Da “reforma agrária” em curso no Paraguai e dos riscos para os “brasiguaios”

(Fernando Lugo, o novo presidente do Paraguai in http://ratnaariani.files.wordpress.com)

Enquanto no Cáucaso, situação político-militar entre Rússia e Geórgia parece finalmente começar a amainar, eis que bem longe, na América do sul se começam a desenhar os contornos para mais um conflito regional de consequências imprevisíveis… A tomada de possa do novo presidente do Paraguai levou à tomada e ocupação de terras agrícolas de propriedade de “brasiguaios”, brasileiros e seus descendentes diretos que vivem no Paraguai, não longe da fronteira comum entre os dois países. Estes “brasiguaios” são lusófonos e a sua população total deve aproximar-se hoje de quase 500 mil indivíduos.

Durante esta semana, populares paraguaios invadiram e ocuparam estas terras do leste do seu país, fazendo recordar as ocupações de terras feitas por “antigos combatentes” da ZANU-PF no Zimbabwe contra terras de agricultores brancos… Plantações, alfaias agrícolas e edifícios foram destruídas nestas quintas ao longo de toda a semana, perante a aparente passividade diplomática do Brasil.

A ocupação de terras decorre da aplicação de uma lei que determina que cidadãos estrangeiros não possam ser proprietários de terras que se situem na “Faixa de Segurança”, isto é, que estejam a menos que 50 Km de qualquer fronteira internacional. Na prática, a medida afecta agricultores de origem argentina, boliviana, mas sobretudo brasileira, país que detêm no Paraguai a maior comunidade estrangeira nestas condições. De facto, a lei parece mesmo ter sido desenhada intencionalmente para expulsar os brasiguaios das suas terras, tendo em conta que constituem de longe a maior comunidade estrangeira nessas condições… Oficialmente, o governo paraguaio (segundo o “O Globo”) estaria em conversações com o governo brasileiro de forma a “minimizar o impacto social negativo desta lei”, mas nenhuma medida de minimização é conhecida até agora e as invasões de terras assim como a passividade das autoridades locais estão a dar inclusivamente o sinal contrário, isto apesar de haver garantias de que a lei não é retroactiva, e que, logo, as terras atualmente na posse de brasileiros não seriam expropriadas! O atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo é um antigo bispo católico, ligado à Teologia da Libertação que recolhe uma massiva taxa de aprovação interna devida em grande medida à promoção de uma “reforma agrária”. Contudo, dado que as explorações agrícolas mais produtivas estão nas mãos de brasiguaios e que estas são atualmente a maior fonte de rendimentos fiscais do governo paraguaio é de esperar alguma moderação na aplicação dos princípios da “reforma agrária” nestas explorações agrícolas… Especialmente porque Lugo tem moderado e “pragmatizado” o seu discurso social e político, emulando de certa forma aquilo que se passou com Lula da Silva, no Brasil.

Na verdade, a tensão nacionalista nestas regiões do Paraguai não é novidade… Um artigo recente do The New York Times referia o sentimento de perda da identidade nacional pela presença de tantos cidadãos brasileiros no leste do Paraguai, já que o português seria aqui a língua dominante, e que utilizariam inclusivé a sua própria moeda e bandeira… Racialmente, também haveria conflitos, já que enquanto que os brasiguaios são de matriz caucasiana, os paraguaiois são maioritariamente de matriz racial guarani. Tudo isto tem multiplicado os incidentes xenófobos no Paraguai, desde apelos em emissõe de rádio à ocupação de terras (que estão agora a concretizar-se), até discriminação dos filhos de brasiguaios nas escolas públicas e queixas várias contra as autoridades locais de imigração.

Não é provável que o novo presidente paraguaio deixe descontrolada esta atividade junto da fronteira. Pelo menos, não ao nível a que chegou no Zimbabwe com as tão trágicas consequências que a expropriação massiva de quintas na possa de agricultores brancos teve com uma economia totalmente fora de control e a maior taxa de inflação jamais registada na História do Homem: 2200000%! Mas a passividade das autoridades paraguaias é preocupante e se persistir poderá criar sérios problemas nas relações bilaterais Brasil-Paraguai e se o Reino Unido não pôde intervir diretamente no Zimbabwe por falta de fronteiras comuns (a grande vantagem na Rússia na sua intervenção na Geórgia), esse problema não afeta o Brasil…

Como dissemos, dada a aparente moderação do presidente paraguaio (só o seu ministro dos negócios estrangeiros parece mais “chavizado”) não é provável que a situação fuja ao controlo e que haja necessidade de uma intervenção militar brasileira em defesa dos seus cidadãos. Contudo, se esta ocorrer, o exército paraguaio terá ainda menos capacidade para resistir do que teve a Geórgia frente à Rússia. O seu exército alinha 6 divisões de infantaria, e 3 de cavalaria e consome por ano apenas 125 milhões de dólares, o que o torna num dos exércitos mais diminutos e “baratos” da América do sul. O seu equipamento é muito obsoleto, contando ainda com 3 M-4 Sherman e 9 Sherman Firefly da segunda Grande Guerra, além de 12 Stuart tanks e de 18 SK-105 Kurassiers. Alguns veículos brasileiros (20 EE-9 Cascavel e 10 EE-11 Urutu) são dos meios mais modernos à sua disposição. A aviação militar paraguaia segue pelos mesmos padrões de baixa qualidade e baixa letalidade não contando com nenhum avião de guerra áerea além de 8 ex-brasileiros EMB-326 Xavantes 2 EMB-312 Tucano.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasiguaio
http://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_do_Paraguai
http://www.defesanet.com.br/missao/py/al.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Military_of_Paraguay
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u433847.shtml

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Categories: Agricultura, Brasil, DefenseNewsPt, Política Internacional | Etiquetas: | 20 comentários

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20 thoughts on “Da “reforma agrária” em curso no Paraguai e dos riscos para os “brasiguaios”

  1. Esperemos mesmo que nao seja preciso intervencao militar…!

    Este mundo ja esta cheio de guerras, nao precisa de mais!

    Abraco

  2. a situação parece controlada e o presidente paraguaio parece mais moderado do que alguns temiam… mas a situação é perigosa e pode descambar rapidamente para um novo zimbabué…

  3. Revoltado

    Clavis,

    Não confie nos jornais “mainstream”, especialmente os brasileiros. A situação está controlada? O homem acabou de assumir! Achas que os comunistas são burros para fazer tudo o que querem logo após subir ao poder? Se assim o fizessem, caíam logo. Os passos dessa gente são sempre graduais e atingem grupos restrictos isoladamente. A sua acção é de longo prazo. Compare a Venezuela de quando Chavez assumiu com a Venezuela de hoje. O próprio Brasil sofreu sérias intervenções, pequenos golpes, que o tornam hoje num país menos livre que há dez anos. Verás daqui há uns anos como estarão os brasiguaios. Os que não pagarem “segurança”, serão enxotados das suas terras.
    Acredite, nada é acidental no mundo da alta política. E hoje os países lusófonos estão nas mãos de traidores. Vide o caso português, onde os responsáveis pela limpeza etnica da África Portuguesa e a sua entrega ao movimento comunista, com os genocídios de praxe logo depois, foram os mesmos que venderam os portugueses aos banqueiros que controlam Bruxelas e hoje ganham dinheiro do contribuinte para financiar as suas fundações.

    Um abraço do Bonifácio

  4. Moises

    Não seria preciso intervenção militar de grande escala, se o Brasil corta a luz de Itaipu e fecha a fronteira com o Paraguai o Paraguai vai a falecia.

  5. Revoltado: Mas Chavez não parece ser um grande amigo do novo presidente paraguaio… E sim, concordo com a sua interpretação quanto ao que se passou em Portugal pós-25 de Abril…

    Moises:
    Sem dúvida. Por isso, o Estado paraguaio nunca poderá assumir claramente tal ocupação. O que não quer dizer que não deixe que esta acontece por “movimento populares” e assobie para o lado. Esse é precisamente o maior risco.

  6. gaitero

    Moises na verdade não….

    A Usina binacional entre argentina e paraguai supriria toda a demanda por energia que este país necessita.
    Mas seria de grande ajuda.

    Com relação a fechar a fronteira, ta ai uma boa. Mas não sei oque eles estão esperando, por lá passam varias toneladas de maconha cocaina sem contar carros roubados armas munições…….. não seria necessario uma guerra para que esta atitude seja tomada, teria sim que haver vontade dos políticos em defender nossa nação dos males que por la passam.

    E Clavis, você falou bem, tanto é que eles ocuparam uma base aérea paraguaia tambem, ou seja não é ação do governo, ou pelo menos não é ”claramente” uma ação do governo, mas sim de inegrantes do movimento campesino, muito semelhante ao MST.

  7. Marcelo

    A matéria não menciona a cerne de toda a confusão. O motivo da ameaça aos agricultures Brasileiros (sulistas na quase totalidade) radicados no paraguai é o Tratado de Itaipú,que regula a gestão e comercialização da energia da hidroelétrica bi-nacional.

  8. Marcelo

    A informação sobre o efetivo do exército paraguaio não é correta. O total mal chega à uma divisão de Infantaria obsoleta.

  9. gaitero:
    Sim, lembro-me de ler há uns anos que a maior atividade económica do Paraguai era a “revenda” de bens (carros, sobretudo) roubados no sul do Brasil… Não sei se agora ainda é assim, mas era-o à uns 10 anos…

    marcelo:
    http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0165980.html
    esta notícia, certo?
    mas isso implicaria um “dedo governamental” nestas questões, e como diz o gaitero, este não parece ser aqui dominante, a não ser pelo laxismo aparente..
    e há poucas fontes sobre o exército paraguaio… conheces alguma boa e fiável?

  10. carlosargus

    Srs. ,os Brasucas q moram e tem propriedades produtivas ou ñ..espero a /deus q eu esteja errado, + vão ser mt prejudicados c este novo presidente , q tem ranço mt “populista” ,no sentido negro da palavra.Sua terras estarão sujeitas a confiscos e invasões.. O resto é problema interno deles , e q a diplomacia e a negociação entre dois Estados , podem mt bem resolver.

  11. Anónimo

    gaitero:
    Bom se na parte de consumir a energia eles não iriam sofrer muito, no corte da renda de Itaipu associado ao fechamento da fronteira acredito que quebraria o Paraguai economicamente. Apesar que isto teria conseqüências graves ao povo do Paraguai acredito que iria desencadear com uma guerra civil.
    Eu acredito que o Brasil apesar do Paraguai não fazer a merecer poderia ajudar um pouco mais o Paraguai, mas não da para aceitar o contrabando de armas, veículos, drogas que passa livremente por lá.

    Na America Latina esses “movimento populares” de invadir tudo quebrar tudo deveria ser tratado de uma forma mais rígida, fazer passeatas, debates, que seria o caminho racional não existe nestes “movimento populares” que parece mais atitudes de homens da caverna, ja teve ate Índio com facão esfaqueando funcionário publico[…]

  12. o problema também se pode dever a um insuficiente patrulhamento da extensa fronteira comum… e aqui a responsabilidade é mais brasileira do que paraguaia, já que são os segundos que beneficiam com a permeabilidade dessa fronteira…

    o presidente paraguaio deve viver o dilema: como agir contra aqueles que formaram a base do meu apoio sem confrrontar a grande potencia regional e manter a legalidade dentro do meu país? Esse duelo interno pode explicar a passividade das autoridades paraguaias perante estas situações.

  13. Mauricio

    Como foi dito, o TRATADO ” regula a gestão e comercialização da energia da hidroelétrica bi-nacional “. Portanto, não está sujeito a revisões em função da “vontade” de uma ou mais partes envolvidas. É um TRATADO ( daí o nome ) entre PAÍSES e não entre presidentes de países. O Paraguai não colocou 1 dólar ou euro ou qualquer outra moeda vigente no mundo para a construção daquela usina, participa do TRATADO, por causa da localização da usina ( tríplice fronteira ) .Compra e se abastece, completamente, com a energia gerada pela usina, a um preço que ” nem pai vende para filho “, além de receber royalties pelo fato de que, parte da usina encontra-se em território paraguaio. O novo presidente paraguaio pode FALAR o quanto quiser, dizer que vai rever o TRATADO, etc ( é interessante politicamente ). Entretanto, não há a menor possibilidade de revisão desse TRATADO que foi assinado com validade de décadas, validade esta que está MUITO LONGE de terminar. NÃO EXISTE CONFLITO ENTRE BRASIL E PARAGUAI. Em realidade, o que mais estão sendo feitos são ACORDOS de cooperação entre os dois países, objetivando soluções para o contrabando, tráfico de drogas, armas, carros, pessoas, etc. Paralelamente, o Brasil também está se disponibilizando ainda mais, efetivamente como sempre o fez, a ajudar o Paraguai nas mais diversas áreas da economia, saúde, tecnologia, pobreza, do desenvolvimento em geral.
    Minimamente, não é nem um pouco interessante para o Brasil ter “vizinhos pobres”, com tantos problemas estruturais em todos os segmentos.
    ” O MUNDO É UM PAÍS ” estamos todos interligados. Prova disso é que: enquanto grande parte dele luta com dificuldades como a recessão, outras regiões ( do mundo – leia-se Brasil, China, India e outros, vivenciam e ainda vivenciarão um longe período de crescimento e desenvolvimento em todos os sentidos. Os números da economia brasileira comprovam isso.

  14. Moises

    Esta vai ser a reposta do governo brasileiro para o futuro da Itaipu?

    Ministro anuncia 50 novas usinas nucleares………

    http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL758157-9356,00-LOBAO+DIZ+QUE+PAIS+FARA+UMA+USINA+NUCLEAR+POR+ANO+EM+ANOS.html

  15. Luís Fernando

    Segundo me lembro, dada a institucionalização de meu PVA 9Programa de Velhice Avançada), nos idos anos em que se iniciou o programa nuclear brasileiro e a implantação de usinas nucleares, uma das questões mais discutidas era a necessidade estratégica de criação de um potencial gerador de energia que garantisse possíveis questionamentos futuros a respeito de Itaipú por parte de nossos insatisfeitos vizinhos paraguaios. A proposta então era a da construção de mais 10 (dez) usinas nucleares com fins de produção de energia elétrica, espalhadas de acordo com a necessidade para se suprir a demanda.
    A respectiva implantação, que seria feita num compasso que permitisse ao longo do tempo reduzir a dependência do Brasil em relação ao potencial gerador de Itaipú estaria, portanto, prevista também com tal finalidade.
    Os anos passaram, os projetos foram irresponsavelmente engavetados e, hoje, está dando o que se vê.

  16. SIm, talvez fosse um erro… Atualmente há muitos países a reabrirem reatores… veja-se o caso da Letónia e da Suécia, p.ex.

  17. Riquepqd

    Atualmente a situação é mais tranquila.

    Como brasileiro, sou totalmente contrário às arbitrariedades sofridas pelos brasileiros e seus descendentes no Paraguai.

    Minhas solidariedades aos meu compatriotas, e acredito que as forças armadas do Brasil devem garantir a segurança física e patrimonial dos brasiguaios, caso o governo paraguaio não tenha condições ou não queira garantir isso.

    Mas me colocando no lugar de um paraguaio, eu pensaria da seguinrte maneira:

    Brasileiros ocupando um território vazio e ESTRANGEIRO;
    Trabalhando em atividades rurais;
    Enriquecendo no estrangeiro mas avessos ao idioma oficial local;
    Mantendo ligações culturais com o Brasil;
    Mas principalmente ligações econômicas com o Brasil;
    Depois veio a guerrilha;
    Exército de libertação;
    Apoio governamental brasileiro;
    Independencia do Acre;

    E por fim… O Acre se federa ao Brasil…

    É, se eu fosse paraguaio correria com os brasileiros de lá.

    A Usina de Itaipu e os brasiguaios são assuntos ainda pendentes entre Brasília e Assunção.

    E a diplomacia brasileira respondeu neste caso a lá EUA:

    http://www.forte.jor.br/2009/11/16/exercicio-das-forcas-armadas-brasileiras-em-itaipu-preocupa-paraguai/

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17640-15262,00.html

    http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=7426

    http://www.defesabr.com/blog/index.php/22/10/2008/a-vez-do-paraguai-encrencar-com-o-brasil/

    http://neccint.wordpress.com/2009/11/23/exercito-brasileiro/

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