Daily Archives: 2008/08/14

E.F.Schumacher: Tradução autorizada do texto integral de “A Economia Budista”

E. F. SchumacherA ECONOMIA BUDISTA
por E. F. Schumacher e Vreni Schumacher

“Subsistir de forma correcta” é um dos requisitos do Óctuplo Nobre Caminho de Buda. É claro, assim, que deve haver algo assim na Economia Budista. Os países budistas afirmaram muitas vezes que desejavam manter-se fiéis à sua herança. Dizem os birmaneses: “O Novo Burma não deseja ver conflitos entre os valores económicos e o progresso. A riqueza espiritual e o bem estar materiais não são inimigos: eles são aliados naturais.” Ou ainda: “Nós podemos misturar com sucesso os valores religiosos e espirituais da nossa herança com os benefícios da tecnologia moderna.” E ainda: “Nós, birmaneses, temos uma tarefa sagrada de conformar quer os nossos sonhos quer os nossos actos com a nossa fé. É isto que sempre faremos.“

Em suma, estes países assumem invariavelmente que podem modelar os seus planos de desenvolvimento económico de acordo com a economia moderna, e assim apelam aos economistas modernos do ditos “países avançados” para os aconselhar, para formular as políticas que devem ser seguidas e para construir um grande plano para o desenvolvimento, o plano quinquenal ou seja lá como o queiramos chamar. Ninguém parece pensar que a forma budista de viver possa implicar uma Economia Budista, assim como o materialismo moderno levou até à economia moderna.

Os próprios economistas, como a maioria dos especialistas, sofrem geralmente de uma espécie de cegueira metafisica, assumindo que a sua ciência é uma ciência do absoluto e de plena de verdades invariáveis, sem pressuposições. Alguns foram tão longe como declarar que as leis económicas eram tão isentas da “metafísica” ou dos “valores” como a Lei da Gravidade. Não precisamos de, contudo, nos envolvermos na argumentação da metodologia. Pelo contrário, encaremos alguns pontos fundamentais e vejamos como eles se apresentam quando vistos por um economista moderno e por um economista budista.

Existe um acordo universal sobre o facto de que a fonte fundamental da riqueza é o trabalho humano. Actualmente, um economista moderno é levado a acreditar que o “Trabalho” é pouco mais do que um mal necessário. Do ponto de vista do empregador, é simplesmente um custo, que deve ser reduzido até ao mínimo se não puder ser eliminado completamente, pela, digamos, automatização. Do ponto de vista de um trabalhador, é uma “desutilidade” trabalhar sacrificando o lazer de cada um e o seu conforto, e os salários são uma espécie de compensação por este sacrifício. Assim, o ideal do ponto de vista de um empregador é ter resultados sem empregados, e o ideal do ponto de vista dos empregados é ter remuneração sem ter trabalho.

As consequências destas atitudes quer na teoria quer na prática são, claro, de extremo alcance. O ideal quanto ao trabalho é livrar-se dele, e cada método que reduz a “carga de trabalho” é algo bom. O método mais poderoso, na falta da automatização, é a assim chamada “divisão do trabalho” e o seu exemplo clássico é a fabrica de pinos referida por Adam Smith na “Riqueza das Nações”. Não se trata aqui de uma forma comum de especialização, que a Humanidade pratica desde tempos imemoriais, mas uma divisão cada processo completo de produção em partes muito pequenas, de forma a que o produto final possa ser produzido a uma maior velocidade sem que ninguém tenha que contribuir mais que uma parcela insignificante do todo e, na maioria dos casos, contemplando apenas trabalho não especializado.

O ponto de vista Budista encara a função do trabalho como contendo três aspectos: para dar ao Homem a possibilidade de utilizar e desenvolver as suas faculdades; para lhe permitir a ultrapassagem do centramento no Ego juntando-o a outras pessoas desempenhando as mesmas tarefas; e levar até esse Homem os bens e serviços de que ele precisa para a sua existência. De novo, as consequências que daqui podem advir são quase infinitas. Organizar o Trabalho de tal forma que ele se torne sem significado, aborrecido, embrutecedor, ou stressante para o trabalhador devia ser uma espécie de acto criminal; indica uma maior preocupação com Bens do que com Pessoas, uma maléfica falta de compaixão e um grau de apego destrutivo para a alma aos aspectos mais primitivos da existência humana. Igualmente, esforçar-se pelo lazer como uma alternativa a trabalhar deve ser considerado como um grande erro de interpretação de uma das verdades mais básicas da existência humana, nomeadamente a de que o Trabalho e o Lazer são partes complementares do mesmo processo de Vida e não podem ser separadas sem destruir a alegria no trabalho e o prazer do lazer.

Do ponto de vista budista, há então dois tipos de mecanização que devem ser claramente distinguidos: um que aumenta as competências do Homem e aquele que transforma o trabalho do Homem num escravo das máquinas, deixando o Homem numa posição em que este passa a servir as máquinas como escravo. Como podemos distinguir uma da outra? “O próprio artífice“, diz Ananda Coomaraswamy, um homem tão capaz de falar sobre o Ocidente moderno como sobre o antigo Oriente, “pode sempre, se tal lhe fôr permitido, traçar a linha ténue entre a máquina e a ferramenta. O tear de tapete é a ferramenta, um disposititvo para agrupar pilhas de fio até aos dedos do tecelão; mas o tear mecânico é uma máquina, e o significado como destruidor de Culturas reside no facto de que realiza a parte essencial e humana do trabalho. É claro, assim, que a Economia Budista deve ser muito diferente da Economia do materialismo moderno, uma vez que o Budismo vê a essência da civilização não na multiplicação de Bens mas na purificação do carácter humano. O carácter, é ao mesmo tempo, formado primariamente pelo trabalho de um Homem. E o Trabalho, propriamente conduzido em condições de dignidade humana e de Liberdade, abençoa aqueles que o fazem e igualmente os seus produtos. O filósofo e economista indiano J. C. Kumarappa resume o assunto da seguinte maneira: “Se a natureza do Trabalho é devidamente apreciada e aplicada, encontramo-nos na mesma relação para com as faculdades mais elevadas assim como a comida se encontra para o corpo físico. Alimenta e fortalece o Homem mais elevado e impulsiona-o a produzir o melhor de que ele é capaz. Orienta a sua liberdade juntamente com o caminho correcto e disciplina o animal dentro de si para canais progressivos. Fornece uma excelente estrutura para que Homem possa exprimir a sua escala de valores e desenvolver a sua personalidade.“

Se um Homem não tem possibilidades de obter Trabalho está então numa situação desesperada, não somente porque não tem um rendimento mas também porque lhe falta o alimento e o factor vivificante que nada para além do trabalho disciplinado pode fornecer. Um economista moderno pode envolver-se em cálculos altamente sofisticados para concluir se o pleno emprego “compensa” ou se pelo contrário pode ser mais “económico” gerir uma economia com algo menos que o pleno emprego de forma a garantir uma maior mobilidade do Trabalho, uma maior estabilidade dos salários, e assim por diante. O seu critério fundamental de sucesso é simplesmente a quantidade total de bens produzidos durante um dado período de tempo. “Se a urgência marginal de bens é baixa“, afirma o Professor Galbraith no seu “The Aflluent Society”, “então também o deve ser a urgência de empregar o último homem ou o último milhão de homens na força de trabalho.” E ainda: “Se… nós podemos suportar algum desemprego no interesse da estabilidade – uma proposição, incidentalmente, de impecáveis antecedentes conservadores – então podemos suportar dar aqueles que estão desempregados os bens que lhes permitam suportar o seu habitual nível de vida.“

De um ponto de vista budista, a verdade é que considerar os bens tão importantes como as pessoas e o consumo como mais importante que a actividade criativa. Isto significa mudar a ênfase do trabalhador para o produto do seu trabalho, ou seja, do humano para o subhumano, uma rendição às forças do mal. O próprio começo do planeamento na Economia Budista deve ser o planeamento para o Pleno Emprego e o primeiro propósito disto deve ser de facto emprego para toda a gente que precise de um trabalho “exterior”: não será a maximização do trabalho nem a maximização da produção. As mulheres, no seu todo, não precisam um trabalho “exterior”, e o emprego de grande escala de mulheres em escritórios ou fábricas deve ser considerado como um sinal sério de falhanço económico. Em particular, isso leva as mães de jovens crianças a trabalhar em fábricas enquanto que as crianças ficam sózinhas e isso deve ser visto como anti-económico numa economia budista assim como o emprego de um trabalhador qualificado como um soldado aos olhos de um economista moderno.

Enquanto que o materialista está principalmente interessado em Bens, o Budista está principalmente interessado na Libertação. Mas o Budismo é o “Caminho do Meio” e logo não é de forma alguma antagónico ao bem-estar material. Não é a riqueza que impede o caminho para a libertação mas sim o apego à riqueza; não o prazer em usufruir de coisas prazenteiras mas o fascínio por elas. A conclusão principal para uma Economia Budista, assim, é a simplicidade e a não-violência. De um ponto de vista de um economista, a maior maravilha com a forma de vida budista é a implícita racionalidade da sua matriz: o espantosamente pequeno pode conduzir a resultados extraordináriamente satisfatórios.

Para um economista moderno isto é muito difícil de compreender. Ele está habituado a medir o “padrão de vida” pela quantidade de consumo anual, partindo sempre do princípio que um Homem que consome mais é “melhor” que um Homem que consome menos. Um economista budista deve considerar esta abordagem excessivamente irracional: uma vez que o consumo é meramente uma forma de bem-estar humano, e que o objectivo devia ser obter o máximo de satisfação com o mínimo de consumo. Logo, se o propósito da roupa é fornecer uma certa quantidade de conforto em termos de temperatura e uma aparência atraente, a tarefa será a de alcançar este objectivo com o menor esforço possível, ou seja, com a menor destruição anual possível de vestuário e com a ajuda de designers que impliquem o menor consumo possível de tecido. Menos tecido aqui, implica mais tempo e esforço de sobra para a criatividade artística. Seria altamente não-económico, por exemplo, optar por vestuário complicado, como o vestuário ocidental, quando um efeito muito mais belo pode ser alcançado através da composição habilidosa de material por cortar. Seria absurdo criar materiais que se consumissem muito depressa e seria bárbaro fazer algo que parecesse feio, grosseiro ou mau. Isto que foi dito sobre roupas aplica-se igualmente a todas as outras necessidades humanas. A propriedade e o consumo de bens não deve ser visto como um fim em si mesmo, e a Economia Budista deve ser um estudo sistemático de como se podem alcançar determinados fins com os meios mínimos.

A economia moderna, por outro lado, considera o consumo como sendo o único fim e o propósito absoluto de toda a actividade económica, tomando em conta factores de produção – terra, trabalho e capital – como meios. A primeira procura maximizar a satisfação humana através de um padrão óptimo de consumo, enquanto que a segunda procura maximizar o consumo através do padrão óptimo de esforço produtivo. Não é difícil de compreender que o esforço necessário para manter esta forma de vida que procura obter o padrão óptimo de consumo deverá ser muito menor que o esforço necessário para manter um impulso para um padrão máximo de consumo. Não devemos assim ficar assim surpreendidos se a pressão e o esforço para manter esse nível de vida forem muito menores por exemplo, em Burma, do que nos Estados Unidos, apesar do facto da quantidade de maquinaria que permite poupar trabalho usado neste país ser imensamente maior do que a usada no primeiro país. A Simplicidade e a Não-Violência estão obviamente proximamente relacionadas. O padrão óptimo de consumo, produzindo um alto grau de satisfação humana pelos meios de uma relativamente baixa taxa de consumo, permite que as pessoas vivam sem grandes pressões e tensões de forma a que possam cumprir o mandamento primário do ensinamento budista: “Pare de praticar o Mal; tente fazer apenas o Bem.” Como os recursos físicos são limitados em todo o lado, as pessoas que procuram satisfazer as suas necessidades pelo meio de um uso modesto dos recursos serão menos inclinadas a agarrarem as gargantas de outras que aquelas que dependem de altos padrões de consumo. Igualmente, as pessoas que vivem em comunidades locais auto-suficientes são menos inclinadas a envolverem-se em violência em grande escala do que as pessoas cuja existência depende de sistemas mundiais de comércio.

Do ponto de vista da Economia Budista, assim, a produção a partir de recursos locais para suprir necessidades locais é a forma mais racional de vida económica, enquanto que a dependência de importações longínquas e a necessidade consequente de produzir para exportar para povos desconhecidos e distantes é altamente não-económica e justificável somente em casos excepcionais e em pequena escala. Assim como um economista moderno pode admitir que uma taxa elevada de consumo de serviços de transporte entre a residência de um homem e o seu local de trabalho significa um infortúnio e não um alto padrão de vida, assim um budista defenderá que satisfazer as necessidades humanas a partir de locais longínquos em vez de o fazer a partir de locais próximos significa falhanço e não sucesso. O primeiro tende a exibir estatísticas expondo um aumento no número de toneladas/milhas por cabeça transportadas pelo sistema de transportes de um país como prova de progresso económico, enquanto que o segundo – o Economista Budista – dirá que as mesmas estatísticas indicam uma altamente indesejável deterioração do padrão de consumo.

Outra diferença marcante entre um economista moderno e um economista budista vem à superfície na questão do uso dos recursos naturais. Bertrand de Jouvenel, o grande filósofo político francês, caracterizou o “Homem ocidental” em palavras que podem ser tomada como uma boa descrição de um economista moderno: “Ele tende a contar nada como uma despesa, nada além de um esforço humano; ele não parece importar-se muito com a quantidade de matéria mineral desperdiçada e, muito pior, quanta matéria viva é destruída. Ele não parece compreender que toda a vida humana é uma parte dependente de um ecosistema de muitas formas diferentes de vida. Assim como o mundo é gerido a partir de cidades onde os Homens são afastados de qualquer outra forma de vida que não seja humana, o sentimento de pertença a um ecosistema não é aqui vivido. Os resultados de um tratamento duro e imprevidente das coisas de que ultimamente todos dependemos, como as árvores e a água.”

O ensinamento de Buda, por outro lado, garante uma atitude reverente e não-violenta não somente para todos os seres sencientes, mas também, com grande ênfase, a árvores. Cada seguidor de Buda deve plantar uma árvore todos os dois ou três anos e cuidar dela até que esteja firmamente estabelecida, e um economista budista pode demonstrar sem grande dificuldade que a observação universal desta regra iria resultar numa taxa elevada de desenvolvimento económico genuíno indepentemente de qualquer ajuda externa. Muita da decadência económica do sudoeste da Ásia (e de outras partes do mundo) deve-se indubitavelmente a esta vergonhosa e pouco inteligente negligência das árvores.

Um economista moderno não distingue entre materiais renováveis e não-renováveis, já que o seu melhor método é igualar e quantificar tudo pela forma do seu custo monetário. Assim, optando por vários combustíveis alternativos como o carvão, o petróleo, a madeira ou a energia hídrica: a única diferença entre eles reconhecida pelo economista moderno é o custo relativo por unidade equivalente. A mais barata será a preferida, e agir de outra forma será iracional ou “anti-económico”. De um ponto de vista budista, esta visão não é idêntica; a diferença essencial entre combustíveis não-renováveis como o carvão e o petróleo não pode ser vista de forma superficial. Os bens não-renováveis devem ser usados somente se forem indispensáveis, e somente com o maior dos cuidados e com a maior atenção pela conservação. Usá-los de forma impensada ou extravagante é um ato de violência, e enquanto que a não-violência completa não pode ser alcançada nesta terra, continua a ser um dever inelutável do Homem procurar este ideal de não-violência em todos os seus atos.

Assim como um economista moderno não deve considerar uma grande realização se todos os tesouros de arte da Europa fossem vendidos à América a preços muito atrativos, assim o economista budista deve insistir que uma população baseando a sua vida económica em combustíveis não-renováveis é viver parasitariamente, de capital em vez de retorno. Tal forma de vida não tem permanência e logo, pode ser justificada só como um expediente puramente temporário. Como os recursos mundiais de combustíveis não-fósseis – carvão, petróleo e gás natural – estão desigualmente distribuídos pelo globo e indubitavelmente em quantidade, é claro que a sua exploração a uma taxa sempre crescente é um acto de violência contra a natureza e deverá inevitavelmente conduzir à violência entre os Homens.

Este facto somente deve alimentar o pensamento mesmo para aquelas pessoas nos países budistas que não se importam com os valores religiosos e espirituais da sua herança e que desejam ardentemente abraçar o materialismo da economia moderna à mais rápida velocidade possível. Assim, eles descartam a economia budista como nada mais do que um sonho nostálgico, e podem desejar considerar o tipo de desenvolvimento económico delineado pela economia moderna como podendo conduzi-los a lugares onde realmente não querem estar. No final do seu livro corajoso: “The Challenge of Man’s Future” (“O Desafio do Futuro do Homem”), o Professor Harrison Brown do “California Instute of Technology” escreve o seguinte: “Assim nós vemos que, assim como uma sociedade industrial é fundamentalmente instável e sujeita à reversão para uma existência agrária, assim dentro das condições que disponibilizam a liberdade individual são instáveis na sua capacidade para evitar as condições que impõem uma organização rígida e um controlo totalitário. De facto, quando examinamos todas as previsíveis dificuldades que ameaçam a sobrevivência da civilização industrial, é difícil ver como o alcance da estabilidde e a manutenção da liberdade individual podem ser tornadas compatíveis.”

Mesmo se esta posição fôr descartada como uma visão de longo prazo há a questão imediata de saber se a “modernização”, como o é praticada actualmente sem considerar valores religiosos e espirituais, está de facto a produzir resultados agradáveis. Na medida ao que importa às massas, os resultados parecem estar a ser desastrosos – o colapso da sua economia rural, uma onda crescente de desemprego nas cidades e nos campos, e o crescimento de um proletariado urbano sem alimento nem para o seu corpo nem para a sua alma.

À luz quer da experiência imediata e de uma visão a longo prazo o estudo da Economia Budista deve ser recomendado mesmo aqueles que acreditam que o crescimento económico é mais importante que os valores espirituais e religiosos. Porque não é uma questão de escolher entre “crescimento moderno” e “estagnação tradicional”. É uma questão de encontrar o caminho certo para o Desenvolvimento, o Caminho do Meio entre o materialismo ireflectido e a imobilidade tradicionalista, em suma, de encontrar a “Forma correta de viver”.

Notas Bibliográficas:

1. The New Burma (Economic and Social Board, Government of the Union Burma, 1954).
2. Ibid.
3. Ibid
4. Wealth of Nations by Adam Smith.
5. Art and Swadeshi by Ananda K. Coomaraswamy (Ganesh & C Madras).
6. Economy of Permanence by J. C. Kumarappa (Sarva-Seva Sangh Publicati Rajghat, Kashi, 4th edn., 1958).
7. The Affluent Society by John Kenneth Galbraith (Penguin Books Lt 1962).
8. A Philosophy of Indian Economic Development by Richard B. Gre (Navajivan Publishing House, Ahmedabad, India, 1958).
9. The Challenge of Man’s Future by Harrison Brown (The Viking Press, N York, 1954).

Fonte original:
http://www.smallisbeautiful.org/buddhist_economics.html

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Guerra Geórgia-Rússia: O exército georgiano colapsa e recua em todas as frentes

Uma questão me tem assolado nas últimas horas… Se o exército terrestre da Geórgia tem 5 brigadas de infantaria, uma de artilharia, um batalhão de tanques ligeiros, um batalhão de tanques, agrupando num total 28,739 homens, não contando com os perto de 200 mil reservistas mobilizados desde domingo e se estas forças alinham 280 T-72 (vários modelos), 80 BMP-1, 120 BMP-2, 75 BTR-80, para além de numerosa artilharia fixa e um invulgarmente elevado número de pelas de artilharia autopropulsionada (quase 100 unidades), então… como se explica que a Geórgia tenha perdido já o controlo de mais de metade do seu território, esteja dividida em duas pelas colunas russas e que haja já forças adversárias a menos de 50 Km da capital, Tbilissi, sendo calmamente entrevistas pelos jornalistas? Até sábado, a Geórgia tinha reconhecido ter perdido 50 soldados e ter 450 dos seus militares feridos, o que não explica este colapso em todas as frentes…

Há assim sinais claros de que o exército georgiano está simplesmente a desertar em massa e a retirar da frente mesmo sem receber ordens para tal… No mesmo momento em que forças especiais russas Spetnaz e unidades paraquedistas entravam em Tskhinvali, no Sábado, alinhando entre 1500 a 2500 homens, as forças georgianas começavam a abandonar a cidade “unilateralmente”, isto é, sem travarem combates diretos além de duelos de artilharia. Após esta conquista, e nos arredores desta cidade, os russos teriam perdido cerca de 30 blindados (BMPs, sobretudo), segundo fontes georgianas, mas omitindo números de soldados mortos ou feridos de ambos os lados…

A força aérea georgiana não aparece no cenário de guerra, deixando os Su-25 (fabricados na Geórgia no tempo da URSS…) e os Tu-22 russos de mãos livres para bombardear o seu país. O que se explica quando se nota que os interceptores MiG-21 e MiG-25 que anos antes constavam do seu inventário agora desapareceram e que a Geórgia… não tem um único interceptor para colocar no ar, já que os Su-25 são aviões de ataque ao solo! A Geórgia afirma ter abatido 10 aviões russos, mas está claramente a exagerar, já que não está a exibir as suas carcaças ou então está a contabilizar também UAVs, seguindo a tradição do antigo ministro da informação iraquiano… Os russos confirmam apenas a perda de dois aparelhos, afirmando também ter abatido 5 aviões georgianos, (3 Su-25 KM e 2 2 L-29).

Na Abkhazia, as forças independentistas, apoiadas por Su-25 e artilharia russas (e 135 blindados russos, segundo a AP), expulsaram o exército da Geórgia do último fragmento que esta ainda ocupava nas montanhas a leste nesta república separatista e isto apesar do envio de comboios carregados com tropas e blindados georgianos desde o porto de Batumi até à Abkhazia no passado sábado. Na verdade, forças rebeldes abkhazes ergueram até a sua bandeira no rio Inguri, já bem dentro do território georgiano e completamente além da fronteira da sua “república”, exprimindo assim a total derrota das forças georgianas… Por seu lado, as forças russas, ocupam aliás a cidade de Senaki, perto da fronteira abkaze…

Na verdade, a estratégia dos comandos militares georgianos revela uma incapacidade quase absoluta para cumprir a sua missão de defender o país… Depois de terem cometido erros clamorosos ao não terem bloqueados vias de comunicação essenciais entre a Ossétia do norte, russa e a a capital da Ossétia do sul que acabavam de tomar, agora, ou decidem retirar de todas as frentes a caminho de Tbsilisi ou deixam que as forças na frente desertem e recuem em massa para o interior do território deixando espaço livre às colunas militares russas. Oficialmente, a estratégia é retirar para a capital, e os 2000 soldados da brigada de élite que estão a caminho desde o Iraque serão estacionados precisamente na capital.

Os russos estão entretanto a violar as suas próprias promessas e aproximar-se mais e mais da capital georgiana, estando a menos de 60 minutos de Tbilisi (no momento em que escrevo estas linhas) e sem sinal de oposição pela frente. Gori, uma importante cidade georgiana a norte de Tbilisi, foi tomada hoje sem um tiro por perto de 50 blindados e menos de 7000 soldados russos. Zugdidi, na Geórgia ocidental está também conquistada, assim como as cidades de Zugdidi e Kurga, na mesma região. As forças georgianas que retiraram destas cidades apressam-se a caminho de Tbilisi, acenando aos civis que encontram para retirarem com eles, também…

Curiosamente, o único local onde o exército georgiano parece ainda empenhado em se bater é a Ossétia do sul, onde os seus snipers ainda estão muito ativos e onde ontem foram vistos 6 helicópteros de ataque Mi-25 atacando alvos russos.

Em suma. O exército georgiano evaporou-se e as posições que está a ocupar em torno de Tbilisi serão abandonadas logo que as colunas russas estiverem à vista.

Fontes:
http://georgiandaily.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5578&Itemid=65
http://en.wikipedia.org/wiki/Military_of_Georgia#Land_Forces
http://www.armytimes.com/news/2008/08/ap_russia_georgia_081208/
http://network.nationalpost.com/np/blogs/fullcomment/archive/2008/08/11/tom-philip-georgia-s-firecracker-president-loses-control-of-his-fuse.aspx http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article4509692.ece

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Quids S12-57: Em que campo petrolífero offshore foi tirada esta fotografia?

Dificuldade: 3

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 4 comentários

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