Daily Archives: 2008/06/02

A “hipermortalidade” e a evaporação demográfica da Rússia

(A evaporação da Rússia in http://www.1913intel.com)

A Rússia parece enredada numa teia cada vez mais densa de problemas demográficos de dimensões apocalípticas. Depois das notícias (ver AQUI) que dão conta da perda de 700 mil habitantes por ano, um problema especialmente grave nas regiões da Ásia Central e do Extremo Oriente, com a multiplicação de cidades fantasma pelo interior da Federação Russa. O problema é tão grave que as Nações Unidas estimam que em 2050 a população russa vai descer dos atuais 146 milhões para entre 80 a 100 milhões.

Mas para além desta demografia em declínio, a Rússia conhece – segundo a ONU -um novo fenómeno conhecido como “hipermortalidade”. O fenómeno ocorre sobretudo durante a idade ativa e consiste na existência de uma mortalidade 3 a 5 vezes maior para os homens e duas vezes mais alta do que a de qualquer país que tenha um nível de desenvolvimento semelhante ao russo. Este fenómeno, conjugado com o declínio demográfico indicado no parágrafo anterior, faz com que a população russa capaz de trabalhar se reduza ao ritmo de um milhão de trabalhadores a menos a cada ano que passa, numa caminhada descendente, que será de 670 a 750 mil por ano em 2020 e de 900 mil a um milhão em 2025. Um tal declínio vai inevitavelmente afetar a Economia russa, especialmente se lhe somarmos o começo do declínio da produção de gás e de petróleo que se estima que comece a ocorrer a partir de 2010-2015.

Embora existam vários factores que contribuem para o grave problema demográfico russo, sendo que um dos mais importantes é o do SIDA que desde 1997 se multiplicou no número de infectados mais de 370 vezes… Atualmente, 1,3 milhões de russos convivem com o vírus e o número de crianças que nascem já com o vírus sofreu um aumento de 44% em 2007. O problema demográfico russo é contudo anterior ao próprio estabelecimento da democracia na Rússia, em 1991, radicando-se em meados da década de 80 ou mesmo em 60, para alguns demografos em resultado de um sistema de saúde deficiente e a uma quase sistemática ausência de uma estratégia de prevenção de doenças, ainda durante essa fase terminal do regime comunista, mas que foi muito agravado depois de 1991. Para culminar, a Rússia tem um problema grave e disseminado de alcoolismo, com mais de um terço de todas as mortes masculinas ligadas a um consumo excessivo de alcóol.

Estes problemas demográficos parecem desmentir a colocação da Rússia entre os BrIC (em r menor…), as potencias económica do futuro… Assim, em vez de BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), teríamos os… BIC, pois como pode um país sustentar a sua economia e o crescimento da mesma sem população?

Fonte:
http://www.terradaily.com/reports/Walkers_World_Russias_hypermortality_999.html

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Quids S12-19: Quem pilotava este avião?

Dificuldade: 3

Regras:

1. Cada Quid valerá entre 1 a 3 pontos.
2. Cada pista fornecida deduzirá um ponto aos pontos correntes ao Quid, parando esta descida em 1 ponto.
3. Não serão dadas pistas no próprio dia do lançamento do mesmo, mas apenas no período seguinte (12:30-14:30 do dia seguinte, juntamente com o lançamento do Quid seguinte). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, se pedidas.
4. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

Categories: Quids S12 | 7 comentários

Da crise do sistema partidário em Portugal

“O principal problema da oposição à direita ao actual Governo é que tem medo de ser oposição. Ou, para ser mais rigoroso: não é capaz de ser oposição porque aquilo que a diferencia do partido no poder são detalhes.”

(…)

“Ao contrário do que muitas vezes se sugere, este aparente “consenso” não é saudável numa democracia aberta. Porquê? Porque sem pluralismo verdadeiro, e não artificial ou “clubístico” sem real competição entre ideias e modelos diferentes (e não apenas entre soluções técnicas rivais), falta aos cidadãos a possibilidade de escolher não apenas entre líderes diferentes, mas entre políticos diferentes.”

(…)

“Do Portugal, Que Futuro? ao Compromisso Portugal, a maioria destes movimentos esgotam-se quando os seus protagonistas chegam ao Poder”

(…)

“Não temos nada que se assemelhe a um think-thank americano ou a tantos centros de estudos, fundações ou departamentos universitários que, por essa Europa fora, são capazes de alimentar correntes de opinião diferenciadas e ajudar os políticos a serem… diferentes.”

José Manuel Fernandes

Público, 26 de Março de 2008

Se as diferenças entre PS e PSD são meramente “fulânicas” e se apenas a suposta competência para aplicar a mesma política distingue os dois partidos de poder em Portugal, então o sistema democrático só se pode salvar se… estes deixarem de serem alternantes na partilha do Governo da República. A semelhança de políticas, objectivos e princípios é agora especialmente flagrante já que o PS de José Sócrates bandeou claramente à direita, e que o PSD tem um dos líderes mais inseguros e hesitantes da sua história, mas a semelhança destes gémeos esvazia o sistema político e abre margem à aparição de novos projectos.

Entre um sistema cada vez mais personalizado e cada vez menos politizado, em que os partidos e os políticos são cada vez mais tecnocratas cegos que se limitam a aplicar o melhor que podem políticas definidas algures fora do país, nasce espaço para que surjam projectos e ideias verdadeiramente alternativas. E são precisamente porque estas não têm surgido e porque existe esta indistinção entre os dois partidos que se vão alternando no Poder que se registam em Portugal níveis de abstenção crescentes e que começam a ser tão elevados que estão a ameaçar a própria existência do sistema democrático. Urge portanto aproveitar as energias que existem na sociedade portuguesa e que o fenómeno das petições virtuais deixa adivinhar, encontrar novas formas de participação na sociedade civil que potenciem estas energias e que… se criem as condições para o esgotado sistema bi-partidário que – de facto – nos vai regendo desde 1975 desapareça e surja uma nova democracia mais pluralista, descentralizada e participada.

Publicado também em Nova Águia

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