No Japão, apertam o cerco em torno da… obesidade

Uma nova lei recentemente aprovada no Parlamento japonês vai exigir que todas as empresas tenham “controlos obrigatórios de obesidade” para todos os seus empregados e… até para os seus familiares, desde que tenham mais do que quarenta anos de idade!

Se o empregado – ou um membro da sua família – não perder peso dentro de um certo prazo, a empresa pagara pesadas multas. Os valores limite são definidos em função da largura da cintura de cada um e são de cerca 69 cm para homens e 79 cm para mulheres.

Não é difícil compreender as objeções dos críticos para com medidas destas. Desde logo, a linha (ou a falta dela) é, em primeiro lugar, um problema do foro privado de cada um. Em segundo lugar, tal medida – se aplicada cegamente – pode levar a discriminações perigosas no Emprego ou mesmo impossibilitar o acesso de pessoas obesas ao Trabalho. Como em tudo, haverá algures uma linha a traçar no meio dos dois extremos definidos pela imposição de legislação deste género. É certo que a obesidade é um problema muito sério que afecta muitos países ocidentais e que acarreta geralmente uma condição de saúde muito frágil e que corresponde a um passaporte para a morte a muito curto prazo (todos já devemos ter reparado que não existem pessoas francamente obesas com mais de 50 anos). Há assim bases para uma intervenção reguladora por parte do legislador. Os sistemas de saúde públicos são sobrecarregados com problemas decorrentes da obesidade (problemas coronários, instalação de bandas gástricas, etc) que poderiam ser gastos em condições de saúde que não dependessem tanto das opções alimentares (erradas) de cada um. E isto sabendo que a obesidade não decorre de um “metabolismo deficiente” ou de “problemas hormonais”… De facto, estudos já com algum tempo demonstram que – salvo excepções pontuais – a obesidade resulta quase sempre de excessos e desequilíbrios alimentares e da falta de exercício físico.

Fonte:
http://weblog.xanga.com/user_00/663135739/cnn-report-japan-fat-tax.html

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Categories: Política Internacional, Sociedade | Deixe um comentário

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