Daily Archives: 2008/08/16

LANÇAMENTOS DA NOVA ÁGUIA NO BRASIL

23 de Agosto – 16h00: Espaço Cultural É-Realizações (São Paulo).
Rua França Pinto, 498 – Vila Mariana.

28 de Agosto – 19h00: Livraria Ouvidor (Belo Horizonte).
Bairro Savassi.

1 de Setembro – 19h00: Gabinete Português de Leitura do Recife.
Rua do Imperador S/N. Centro.

Revista Nova Águia

Categories: Brasil, Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia | 2 comentários

Comentário a um artigo de Anthony Burch: “Porque são as brasileiras tão quentes?” [editado]

Alguém nos EUA acredita que o Brasil é um país muito especial…

É claro que sendo escrito por um norte-americano exprime aquela infeliz fraqueza de conhecimentos sobre a História do mundo e – neste concreto – sobre Portugal e o Brasil que caracteriza muitos norte-americanos… O texto intitula-se “Porque são as brasileiras tão quentes?” e foi escrito por Anthony Burch (não confundir com o actor). Tem lá as suas inconsistências e uma densa camada de erros históricos e de inconsistências factuais… Mas caramba, não é nenhum ensaio sociológico e vale sobretudo… pela imagens que acompanham o texto…

Eis o texto – traduzido sofrívelmente – e destacando a negrito os erros e imprecisões do autor:

“Escusado será dizer que as mulheres brasileiras contam-se entre as mais quentes do planeta. A questão é: “Porquê?”
O Brasil tem sido historicamente interessante desde o início. Inicialmente um grande exportador de açúcar, o Brasil foi uma das poucas possessões espanholas que resistiu às invasões e durante as ditaduras do século XVIII. Portugal estimava tanto a colónia do Brasil que realmente enviou o seu povo para proteger a sua integridade – o que é bastante incomum na história do colonialismo europeu. É quase como se Portugal soubesse que o Brasil tinha algo de especial, um tesouro na América do Sul que merecia ser protegido e mantido puro.”

Bem… Inicialmente a grande exportação do Brasil não foi o açúcar, mas… O Pau Brasil, não o açúcar, mas esse é um erro menor… bem maior é acreditar que o Brasil era uma possessão espanhola e que logo, Portugal era uma parte da Espanha! Sim, porque se o autor sabia que foram os portugueses que colonizaram o Brasil, mas acredita que este era uma possessão espanhola então, é porque acredita que Portugal era uma parte da “Espanha”… Verdadeiro, sob o Filipes, mas não durante todo e no principal período de desenvolvimento da colónia…

“Por outras palavras, os portugueses devem ter percebido que o lugar era muito propício a gerar mulheres muito belas. Os portugueses fizeram algumas tentativas pouco determinadas de colonizar outras partes da América, do Canadá e de outras áreas na América do Sul. Mas o Brasil era o seu bebé…”

Pois. Uma espécie de premonição… E não, não houve nenhuma tentativa de colonizar o actual território dos Estados Unidos (o que se presume da expressão “América”), embora tenha havido uma presença mais ou menos difusa na península canadiana do Labrador e Duarte Pacheco Pereira pareça ter reconhecido as costas da Flórida.

Segue-se de seguida uma das passagens mais “deliciosas” deste Post:
“Os colonos portugueses tinham uma grande quantidade de relações sexuais (!!!) entre si e os seus escravos africanos, o que produziu um caloroso combinado da força de um trabalhador manual com o corpo bem nutrido de um colono português, o que levou a uma combinação genética que produziu uma genética de “quentura” [isto é… de mulheres quentes] e se não acreditam experimentem o efeito de comer ao mesmo tempo pedaços de caramelo com chocolate negro… Como Portugal se recusou a permitir aos colonos holandeses e franceses que se metesse no seu caminho e que participassem dos frutos nativos, a linhagem genética permaneceu mais ou menos limpa até hoje. Estes são os factos”.

Pois. Espera aí… Se os colonos portugueses eram maioritamente masculinos… Como eram. E isso é um facto. Então como se misturaram eles com os seus “escravos africanos-trabalhadores manuais”, isto é… Homens? Bem, sim, muitas mulheres africanas trabalhavam nas roças de açúcar, mas escrito assim não parece dar a coisa para o outro lado? A figura da mistura do caramelo com o chocolate negro é interessante e muitio lisonjeira para as lusas mulheres!

De seguida, o autor afirma – na defesa da sua teses – que a primeira exportação do Brasil são… Supermodelos.

Anthony Burch continua as suas divagações sobre o tema, referindo de passagem (apenas muito de passagem aquela que julga ser a situação actual da Economia Brasileira):

“O Brasil tem o maior PIB de toda a América Latina, com sectores agrícolas e industriais significativos e uma enorme reserva de trabalho. Faz assim algum sentido que com a economia a ir tão bem, os cidadãos brasileiros estejam menos stressados e tenham mais tempo para cuidar de si. É mais fácil comer direito, praticar exercício físico e utilizar cuidados e produtos de pele do que quando o seu país tinha quadrilhões de dólares de dívida externa.”

Nada a dizer a este respeito…

“É claro, os EUA poderiam nukear para o esquecimento com o nosso stock massiço de superarmas, mas isso implicaria literalmente matar as mais belas mulheres do planeta” [Puxa! O tipo é mesmo chauvinista! Então e os brasileiros, crianças e idosos? Podiam ir todos ao ar ???!!!] Da mesma forma podemos ter um governo mais estável e mais liberdades pessoais [com todas estes “Patriot Act” do Bush e estas escutas em massa nos EUA, eu não estaria assim tão certo, Anthony…], mas inferno; o Brasil tem as mulheres mais quentes! No papel. a nossa vida pode ser um pouco melhor, mas a vida de um brasileiro simplesmente é mais digna simplesmente porque o sexo é melhor! O Brasil sabe que para além de experiências eugénicas enganadoras, não há um verdadeiro caminho para que o resto do mundo possa lutar contra o seu exército de belas mulheres!

“Deus te abençoe Brasil”

Hum?

Fonte:

Double Viking

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Dez vantagens económicas da aproximação política dos Estados Lusófonos: Portugal e Brasil

Num mundo em que o factor económico está sempre no centro de qualquer actividade, é impossível ignorar os aspectos económicos de uma União Lusófona. Que vantagens e desvantagens resultariam do estabelecimento de uma União Lusófona? Vamos abordar de uma forma muito sucinta e simplificada estas questões:

1. O estabelecimento de uma União Lusófona, englobando Portugal e o Brasil, e outras nações africanas de expressão lusófona aumentaria o volume e a qualidade das trocas comerciais, assim se criariam e reforçariam os laços entre os povos da lusofonia.

2. Portugal e o Brasil têm tudo a ganhar se investirem em mercados onde através da lingua comum e da própria existência de numerosas comunidades migrantes lhes dá vantagens competitivas sobre os demais países. Poupanças em etiquetagem, marketing e publicidade, semelhantes culturais, todas estas vantagens podem ser decisivas e servir de argumento económico para aproximar os países de lusófonos.

3. A formação de uma Comunidade Lusófona, capaz de usar nos fóruns internacionais uma só voz poderá potenciar a resistência dos países seus integrantes contra manobras de dumping social e laboral capazes de arruinar e desindustrializar os países que dela façam parte… Falando em nome de 240 milhões de lusófonos poderemos intervir de forma mais actuante e influente nos fóruns internacionais e impedir que certas potencias menos éticas sejam capazes de destruir a capacidade dos países menos fortes resistirem à invasão massiva e descontrolada dos seus produtos agrícolas e industriais.

4. A integração dos países lusófonos em espaços económicos regionais pode estar a potenciar a sua diluição ou absorção por outras entidades transnacionais e a perda da sua própria identidade… Esse risco é muito palpável em Portugal pela forma quase imperial como a Europa do norte nos impõe os seus ditames, mas também pode ocorrer na África austral, com Moçambique (e em menor grau com Angola) e até no Brasil, com o Mercosul… A integração destes países numa Comunidade Económica Lusófona reforçaria a sua identidade e independência, criando um novo vector de Desenvolvimento, alicerçado nas comunhões culturais e linguísticas que os unem, por oposição às anglofonias e castelhanias que marcam os seus vizinhos regionais…

5. A existência de uma mesma língua – reforçada agora pela mesma grafia – poderá potenciar os intercâmbios científicos e académicos, multiplicando as parcerias universitárias no campo da Investigação Aplicada e da inovação e facilitando a transferência do Conhecimento para o campo prático e empresarial. Neste contexto, uma versão lusófona do bem sucedido “Programa Erasmus” da União Europeia poderia ser uma plataforma excelente para potenciar os contactos e os intercâmbios culturais e económicos entre os países da Lusofonia.

6. Se Portugal se mantivesse integrado na União Europeia e se simultâneamente (o que é pouco provável) estabelecesse alguma forma de união ou confederação política com o Brasil, o peso demográfico acrescido, assim como o decorrente aumento da representativa em instâncias europeias, desde o Parlamento Europeu até à própria Comissão. Desta forma, a união Portugal-Brasil poderia reclamar para si uma maior proporção dos financiamentos europeus e ao tornar-se no país demograficamente mais poderoso da União Europeia afirmar-se como uma verdadeira potencia mundial.

7. A integração entre Portugal e o Brasil facilitaria o desenvolvimento económico do Brasil ao facilitar a entrada dos seus produtos em Portugal, onde os padrões de consumo são mais elevados e permitiria a substituição de muitos produtos que actualmente Portugal importa do Extremo Oriente e do norte da Europa. Permitiria também reduzir os fluxos migratórios de Portugal para o Brasil, ao potenciar ainda mais um desenvolvimento que actualmente já é tão flagrante e para Portugal seria indiferente já que apenas a fonte das suas importações mudaria, já que a base industrial brasileira ainda não foi tão erodida como a nossa e continua globalmente competente nas áreas em que Portugal já não tem oferta própria ou não a pôde ter (combustíveis, alimentos, aeronáutica, defesa e algumas importações de alta e média tecnologia).

8. Portugal é o país da União Europeia em que o comércio externo (Importações e Exportações) mais está concentrado na Europa, e nesta, sobretudo para a Espanha, que canaliza a maioria das nossas importações e exportações. Isso torna a economia portuguesa muito exposta a qualquer flutuação ou crise que possa ocorrer no nosso vizinho. Multiplicar as nossas trocas comerciais com o Brasil iria – além de reforçar os laços com outros povos lusófonos – aumentar a capacidade de resistêbnncia da economia portuguesa a crises induzidas pelo nosso vizinho.

9. Para o Brasil, o incremento das ligações comerciais com Portugal poderia servir como porta de entrada do Brasil nas ricas economias europeias (como profetizava Agostinho na década de 80) e contribuir assim para uma maior internacionalização da sua economia, encontrando mercados sólidos e de alto poder de compra naquela que já é a maior potencia económica do mundo: a União Europeia.

10. O estabelecimento de uma união aduaneira entre Portugal e o Brasil aumentaria as relações comerciais entre o Mercosul e a UE, disponibilizando à Europa os produtos de algumas das maiores potenciais agrícolas do mundo, potenciando o desenvolvimento destes países. O facto de Portugal não ser um país beneficiário da Política Agrícola Comum coloca-o como um bom agente para este tipo de intermediação. Por outro lado, o tipo de produções agrícolas brasileiras (tropicais) dificilmente colocariam uma ameaça aos nosso tipo de produção agrícola, que actualmente recebe subsídios para deixar de produzir e manter essa produção alocadas nos países do norte que são efectivamente os maiores contribuintes líquidos da PAC.

http://www.ciari.org/opiniao/brasil_vertenteatlantica.htm

Publicado também em Nova Águia

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