Daily Archives: 2008/06/17

Angola ultrapassa a Nigéria como o maior produtor africano de petróleo


(Campo Offshore de Takula em Cabinda in http://www.baumpub.com)

Pela primeira vez, a produção total de petróleo de Angola vai ultrapassar a da Nigéria, tornando este país lusófono o maior produtor africano de petróleo. Angola é um dos membros mais recentes da OPEP e conseguiu ultrapassar este grande país da África Ocidental com uma produção de 1,873 milhões de barris diários em Abril de 2008, mais 55 mil que a Nigéria. A produção angolana tem vindo a crescer de forma constante, devido à abertura de novos campos offshore ao largo de Cabinda, enquanto que a produção nigeriana tem sido afetada por uma diversidade de problemas nos poços, avarias, danos nos oleodutos e até ataques de forças de guerrilha e danos intencionais nas condutas provocados por populares para extrairem e venderem no mercado negro o petróleo assim recolhido. Estima-se que a capacidade de produção nigeriana atual não seja mais do que 40% da sua capacidade máxima instalada e este desfasamento indica bem a escala do problema nigeriano…

A Nigéria, embora mantivesse desde 1978 o título de maior produtor africano é um dos exemplos mais claros de incompetência na gestão dos fundos do petróleo e de corrupção generalizada. Em resposta a estes problemas, grupos de guerrilha das regiões onde se situam os poços têm vindo a reclamar uma maior transferência de verbas do governo federal e o combate à corrupção que atravessa praticamente todos os segmentos da sociedade nigeriana. Estes problemas estão aliás na base da revolta do “Movimento para a Emancipação do Delta do Níger” (MEDN) que tem sido responsabilizado pela maioria destas ações de sabotagem. Os rebeldes afirmam que os níveis de vida da população desta zona são dos mais baixos da federação nigeriana e que a degradação do meio ambiente deixada pelas companhias petrolíferas estrangeiras, nomeadamente a Shell, está a afetar a exploração agrícola e a atividade píscicola no Níger.

A vantagem angolana, contudo, não deverá durar muito tempo… A greve dos trabalhadores da Exxon Mobil na Nigéria já terminou e com o seu fim, a Nigéria vai injetar no mercado mais 800 mil barris diários. A Shell também já declarou que tinha recolocado em produção as suas instalações danificadas por ataques de guerrilha, contudo, não tendo havido qualquer alteração estrutural, nem ao nível de um incremento das ajudas às populações locais, nem no combate à corrupção, nem sequer no aumento da eficiência das forças policiais e militares da Nigéria no combate contra o MEDN, tudo indica que estes problemas de produção irão regressar num futuro mais ou menos próximo, e logo, que Angola irá retomar esta liderança… Não somente porque a sua produção continua a dar sinais de poder ainda aumentar, mas sobretudo porque como se trata de uma produção offshore está mais protegida de eventuais ataques da guerrilha da FLEC que reclama a independência do território de Cabinda, o qual mantêm um quadro de reclamações (justificadas) que não é muito diferente do MEDN… Com a diferença de que os seus campos estão longe demais para poderem ser atacados, ao contrário dos campos nigerianos.

Fontes:
http://www.energy-daily.com/reports/Analysis_Angolan_oil_output_tops_Nigeria_999.html
http://www.africanews.com/site/list_messages/18285

Categories: Economia, Política Internacional | Etiquetas: , | 9 comentários

Quids S3-28: Quais são os erros deste cartaz?

Dificuldade: 2

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

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Um português chamado António Vieira: O “Quinto Império” em António Vieira: um Constructo Católico

Num “exame”, um texto que Vieira comporia para condensar e facilitar a conversão dos judeus ao catolicismo, o jesuíta aludiria a dado ponto por “… que o tal Quinto Império por qualquer modo que seja há de ser sempre não só católico, mas o mais católico que nunca houve.” Este Império católico, devia assim não enquadrar em si comunidades e religiões de outras matrizes religiosas, mas cumprir-se pela sua conversão ao catolicismo de Roma, e visando assim sobretudo a conversão de judeus, indígenas e muçulmanos. Liderando este Império Universal, Vieira coloca Dom João IV, “porque princípe que gasta com seus vassalos tudo o que recebe deles, não lhe compete menos conquista que a do Mundo, menos Monarquia que a do Universo… Assim prometem as novas profecias… para grande aumento da fé; para grande glória da Igreja; para grande honra da nação portuguesa…”

António Vieira, queria sobretudo que a concepção do Império Universal cristão vingasse. Este Império deveria ser erguido à semelhança da Igreja e, essa construção deveria ser feita – naturalmente – por um príncipe cristão, cabeça de um dos pilares do catolocismo e de missões católicas em todo o mundo, desde o Japão à Índia e por meio das selvas do sertão brasileiro. E esse pilar era Portugal e o seu império ultramarino, com especial destaque para o Brasil que Vieira sentia como sendo a sua primeira pátria.

O “Quinto Império” de Vieira não correspondia politica e administrativamente ao mesmo formato de Império dos quatro impérios precedentes… Assírios, romanos, macedónios e outros, formaram império na base da conquista, anexação e de um controlo centralizado e férreo. Com efeito, este Império de Vieira não era um corpo único e unificado, mas uma entidade multiforme e descentralizada. O Imperador Universal decidiria das contendas e disputas entre os diversos imperadores e reis colocados sob a sua tutela, mas não regiria em seu nome, sempre com a suprema intenção de manter por todo o mundo a paz de Cristo, mas nunca a impondo pela força das armas ou das legiões. Uma imagem que está muito conforme com a visão que hoje em dia alguns têm quanto à essência e ao destino de uma potencial União Lusófona…

A importância de Portugal no lançamento deste constructo universalista católico resultava primariamente do papel de Portugal na missionação do mundo através da extensa rede de missões promovidas pelos portugueses no mundo a partir dos seus estabelecimentos no Oriente e no Brasil. Assim, as conquistas de Portugal, a sua defesa e recuperação (contra a Holanda) seriam fundamentais para criar as bases desse novo e prometido Quinto Império Cristão e por isso dava Vieira tanta importância à Restauração de Portugal e à defesa do reino. Não porque Portugal fosse em si mesmo importante. Mas porque importante era o “império futuro” que ainda haveria de vir e em cuja fundação Vieira encontrava em Bandarra sinais que haveria de partir de Portugal.

Categories: Brasil, História, Padre António Vieira, Portugal | 6 comentários

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