results. na verdade trata-se simplesmente do maior fiasco da história do desenvolvimento de novos programas na Índia. Tanto assim, que o exército resistiu a todas as pressões do Governo para encomendar 124 unidades do veículo, cedendo apenas quando era impossível fazê-lo, mas deixando o aviso de que não encomendaria mais unidades e que precisava de um veículo mais moderno para satisfazer as suas necessidades.

Mas enquanto este novo MBT, desenvolvido a partir do Arjun e aprendendo (supostamente) com todos os seus problemas não surje a União Indiana tem que enfrentar o problema da ascensão do poder blindado dos seus vizinhos com uma frota inadequada de MBTs de primeira linha… Os perto de 2000 T-72 (designação local Ajeya MK1 e MK2) são inferiores aos T-80UD “Al-Khalid” vendidos pela Ucrânia que começam a formar linhas no exército paquistanês e as fragilidades de concepção do T-72 tornam-se evidentes em cada conflito em que este tanque soviético participa, tornando a ser comuns a imagens de tanques deste modelo sem torre no recente conflito na Geórgia… Logo, a necessidade de comprar ou construir novos tanques tornou-se evidente. Em 2006, a Índia pretendia construir sob licença 1000 tanques T90S até 2020, um número a que deveria ser somado os 310 T-90 comprados diretamente da Rússia. Pouco depois, a Índia assinaria com a Rússia uma adenda para a entrega de 330 kits de T-90S a serem montados localmente. No total, por estes tanques, montagem e licença, a Índia pagaria à Rússia pouco mais de 1 bilião de dólares.

Resta saber é se a opção pelo T-90 é avisada… O T-90 continua a ser uma variante evoluída a partir do frágil T-72 e os tanques T-90 já em serviço na Índia sofreram desde cedo de uma praga de problemas, desde questões com a mira térmica da Thales, a problemas com tempo quente (como o Arjun), múltiplas avarias com os motores, etc, etc…

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Arjun_MBT
http://www.defensenews.com/story.php?i=3629734&c=EUR&s=LAN
http://www.drdo.org/products/mbt.htm

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , | 4 comentários

A língua portuguesa vai passar a ser usada nas intervenções da abertura e debate geral da 63º Assembleia Geral da ONU

Um dos maiores objetivos do MIL: Movimento Internacional Lusófono reside no ponto XII da sua Declaração de Princípios e Objetivos:
“XII – Promover sem inibições a cultura portuguesa e lusófona no espaço internacional”
E neste domínio, depois de todas as notícias animadoras que deram conta da existência de um forte impulso entre os países da CPLP para formar uma “força de paz lusófona” exatamente como advogamos na nossa petição “por uma força lusófona de manutenção de paz” soubemos agora também que este ponto XII da declaração de princípios conheceu também um importante desenvolvimento com a notícia de que a língua portuguesa vai passar a ser usada nas intervenções da abertura e debate geral da 63º Assembleia Geral da ONU, tendo Portugal garantido que seria responsável pelas traduções simultâneas para as 6 línguas oficiais usadas pela ONU. Esta notícia decorre diretamente de uma decisão comum da CPLP e enquadra-se num conjunto de ações para promover o português como “língua global”. Este poderá ser o primeiro passo para tornar o português uma das línguas oficiais da ONU, as línguas para onde são sempre traduzidas simultaneamente as reuniões da ONU e para as quais são traduzidos os documentos oficiais da ONU. Atualmente, as línguas oficiais são o árabe, o mandarim, o espanhol, o francês, o inglês e o russo.
Embora o português seja a 3ª língua europeia mais falada no mundo, não consta desta lista. Contudo, agora, foi dado um passo decisivo para somar a esta exclusiva lista a língua de Camões e a causa da lusofonia ganha assim nova dimensão… Assim como o Acordo Ortográfico, que permite reduzir as questões sobre qual deverá ser a grafia do português, se a norma portuguesa, se a brasileira…
Fontes:
Publicado também na “Nova Águia
Categories: Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional | Etiquetas: | 4 comentários

Quids S12: Como se chama este homem?

Dificuldade: 2

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 10 comentários

O GPS do iPhone é “falso” ou “verdadeiro”?

Depois de tanta celeuma (e correspondente sucesso comercial) no lançamento do iPhone em Portugal e no mundo impõe-se a pergunta: a coisa vale mesmo o que custa? A questão impõe-se sobretudo no que concerne ao GPS inserido no iPhone 3G que usa não o sistema GPS normal, mas um tal de A-GPS, ou GPS “assistido”… Muitos dizem que o “GPS assistido” mais não é de facto do que um impreciso sistema de posicionamento por “triangulação de antenas GSM”… Mas será mesmo assim?

Bem o “GPS assistido” quer dizer que o iPhone vai perguntar primeiro à antena de GSM a sua localização aproximada e depois – só depois – usa o seu GPS para identificar de forma mais precisa a sua posição. Isto não quer dizer que o A-GPS seja mais impreciso, ou que seja apenas uma forma imprecisa de geolocalização através de antenas de GSM (como a TMN chegou a comercializar a empresas, no passado), além destas antenas, pelos menos nos EUA; os WiFi hotspots são também usados, e creio que tal sucede também em Portugal. Este sistema permite que o GPS encontre a sua localização muito mais depressa que pelo sistema convencional, mas depende da existência de rede GSM… Se o telemóvel estiver onde não há rede ou esta é fraca… Nada funciona, já que ao contrário de um terminal de GPS normal, todos os mapas são carregados de cada vez que o sistema é usado. Por isso, nem pensar em deitar fora o seu GPS e substituí-lo pelo do iPhone, especialmente se precisa de georeferenciação em zonas remotas ou com má cobertura de rede de telemóvel. De qualquer forma, fica sem sombra de dúvida que um A-GPS como o do iPhone é mais rápido a dar uma localização nestas condições! Experimente desligar o seu GPS durante alguns dias e veja como demora muito mais a obter um “lock” da posição! A minha antena externa do 9100 leva uma boa hora e tal a obter o sinal nestas condições! Se mudar a antena GPS de posição e esta estiver desligada (por exemplo, numa viagem de avião) a mesma coisa irá acontecer… Excepto se usar um A-GPS, porque a primeira coisa que este fará é perguntar à torre GSM ou Hotspot WiFi a localização aproximada e depois usar os satélites GPS para a refinar.

É claro que há sempre a opção de instalar o TomTom no iPhone para ter acesso a toda a liberdade da rede GPS, mantendo as vantagens do A-GPS e livre das limitações do software que vem de origem com o iPhone (a dependência dos mapas carregados da Internet…)

Ou seja, o “A-GPS” do iPhone não é um “GPS pior” é, de facto, um “GPS melhor”, já que faz o lock da posição mais depressa que um GPS normal, mas que tem o defeito de usar comunicações de dados para recolher essa posição. A vantagem é notável se o GPS estiver desligado por muito tempo, especialmente se a antena fôr movida depois da última vez que esteve ligada (por vezes, chega a estar em busca de localização durante mais do que 20 minutos). O maior problema do iPhone é depender dos Google Maps que são carregados da Internet cada vez que o sistema é usado, e isso consome largura de banda, tráfego (pago) e… depende de haver uma ligação GSM/GPRS onde tentamos usar o sistema de posicionamento… Este problema contudo, pode ser resolvido instalando, por exemplo, o software TomTom.

O mito de que o GPS do iPhone era um “GPS falso” teve a sua origem na utilização no modelo original do iPhone de uma ferramenta designada como “Skyhook” a qual, de facto, usava o Google Maps com dados de triangulação de torres GSM e de hotspots WiFi para obter uma forma aproximada de posicionamento global. A Apple chegou a apelar que cada utilizador de iPhone acedesse ao seu site e indicasse aqui qual era a sua localização, de forma a enriquecer a base de dados usada pelo Skyhook, mas atualmente… não. O iPhone é um sistema GPS pleno, não de triangulação de antenas ou de localização via mac address dos hotspots WiFi.

Fontes:

http://www.apple.com/iphone/features/gps.html
http://arstechnica.com/journals/apple.ars/2008/06/10/tomtom-announces-iphone-gps-app
http://www.iphoneatlas.com/2008/03/11/apple-submit-wifi-location-information-to-skyhook/

Categories: Ciência e Tecnologia, Informática | Etiquetas: , | 6 comentários

Portugal vai manter as lanchas de fiscalização guineenses

O ministro da Defesa português, Nuno Severiano Teixeira declarou que Portugal iria apoiar as 3 lanchas de fiscalização oferecidas a este pais lusófono em 2006 e que por falta de manutenção estavam inoperacionais.

A Guiné-Bissau é hoje o eixo principal do trafego de droga que leva estupefacientes desde a África Ocidental até à Europa do Sul e a inoperância da sua marinha de guerra assim como os elevados níveis de corrupção são os maiores problemas que têm que ser vencidos por este pais.

Ajudar a marinha guineense a repor o seu nível operacional é um passo, mas três lanchas dificilmente farão diferença contra os poderosos grupos mafiosos que operam na Guiné. Havendo como há, um interesse direto na disponibilização de meios no local, faria todo o sentido ver navios, helicópteros e aviões de patrulhamento oceânico dos países da CPLP a operar nas aguas guineenses. Infelizmente, não só não há, como não há movimentações nesse sentido… Suspeitam muitos que tal se deva mais a pressões das narco-mafias junto do governo guineense do que devido a quaisqueres pudores coloniais, especialmente porque essas missões poderiam ser asseguradas por meios brasileiros, insuspeitos desses temores… De qualquer forma, três lanchas funcionais sempre são melhores que nenhuma, que é o que temos atualmente.

É esta clamorosa necessidade guineense, que está efetivamente a potenciar a transformação da Guiné-Bissau num “Estado falhado”, ou pior ainda, num “narco Estado” que nos recorda a proposta para a criação de uma “força lusófona de manutenção de paz”, como defende o MIL: Movimento Internacional Lusófono nesta petição:

Isto no mais pleno cumprimento do ponto 5 da “Declaração de Princípios do MIL“:
“5 – A identidade e vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico.”

Publicado também na “Nova Águia

Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Portugal | Etiquetas: , | Deixe um comentário

Quids S12: Como se chama esta mulher?

Dificuldade: 3

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 20 comentários

Sobre a situação da Marinha dos Países da CPLP

(Lancha de fiscalização da Marinha timorense in http://www.marinha.pt)

Teve recentemente lugar em Lisboa o 1º Simpósio das Marinhas dos Países de Língua Portuguesa. A iniciativa partiu da Armada Portuguesa que convidou a participarem neste Simpósio várias delegações dos países da CPLP.

O Simpósio permitiu traçar uma visão global das marinhas dos países da CPLP. A comunicação do professor Adriano Moreira intitulada “O Mar e a CPLP” onde o seu cerne assentou no risco de que o mar português, incluso na nossa zona económica exclusiva está em vias de se perder com a implementação do Tratado de Lisboa com a perda de capacidade negocial que implica assim como com a autonomia plena nos domínios de Defesa que dele decorrem. Duas severas limitações à soberania nacional que nem sequer foram submetidas a Referendo, acrescentamos nós…

Passemos agora em revista a situação especifica que cada país da Comunidade enfrenta no que concerne à Defesa das suas costas e dos seus mares:

Angola: os seus amplos recursos naturais em petróleo e gás natural tornam as águas territoriais deste pais lusófono um alvo crescentemente mais e mais apetecível neste mundo em que a luta pelo controlo direto ou indireto dos recursos será cada vez mais prioritário para as grandes potências, como a declinante, mas ainda poderosa superpotência norte-americana e a ascendente mas imoral China. As numerosas e gigantescas plataformas petrolíferas angolanas são um alvo extenso e exposto que é difícil proteger atualmente, com os escassos meios da marinha angolana, mas que a dependência da economia do pais sobre o sector do combustível mostra que é indispensável reforçar. Se o exército angolano é atualmente o segundo maior e provavelmente um dos mais eficientes da África subsahariana, com excepção do sul-africano, a marinha de guerra angolana alinha apenas pouco mais de mil homens contra cem mil soldados de infantaria. Um desequilíbro que urge suprir com novas lanchas rápidas, patrulhas oceânicos e navios de guerra modernos.

Brasil: a marinha de guerra deste pais-continente é obviamente a maior e mais bem equipada dos países da CPLP. A sua extensa costa marítima, a riqueza dos seus recursos petrolíferos oceânicos e até a natureza exportadora da sua economia fazem com que a defesa dos seus portos e das suas rotas marítimas terão que ser uma das prioridades estratégicas do Brasil. Para além deste padrão de exigências, a ascensão da economia brasileira e a crescente necessidade de afirmação internacional do Brasil, até um estatuto não mais de mera potência regional, mas da potência mundial que a sua demografia, economia e atitude exemplar da sua política externa demonstram são obrigações a que a Marinha de Guerra brasileira tem que assistir. O ambicioso programa de reequipamento em curso, assim como a construção de submarinos nucleares (um plano de que discordamos, mas que irá aumentar o poder dissuasivo da marinha brasileira), com a aquisição e construção de novas fragatas e submarinos convencionais, assim como a renovação do porta-aviões São Paulo e os ainda indefinidos caças vencedores do programa F-X2 irão devolver ao Brasil uma superioridade regional que os programas de armamento chilenos e venezuelanos vieram ameaçar.

Cabo Verde: A pequena marinha deste pais insular, provido de uma excelente situação estratégica alinha atualmente apenas com um escasso número de lanchas de fiscalização. A presença de Cabo Verde na rota das mafias de migrações clandestinas poderá num futuro próximo incentivar os países da União Europeia a financiar a aquisição e manutenção de novos meios navais para Cabo Verde. As dez ilhas do arquipélago dependem de comunicações marítimas que têm que ser defendidas e os recursos piscícolas da nação tem que ser defendidos contra as frotas pesqueiras de outras nações. Todas estas necessidades não podem ser satisfeitas com uma pequena flotilha de lanchas de fiscalização e existe também a necessidade de uma pequena frota de corvetas, não necessariamente das mais modernas, mas com um bastante raio de ação.

Guiné-Bissau: O essencial da marinha guineense é constituído por três lanchas de fiscalização construídas em Portugal e em operação no pais lusófono desde 2006. Estes meios não têm recebido a devida manutenção e isso está a reduzir a sua operacionalidade ate níveis perigosos. A situação atual da Guiné-Bissau, com um Estado praticamente inoperante e uma economia arruinada expôs o pais à condição atual de eixo do narcotráfico. As autoridades policiais e militares estão penetradas até aos níveis mais altos pela corrupção dos narcotraficantes e a passividade das forças armadas e da policia guineense encontra aqui boa parte da sua justificação. Impõe-se criar mecanismos que purguem o Estado guineense destes elementos, financiando os seus vencimentos, colaborando com ações de fiscalização e investigação que exponham as raízes internacionais de um comércio que tem como destino último os países europeus.

Moçambique: O porto de Maputo é hoje um dos principais pontos de escoamento para os mercados internacionais das exportações da África do Sul o que torna a defesa portuária uma prioridade não somente de Moçambique, mas até da África do Sul. Este país lusófono tem uma costa marítima superior à angolana, mas menos riquezas marítimas e uma marinha de guerra ainda mais residual, que brevemente será apenas um pouco reduzida pela activação de um novo batalhão de artilharia de costa. Moçambique tem como grande prioridade naval estratégica a defesa do porto de Maputo e das rotas marítimas que levam ate ele. A África do Sul e o Zimbabue dependem dele para escoar uma parte significativa da sua atividade comercial e a sua defesa deveria ser uma das prioridades de uma política de Defesa que infelizmente esta desprovida dos meios adequados para a poder satisfazer.

Portugal: A Armada tem hoje como principais meios operacionais três fragatas Meko 300 da classe “Vasco da Gama”, construídas na Alemanha na década de oitenta. A estas irão juntar-se ainda este ano duas fragatas ex-holandesas construídas na mesma época, formando assim o cerne de uma marinha adequada às necessidades do mar português. Contudo, a vida útil destas fragatas não é infinita e neste momento os navios desta geração começam a ser substituídos por toda a Europa. Nenhum plano idêntico decorre em Portugal. No momento em que as oito corvetas e as demais fragatas da classe “João Belo” são abatidas ao inventário e os patrulhas oceânicos NPO2000 sofrem atrasos e dificuldades técnicas sucessivas, marinha portuguesa fica reduzida a cinco fragatas da década de oitenta, adequadas em numero mas desprovidas de corvetas modernas para as acompanhar e de um plano de modernização que tarda em arrancar. A entrada em funcionamento de dois submarinos alemães U209PN vai manter a capacidade dissuasória da Marinha, mas urge colocar no mar os novos “Patrulhoes” construídos e a construir nos estaleiros de Viana do Castelo, assim como iniciar planos de construção e aquisição de novas corvetas e fragatas, de forma a assegurar a soberania portuguesa na extensa Zona Económica marítima e a segurança de algumas das mais movimentadas rotas marítimas que a atravessam. A própria existência destas rotas e a sua importância estratégica não só para Portugal mas para o mundo devia também justificar a existência de navios draga-minas, os quais infelizmente desapareceram do inventario da Marinha logo na década de oitenta.

São Tomé e Príncipe: a iminente exploração petrolífera que devera começar num futuro próximo nas aguas deste pequeno pais africano de expressão oficial portuguesa obrigara a que sejam adquiridas lanchas de fiscalização que atualmente não estão à disposição deste pais, já que a marinha são tomense alinha apenas com uma pequena lancha e dois botes pneumáticos.

Timor: A última tentativa de golpe de estado provocou a redução em mais de metade dos efetivos da marinha deste pequeno pais lusófono. Para defender uma costa de mais de mil quilómetros, Timor conta apenas com duas lanchas “Albatroz” construídas em Portugal e cujas tripulações foram treinadas pela Marinha portuguesa.

Conclusão:

Registamos que Portugal vem cumprindo as suas obrigações históricas apoiando os pequenos países lusófonos com equipamento e treinamento. Países como a Guiné-Bissau, Timor e Cabo Verde têm as suas lanchas de fiscalização graças a contribuições portuguesas. Registamos contudo que as marinhas guineenses e timorense permanecem muito abaixo dos padrões operacionais que as suas necessidades especificas impõem. Precisam assim de um reforço de meios, treinamento e apoio logístico por parte de Portugal e de outros países lusófonos, como o Brasil, país que opera a maior e mais moderna esquadra da Lusofonia. Os países lusófonos mais pequenos e com maiores constrangimentos de meios teriam muito a ganhar com o estabelecimento de missões conjuntas e regulares de patrulhamento e vigilância por parte dos países com maiores armadas, como o Brasil e Portugal. Só estes países têm meios para defender as plataformas petrolíferas são tomenses e timorenses e para perseguir e deter as lanchas rápidas e os cargueiros usados pelos traficantes nas aguas da Guiné-Bissau. A defesa da economia e das populações destes países clamam por uma estratégia de Defesa comum e concertada que dedique meios onde eles não existem, mas onde clamorosamente faltam.

O Brasil tem de prosseguir com a sua estratégia de modernização de meios e de manter e – eventualmente – substituir o seu porta-aviões por um navio mais moderno e capaz de operar cacas mais recentes que o vetusto A4. Só assim poderia participar neste esforço conjunto de que carecem os países lusófonos mais pobres e com maiores necessidades de Defesa e usar este navio como a base de uma projeção de poder naval ate ao local de uma crise onde forcas Lusófonas tenham que ocorrer para estabilizar ou apoiar na resolução de alguma crise local. Esta necessidade tornou-se flagrante aquando das recentes crises guineenses e timorenses onde uma fragata portuguesa teve que agir sozinha e quase sem apoio em cenários muito distantes. Uma pequena força-tarefa Lusófona, como aquela cuja criação defendemos AQUI poderia fazer toda a diferença… Para tal seria preciso que o Brasil começasse a surgir com maior frequência e empenho em missões de Paz, com meios e uma amicao renovada, que Portugal se dedicasse a renovar os meios que deixou entregar ao tempo e a uma estratégia europeia que quer ver os nossos recursos marítimos nas mãos da eurocracia de Bruxelas. É também preciso que Angola compreenda que não pode desempenhar o papel regional que ambiciona cumprir sem meios navais convencionais nem defender as suas preciosas plataformas petrolíferas sem lanchas e patrulhas rápidos e modernos.

Sobretudo falta aos países lusófonos uma estratégia comum de Defesa naval que rentabilize os melhores meios das armadas mais fortes, que reforce os laços económicos, sociais e políticos entre os países da CPLP.

Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Etiquetas: | 134 comentários

A “Internet dos Carros” proposta pela União Europeia

(Um carro do futuro… com Internet? in http://cache.jalopnik.com)

A Comissão Europeia reservou no continente uma parcela do espectro de rádio para comunicações entre veículos automóveis. O objetivo é reduzir o número e a escala de acidentes de viação, assim como reduzir os engarrafamentos de trânsito nas grandes cidades. A ideia é criar uma plataforma para que empresas europeias possam desenvolver sistemas de comunicação entre veículos que usem tecnologia wireless para que estes veículos possam trocar mensagens uns com os outros e receber e enviar mensagens para a infraestrutura rodoviária.

Um tal sistema criaria uma “internet dos automóveis”, alertando os condutores para acidentes que tenham ocorrido quilómetros para adiante na estrada onde seguem, poupando horas em intermináveis filas ou poupando combustível com o inevitável pára-arranca e reduzir os consequentes “acidentes secundários” que ocorrem aos milhares todos os anos pela Europa fora, quando alguém abranda para ver um acidente ocorrido à sua frente. O mesmo sistema poderia também regular a atividade dos semáforos em cruzamentos muito concorridos, programando-os em função da quantidade de veículos em cada fila automóvel. Economicamente, os custos da instalação de um tal sistema pelas estradas europeias serão tremendos, evidentemente.

A reserva será feita em todos os países da União Europeia e pode ter um impacto muito significativo também na “pegada de carbono” já que a Comissão estima que os europeus passem em média cerca de 24% do seu tempo enquanto condutores em engarrafamentos de trânsito, o que corresponde a um custo anual de 80 biliões de euros (o mesmo custo daquela babilónica basílica em Fátima).

Fontes:

http://www.futurenergia.org/ww/pt/pub/futurenergia/chats/carbon_imprint.htm

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia | Etiquetas: | Deixe um comentário

Caças F-16… a próxima força aérea iraquiana?


(Caças F-16… a próxima força aérea iraquiana? in http://schema-root.org/military)

Embora o Exército iraquiano tenha vindo a assumir gradualmente o controlo do seu próprio país, relegando as forças dos EUA para um papel cada vez mais secundário, a verdade é que existe ainda uma área de soberania que continua a faltar ao Iraque e que enquanto não for colmatada irá sempre colocar o Iraque numa posição subalterna em relação às forças dos EUA na região e em relação aos seus poderosos vizinhos Saudita e Iraniano: a Força Aérea.

Atualmente, a Força Aérea iraquiana opera uma multiplicidade de pequenos aviões Cessna e C-130E, mas nenhum “avião combatente” (uma lacuna que faz lembrar o estado pré-guerra da força aérea georgiana, o que deu aqueles resultados que todos conhecemos…). Existem planos para comprar 8 EMB-314 Super Tucanos ao Brasil (indiretamente, via USAF) e, mais recentemente, 36 F-16 norte-americanos… A aquisição não chegaria para fazer regressar a força aérea iraquiana ao seu estatuto anterior de uma das mais fortes forças aéreas da região, mas restoraria pelo menos alguma paridade com a força aérea iraniana. Sendo caças-bombardeiros, os F-16s seria usados essencialmente em missões de ataque ao solo, apoiando as forças terrestres iraquianas, mas permitiram obter alguma capacidade de combate aéreo que atualmente não existe.

A mudança para aparelhos de origem norte-americana, em vez dos aviões de origem soviética e francesa que formavam antes o cerna da força aérea iraquiana de Saddam tem óbvias motivações políticas já que a aquisição destes aviões faz parte de um pacote ambicioso de re-equipamento que ascende a 10,7 biliões de dólares e que resulta de um financiamento direto do Departamento de Defesa dos EUA. Além dos 36 F-16s, o Iraque deverá também adquirir tanques M1A1 Abrams por 2,16 biliões de dólares, sendo o negócio dos F-16 estimado em cerca de 3,6 biliões de dólares.

A aquisição destes aparelhos, contudo, não está a ser pacífica… Os curdos da “Aliança do Curdistão” exigem que esta aquisição seja acompanhada por uma declaração do governo garantindo que estes aviões nunca serão usados contra o povo curdo, ao que o governo central – dominado pelos shiitas – respondeu que a aquisição iria servir o Iraque após a retirada das forças da Coligação e que essas exigências eram “inaceitáveis”.

Não é claro que se tratem de aparelhos novos ou usados, ainda que pareça haver indícios de que estamos perante aparelhos novos.

Fontes:
http://news.yahoo.com/s/nm/20080905/ts_nm/lockheedmartin_dc
http://www.juancole.com/2008/09/iraq-f-16-purchase-roils-relations-with.html
http://www.gulfnews.com/region/Iraq/10242964.html
http://www.chinadaily.com.cn/world/2008-09/05/content_7004038.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Iraqi_Air_Force

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: , | 11 comentários

A Câmara municipal de Vila Real vai instalar alarmes nas casas de idosos do concelho que residam nos locais mais isolados

A Câmara municipal de Vila Real vai instalar alarmes nas casas de idosos do concelho que residam nos locais mais isolados. Numa fase inicial, mais de cem aparelhos serão instalados e bastara ao idoso pressionar um único botão para chamar imediatamente os serviços de urgência.

A medida ira aumentar a rapidez da resposta dos serviços de urgência e reduzir o sentimento de isolamento por parte de um sector crescente da população do interior português e revela uma vez mais que são as câmaras municipais que pela sua presença e conhecimento factual das necessidades locais melhor estão preparadas para gerir e melhorar a vida das populações locais. E reforçando a nossa defesa de uma descentralização municipalista…

Fonte:
Semanário Sol

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Portugal, Sociedade Portuguesa | 2 comentários

Das dificuldades presentes (e permanentes) das companhias aéreas de Low Cost

//s.wsj.net)

(Acidente com o MD-82 da Spanair in http://s.wsj.net)

Tenha sido provocado ou não por problemas de manutenção, a tragédia com o avião da Spainair expôs um problema grave das sociedades atuais: no contexto atual de alta continuada e perene dos preços dos combustíveis podem haver ainda companhias de aviação Low Cost?

As falências da companhia de bandeira italiana, a Alitalia e a da muito menos badalada, da Low Cost britânica Zoom (talvez mais relevante, porque implicou a total interrupção de serviço) são sinais de uma industria de transporte aeronáutico que não tem mais a sustentação económica de anos passados. Vivendo um pouco acima dos limites, sempre com margens de lucro reduzidas, as companhias Low Cost não conseguem agora lidar com preços de combustível que subiram 40 por cento em menos de quatro meses.

Como os preços elevados de combustíveis estão para ficar, as reduzidas margens com que trabalham as companhias Low Cost serão comprimidas ate um tal ponto que deixara de ser possível continuarem a operar. Inevitavelmente, nos primeiros tempos tentarão continuar a funcionar cortando nas despesas com pessoal ou em manutenção, e não me espantaria se a taxa de acidentes aéreos dos próximos anos não viesse a disparar em resultado destas reduções, mas a prazo é todo um paradigma que banalizou as viagens aéreas intercontinentais até certos destinos turísticos de massas que vai terminar. A bem do clima, devido às emissões de CO2 dos aviões, mas a mal do desenvolvimento económico de tantos países do Terceiro Mundo que dependem sobretudo das receitas do sector turístico…

Fonte:
bbc.co.uk/news

Categories: Economia, Sociedade | 5 comentários

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade